Mato Grosso
Solução da MTI agiliza emissão do certificado de identificação de madeira pelo Indea
A Empresa Mato-grossense de Tecnologia da Informação (MTI) entregou e o Instituto de Defesa Agropecuária de Mato Grosso (Indea) já está utilizando uma versão do novo Sistema Integrado de Defesa Agropecuária do Estado (Sindesa) que permite ao instituto emitir com maior agilidade o certificado de identificação de madeira, além de assegurar maior eficiência na fiscalização das cargas que são transportadas em Mato Grosso.
Essa nova versão do Sindesa está em uso desde a segunda-feira (27.05) e consiste na integração desse sistema junto à Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema) e à Secretaria de Estado de Fazenda (Sefaz). Isso possibilita que o Sindesa consulte automaticamente os dados da Guia Florestal (GF-3) emitida pela Sema para o transporte de produtos de origem florestal.
Segundo o analista de tecnologia da informação Marcos Ueda, gerente do projeto da MTI, a consulta da Guia Florestal será realizada pelo Indea de forma mais simples e rápida. “O fiscal vai informar o número da guia nesse novo Sindesa e, com essa nova versão que fizemos, o sistema da Sema vai devolver os dados dessa guia. Tudo feito de forma muito ágil do que anteriormente, quando a consulta era manual”, disse.
O Agente Fiscal de Defesa Agropecuária e Florestal do Indea, Jhonathan Ely Guedes, explicou que, assim que uma carga transportada chega ao posto fiscal do instituto para a emissão do certificado de identificação de madeira, o fiscal confere se a carga transportada é a mesma que está relacionada na Guia Florestal.
Posto fiscal de identificação de madeira do Indea localizado no Distrito Industrial em Cuiabá
No entanto, para assegurar que a Guia Florestal não foi alvo de falsificações e adulterações, o Indea verificava a veracidade do documento de forma manual. “Para sanar a dúvida quanto ao documento, era realizada uma consulta manual no site da Sema para conferir a veracidade da Guia Florestal. Isso causava demora, às vezes dobrava o tempo necessário para a emissão do certificado de identificação de madeira. Com o auxílio da MTI, essa conferência será muito mais ágil e nos trará mais segurança”, disse.
Com a consulta automática será possível acompanhar quando determinada Guia Florestal foi apresentada nos postos de fiscalização do Indea em Mato Grosso e qual o certificado de identificação de madeira foi emitido para aquela carga transportada. Atualmente, o Indea realiza a emissão de cerca de 170 Certificados de Identificação de madeira diariamente.
“Agora o sistema permite que seja feita a verificação imediata, de que a madeira transportada é advinda de manejo regular, e nos dá um controle maior para identificar se aquela Guia foi usada para emissão de mais de um certificado. Ou seja, traz maior segurança para garantir que aquele certificado é relativo ao que está sendo transportado”, encerrou.
Outras melhorias
Essa foi mais uma melhoria que a MTI está promovendo no novo Sindesa. Desde fevereiro, os analistas de tecnologia da Informação da MTI vêm atuando em busca de modernizar e atualizar o novo sistema, especialmente na área de defesa sanitária animal, a fim de facilitar o acesso do produtor e sua comunicação junto ao instituto.
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Mato Grosso
Municípios de MT debatem continuidade da regularização fundiária e seus impactos no desenvolvimento urbano
Encontro da Geogis reuniu equipes técnicas de consórcios intermunicipais para discutir a continuidade da Reurb

Representantes de 19 municípios mato-grossenses participaram, nesta quarta-feira (29.07), de uma capacitação voltada às Diretrizes para Continuidade da Política Municipal de Regularização Fundiária Urbana (Reurb). O encontro reuniu equipes técnicas dos consórcios Vale do Guaporé e CIDESARP (Consórcio Intermunicipal de Desenvolvimento Econômico, Social, Ambiental e Turístico do Alto do Rio Paraguai) para discutir os desafios da etapa posterior à entrega dos títulos de propriedade e o fortalecimento das políticas públicas de regularização fundiária.
A capacitação foi conduzida pelo diretor jurídico da Geogis Geotecnologia, Robison Pazzeto, que destacou que a regularização fundiária não termina com a emissão do título do imóvel. Segundo ele, a continuidade das ações é fundamental para consolidar os resultados da política pública, garantindo que os núcleos urbanos regularizados sejam plenamente incorporados ao planejamento das cidades e que as famílias tenham assegurados todos os direitos decorrentes da titulação.
“O pós-Reurb é uma etapa decisiva. A regularização precisa continuar sendo acompanhada para que os municípios consigam integrar essas áreas ao ordenamento urbano, consolidar a segurança jurídica das famílias e ampliar os benefícios sociais, urbanísticos e econômicos gerados por esse processo”, afirmou Pazzeto.
Além de garantir segurança jurídica aos moradores, a Regularização Fundiária Urbana tem sido apontada como um instrumento capaz de reduzir desigualdades e impulsionar o desenvolvimento local.
Estudo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) estima que entre 30% e 50% dos imóveis brasileiros ainda apresentem algum tipo de irregularidade documental. O levantamento aponta que um amplo processo de regularização pode gerar impacto superior a R$ 202 bilhões em valorização imobiliária no país.
Com a documentação em dia, os proprietários passam a ter acesso a linhas de crédito, podem utilizar o imóvel como garantia, realizar financiamentos, comercializar o bem legalmente e investir na melhoria das residências.
Os benefícios também alcançam as administrações municipais. A atualização cadastral decorrente da Reurb melhora a gestão territorial, amplia a base tributária, fortalece a arrecadação de impostos como IPTU e ITBI sem aumento de alíquotas e oferece informações mais precisas para o planejamento urbano e a expansão de serviços públicos, como infraestrutura, pavimentação, saneamento e iluminação.
Para os participantes, a capacitação teve aplicação prática na realidade dos municípios. Representando o município de Comodoro, Diego Garcia afirmou que o treinamento trouxe mais segurança técnica para dar continuidade aos projetos em andamento.
“Foi uma oportunidade importante para aprofundarmos o conhecimento sobre a Reurb e esclarecer dúvidas que surgem no dia a dia. Voltamos mais preparados para dar continuidade aos processos já iniciados e conduzir futuras regularizações com mais segurança jurídica, beneficiando diretamente as famílias que aguardam pela documentação definitiva de seus imóveis”, afirmou Garcia.
Outro participante destacou que o conhecimento adquirido contribuirá para enfrentar um problema comum em diversos municípios: a existência de imóveis sem documentação regular.
“Compreender melhor a legislação e os procedimentos da Reurb nos dá condições de organizar o cadastro imobiliário do município, facilitar o acesso da população às informações sobre seus imóveis e tornar o trabalho dos servidores mais eficiente e seguro. Quem ganha com isso é toda a cidade”, relatou Jorge Luís Ferreira dos Santos, representante de Nortelândia.
A Lei Federal nº 13.465/2017, que instituiu novos instrumentos para a Regularização Fundiária Urbana, ampliou as possibilidades de incorporação de núcleos urbanos informais ao ordenamento territorial e permitiu acelerar a titulação definitiva de milhares de famílias em todo o país.
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