Saúde
Seus olhos estão te dando um alerta? Coceira, vermelhidão e lacrimejamento podem indicar alergia ocular; saiba quando procurar o oftalmologista ou ir à urgência
Você já sentiu aquela coceira insistente, acompanhada de vermelhidão, lacrimejamento e a incômoda sensação de “areia” nos olhos? Esses sintomas, muitas vezes confundidos com uma simples irritação ou até mesmo conjuntivite, podem indicar uma alergia ocular, uma condição que afeta significativamente a qualidade de vida e precisa ser levada a sério.
“As alergias oculares acontecem porque a superfície dos olhos, por estar em constante contato com o ambiente, é um local imunologicamente muito ativo. Quando entra em contato com alérgenos como ácaros, pelos de animais, mofo ou até conservantes de cosméticos, o sistema imunológico reage de forma exagerada”, explica o Dr. Andrey Batista, médico oftalmologista especialista em catarata e cirurgia refrativa do HOPE – Hospital de Olhos de Pernambuco.
Segundo o médico, o principal sintoma é a coceira nos olhos, mas também podem surgir vermelhidão, lacrimejamento, inchaço nas pálpebras e sensação de corpo estranho. “Muita gente tem predisposição genética para desenvolver alergias. Filhos de pais alérgicos têm mais chances de apresentar o problema, especialmente se também sofrem com rinite, asma ou dermatite”, afirma Batista.
Apesar de um mito comum, o uso excessivo de telas não causa alergia ocular diretamente. No entanto, o especialista alerta: “Ficar muito tempo em frente ao computador ou celular pode reduzir a lubrificação natural dos olhos, favorecendo o ressecamento e deixando a superfície ocular mais vulnerável à ação dos alérgenos”, diz o Dr. Andrey.
Outra dúvida frequente é se esse tipo de alergia é contagiosa. A resposta é direta: não é contagiosa. No entanto, se não for tratada, pode evoluir para complicações sérias. “Coçar os olhos de forma repetitiva pode induzir o desenvolvimento ou progressão do ceratocone, uma alteração da córnea que pode causar distorção da visão e, em casos avançados, levar até à necessidade de um transplante”, explica o médico do HOPE.
O tratamento começa com a prevenção: “É essencial evitar o contato com os alérgenos. Manter o ambiente limpo, arejado e livre de tapetes, cortinas, poeira e pelos de animais já é um grande passo. Outra dica é sempre limpar ventiladores e aparelhos de ar-condicionado”, orienta. Para aliviar os sintomas, colírios lubrificantes e antialérgicos são úteis, além do uso de antialérgicos orais em caso de manifestações sistêmicas. “Se os sintomas persistirem, a avaliação oftalmológica é indispensável”, reforça o Dr. Andrey.
Ele também destaca a importância de saber quando procurar atendimento oftalmológico ambulatorial ou de urgência. “Coceira leve, olho vermelho e desconforto podem ser avaliados em consultas eletivas. Mas sinais como dor intensa, visão embaçada ou turva, dificuldade para abrir os olhos, secreção amarelada ou esverdeada e sensibilidade exagerada à luz exigem atendimento urgente”, alerta o médico do HOPE.
A alergia ocular, além de afetar a visão, pode comprometer o sono, o humor e a vida social. Por isso, ao menor sinal de desconforto, vale a pena procurar ajuda especializada. “Cada paciente precisa de uma abordagem individualizada e, muitas vezes, interdisciplinar, envolvendo alergologistas, dermatologistas, otorrinos ou pneumologistas. O importante é não ignorar os sinais e buscar o cuidado adequado”, finaliza o Dr. Andrey Batista.
Saúde
Mesmo com sinais de Alzheimer, a alimentação ainda pode proteger o cérebro…..
Estudo mostra que uma dieta de melhor qualidade, especialmente com menor potencial inflamatório, está associada a menor risco de demência até entre pessoas que já apresentam alterações biológicas relacionadas à doença.
O cérebro não envelhece sozinho
O que é uma alimentação com menor potencial inflamatório?
Até 45% dos casos podem ser prevenidos ou adiados
A ciência exige equilíbrio
Como proteger o cérebro na prática?
- manter pressão arterial, glicemia e colesterol controlados;
- praticar exercícios aeróbicos e musculação;
- priorizar alimentos naturais ou minimamente processados;
- garantir ingestão adequada de proteínas;
- cuidar da qualidade do sono e investigar apneia;
- evitar tabagismo e excesso de álcool;
- tratar perdas auditivas e visuais;
- preservar vínculos sociais;
- manter leitura, aprendizado e outros estímulos intelectuais;
- procurar avaliação médica diante de esquecimentos persistentes ou mudanças de comportamento.
Risco não é destino
Saúde
Reta final das férias: uso prolongado de telas pode aumentar dores na coluna de crianças e adolescentes
Especialista do INTO orienta sobre postura correta e destaca pequenas mudanças de hábito que ajudam a proteger a coluna

foto- Divulgação
Nos últimos dias das férias escolares, é comum que crianças e adolescentes passem mais tempo em casa utilizando celulares, tablets, computadores e videogames. O aumento do tempo em frente às telas, no entanto, pode trazer consequências para a saúde da coluna quando os dispositivos são usados de forma inadequada. Segundo o ortopedista e chefe do Centro de Doenças da Coluna do Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia (INTO), Luís Eduardo Carelli, o número de crianças e adolescentes com queixas relacionadas à má postura tem crescido nos consultórios.
