Política MT
Sessão Especial destaca trajetória do IFMT e homenageia personalidades
Foto: MAURICIO BARBANT / ALMT
A noite desta quinta-feira (29.11) foi abrilhantada pela sessão especial alusiva aos 109 anos do Instituto Federal de Mato Grosso – IFMT, momento em que diversas personalidades, que ajudaram a escrever a história do instituto, foram reverenciadas com moção de aplausos, numa iniciativa do presidente da Assembleia Legislativa, deputado Eduardo Botelho (DEM). Os participantes também puderam prestigiar a exposição no saguão principal da AL, para conferir fotos históricas da antiga Escola Técnica Federal de Mato Grosso – ETF, referência na área educacional.
Professora de Geografia, por 19 anos, Emiko Yanagawa lembrou com emoção a época da ETF. “Aposentei em 1998 e quando recebi o comunicado que seria homenageada foi uma sensação indescritível porque olhando para a sociedade cuiabana vemos que em todos os setores temos ex-alunos. Ser professor é um dom, uma profissão que precisa ser valorizada. É uma emoção muito grande estar aqui nesta solenidade”.
Ex-aluna do Liceu Cuiabano, da ETF e UFMT, a desembargadora que atua na área do Direito Público, Helena Ramos, relembrou a importância do instituto em sua trajetória. “Era um sonho estudar na ETF, tenho muito a agradecer a instituição por ter me proporcionado estudar o 2º grau, em 1977, porque me preparou para a vida. Acabei fazendo o curso de Direito, virei juíza e, hoje, depois de 30 anos sou desembargadora. Admito que tudo isso foi por conta do ensino público de qualidade que recebi”, afirmou.
“Tenho 35 anos de casa, fui o primeiro reitor da instituição e, quando assumi, em 2009, tínhamos três ex-autarquias: Cefet Cuiabá, Cefet Mato Grosso e Agrotécnica de Cáceres. E a entreguei com 19 unidades, ou seja, a instituição está presente em todos os rincões de Mato Grosso. É uma satisfação receber essa homenagem e também mostrar que prestamos um bom serviço para a sociedade mato-grossense”, destacou o professor José Bispo Barbosa.
Botelho, que teve a oportunidade de trabalhar e estudar na ETF, disse que o reencontro é uma forma de agradecimento aos profissionais que fizeram e fazem do IFMT, uma instituição de grande valor à sociedade. “A Escola Técnica Federal é uma escola que marcou época, que fez grandes pessoas. Prova disso é que nesta noite também homenagearemos alguns dos tantos ex-alunos que são destaques em suas atividades e orgulho para todos nós”, afirmou o presidente.
O engenheiro civil, Edivá Pereira Alves foi professor de Desenho e diretor da antiga ETF. “A Escola Técnica da minha época representou muito para a nossa cidade, visto que hoje encontramos ex-alunos políticos, empresários, juristas, demonstrando que a ETF tem um significado muito grande. E é muito bom ser lembrado pelo trabalho realizado”, disse Edivá, que atuou por 30 anos nesse estabelecimento de ensino.
Henrique Do Carmo Barros, ex-diretor, falou em nome dos homenageados e destacou momentos históricos da instituição. “É uma honra sermos reconhecidos pelo trabalho que realizamos. Nosso muito obrigado ao deputado Botelho pela noite memorável!”. O deputado Wilson Santos, ex-aluno, destacou a importância do ensino de qualidade, com a exigência do conhecimento de cada aluno, inclusive, defendeu a reprovação dos que não estiverem preparados. “Temos que prezar pelo ensino de qualidade. E o deputado Botelho está de parabéns por essa iniciativa, devido a importância que o IFMT representa”, afirmou o deputado.
TRAJETÓRIA – o presidente Botelho destacou a trajetória do IFMT, campus de Cuiabá, que passou por diversas nomenclaturas, instalações e propósitos educacionais: Escola de Aprendizes e Artífices de Mato Grosso, Liceu Industrial de Artes e Ofícios de Mato Grosso, Escola Industrial de Cuiabá, Escola Técnica Federal de Mato Grosso (ETF-MT) e Centro Federal de Educação Tecnológica de Mato Grosso (CEFET-MT). No final de 2008, através da lei 11.892, o Governo Federal criou a Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica, transformando as 38 unidades dos Cefets pelo país em Institutos Federais de Educação, Ciências e Tecnologia, passando a apresentar a atual proposta voltada à educação profissional e tecnológica.
Com as mudanças, o IFMT cresceu. Além dos campi Cuiabá Bela Vista e São Vicente, ambos sediados na Capital do estado, alcançou também as cidades de Cáceres, Rondonópolis, Barra do Garças, Pontes e Lacerda, Campo Novo do Parecis, Juína, Confresa, Sorriso, Várzea Grande, Primavera do Leste, Alta Floresta, Tangará da Serra, Diamantino, Lucas do Rio Verde, Sinop e Guarantã do Norte.
Segundo dados divulgados na Plataforma Nilo Peçanha, atualmente a Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica é composta por 643 unidades de ensino, sendo que 589 são dos institutos federais. Ao todo, a Rede tem mais de um milhão de estudantes matriculados e cerca de 80 mil servidores, entre professores e técnicos-administrativos.
Política MT
Deputado Júlio Campos pede suspensão de privatização

