Mato Grosso
Sorteio do Nota MT na praça contempla 1.010 consumidores; prêmios de R$ 100 mil vão para o interior do estado

O último sorteio do ano do programa Nota MT de 2024, realizado nesta quinta-feira (12.12), na Praça Alencastro, no Centro da Capital, beneficiou 1.010 consumidores que pediram CPF na nota durante o mês de novembro. Os prêmios principais, de R$ 100 mil, foram para usuários de Cáceres e Campo Novo do Parecis.
Os prêmios de R$ 50 mil também contemplaram o interior com ganhadores de Pontes e Lacerda, Cáceres e Primavera do Leste. Já os prêmios de R$ 10 mil foram distribuídos para consumidores de Sorriso, Rondonópolis, Mirassol d’Oeste e Cuiabá.
Outros 1.000 usuários receberão R$ 500 cada. O resultado foi divulgado em uma transmissão ao vivo realizada pela Secretaria de Estado de Fazenda (Sefaz), que está disponível nas redes sociais, no site e no aplicativo Nota MT.
O secretário adjunto de Transformação Digital e Inovação Fazendária, Kleber Geraldino, destacou que o programa oferece vantagens além dos prêmios, como o desconto no Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA) e a possibilidade de acesso digital às notas fiscais.
“Dentro da área do usuário no site ou aplicativo, você tem as suas notas fiscais digitalmente armazenadas. Se futuramente precisar delas para acionar uma garantia, por exemplo, e perder a versão impressa, é possível acessar o portal e baixar a nota,” explicou Kleber Geraldino.
Além de beneficiar os sorteados, o programa também contempla entidades sociais, que recebem 20% de todos os prêmios. Nesta edição, as entidades indicadas pelos ganhadores foram contempladas com R$ 180 mil, somando-se aos R$ 900 mil distribuídos mensalmente. Desde 2019, mais de R$ 9 milhões já foram repassados a 259 entidades beneficentes.
“O Nota MT não é apenas sobre prêmios; também é sobre solidariedade. Desde a criação, já destinamos milhões a instituições indicadas pelos usuários cadastrados, reforçando o impacto social do programa,” destacou Daniel Castanho.
O sorteio também foi conduzido pelo secretário adjunto de Projetos Estratégicos em substituição, Daniel Castanho. O Nota MT na praça contou com o apoio da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Mato Grosso (Fecomércio-MT) e da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) de Cuiabá
Nesta 79ª edição, participaram 545.121 pessoas com 4.081.088 bilhetes eletrônicos gerados a partir de notas fiscais emitidas entre 1º e 30 de novembro.
O evento foi acompanhado pela equipe do Nota MT, pelo Procon-MT, pela Secretaria de Estado de Comunicação Social (Secom) e pela Controladoria Geral do Estado (CGE), responsável por auditar os sorteios.
Fonte: Governo MT – MT
Mato Grosso
Júri é remarcado depois que defesa abandona plenário em julgamento de filho de ex-deputado

A sessão de julgamento de Carlos Alberto Gomes Bezerra, acusado pelo feminicídio de Thays Machado e pelo homicídio qualificado de Willian Cesar Moreno, foi remarcada para o dia 31 de julho, às 9h, após a defesa abandonar o plenário nesta terça-feira (21). Mais uma vez, os advogados tentaram o adiamento do julgamento, o que foi indeferido pela juíza Monica Catarina Perri Siqueira, presidente da sessão, sob o argumento de que não havia justificativa plausível para a redesignação da data.
Segundo a magistrada, os advogados tiveram um prazo de 15 dias para analisar os documentos juntados aos autos. Ela ressaltou que a maior parte dessas informações já constava no processo e que a alegada falta de acesso a um despacho específico sobre prisão domiciliar não acarretaria prejuízo real, uma vez que a decisão sobre o tema também integra os autos.
“O advogado, quando assume a substituição no processo, o recebe no estágio em que ele se encontra. O processo não recua, ele tem que andar para a frente”, afirmou Monica Perri. Após anunciar a nova data do júri, a magistrada determinou que, caso não haja um advogado constituído apto para atuar na sessão, a Defensoria Pública deverá estar preparada para assumir a defesa na data prevista. Todos os presentes saíram intimados do plenário.
A acusação seria conduzida pelos promotores de Justiça Vinicius Gahyva Martins e Élide Manzini de Campos, integrantes do Núcleo de Defesa da Vida do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT). O réu era defendido pelos advogados Elson Marcelino da Silva Júnior, Larice Cristine, Melissa de Oliveira Machado e Gabriel Gouvea Neno Reiff.
Manobra – Ainda no plenário, o promotor de Justiça Vinicius Gahyva Martins sustentou que o acesso a processos externos é responsabilidade da defesa e que as questões relacionadas ao habeas corpus e à prisão domiciliar já foram resolvidas, não havendo justificativa para o adiamento do júri. Ele destacou o papel do Ministério Público como fiscal da lei, com a missão de assegurar direitos e preservar a imagem das vítimas perante a coletividade. Também se posicionou contra o abandono do plenário, ressaltando que a realização de um Tribunal do Júri exige o empenho e a presença de diversos envolvidos, inclusive pessoas que se deslocaram de outros estados, e que a “ritualística do tribunal” deve ser respeitada em busca da verdade.
Vinicius Gahyva disse ainda que o abandono do plenário é uma estratégia que acaba por arranhar a imagem do Tribunal do Júri. “Isso tem se tornado, de certo modo, frequente nos julgamentos do Tribunal do Júri, especialmente naqueles que afligem de forma intensa o interesse da coletividade, como é o caso concreto de um feminicídio e de um homicídio de dois jovens. São duas pessoas que, efetivamente, traduzem a necessidade de reafirmarmos o nosso papel social de não banalização da vida humana. Nós sabemos que o Tribunal do Júri envolve uma série de providências que devem ser adotadas para que o ato processual seja realizado, e lamentamos muito que esse tipo de estratégia esteja sendo adotada”, afirmou.
A promotora de Justiça Élide Manzini de Campos lembrou que o julgamento já deveria ter ocorrido no dia 7 de julho. Segundo ela, naquela ocasião, a defesa solicitou o adiamento para análise de provas, pedido que foi deferido pela magistrada responsável pelo caso, com a remarcação da sessão para 21 de julho. “É um absurdo uma medida protelatória após mais de três anos do fato, com a família aguardando o julgamento. A defesa admite alegações de nulidades que não existem e que já foram completamente afastadas. É uma estratégia utilizada para tentar postergar, prorrogar e até abrir outro incidente de sanidade, ou qualquer outra medida, para que esse julgamento não ocorra. Tudo isso já foi afastado, e não há motivo algum para que esse julgamento não aconteça”, afirmou.
Sobre o caso de feminicídio, a promotora destacou que a reação da sociedade demonstra uma rejeição cada vez mais firme a esse tipo de crime. Segundo ela, a população tem se posicionado de forma clara contra a violência de gênero e em defesa do enfrentamento aos feminicídios, cobrando respostas efetivas do sistema de Justiça para coibir esse tipo de violência.
Fotos: Josi Dias | TJMT
Mato Grosso
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