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Serviço Florestal Brasileiro quer expandir o manejo sustentável de florestas nativas nos próximos anos

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O Serviço Florestal Brasileiro (SFB) quer ampliar a produção de madeira proveniente de áreas sob concessão florestal de áreas nativas. Um dos principais objetivos do sistema de concessão florestal é gerar produtividade, renda e empregos mantendo a floresta nativa em pé.

Atualmente, pouco mais de um milhão de hectares de floresta nativa pública está sob concessão florestal. São 17 contratos em seis florestas nacionais situadas nos estados do Pará e Rondônia. A ideia é que a produção de madeira em áreas de concessão aumente 20% nos próximos quatro anos.

“A concessão respeita as áreas de preservação permanente às margens dos rios, córregos. Então, é uma atividade que envolve bastante planejamento, identificação das árvores, cuidados na construção de infraestrutura, de pontes de acesso para minimizar ao máximo o impacto dessa atividade e manter a floresta em pé”, explica o gerente-executivo de Monitoramento e Auditoria Florestal do SFB, José Humberto Chaves.

Com produção média anual de 200 mil metros cúbicos de madeira, a concessão florestal representa 1,5% da produção de madeira proveniente de floresta amazônica.

Processo

Todas as árvores da floresta nativa pública que têm interesse ou viabilidade comercial são identificadas e inventariadas. Em uma área de um hectare da floresta amazônica, espaço que equivale a um campo de futebol, existem geralmente 700 árvores com diâmetro acima de 10 cm, contudo, apenas as que tem diâmetro acima de 50 cm podem ser colhidas no manejo sustentável.

“Em um hectare, no máximo cinco árvores são efetivamente exploradas. Hoje, a média da concessão é até abaixo disso, eu diria de duas a duas e meia árvores por hectare”, explicou José Humberto.

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A concorrência pública da concessão florestal envolve uma série de etapas, desde identificação das áreas, a realização de várias audiências públicas envolvendo a comunidade local até o processo de seleção e contratação da concessionária. Os contratos firmados com o Serviço Florestal têm sido de 40 anos.

A exploração de recursos não madeireiros, como castanha-do-Pará, açaí e outros produtos florestais, não é objeto da concessão e pode ser feita somente pelas comunidades locais. O concessionário pode explorar produtos não madeireiros, desde que não sejam de uso tradicional da população tradicional que vive na floresta ou no entorno dela.

Serviço Florestal Brasileiro

Benefícios ambientais e sociais

Os recursos arrecadados por meio da concessão florestal são distribuídos entre o Serviço Florestal Brasileiro, que fica com o chamado valor mínimo anual de 30% do valor de contrato; o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), que recebe 40%; os estados e municípios, com 20% cada, e o Fundo Nacional de Desenvolvimento Florestal, que fica com outros 20%.

“A atividade legal gera oportunidade dos municípios e estados acessarem os recursos oriundos dessa arrecadação, que podem ser usados em outras políticas e projetos que atendam aquela comunidade do entorno da floresta”, disse José Humberto.

O impacto econômico e social é percebido de forma significativa principalmente nos municípios do entorno da Floresta Nacional do Jamari, no estado de Rondônia, que foi a primeira mata nativa a participar do processo de concessão, há dez anos.

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Atualmente, as concessionárias vencedoras fazem o manejo sustentável em pouco mais de 20% da área total aproximada de 222 mil hectares da Flona do Jamari. Na área concedida, as empresas podem explorar além da madeira produtos como lenha residual da exploração, folhas, raízes, óleos, látex e resinas, e executar serviços como, hospedagem, esportes de aventura, visita e observação da natureza.

Na área da Flona de Altamira, no Pará, que tem cerca de 689 mil hectares, a atuação de um consórcio de concessionárias também tem feito a diferença na geração de empregos para a comunidade local, que vive em distritos com uma população média de 10 mil habitantes.

“A concessão florestal contribui diretamente para os objetivos do desenvolvimento sustentável. Você estabelece uma parceria público-privada, garante a presença do estado naquela localidade, ainda que seja pela via do privado, gera emprego, faz com que a economia local se desenvolva e atrai a comunidade local para atuar em favor dessa atividade”.

Monitoramento

O Serviço Florestal Brasileiro desenvolveu algumas ferramentas de monitoramento, como o sistema de rastreabilidade da madeira produzida. Cada tora e segmento extraídos das árvores é cadastrado no sistema e rastreados até as unidades industriais ou outros locais de produção.

