Mato Grosso
Seduc reúne gestores, professores e novos servidores para fortalecer práticas pedagógicas antes do retorno às aulas

A Secretaria de Estado de Educação de Mato Grosso (Seduc-MT) promove entre os dias 19 e 23 de janeiro, no Complexo Leila Maluf, em Cuiabá, a Semana Pedagógica 2026, principal evento da educação pública estadual que antecede o início do ano letivo, marcado para o dia 2 de fevereiro. A expectativa é reunir cerca de 2.500 servidores por dia, em uma programação intensa voltada ao alinhamento e à preparação da rede.
Segundo a Seduc, mais do que um encontro formativo, a Semana Pedagógica tem como objetivo organizar e integrar estratégias, diretrizes e práticas que vão orientar o trabalho desenvolvido ao longo do ano nas 628 escolas da Rede Estadual. A proposta é garantir que todas as unidades iniciem o ano letivo de forma planejada, articulada e com clareza de prioridades.
O evento reúne diretores escolares, coordenadores pedagógicos, secretários escolares, professores e equipes técnicas em uma iniciativa estruturante que integra formação pedagógica e fortalecimento da gestão escolar. A proposta é criar um espaço de diálogo qualificado entre diferentes áreas da educação, estimulando a troca de experiências e a construção coletiva de soluções para os desafios enfrentados no dia a dia das escolas.
A abertura da programação, no dia 19, será marcada pela Imersão em Rede, encontro que reúne equipes gestoras e psicossociais das escolas, além de coordenadores, equipes regionais, diretores regionais e adjuntos. O foco é preparar os gestores para a recepção dos servidores nas unidades na semana seguinte e apoiar o planejamento estratégico a partir dos principais marcos pedagógicos, administrativos e de gestão que vão nortear o ano letivo.
Entre os dias 20 e 22, o evento segue com a participação dos professores, em formato de oficinas rotativas. Cada servidor percorre uma trilha formativa com atividades práticas e dinâmicas “mão na massa”, desenvolvidas em parceria com diferentes áreas da Seduc. A proposta é aproximar planejamento e prática pedagógica, garantindo alinhamento de orientações e mobilização coletiva para o início das aulas.
A programação inclui ainda a cerimônia de posse dos novos servidores aprovados no último concurso da pasta. A atribuição dos profissionais ocorre nos dias 21 e 22, enquanto o dia 23 será dedicado ao onboarding institucional, com oficinas rotativas e conteúdos voltados à vida funcional, estágio probatório e outros temas relacionados à carreira no serviço público.
Como parte das ações de valorização e engajamento, nos dias 21 e 22 será lançado o SuperChef 2026, com aula show da chef Ariane Malouf, envolvendo cerca de 300 servidores da Área de Alimentação Escolar (AEE).
Para o secretário de Estado de Educação, Alan Porto, a Semana Pedagógica cumpre um papel estratégico decisivo para o sucesso do ano letivo. Segundo ele, o evento vai muito além da formação técnica. “Estamos falando de um momento-chave de organização da rede. É aqui que alinhamos expectativas, definimos prioridades e garantimos que todas as escolas iniciem o ano letivo no mesmo compasso, com clareza de metas e foco na aprendizagem dos estudantes”, destaca.
Alan Porto reforça que o início das aulas no dia 2 de fevereiro exige planejamento antecipado e integração entre as equipes. “Quanto mais bem preparados estivermos agora, mais fluido será o funcionamento das escolas desde o primeiro dia. A Semana Pedagógica permite que gestores e professores se sintam seguros, acolhidos e orientados, o que impacta diretamente na qualidade do ensino ofertado”, afirma.
O secretário também ressalta a importância de ações como o SuperChef e o onboarding dos novos servidores. “Valorizar cada profissional, reconhecer o papel de todas as áreas e integrar quem está chegando à rede faz parte da nossa estratégia. Educação de qualidade se constrói com pessoas engajadas, bem formadas e que se sintam parte de um projeto maior”, conclui Alan Porto.
