Mato Grosso
Sinop recebeu mais de R$ 330 milhões em investimentos do Governo de MT
Os investimentos do Governo de Mato Grosso no município de Sinop, ao longo dos últimos quatro anos de gestão, somaram mais de R$ 333 milhões. Os recursos foram aplicados em infraestrutura, educação, saúde, segurança pública e ações sociais e culturais, resultando em mais benefícios para a população.
As principais obras do Governo do Estado no município envolvem a restauração e asfaltamento de trechos das rodovias estaduais MT-423, MT-329 e da rodovia vicinal conhecida como “Estrada Nanci”. Ao todo, R$ 101,6 milhões foram empregados em 109 quilômetros de estrada.
Por meio da Secretaria de Estado de Infraestrutura e Logística (Sinfra), o Governo também prepara a duplicação de 7 quilômetros de estrada na MT-140, no trecho de Ribeirão Carmelita, no entroncamento com a BR-163. A obra, que já está em licitação, é orçada em R$ 31,4 milhões.
O Estado também firmou diversos convênios com o município para garantir o asfaltamento de estradas vicinais, bem como forneceu aduelas de concreto para substituição de pontes, a transferência de 2.716 unidades de LED para a troca da iluminação pública, e asfaltamento com drenagem e sinalização viária em bairros do município.
“Estamos realizando obras que há muito tempo eram esperadas pela população. São investimentos que trazem tranquilidade e melhoram a logística, tanto para o escoamento da produção quanto para os cidadãos que podem andar em rodovias de boa qualidade”, afirmou o secretário de Infraestrutura e Logística, Marcelo de Oliveira, que liberou, ao todo, R$ 192 milhões de investimentos no município.

Construção do novo Case em Sinop; imagem de maio/22 | Drone: Mauricio Vitorino/Secom-Sinop
A Secretaria de Estado de Segurança Pública também promoveu mais de R$ 46 milhões de investimentos no município de Sinop, por meio de convênios para a construção do 3º Comando Regional da Polícia Militar e da sede da Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec).
O Governo do Estado também aportou R$ 13,6 milhões para a construção do Centro de Atendimento Socioeducativo Masculino, que terá capacidade para internação de até 60 adolescentes em conflito com a lei.
Também foram autorizadas aquisições de estações de rádio para a PM, de uma câmara frigorífica mortuária, a entrega de uma viatura auto tanque para o 4º Batalhão do Corpo de Bombeiros, e reformas na Penitenciária Dr. Osvaldo Florentino Leite Ferreira.
Educação e saúde
Na área da Educação, foram R$ 37 milhões investidos ao longo dos últimos quatro anos. Os recursos foram aportados para reformas e manutenções nas escolas estaduais, compra de novos aparelhos de ar condicionado, mobiliários e smart tvs, entrega de ônibus para transporte escolar, e, ainda, a construção de duas novas escolas estaduais nos bairros Jardim Terra Rica e Residencial Nico Baracat.
O Estado também destinou recursos para que professores da rede estadual pudessem comprar notebooks para o ensino online durante a pandemia da covid-19, e liberou auxílio para o custeamento do serviço de internet.
Escola Estadual Prof. Djalma Guilherme da Silva foi inaugurada em maio de 2021 pelo governador Mauro Mendes | Foto: Mayke Toscano/Secom-MT
“O Governo do Estado tem investido em tecnologia e na infraestrutura das escolas. Colocamos internet em todas as salas de aula e estamos equipando nossas unidades com smart tvs e chromebooks, ou seja, estamos transformando nossas escolas para atender os estudantes do século 21, com tecnologia, material de qualidade e o nosso professor capacitado para trabalhar com todas essas ferramentas”, afirmou o secretário de Estado de Educação (Seduc), Alan Porto.
Já na área da Saúde foram mais de R$ 16 milhões, destinados à compra de duas novas ambulâncias, mobiliários e reforma e adequações no Hospital Regional. A Secretaria de Estado de Saúde também investiu na reforma do Escritório Regional de Saúde, e projeta a ampliação da Rede de Frios, por meio do programa Imuniza Mais MT.
Mais investimentos
Mais de R$ 2 milhões também foram investidos na agricultura familiar de Sinop ao longo dos últimos anos, por meio da entrega de tanques resfriadores, caminhões, escavadeiras, pá carregadeiras, duas picapes Strada e 130 doses de sêmen bovino.
O município também foi contemplado com mais de R$ 1,1 milhão para ações culturais e incentivos a empreendimentos criativos, além de R$ 1,9 milhão em ações sociais. O valor corresponde à entrega de mais de 6,9 mil cestas básicas, 2,6 mil cobertores e 455 filtros de barro, por meio de programas que compõem o Ser Família.