“A gente usa mecanismo de detecção de exploração seletiva usando imagens de satélites para verificar se a exploração está ocorrendo dentro da área efetivamente autorizada. Temos usado drones durante nossas vistorias para quantificar a madeira produzida e temos um aplicativo que disponibiliza as informações de produção”, informou José Humberto.

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O órgão ainda está alinhando um acordo de cooperação com o Centro Gestor e Operacional do Sistema de Proteção da Amazônia (Censipam) a possibilidade de desenvolver pela primeira vez um sistema de identificação da exploração seletiva a partir de imagens de radar.

A vantagem do radar é que ele permite a visualização da área mesmo em períodos do ano que apresentam intensa cobertura de nuvens. O acordo deve ser finalizado ainda este ano.

A melhoria no monitoramento visa garantir o controle do manejo sustentável e combater o avanço de atividades ilegais do ponto de vista ambiental e trabalhista na área da mata nativa. Segundo SFB, a extração ilegal de madeira compete diretamente com a concessão florestal e gera desequilíbrio e concorrência desleal no preço da madeira comercializada para o consumidor, além de provocar frustração fiscal com a perda de receitas que seriam recolhidas pelo Estado.

“A madeira tem um custo para chegar no consumidor final, e esse custo muitas vezes está subdimensionado, dada a grande quantidade de madeira ilegal que existe. Valorizar a floresta é muito importante pra manter ela em pé. Se a sociedade não enxergar a floresta como algo viável, ela vai cada vez mais sofrer pressão. Então, não temos como dar outra destinação legal para essas florestas que não seja o manejo florestal”, alertou.

Serviço Florestal Brasileiro

Mais informações à Imprensa:Coordenação-geral de Comunicação Social
Débora Brito
[email protected]

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“A Carne do Futuro” será tema de simpósio nas principais cidades de Mato Grosso

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Evento reunirá mais de 2 mil produtores, pesquisadores e especialistas em Cuiabá e Rondonópolis

Foto- Assessoria

Com o tema “A Carne do Futuro”, o 12º Simpósio Nutripura, um dos mais importantes encontros da pecuária brasileira, acontecerá entre os dias 19 e 21 de março de 2026, com um dia de campo no Centro de Pesquisa Nutripura (CPN), em Rondonópolis, e outros dois dias de palestras e painéis em Cuiabá, no Buffet Leila Malouf, espaço referência em eventos no estado.

O simpósio reunirá mais de 2 mil participantes, entre produtores, técnicos, pesquisadores e empresas do agronegócio, em uma programação voltada à inovação, sustentabilidade e tendências nos principais mercados globais da carne brasileira.
Entre os nomes confirmados estão José Luiz Tejon, referência em marketing agro e comportamento do consumidor, Alexandre Mendonça de Barros, economista e especialista em cenários agropecuários, além de Moacyr Corsi, Flávio Portela e Luiz Nussio, professores da Esalq/USP reconhecidos por suas contribuições em nutrição, manejo e produção animal.

O Dia de Campo abrirá a programação com demonstrações práticas de tecnologias aplicadas à nutrição, manejo e bem-estar animal. Já os painéis técnicos e debates em Cuiabá contarão com especialistas para discutir os avanços da pecuária brasileira em inovação, sustentabilidade e rastreabilidade. O encerramento contará com o tradicional churrasco oferecido pela Nutripura, momento de networking e celebração da cultura da carne.
As inscrições já estão disponíveis no site www.nutripura.com.br/simposio.

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Exportação de carne suína de Mato Grosso bate recorde histórico em 2024

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China, Vietnã e Angola são principais destinos da proteína suína produzida em MT

