Mato Grosso
Sema promove atividades e jogos em comemoração ao Dia Mundial do Meio Ambiente
Os visitantes que estiverem na unidade de conservação poderão aprender como fazer compostagem de seus resíduos orgânicos para adubar plantas. Para contribuir com a destinação correta dos resíduos sólidos, os visitantes também poderão assistir palestras sobre como separar corretamente o lixo.
As crianças de todas as idades serão convidadas para uma atividade artística de montagem de arara, capivara, tucano, jacaré e jaguatirica, animais conhecidos da fauna silvestre de Mato Grosso. Durante a atividade, os participantes também poderão aprender mais sobre as características, hábitos alimentares e habitat de cada espécie.
Quem estiver na Praça Cívica do Parque Mãe Bonifácia, em frente ao Casarão, também poderá participar do jogo “Fique Legal com o Meio Ambiente”, que tem como objetivo demonstrar quais são as atitudes para o cumprimento da legislação ambiental relacionada aos temas “Vegetação Nativa”, “Queimadas”, “Pesca” e “Resíduos Sólidos”.
Também estará disponível um tabuleiro ampliado do jogo em que as pessoas serão as peças e poderão percorrer a trilha como se fossem as peças do jogo. Até quatro participantes podem jogar, respondendo perguntas sobre o que legal ou ilegal em relação ao meio ambiente e vence quem chegar à última casa primeiro. A participação nas oficinas e jogos é gratuita e não é necessário fazer inscrição.
“Convidamos toda a população para participar dos eventos que foram programados para aproximar o cidadão dos temas relacionados ao meio ambiente e a utilização racional dos recursos naturais. As atividades são para toda a família, e trazem como destaque a nossa corrida, que alia a atividade física com a conscientização e educação ambiental”, destaca a secretária de Estado de Meio Ambiente, Mauren Lazzaretti.
Corrida de rua![]()
O Parque Mãe Bonifácia também receberá a corrida de rua Circuito das Estações, etapa Inverno, em comemoração à Semana do Meio Ambiente de 2023. Os atletas poderão escolher entre os percursos de 05 ou 10 quilômetros. Com largada às 7 horas em pelotão único, as inscrições podem ser feitas neste site. A inscrição é R$ 129,00, com valor promocional de R$ 64,50 para idosos.
Com largada e chegada na unidade de conservação, os atletas irão partir da Praça Cívica, no interior do Parque, passarão pela estátua da Mãe Bonifácia e seguirão contornando pela Praça do Cerrado até a saída pela Miguel Sutil onde os corredores seguirão o percurso e retornarão. Ao todo, os atletas percorrerão cerca de dois quilômetros dentro da unidade de conservação.
Serão realizadas as premiações para os três primeiros colocados, nas categorias masculina e feminina, para todas as distâncias disputadas.
Como parte da corrida ocorre dentro de uma unidade de conservação do tipo proteção integral, os atletas devem observar aspectos importantes especialmente em relação à fauna silvestre que habita o local. Não será permitida a entrada e distribuição de alimentos no Parque e os corredores devem se manter estritamente nas pistas pavimentadas e indicadas no percurso.
“Este ano vamos levar uma corrida de rua para dentro de uma unidade de conservação, aproximando os atletas e a população em geral das discussões ambientais. O Dia do Meio Ambiente foi concebido há quase 50 anos justamente para conscientizar a população sobre a importância da preservação dos recursos naturais”, explica a superintendente de Educação Ambiental e Atendimento ao Cidadão, Vânia Guedes.
A Corrida pelo Meio Ambiente resultará na recuperação de uma nascente na região do Centro Político Administrativo, em Cuiabá. Para cada corredor, uma muda será plantada em uma área degradada de pouco mais de meio hectare ao redor de uma das nascentes que deságuam no córrego Quarta-feira, curso d’água que abastece a lagoa do Parque das Águas.
Do tipo permanente e difusa, ou seja, verte água o ano todo com insurgências em múltiplos pontos, a nascente a ser recuperada fica ao lado do Detran. A recuperação terá a orientação técnica da Sema e será feita por meio de parceria entre a Secretaria de Segurança Pública (Sesp), o Verde Novo, projeto do Poder Judiciário idealizado pelo Juizado Volante Ambiental de Cuiabá (Juvam) e o Instituto Ação Verde.