O deputado Júlio Campos chamou atenção para a privatização de estradas abandonadas na região do Arinos e no Médio Norte de Mato Grosso, nesta quarta-feira (10), na Assembleia Legislativa de Mato Grosso.
“Venho fazer um apelo e uma advertência ao senhor governador Otaviano Pivetta e ao senhor Secretário de Estado de Infraestrutura e Logística, Marcelo de Oliveira, sobre o estado lamentável de duas rodovias importantíssimas. A MT-338, a Estrada da Baiana, aberta no meu governo (1983 a 87) quando priorizei a ligação de Juara com Sinop e Cuiabá, economizando 200 km do trajeto. Essa estrada foi pavimentada pelo governo Blairo Maggi, mas hoje encontra-se acabada e com buracos por todos lados. E mesmo nessa situação, segue sendo privatizada”, indagou Júlio Campos.
Segundo o parlamentar, o valor do pedágio a ser cobrado para cada trecho de 30 quilômetros será de R$12,75. A MT-338, interliga os municípios de Lucas do Rio Verde e Tapurah, a partir do entroncamento com a BR-163.
A estrada é um importante caminho de escoamento logístico da produção agrícola e pecuária em direção ao Vale do Arinos e ben eficia também cidades como Itanhangá, Porto dos Gaúchos, Juara e Juína, afetando mais de nove comunidades e 150 mil habitantes.
Júlio Campos também chamou atenção para a situação de outra estrada: a MT-220, no trevo Tabaporã, no Médio Norte de Mato Grosso, entre Vera e Sorriso.
Concessão assinada
O pedido de Júlio Campos é para que o governador adie a concessão em prol da redução dos custos do pedágio.
“Senhor secretário Marcelo Padeiro, que é um homem dinâmico, está na hora de sua equipe fazer uma fiscalizaçã o rigorosa para rever a privatização dessas duas rodovias. O estado atual é lamentável. Tem que restaurar as rodovias antes de ser privatizada, porque do contrário o pedágio ficará muito caro, pois a manutenção será repassado ao usuário. é por isso que tem estrada estadual na qual o custo do pedágio é o dobro do valor de uma estrada federal. Veja a BR-163, o pedágio custa quase a metade do valor de estradas estaduais e o motorista trafega de Rondonópolis e Sinop sem buracos e de forma segura”, afirmou Júlio Campos.
A concessão das duas estradas foi assinada em 01 de setembro de 2025 pelo secretário Marcelo Ol iveira, com o Consórcio Vale do Arinos, com o aval da Agência estadual de regulação Ager.
Política MT
Zé Medeiros quer proibir multas ambientais automáticas baseadas apenas em imagens de satélite

Foto-Assessoria
Multas ambientais, embargos e bloqueios de crédito rural baseados exclusivamente em imagens de satélite ou sistemas automatizados poderão ser proibidos no Brasil. A medida está prevista em um projeto de lei apresentado pelo deputado federal Zé Medeiros (PL) na Câmara dos Deputados.
A proposta cria a Lei Nacional de Garantia do Devido Processo Legal na Fiscalização Ambiental Rural e estabelece que nenhuma penalidade poderá ser aplicada sem vistoria presencial realizada por agente público competente, acompanhada de laudo técnico detalhado e identificação precisa da suposta infração.
“O avanço tecnológico deve servir ao interesse público, mas jamais pode substituir o devido processo legal, o contraditório, a ampla defesa e a verificação dos fatos. O satélite pode apontar indícios, mas não pode condenar ninguém. Hoje, muitos produtores enfrentam multas, embargos e até bloqueios de crédito sem que um fiscal tenha sequer visitado a propriedade. Isso gera insegurança jurídica e fere o direito de defesa”, argumentou o parlamentar.
O projeto prevê que imagens de satélite e sistemas de sensoriamento remoto tenham caráter apenas preliminar e informativo, impedindo que sejam utilizados como prova única para aplicação de sanções. Caso não haja vistoria presencial, multas, embargos e demais restrições poderão ser considerados nulos.
“O produtor rural não pode ser tratado como criminoso por um algoritmo. A fiscalização ambiental é necessária, mas precisa ocorrer dentro dos limites da lei e com respeito ao direito de defesa”, concluiu.
A proposta também proíbe o bloqueio automático de financiamentos e a inclusão de produtores em cadastros restritivos com base apenas em alertas gerados por sistemas remotos. As restrições só poderão ocorrer após decisão administrativa definitiva, com garantia do contraditório e da ampla defesa.
O texto ainda prevê mecanismos de transparência para os sistemas automatizados utilizados pelos órgãos ambientais. Segundo Medeiros, a medida busca evitar punições indevidas causadas por falhas na interpretação de imagens de satélite e algoritmos, conciliando a proteção ambiental com a segurança jurídica e o direito de defesa dos produtores rurais.
Política MT
Ex-governador Mauro Mendes rebate senador Wellington Fagundes sobre obras da MT-170

Ex-governador Mauro Mendes
O ex-governador Mauro Mendes voltou a criticar o senador Wellington Fagundes em meio às discussões sobre as obras da MT-170, antiga BR-174, no estado de Mato Grosso.
Em declarações recentes, Mauro rebateu as críticas feitas pelo senador sobre a qualidade das obras executadas na rodovia e afirmou que a estrada permaneceu abandonada durante anos sob responsabilidade do Governo Federal. Segundo ele, a estadualização da via ocorreu justamente para garantir a retomada das obras e melhorar a trafegabilidade da região.
Mauro Mendes também acusou Wellington Fagundes de “faltar com a verdade” ao questionar o andamento dos serviços e destacou que, antes da intervenção do Estado, motoristas enfrentavam sérios problemas estruturais na rodovia, incluindo longos períodos de atoleiros e dificuldades de deslocamento.
O embate ganhou força após Wellington cobrar investigações sobre possíveis falhas na execução das obras e defender acompanhamento do Tribunal de Contas do Estado (TCE-MT) nos contratos relacionados à MT-170.
A discussão entre os dois líderes políticos amplia o clima de disputa política em Mato Grosso, principalmente diante das articulações visando as eleições de 2026.
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