Mato Grosso
Servidores da Segurança Pública de MT são capacitados em gestão e fiscalização de contratos de alimentação
Servidores da Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp) foram capacitados em gestão e fiscalização de contratos para fornecimento de refeições ao sistema penitenciário e socioeducativo. O curso ocorreu nesta quarta-feira (16), no auditório da Controladoria Geral do Estado (CGE-MT), no Centro Político Administrativo, em Cuiabá. O treinamento foi ministrado pelos auditores Anderson Escobar e Orlando Cames e faz parte do “Programa CGE ORIENTA – Estado Íntegro e Eficaz”, para cerca de 230 servidores.
O secretário-adjunto de Administração Penitenciária, Jean Carlos Gonçalves, destacou a importância da capacidade técnica dos servidores para certificar a qualidade da alimentação fornecida nas unidades penitenciárias de Mato Grosso.
“Nossos contratos com as empresas de alimentação foram feitos com valores estão dentro do mercado. Não tem como justificar a má qualidade da prestação por conta de pagamento. A gente entra com a fiscalização da prestação desse serviço. Essa é a importância desse trabalho. Os servidores terão parâmetros de uma fiscalização eficiente, exigindo do prestador de serviço o que é pago. Nada mais, nada menos. Com a capacitação, os servidores terão capacidade técnica para aferir a entrega”, pontuou.![]()
Gestores e responsáveis pelo mapa de alimentação de todas unidades do sistema socioeducativo do estado passaram pelo treinamento. Segundo a secretária-adjunta de Justiça, Lenice Silva dos Santos, uma boa prestação de serviço é essencial para a manutenção da ordem nas unidades.
“Tem mais de 15 anos que a alimentação é terceirizada. Sempre foi um desafio para os fiscais do contrato, que serão capacitados, essa fiscalização, acompanhamento, garantir que chegue uma alimentação de qualidade. A má qualidade da alimentação é uma das causas de rebelião, motim e pela primeira vez, a CGE junto com a Sesp está promovendo essa formação para os fiscais e gestores para que seja mais eficiente a execução desses contratos”.![]()
A assistente administrativa no sistema socioeducativo de Sinop (a 480 km de Cuiabá), Jackeline Dionísio, contou que, em dez anos de serviços prestados, esta é a primeira vez que passa por capacitação na área de alimentação.
“É um fato inédito. Em 10 anos de serviço, essa é a primeira formação que vou participar referente à alimentação. Tive a oportunidade de conhecer mais, saber mais sobre o setor de alimentação”, afirmou.
Os fiscais e gestores de contratos, diretores e demais servidores que atuam na área de alimentação iniciaram a capacitação às 8h30 e finalizaram às 17h15.
No treinamento, transmitido ao vivo pela CGE, os auditores abordaram sobre o funcionamento do macroprocesso de aquisição, objetivos da fiscalização, atribuições do gestor e do fiscal de contrato, comunicação do registro de ocorrências, condutas que devem ser evitadas pelo fiscal de contrato, responsabilização do gestor e fiscal de contratos entre outras.
Fonte: Governo MT – MT
Mato Grosso
Júri é remarcado depois que defesa abandona plenário em julgamento de filho de ex-deputado

A sessão de julgamento de Carlos Alberto Gomes Bezerra, acusado pelo feminicídio de Thays Machado e pelo homicídio qualificado de Willian Cesar Moreno, foi remarcada para o dia 31 de julho, às 9h, após a defesa abandonar o plenário nesta terça-feira (21). Mais uma vez, os advogados tentaram o adiamento do julgamento, o que foi indeferido pela juíza Monica Catarina Perri Siqueira, presidente da sessão, sob o argumento de que não havia justificativa plausível para a redesignação da data.
Segundo a magistrada, os advogados tiveram um prazo de 15 dias para analisar os documentos juntados aos autos. Ela ressaltou que a maior parte dessas informações já constava no processo e que a alegada falta de acesso a um despacho específico sobre prisão domiciliar não acarretaria prejuízo real, uma vez que a decisão sobre o tema também integra os autos.
“O advogado, quando assume a substituição no processo, o recebe no estágio em que ele se encontra. O processo não recua, ele tem que andar para a frente”, afirmou Monica Perri. Após anunciar a nova data do júri, a magistrada determinou que, caso não haja um advogado constituído apto para atuar na sessão, a Defensoria Pública deverá estar preparada para assumir a defesa na data prevista. Todos os presentes saíram intimados do plenário.
A acusação seria conduzida pelos promotores de Justiça Vinicius Gahyva Martins e Élide Manzini de Campos, integrantes do Núcleo de Defesa da Vida do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT). O réu era defendido pelos advogados Elson Marcelino da Silva Júnior, Larice Cristine, Melissa de Oliveira Machado e Gabriel Gouvea Neno Reiff.
Manobra – Ainda no plenário, o promotor de Justiça Vinicius Gahyva Martins sustentou que o acesso a processos externos é responsabilidade da defesa e que as questões relacionadas ao habeas corpus e à prisão domiciliar já foram resolvidas, não havendo justificativa para o adiamento do júri. Ele destacou o papel do Ministério Público como fiscal da lei, com a missão de assegurar direitos e preservar a imagem das vítimas perante a coletividade. Também se posicionou contra o abandono do plenário, ressaltando que a realização de um Tribunal do Júri exige o empenho e a presença de diversos envolvidos, inclusive pessoas que se deslocaram de outros estados, e que a “ritualística do tribunal” deve ser respeitada em busca da verdade.
Vinicius Gahyva disse ainda que o abandono do plenário é uma estratégia que acaba por arranhar a imagem do Tribunal do Júri. “Isso tem se tornado, de certo modo, frequente nos julgamentos do Tribunal do Júri, especialmente naqueles que afligem de forma intensa o interesse da coletividade, como é o caso concreto de um feminicídio e de um homicídio de dois jovens. São duas pessoas que, efetivamente, traduzem a necessidade de reafirmarmos o nosso papel social de não banalização da vida humana. Nós sabemos que o Tribunal do Júri envolve uma série de providências que devem ser adotadas para que o ato processual seja realizado, e lamentamos muito que esse tipo de estratégia esteja sendo adotada”, afirmou.
A promotora de Justiça Élide Manzini de Campos lembrou que o julgamento já deveria ter ocorrido no dia 7 de julho. Segundo ela, naquela ocasião, a defesa solicitou o adiamento para análise de provas, pedido que foi deferido pela magistrada responsável pelo caso, com a remarcação da sessão para 21 de julho. “É um absurdo uma medida protelatória após mais de três anos do fato, com a família aguardando o julgamento. A defesa admite alegações de nulidades que não existem e que já foram completamente afastadas. É uma estratégia utilizada para tentar postergar, prorrogar e até abrir outro incidente de sanidade, ou qualquer outra medida, para que esse julgamento não ocorra. Tudo isso já foi afastado, e não há motivo algum para que esse julgamento não aconteça”, afirmou.
Sobre o caso de feminicídio, a promotora destacou que a reação da sociedade demonstra uma rejeição cada vez mais firme a esse tipo de crime. Segundo ela, a população tem se posicionado de forma clara contra a violência de gênero e em defesa do enfrentamento aos feminicídios, cobrando respostas efetivas do sistema de Justiça para coibir esse tipo de violência.
Fotos: Josi Dias | TJMT
Mato Grosso
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