Também foi destinado mais de R$ 1 milhão, por meio do Ser Família Emergencial, para garantir a segurança alimentar de mais de 400 famílias de Sinop entre os anos de 2021 e 2022.
Fonte: GOV MT
Mato Grosso
Júri é remarcado depois que defesa abandona plenário em julgamento de filho de ex-deputado

A sessão de julgamento de Carlos Alberto Gomes Bezerra, acusado pelo feminicídio de Thays Machado e pelo homicídio qualificado de Willian Cesar Moreno, foi remarcada para o dia 31 de julho, às 9h, após a defesa abandonar o plenário nesta terça-feira (21). Mais uma vez, os advogados tentaram o adiamento do julgamento, o que foi indeferido pela juíza Monica Catarina Perri Siqueira, presidente da sessão, sob o argumento de que não havia justificativa plausível para a redesignação da data.
Segundo a magistrada, os advogados tiveram um prazo de 15 dias para analisar os documentos juntados aos autos. Ela ressaltou que a maior parte dessas informações já constava no processo e que a alegada falta de acesso a um despacho específico sobre prisão domiciliar não acarretaria prejuízo real, uma vez que a decisão sobre o tema também integra os autos.
“O advogado, quando assume a substituição no processo, o recebe no estágio em que ele se encontra. O processo não recua, ele tem que andar para a frente”, afirmou Monica Perri. Após anunciar a nova data do júri, a magistrada determinou que, caso não haja um advogado constituído apto para atuar na sessão, a Defensoria Pública deverá estar preparada para assumir a defesa na data prevista. Todos os presentes saíram intimados do plenário.
A acusação seria conduzida pelos promotores de Justiça Vinicius Gahyva Martins e Élide Manzini de Campos, integrantes do Núcleo de Defesa da Vida do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT). O réu era defendido pelos advogados Elson Marcelino da Silva Júnior, Larice Cristine, Melissa de Oliveira Machado e Gabriel Gouvea Neno Reiff.
Manobra – Ainda no plenário, o promotor de Justiça Vinicius Gahyva Martins sustentou que o acesso a processos externos é responsabilidade da defesa e que as questões relacionadas ao habeas corpus e à prisão domiciliar já foram resolvidas, não havendo justificativa para o adiamento do júri. Ele destacou o papel do Ministério Público como fiscal da lei, com a missão de assegurar direitos e preservar a imagem das vítimas perante a coletividade. Também se posicionou contra o abandono do plenário, ressaltando que a realização de um Tribunal do Júri exige o empenho e a presença de diversos envolvidos, inclusive pessoas que se deslocaram de outros estados, e que a “ritualística do tribunal” deve ser respeitada em busca da verdade.
Vinicius Gahyva disse ainda que o abandono do plenário é uma estratégia que acaba por arranhar a imagem do Tribunal do Júri. “Isso tem se tornado, de certo modo, frequente nos julgamentos do Tribunal do Júri, especialmente naqueles que afligem de forma intensa o interesse da coletividade, como é o caso concreto de um feminicídio e de um homicídio de dois jovens. São duas pessoas que, efetivamente, traduzem a necessidade de reafirmarmos o nosso papel social de não banalização da vida humana. Nós sabemos que o Tribunal do Júri envolve uma série de providências que devem ser adotadas para que o ato processual seja realizado, e lamentamos muito que esse tipo de estratégia esteja sendo adotada”, afirmou.
A promotora de Justiça Élide Manzini de Campos lembrou que o julgamento já deveria ter ocorrido no dia 7 de julho. Segundo ela, naquela ocasião, a defesa solicitou o adiamento para análise de provas, pedido que foi deferido pela magistrada responsável pelo caso, com a remarcação da sessão para 21 de julho. “É um absurdo uma medida protelatória após mais de três anos do fato, com a família aguardando o julgamento. A defesa admite alegações de nulidades que não existem e que já foram completamente afastadas. É uma estratégia utilizada para tentar postergar, prorrogar e até abrir outro incidente de sanidade, ou qualquer outra medida, para que esse julgamento não ocorra. Tudo isso já foi afastado, e não há motivo algum para que esse julgamento não aconteça”, afirmou.
Sobre o caso de feminicídio, a promotora destacou que a reação da sociedade demonstra uma rejeição cada vez mais firme a esse tipo de crime. Segundo ela, a população tem se posicionado de forma clara contra a violência de gênero e em defesa do enfrentamento aos feminicídios, cobrando respostas efetivas do sistema de Justiça para coibir esse tipo de violência.
Fotos: Josi Dias | TJMT
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