Fonte: Governo MT – MT
Mato Grosso
Júri é remarcado depois que defesa abandona plenário em julgamento de filho de ex-deputado

A sessão de julgamento de Carlos Alberto Gomes Bezerra, acusado pelo feminicídio de Thays Machado e pelo homicídio qualificado de Willian Cesar Moreno, foi remarcada para o dia 31 de julho, às 9h, após a defesa abandonar o plenário nesta terça-feira (21). Mais uma vez, os advogados tentaram o adiamento do julgamento, o que foi indeferido pela juíza Monica Catarina Perri Siqueira, presidente da sessão, sob o argumento de que não havia justificativa plausível para a redesignação da data.
Segundo a magistrada, os advogados tiveram um prazo de 15 dias para analisar os documentos juntados aos autos. Ela ressaltou que a maior parte dessas informações já constava no processo e que a alegada falta de acesso a um despacho específico sobre prisão domiciliar não acarretaria prejuízo real, uma vez que a decisão sobre o tema também integra os autos.
“O advogado, quando assume a substituição no processo, o recebe no estágio em que ele se encontra. O processo não recua, ele tem que andar para a frente”, afirmou Monica Perri. Após anunciar a nova data do júri, a magistrada determinou que, caso não haja um advogado constituído apto para atuar na sessão, a Defensoria Pública deverá estar preparada para assumir a defesa na data prevista. Todos os presentes saíram intimados do plenário.
A acusação seria conduzida pelos promotores de Justiça Vinicius Gahyva Martins e Élide Manzini de Campos, integrantes do Núcleo de Defesa da Vida do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT). O réu era defendido pelos advogados Elson Marcelino da Silva Júnior, Larice Cristine, Melissa de Oliveira Machado e Gabriel Gouvea Neno Reiff.
Manobra – Ainda no plenário, o promotor de Justiça Vinicius Gahyva Martins sustentou que o acesso a processos externos é responsabilidade da defesa e que as questões relacionadas ao habeas corpus e à prisão domiciliar já foram resolvidas, não havendo justificativa para o adiamento do júri. Ele destacou o papel do Ministério Público como fiscal da lei, com a missão de assegurar direitos e preservar a imagem das vítimas perante a coletividade. Também se posicionou contra o abandono do plenário, ressaltando que a realização de um Tribunal do Júri exige o empenho e a presença de diversos envolvidos, inclusive pessoas que se deslocaram de outros estados, e que a “ritualística do tribunal” deve ser respeitada em busca da verdade.
Vinicius Gahyva disse ainda que o abandono do plenário é uma estratégia que acaba por arranhar a imagem do Tribunal do Júri. “Isso tem se tornado, de certo modo, frequente nos julgamentos do Tribunal do Júri, especialmente naqueles que afligem de forma intensa o interesse da coletividade, como é o caso concreto de um feminicídio e de um homicídio de dois jovens. São duas pessoas que, efetivamente, traduzem a necessidade de reafirmarmos o nosso papel social de não banalização da vida humana. Nós sabemos que o Tribunal do Júri envolve uma série de providências que devem ser adotadas para que o ato processual seja realizado, e lamentamos muito que esse tipo de estratégia esteja sendo adotada”, afirmou.
A promotora de Justiça Élide Manzini de Campos lembrou que o julgamento já deveria ter ocorrido no dia 7 de julho. Segundo ela, naquela ocasião, a defesa solicitou o adiamento para análise de provas, pedido que foi deferido pela magistrada responsável pelo caso, com a remarcação da sessão para 21 de julho. “É um absurdo uma medida protelatória após mais de três anos do fato, com a família aguardando o julgamento. A defesa admite alegações de nulidades que não existem e que já foram completamente afastadas. É uma estratégia utilizada para tentar postergar, prorrogar e até abrir outro incidente de sanidade, ou qualquer outra medida, para que esse julgamento não ocorra. Tudo isso já foi afastado, e não há motivo algum para que esse julgamento não aconteça”, afirmou.
Sobre o caso de feminicídio, a promotora destacou que a reação da sociedade demonstra uma rejeição cada vez mais firme a esse tipo de crime. Segundo ela, a população tem se posicionado de forma clara contra a violência de gênero e em defesa do enfrentamento aos feminicídios, cobrando respostas efetivas do sistema de Justiça para coibir esse tipo de violência.
Fotos: Josi Dias | TJMT
Mato Grosso
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Mato Grosso
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