Confira a programação:
Semana do Meio Ambiente 2023
Corrida Pelo Meio Ambiente – Circuito Estações – Etapa Inverno
Data: 04/06/2023
Largada: Praça Cívica Parque Mãe Bonifácia – Pelotão único às 7h
Percursos: 5km e 10km
Inscrições até: Site Morro MT
Oficina de Vaso Compostor Lixo Zero
Compostagem de lixo orgânico para adubação de plantas
Data: 04/06/2023
Local: Praça Cívica do Parque Mãe Bonifácia
Horário: 8h às 12h
Oficina de Separação de resíduos sólidos recicláveis
Como contribuir com o meio ambiente fazendo a separação de materiais recicláveis
Data: 04/06/2023
Local: Praça Cívica do Parque Mãe Bonifácia
Horário: 8h às 12h
Oficina Animais da Fauna Silvestre
Montagem de cinco animais da fauna silvestre mato-grossense utilizando técnicas de colagem e dobradura
Data: 04/06/2023
Local: Praça Cívica do Parque Mãe Bonifácia
Horário: 8h às 12h
Jogo “Fique Legal com o Meio Ambiente”
Jogo de tabuleiro abordando a legislação ambiental sobre vegetação nativa, queimadas, pesca e resíduos sólidos
Data: 04/06/2023
Local: Praça Cívica do Parque Mãe Bonifácia
Horário: 8h às 12h
Fonte: Governo MT – MT
Mato Grosso
Circuito do Varejo promove capacitação sobre atendimento e vendas digitais em Lucas do Rio Verde, Alta Floresta, Colíder e Água Boa

Mato Grosso
Leis aprovadas por Câmaras são declaradas inconstitucionais em MT

Foto- Assessoria
Leis aprovadas em câmaras municipais que avançam sobre atribuições típicas do Poder Executivo continuam sendo alvo de questionamentos no Judiciário, com reiterado reconhecimento de inconstitucionalidade por vícios formais. Em decisões recentes envolvendo municípios mato-grossenses, a exemplo de Sinop e Rondonópolis, o Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) reafirmou os parâmetros que delimitam a atuação do Legislativo local.
Nesse contexto, o Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) tem se manifestado em ações diretas de inconstitucionalidade apontando irregularidades em leis de iniciativa parlamentar que tratam da execução de políticas públicas. Foi o que ocorreu nos casos das Leis Municipais nº 3.599/2025, que instituiu a denominada Escola Ambiental, e nº 3.641/2026, que criou o Programa Oftalmologia nas Escolas, ambas no município de Sinop.
As análises jurídicas indicam que essas normas apresentaram vício formal de iniciativa, uma vez que trataram de matérias cuja proposição é reservada ao chefe do Poder Executivo. A Constituição Federal e a Constituição do Estado de Mato Grosso estabelecem que cabe privativamente ao Executivo propor leis que disponham sobre organização administrativa, funcionamento de órgãos públicos e implementação de políticas governamentais, entendimento que se aplica aos municípios por simetria constitucional.
Nos casos analisados, as leis não se limitaram à criação de diretrizes gerais, mas passaram a disciplinar a execução das políticas públicas. Entre os pontos identificados estão a definição de periodicidade de serviços, a imposição de atividades específicas por secretarias e a vinculação direta de ações à estrutura administrativa do município. Esse tipo de previsão normativa caracteriza ingerência indevida na esfera do Executivo, ao restringir a margem de decisão administrativa quanto à conveniência, oportunidade e viabilidade das medidas.
Situação semelhante foi verificada em Rondonópolis, onde a Lei Municipal nº 14.224/2025 instituiu o projeto “Bem-Estar Rural”, determinando a realização de atividades físicas e de lazer para a população, com frequência mínima semanal e execução a cargo de secretaria municipal. O entendimento consolidado foi de que a norma, também de iniciativa parlamentar, impôs obrigações concretas ao Executivo, interferindo na gestão administrativa, no planejamento de políticas públicas e na alocação de recursos humanos, além de exigir contratação de profissionais.
Nessa hipótese, assim como em Sinop, o Ministério Público apontou que, embora a iniciativa legislativa tenha sido orientada por finalidade social relevante, a forma adotada acabou por invadir a esfera de competência do Executivo, comprometendo o equilíbrio entre os poderes e retirando do gestor público a possibilidade de avaliar a melhor forma de execução da política pública.
Outro ponto comum nos casos analisados é a violação ao princípio da separação dos poderes. Embora o Legislativo tenha papel essencial na formulação de normas e na representação da sociedade, sua atuação encontra limites constitucionais. Quando a lei estabelece comandos operacionais específicos, substitui a discricionariedade administrativa por obrigações previamente definidas, caracterizando interferência indevida na gestão pública.
Além disso, foi constatada a ausência de estimativa de impacto orçamentário e financeiro em leis que criavam despesas públicas obrigatórias e continuadas. A exigência constitucional de apresentação desse estudo busca garantir o equilíbrio das contas públicas e a compatibilidade com o planejamento orçamentário. A inobservância desse requisito tem sido considerada vício suficiente para invalidar as normas.