Foto- Assessoria

O bom ano da suinocultura mato-grossense refletiu também nas exportações da proteína suína. De acordo com dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) Mato Grosso bateu recorde histórico de exportação de carne suína em 2024, atingindo 1,306 mil toneladas exportadas. O número é 9% maior que o exportado em 2023, antigo recorde com 1,199 mil toneladas.
No cenário nacional o resultado de 2024 também foi positivo, a exportação brasileira de carne suína (considerando todos os produtos, entre in natura e processados) atingiu 1,352 milhão de toneladas, estabelecendo novo recorde para o setor. O número supera em 10% o total exportado em 2023 (com 1,229 milhão de toneladas), segundo levantamentos da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA).
Para o presidente da Associação dos Criadores de Suínos de Mato Grosso (Acrismat), Frederico Tannure Filho, a expectativa de 2025 é positiva para o setor, principalmente pelo histórico dos últimos quatro meses.
“A expectativa é que 2025 seja um bom ano, visto o recorde de exportações nos últimos meses de 2024. A Acrismat vai continuar realizando o trabalho de manutenção sanitárias que promovem a qualidade da nossa carne, para manter nossas exportações e abrir novos mercados para nossos produtos”, pontuou.
Os principais destinos da carne suína de Mato Grosso foram Hong Kong, Vietnã, Angola e Uruguai. Dos produtos exportados, 80% foram In Natura, 18% miúdos e apenas 2% industrializados.
Na última semana o governo do Peru, por meio do Serviço Nacional de Sanidade Agrária (Senasa), autorizou que nove novas plantas frigoríficas no Brasil exportem produtos para o país.
Desde janeiro de 2023, o país vizinho importa carne suína do estado do Acre. Agora, com as novas habilitações, unidades em Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Paraná e São Paulo também poderão vender.
“A abertura do mercado peruano é mais uma boa oportunidade para a suinocultura de Mato Grosso, e reflete que o ano de 2025 para a atividade será de grandes oportunidades”, afirmou Frederico.
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Dia do Agricultor (28/7): produção de grãos deverá atingir 330 milhões de toneladas na próxima década

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Ministério da Agricultura prevê crescimento de 27% no setor até 2031; soja, milho, algodão e trigo puxam a evolução do setor

Foto: Assessoria

Enquanto outros setores produtivos mostraram dificuldades para crescer durante a pandemia, o agronegócio brasileiro “puxou para cima” o PIB nacional em 2020 – e deve continuar o bom desempenho também na próxima década. Segundo o estudo Projeções do Agronegócio, Brasil 2020/21 a 2030/31, realizado pela Secretaria de Política Agrícola do Ministério da Agricultura, a produção de grãos no Brasil deverá atingir mais de 330 milhões de toneladas nos próximos dez anos, uma evolução de 27%, a uma taxa anual de 2,4%. Soja, milho, algodão e trigo deverão se manter como os grandes protagonistas no campo.

O levantamento concluiu ainda que o consumo do mercado interno, o crescimento das exportações e os ganhos de produtividade, aliados às novas tecnologias, deverão ser os principais fatores de expansão do agronegócio brasileiro, que representou, no ano passado, mais de 26% de todo o produto interno bruto do país.

Na contramão

O setor de farinha de trigo, por exemplo, foi fortemente impactado pelo aumento no consumo de pães e massas no mercado interno durante a pandemia, e teve um crescimento de 9% no faturamento do ano passado, segundo estudo da Abimapi (Associação Brasileira das Indústrias de Biscoitos, Massas Alimentícias e Pães & Bolos Industrializados).

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E a tendência seguiu assim no primeiro trimestre de 2021. A Herança Holandesa – linha de farinhas de trigo da Unium, marca institucional das indústrias das cooperativas paranaenses Frísia, Castrolanda e Capal – registrou no período, uma produção de 36,6 mil toneladas de farinha de trigo, e um faturamento que ultrapassou os R$ 67 milhões, números robustos para o setor no estado. “Os primeiros meses do ano foram muito positivos para o moinho da Unium. Nossa estimativa de produção para 2021 é de 140 mil toneladas, mesmo com um segundo semestre mais desafiador, com o preço do dólar influenciando no custo da matéria-prima”, explica o coordenador de negócios do moinho de trigo da Unium, Cleonir Ongaratto.

Dividida entre farinha e farelo de trigo, a produção da Unium não foi interrompida durante o período mais crítico do isolamento social, e a companhia conseguiu ainda investir R$ 756 mil em seus produtos em 2020. Ongaratto afirma que o principal objetivo foi garantir que todos os clientes fossem atendidos e que os supermercados estivessem abastecidos. “E a tendência é que continuemos dessa  forma. Temos um estudo para uma duplicação da moagem no moinho da Herança Holandesa, que deve ser aprovado pela diretoria da Unium ainda este ano, pois acreditamos que o setor continuará crescendo no futuro”, finaliza o coordenador.

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