Mato Grosso
Sistema de segurança do Corpo de Bombeiros de MT começa a ser utilizado em hospital da capital

O sistema Fireloc, desenvolvido pelo Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso (CBMMT), começou a ser utilizado em uma unidade hospitalar de Cuiabá. A tecnologia, integrada à central de alarme da instituição, foi implantada na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) adulta do Hospital de Câncer de Mato Grosso (Hcan-MT).
O comandante-geral do CBMMT, coronel BM Flávio Glêdson Vieira Bezerra, explicou que o Fireloc integra as centrais de alarme de incêndio das edificações diretamente às centrais operacionais do Corpo de Bombeiros e ao Centro Integrado de Operações de Segurança Pública (Ciosp), permitindo o envio automático de informações em caso de acionamento do sistema.
“Quando ocorre qualquer sinal de incêndio, como a presença de fumaça, aumento de temperatura ou o acionamento de dispositivos de emergência, o sistema transmite automaticamente o alerta às nossas centrais, juntamente com a localização da edificação e dados técnicos previamente cadastrados. Isso permite que as equipes sejam mobilizadas com mais rapidez e já com informações importantes para o atendimento da ocorrência”, destacou o comandante-geral.
A implantação do sistema no Hcan-MT foi realizada de forma planejada, com a instalação dos equipamentos e a integração da central de alarme da unidade à central operacional do Corpo de Bombeiros que fica no Ciosp. A adoção da tecnologia ocorreu após a conclusão da reforma da UTI adulta do hospital, momento considerado estratégico pela instituição para reforçar as medidas de segurança do setor.
A implantação do Fireloc na UTI adulta representa o primeiro passo dentro de uma estratégia mais ampla de fortalecimento das medidas de segurança do hospital. A instituição já avalia a ampliação gradual do sistema para outras áreas do complexo hospitalar, com a intenção de ampliar os recursos de prevenção e resposta rápida a emergências e reforçar a proteção de pacientes, profissionais e visitantes.
De acordo com a coordenadora da Engenharia Clínica do Hospital de Câncer de Mato Grosso, Samyra Pires Fernandes, a decisão de aderir ao sistema teve como objetivo ampliar a segurança da unidade e garantir mais agilidade na resposta a possíveis situações de emergência.
“A ideia foi reforçar a segurança e ter uma resposta mais rápida e organizada caso ocorra qualquer princípio de incêndio. Com a integração do sistema, o Corpo de Bombeiros pode ser acionado automaticamente em caso de emergência, o que reduz o tempo de resposta e pode fazer toda a diferença na proteção de vidas. Para pacientes e profissionais, isso também traz mais tranquilidade, porque o sistema aumenta a segurança e agiliza o atendimento em situações de risco”, afirmou.
O sistema Fireloc integra um conjunto de iniciativas lançadas pelo Governo de Mato Grosso, por meio do Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso (CBMMT), voltadas ao uso da tecnologia para fortalecer as ações de prevenção e resposta a emergências.
Como parte desse processo, o CBMMT tem promovido reuniões e orientações técnicas para apresentar o funcionamento da ferramenta e incentivar sua implementação em edificações estratégicas, especialmente em ambientes considerados sensíveis, como hospitais, que concentram pacientes com mobilidade reduzida, e shoppings centers, que registram grande fluxo diário de pessoas.
A corporação também busca ampliar a utilização do sistema para outros tipos de edificações, como residências multifamiliares e estabelecimentos comerciais, consolidando o Fireloc como uma importante ferramenta de apoio às ações de prevenção e resposta a emergências em Mato Grosso.
Fonte: Governo MT – MT
Mato Grosso
Empresários do setor da construção visitam o mais moderno centro de segurança do trabalho da América Latina

Foto-Assessoria
Na tarde desta quinta-feira (13/08), um grupo de empresários associados ao Sindicato das Indústrias da Construção da Região Sul do Estado de Mato Grosso (Sinduscon Sul MT) realizou uma visita técnica e de imersão no recém-inaugurado Sesi Experience – Centro Avançado de Segurança do Trabalho, localizado em anexo às dependências da sede do Serviço Social da Indústria de Rondonópolis.
Antes do tour técnico, os associados participaram de uma breve palestra sobre os detalhes e o potencial de aprendizado do CT, que recebeu um investimento total de 12 milhões de reais. Na sequência, eles seguiram para o centro, onde passaram por experiências que simulam situações reais de acidentes de trabalho e momentos críticos.
Para o gestor regional de Saúde e Segurança do Trabalho do Sesi Mato Grosso, Márcio Alves, este foi o primeiro grupo de empresários a realizar a imersão no centro avançado. “Eles puderam presenciar toda a tecnologia voltada para a segurança do trabalho. Os equipamentos proporcionam uma imersão do trabalhador ao utilizar de forma correta tanto os equipamentos de proteção coletiva quanto os de proteção individual”, explicou.
Ainda segundo Márcio Alves, esses cenários e equipamentos fazem com que se mude o formato e a abordagem do trabalhador quanto à importância de prevenir a sua saúde e a sua segurança. “Aqui o foco é trazer essa experiência, onde o trabalhador vai poder fazer a utilização de forma correta do equipamento de segurança individual e voltar para sua rotina, na qual ele vai conseguir utilizar da melhor forma possível esse equipamento, fazendo uma imersão nesse ambiente saudável e seguro”, finalizou.
O engenheiro civil e proprietário da empresa Plano Sul, Rafael Francisco Lopes Machado, foi um dos associados que fizeram a visita técnica ao Sesi Experience. “Foi uma experiência incrível, acredito que fora do normal. Nunca vi algo parecido, porque existe de fato uma imersão e é possível vivenciar situações em que sentimos estar passando pelo risco e aprendemos como não passar por eles na vida cotidiana e na operação da obra”, destacou.
Sesi Experience — O maior centro de treinamento em Saúde e Segurança do Trabalho da América Latina e o primeiro do Brasil, o Sesi Experience, fica em Rondonópolis. O complexo tem a missão de transformar a forma como as empresas capacitam seus trabalhadores, reunindo treinamentos que vão desde instalações elétricas e espaços confinados até o trabalho em altura. Para isso, utiliza tecnologia coreana imersiva para reproduzir situações reais de risco sem expor os participantes ao perigo. Idealizado pelo Sesi MT, a estrutura permite que o colaborador vivencie cenários críticos, aprenda a identificar riscos e adote os procedimentos corretos de segurança em um ambiente totalmente controlado.
Mato Grosso
Lei Maria da Penha completa 20 anos ainda com entraves para ser colocada em prática
A coordenadora do Nudem, Rosana Leite, participou de uma entrevista especial para analisar as duas décadas da lei além dos altos índices de feminicídio em Mato Grosso
Mato Grosso
Municípios de MT debatem continuidade da regularização fundiária e seus impactos no desenvolvimento urbano
Encontro da Geogis reuniu equipes técnicas de consórcios intermunicipais para discutir a continuidade da Reurb