A atuação do Ministério Público nesses casos busca assegurar que o processo legislativo observe os parâmetros constitucionais, contribuindo para a produção de normas eficazes e juridicamente válidas, sempre reconhecendo o importante papel das câmaras municipais na elaboração de leis que estabeleçam diretrizes gerais e políticas públicas em sentido amplo.
Mato Grosso
Estado é condenado a reformar Cadeia Pública feminina de Cáceres
A pedido da 1ª Promotoria de Justiça Cível de Cáceres (a 225 km de Cuiabá), a Justiça determinou que o Estado de Mato Grosso apresente, no prazo de até 90 dias, um plano completo para sanar irregularidades estruturais, sanitárias e de segurança na Cadeia Pública Feminina de Cáceres, sob pena de multa diária em caso de descumprimento. A 4ª Vara Cível da comarca julgou procedente a Ação Civil Pública (ACP) ajuizada pelo Ministério Público de Mato Grosso. A sentença foi proferida em 21 de maio.
A decisão judicial estabelece que o Estado deve elaborar, apresentar e implementar um Plano de Adequação Estrutural e Funcional, no qual deverão constar, de forma detalhada, todas as intervenções necessárias para a regularização da unidade, incluindo obras, reparos e medidas voltadas ao cumprimento das normas de segurança contra incêndio, das condições sanitárias e das exigências estruturais. O cronograma deverá indicar, ainda, os prazos de início e conclusão de cada etapa, a estimativa de custos, as fontes de financiamento e os órgãos responsáveis pela execução.
Além disso, o Estado deverá comprovar periodicamente o andamento das ações por meio da apresentação de relatórios técnicos e registros fotográficos a cada 60 dias, evidenciando a evolução das medidas adotadas. Na sentença, o juízo também fixou multa diária de R$ 2 mil, limitada inicialmente a R$ 100 mil, em caso de descumprimento dos prazos estabelecidos.
De acordo com a ação, a investigação teve início após a 1ª Promotoria de Justiça Criminal identificar irregularidades relevantes na unidade durante fiscalizações de rotina, especialmente relacionadas à estrutura física, à segurança e ao funcionamento, com risco à integridade de custodiadas e servidores. Diante desse cenário, a 1ª Promotoria de Justiça Cível instaurou procedimento para acompanhar a situação e cobrar providências do Estado, responsável pela gestão do sistema prisional.
As apurações revelaram um quadro crônico de precariedade estrutural, com edificações deterioradas, problemas nas instalações elétricas, ausência de sistemas adequados de prevenção a incêndios e falhas nas condições sanitárias. Relatórios técnicos e vistorias realizadas por órgãos como o Corpo de Bombeiros, a Vigilância Sanitária e o Centro de Apoio Operacional do Ministério Público (CAO-MP) confirmaram os riscos. Na cadeia feminina, foram registrados, entre outros problemas, fiação exposta e sobrecarga elétrica, fatores que motivaram, inclusive, pedido de interdição parcial.
“As irregularidades estruturais constatadas pelo Centro de Apoio Operacional do Ministério Público expõem de forma permanente pessoas privadas de liberdade, servidores e demais usuários das unidades prisionais a riscos concretos à vida e à integridade física, especialmente em razão da precariedade das edificações, da ausência de manutenção preventiva e da deficiência das instalações elétricas e estruturais.”, narra a ação.
Segundo o MPMT, as medidas adotadas pelo Estado ao longo da investigação foram pontuais e insuficientes para solucionar as irregularidades. O Ministério Público também buscou uma solução extrajudicial, por meio da proposta de celebração de um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC), mas não obteve resposta do poder público.
Foto: Reprodução.
-
Esportes29/05/2026 - 20:26União faz clássico decisivo com o Mixto no Luthero Lopes para voltar ao G4 da Série D do brasileiro
-
Artigos29/05/2026 - 20:50Pejotização da medicina: o lucro de poucos e a precarização da profissão médica
-
Rondonópolis01/06/2026 - 10:06Prefeitura de Rondonópolis suspende licitação para pavimentação da Rodovia Campo Limpo
-
Rondonópolis01/06/2026 - 13:36Prefeitura de Rondonópolis explica desligamento de profissional do Centro de Reabilitação Nilmo Junior
-
Artigos29/05/2026 - 20:48Primeiro emprego: veja quais habilidades estão em alta no mercado de trabalho
-
Rondonópolis29/05/2026 - 21:28Em despedida, prefeito enfatiza que Mohamed Zaher deixa grande legado a Rondonópolis
-
Rondonópolis01/06/2026 - 10:33Rondonópolis|Secretaria de Saúde prorroga investigação contra empresa terceirizada por mais 60 dias
-
Rondonópolis01/06/2026 - 08:58Prefeitura de Rondonópolis encerra Maio Amarelo com megamutirão e redução de 50% dos acidentes de trânsito na cidade