“Percebemos um aumento significativo desse tipo de queixa. As dores mais frequentes são na região cervical, no pescoço, e na parte alta das costas, geralmente associadas ao hábito de permanecer muito tempo olhando para baixo durante o uso de celulares, tablets e outros dispositivos”, explica.
Entre as alterações mais comuns está a cervicalgia — dor na região do pescoço — e o aumento da cifose postural, caracterizada pela postura curvada para a frente. Segundo o especialista, estudos mostram que manter a cabeça inclinada por longos períodos aumenta o estresse biomecânico sobre a coluna cervical e torácica, isto é, faz com que a coluna do pescoço e da parte superior das costas suporte uma carga maior do que foi projetada, favorecendo o surgimento de dores e desconfortos.
Apesar de, na maioria dos casos, essas alterações serem reversíveis com a correção dos hábitos posturais e, quando necessário, tratamento fisioterapêutico, elas podem impactar a rotina das crianças.
“Normalmente, esses hábitos não provocam consequências permanentes na vida adulta, mas podem causar dores, desconforto e até reduzir a concentração durante os estudos, dificultando o aprendizado”, destaca o médico.
Ao contrário do que muitas pessoas imaginam, o principal fator de risco não é a fase de crescimento, mas sim a maneira como os dispositivos são utilizados.
Utilizar celulares e tablets com a coluna apoiada no encosto de uma cadeira ou sofá e manter a tela na altura dos olhos reduz significativamente a sobrecarga sobre a coluna. Já permanecer curvado, olhando para baixo, ou utilizar o aparelho apenas com uma das mãos aumenta o esforço sobre músculos, ligamentos e articulações.
Além das dores na coluna, a postura inadequada também pode provocar sobrecarga mecânica nos ombros, cotovelos e dedos.
Orientações para os pais
Pequenas mudanças na rotina ajudam a reduzir os impactos do uso prolongado das telas:
- manter celulares e tablets na altura dos olhos;
- apoiar os braços sobre uma mesa ou outra superfície durante o uso;
- sentar-se com as costas apoiadas no encosto da cadeira ou do sofá;
- fazer pausas frequentes para levantar, caminhar e mudar de posição;
- estimular atividades físicas e brincadeiras ao ar livre, reduzindo o tempo contínuo em frente às telas.
“Essa simples adaptação na forma de utilizar celulares, tablets e até videogames reduz o estresse mecânico sobre a coluna e diminui o risco de dores e desconfortos”, conclui o especialista.
Saúde
Campanha orienta sobre riscos das apostas online e informa como acessar atendimento em saúde mental do SUS
Iniciativa informa sobre prevenção, sinais de uso problemático e serviços de acolhimento e tratamento disponíveis para apostadores e familiares

Foto- Assessoria
Está no ar a Campanha Nacional de Prevenção aos Danos das Apostas Online, do Ministério da Saúde. A iniciativa alerta a população sobre os riscos associados ao uso problemático das plataformas de apostas e divulga os serviços de saúde mental oferecidos pelo Sistema Único de Saúde (SUS) para o acolhimento e o tratamento de apostadores e familiares afetados. A campanha está sendo veiculada na TV, rádio e redes sociais.
ATENDIMENTO EM SAÚDE MENTAL – O teleatendimento para pessoas com problemas relacionados a jogos e apostas é sigiloso e permite o acesso à assistência especializada a distância. Familiares de pessoas afetadas também podem utilizar o teleatendimento para receber acolhimento, orientação e acompanhamento.
COMO ACESSAR:
● Entre no Meu SUS Digital pelo aplicativo ou pela versão web.
● Faça login com a conta gov.br.
● Na página inicial, selecione “Miniapps”.
● Clique em “Problemas com jogos de apostas?”.
● Responda ao autoteste disponível na plataforma.
As perguntas ajudam a avaliar a relação com as apostas e a identifi car o cuidado mais adequado. Quando o resultado indica risco moderado ou elevado, o encaminhamento para o teleatendimento é feito automaticamente. Nos demais casos, o aplicativo apresenta orientações sobre os serviços da Rede de Atenção Psicossocial (RAPS).
O atendimento presencial pode começar em uma Unidade Básica de Saúde (UBS), onde apostadores e familiares recebem acolhimento, orientação e avaliação inicial. Quando houver necessidade de cuidado especializado em saúde mental, a equipe pode encaminhá-los a um Centro de Atenção Psicossocial (CAPS), que oferece acompanhamento multiprofissional.
PREVENÇÃO – Outra ferramenta disponível é a Plataforma Centralizada de Autoexclusão, do Ministério da Fazenda. Por meio dela, o cidadão pode solicitar voluntariamente o bloqueio do acesso às plataformas de apostas autorizadas.
Para solicitar a autoexclusão, é necessário acessar a página da ferramenta e entrar com a conta gov.br.
A partir da solicitação, o sistema bloqueia, de uma só vez, as contas ativas nas plataformas autorizadas; impede a abertura de novas contas com o CPF cadastrado; e interrompe o envio de publicidade direcionada pelas empresas de apostas.
A plataforma também reúne conteúdos sobre jogo responsável, saúde mental e educação financeira, além de autotestes, cursos, materiais educativos e orientações sobre onde buscar atendimento no SUS.
Fonte: Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República
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