Representantes de 19 municípios mato-grossenses participaram, nesta quarta-feira (29.07), de uma capacitação voltada às Diretrizes para Continuidade da Política Municipal de Regularização Fundiária Urbana (Reurb). O encontro reuniu equipes técnicas dos consórcios Vale do Guaporé e CIDESARP (Consórcio Intermunicipal de Desenvolvimento Econômico, Social, Ambiental e Turístico do Alto do Rio Paraguai) para discutir os desafios da etapa posterior à entrega dos títulos de propriedade e o fortalecimento das políticas públicas de regularização fundiária.
A capacitação foi conduzida pelo diretor jurídico da Geogis Geotecnologia, Robison Pazzeto, que destacou que a regularização fundiária não termina com a emissão do título do imóvel. Segundo ele, a continuidade das ações é fundamental para consolidar os resultados da política pública, garantindo que os núcleos urbanos regularizados sejam plenamente incorporados ao planejamento das cidades e que as famílias tenham assegurados todos os direitos decorrentes da titulação.
“O pós-Reurb é uma etapa decisiva. A regularização precisa continuar sendo acompanhada para que os municípios consigam integrar essas áreas ao ordenamento urbano, consolidar a segurança jurídica das famílias e ampliar os benefícios sociais, urbanísticos e econômicos gerados por esse processo”, afirmou Pazzeto.
Além de garantir segurança jurídica aos moradores, a Regularização Fundiária Urbana tem sido apontada como um instrumento capaz de reduzir desigualdades e impulsionar o desenvolvimento local.
Estudo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) estima que entre 30% e 50% dos imóveis brasileiros ainda apresentem algum tipo de irregularidade documental. O levantamento aponta que um amplo processo de regularização pode gerar impacto superior a R$ 202 bilhões em valorização imobiliária no país.
Com a documentação em dia, os proprietários passam a ter acesso a linhas de crédito, podem utilizar o imóvel como garantia, realizar financiamentos, comercializar o bem legalmente e investir na melhoria das residências.
Os benefícios também alcançam as administrações municipais. A atualização cadastral decorrente da Reurb melhora a gestão territorial, amplia a base tributária, fortalece a arrecadação de impostos como IPTU e ITBI sem aumento de alíquotas e oferece informações mais precisas para o planejamento urbano e a expansão de serviços públicos, como infraestrutura, pavimentação, saneamento e iluminação.
Para os participantes, a capacitação teve aplicação prática na realidade dos municípios. Representando o município de Comodoro, Diego Garcia afirmou que o treinamento trouxe mais segurança técnica para dar continuidade aos projetos em andamento.
“Foi uma oportunidade importante para aprofundarmos o conhecimento sobre a Reurb e esclarecer dúvidas que surgem no dia a dia. Voltamos mais preparados para dar continuidade aos processos já iniciados e conduzir futuras regularizações com mais segurança jurídica, beneficiando diretamente as famílias que aguardam pela documentação definitiva de seus imóveis”, afirmou Garcia.
Outro participante destacou que o conhecimento adquirido contribuirá para enfrentar um problema comum em diversos municípios: a existência de imóveis sem documentação regular.
“Compreender melhor a legislação e os procedimentos da Reurb nos dá condições de organizar o cadastro imobiliário do município, facilitar o acesso da população às informações sobre seus imóveis e tornar o trabalho dos servidores mais eficiente e seguro. Quem ganha com isso é toda a cidade”, relatou Jorge Luís Ferreira dos Santos, representante de Nortelândia.
A Lei Federal nº 13.465/2017, que instituiu novos instrumentos para a Regularização Fundiária Urbana, ampliou as possibilidades de incorporação de núcleos urbanos informais ao ordenamento territorial e permitiu acelerar a titulação definitiva de milhares de famílias em todo o país.
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