Mato Grosso
Seplag intensifica ações do programa Ação Vida Saudável
Um levantamento feito pela Secretaria de Planejamento e Gestão (Seplag) constatou que 63% dos seus servidores que passaram pela aferição mensal, no mês de julho, estão acima do peso. Apenas 31% estão com peso normal (I.M.C entre 19,9 e 24,9).
Foram avaliados 89 servidores. Desses, cinco apresentaram baixo peso (6%), 28 peso normal (31%), 38 foram avaliados com sobrepeso (43%), 13 com obesidade I (14%) e cinco com obesidade II (6%). A idade média dos participantes foi de 38 anos, com maior participação feminina 55% (49) e 45% (40) masculina.
Os dados são da Coordenadoria de Segurança e Saúde no Trabalho, unidade ligada à Secretaria Adjunta de Administração Sistêmica da Seplag. A atividade faz parte do programa Ação Vida Saudável, que tem como objetivo reduzir os impactos diretos da obesidade, do colesterol, do diabetes e da hipertensão na saúde do servidor.
Além da aferição mensal, o programa conta com outras ações de monitoramento e acompanhamento da saúde dos servidores, como a avaliação de bioimpedância, o projeto Vou Correr e o treino funcional. Em 2017, quando a Coordenadoria de Saúde e Segurança no Trabalho da Adjunta de Gestão de pessoas estava à frente da execução do projeto foram realizadas 590 aferições de medidas antropométricas, cerca de 59 mensais. No total, 120 servidores foram acompanhados pela equipe.
“Mensalmente esses dados serão acompanhados e ações de intervenção como os programas Vou Correr e o treino funcional serão ofertados aos servidores”, ressaltou a coordenadora de Segurança e Saúde no Trabalho, Grazielly Rondina.
O programa Vou Correr é realizado as segundas e quartas-feiras, no Parque das Águas, das 17h às 18h45, e é voltado para os servidores da Seplag interessados em caminhadas e corridas. Os treinos ocorrem sob a supervisão e acompanhamento do educador físico Valdecarlos José Santos e do estagiário Jackson Timo Prates.
O treino funcional será iniciado no próximo dia 14 de agosto, com aulas as segundas e quartas-feiras, na sala de convivência da Controladoria Geral do Estado (CGE/MT), a partir das 17h30. As vagas são limitadas.
Mais informações pelo telefone 99222- 4568 com a Coordenadoria de Segurança e Saúde ou pelo e-mail: [email protected]
Mato Grosso
Júri é remarcado depois que defesa abandona plenário em julgamento de filho de ex-deputado

A sessão de julgamento de Carlos Alberto Gomes Bezerra, acusado pelo feminicídio de Thays Machado e pelo homicídio qualificado de Willian Cesar Moreno, foi remarcada para o dia 31 de julho, às 9h, após a defesa abandonar o plenário nesta terça-feira (21). Mais uma vez, os advogados tentaram o adiamento do julgamento, o que foi indeferido pela juíza Monica Catarina Perri Siqueira, presidente da sessão, sob o argumento de que não havia justificativa plausível para a redesignação da data.
Segundo a magistrada, os advogados tiveram um prazo de 15 dias para analisar os documentos juntados aos autos. Ela ressaltou que a maior parte dessas informações já constava no processo e que a alegada falta de acesso a um despacho específico sobre prisão domiciliar não acarretaria prejuízo real, uma vez que a decisão sobre o tema também integra os autos.
“O advogado, quando assume a substituição no processo, o recebe no estágio em que ele se encontra. O processo não recua, ele tem que andar para a frente”, afirmou Monica Perri. Após anunciar a nova data do júri, a magistrada determinou que, caso não haja um advogado constituído apto para atuar na sessão, a Defensoria Pública deverá estar preparada para assumir a defesa na data prevista. Todos os presentes saíram intimados do plenário.
A acusação seria conduzida pelos promotores de Justiça Vinicius Gahyva Martins e Élide Manzini de Campos, integrantes do Núcleo de Defesa da Vida do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT). O réu era defendido pelos advogados Elson Marcelino da Silva Júnior, Larice Cristine, Melissa de Oliveira Machado e Gabriel Gouvea Neno Reiff.
Manobra – Ainda no plenário, o promotor de Justiça Vinicius Gahyva Martins sustentou que o acesso a processos externos é responsabilidade da defesa e que as questões relacionadas ao habeas corpus e à prisão domiciliar já foram resolvidas, não havendo justificativa para o adiamento do júri. Ele destacou o papel do Ministério Público como fiscal da lei, com a missão de assegurar direitos e preservar a imagem das vítimas perante a coletividade. Também se posicionou contra o abandono do plenário, ressaltando que a realização de um Tribunal do Júri exige o empenho e a presença de diversos envolvidos, inclusive pessoas que se deslocaram de outros estados, e que a “ritualística do tribunal” deve ser respeitada em busca da verdade.
Vinicius Gahyva disse ainda que o abandono do plenário é uma estratégia que acaba por arranhar a imagem do Tribunal do Júri. “Isso tem se tornado, de certo modo, frequente nos julgamentos do Tribunal do Júri, especialmente naqueles que afligem de forma intensa o interesse da coletividade, como é o caso concreto de um feminicídio e de um homicídio de dois jovens. São duas pessoas que, efetivamente, traduzem a necessidade de reafirmarmos o nosso papel social de não banalização da vida humana. Nós sabemos que o Tribunal do Júri envolve uma série de providências que devem ser adotadas para que o ato processual seja realizado, e lamentamos muito que esse tipo de estratégia esteja sendo adotada”, afirmou.
A promotora de Justiça Élide Manzini de Campos lembrou que o julgamento já deveria ter ocorrido no dia 7 de julho. Segundo ela, naquela ocasião, a defesa solicitou o adiamento para análise de provas, pedido que foi deferido pela magistrada responsável pelo caso, com a remarcação da sessão para 21 de julho. “É um absurdo uma medida protelatória após mais de três anos do fato, com a família aguardando o julgamento. A defesa admite alegações de nulidades que não existem e que já foram completamente afastadas. É uma estratégia utilizada para tentar postergar, prorrogar e até abrir outro incidente de sanidade, ou qualquer outra medida, para que esse julgamento não ocorra. Tudo isso já foi afastado, e não há motivo algum para que esse julgamento não aconteça”, afirmou.
Sobre o caso de feminicídio, a promotora destacou que a reação da sociedade demonstra uma rejeição cada vez mais firme a esse tipo de crime. Segundo ela, a população tem se posicionado de forma clara contra a violência de gênero e em defesa do enfrentamento aos feminicídios, cobrando respostas efetivas do sistema de Justiça para coibir esse tipo de violência.
Fotos: Josi Dias | TJMT
Mato Grosso
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