Mato Grosso
TCE-MT inicia Auditoria Operacional em três regiões turísticas de Mato Grosso
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| Secretário da Secex de Administração Municipal do TCE-MT, Francisney Liberato |
A Secretaria de Controle Externo de Administração Municipal finalizou o Levantamento sobre o funcionamento do setor turístico em Mato Grosso – desde a captação de recursos até os projetos de desenvolvimento existentes para o setor a nível estadual e municipal. A partir de agora, a equipe da Secex inicia uma auditoria operacional que irá abranger três regiões do Estado consideradas de maior risco e relevância, envolvendo 15 municípios turísticos, entre eles: Cuiabá, Cáceres, Chapada dos Guimarães, Poconé e Várzea Grande.
Durante os 45 dias de duração do Levantamento, a equipe de auditoria da Secex de Administração Municipal pôde conhecer mais detalhadamente o funcionamento da indústria turística regional, que envolve 16 regiões turísticas em 93 municípios, incluindo a Capital, Cuiabá. Nesse período foi realizado o Painel de Referência sobre o Potencial Turístico dos Municípios de Mato Grosso, promovido pela Secex com representantes dos setores do turismo em Mato Grosso, públicos e privados.
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| POCONÉ Cavalhada, uma das mais antigas e tradicional manifestação cultural do Estado, o evento revive medieval batalha entre cristãos e mouros |
Entres os diversos assuntos discutidos estavam a contribuição do Estado como viabilizador de melhorias; o monitoramento de dados turísticos; o fortalecimento do Conselho Estadual de Turismo e do Fundo Estadual de Turismo; a atualização do mapa do turismo regional; a criação dos conselhos municipais de turismo; e a regularização da cadeia turística junto ao Fundo de Desenvolvimento do Turismo – Fundetur.
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O Secretário da Secex de Administração Municipal, o auditor Francisney Liberato Batista Siqueira, disse que as sugestões feitas pelos participantes no Painel de Referência serviram de subsídio para transformar o Levantamento em auditoria operacional. “O intuito é aperfeiçoar a política pública de turismo e fortalecer o turismo mato-grossense, que é, sem dúvida, uma importante atividade econômica geradora de empregos e renda em todas as regiões do Estado. A auditoria não tem fim punitivo, mas sim de fazer recomendações e sugerir soluções para alavancar o setor, que é bastante desorganizado, sem informações que possam direcioná-lo”, disse.
Entre os temas que serão auditados nas três regiões da amostra pesquisada pelos auditores estão os orçamentos públicos destinados para o turismo nas Leis Orçamentárias Anuais (LOAs) e nas Leis de Diretrizes Orçamentárias (LDOs) do Estado e municípios; produção e acompanhamento de dados turísticos; funcionamento do Conselho Estadual de Turismo e do Fundo Estadual de Turismo; atualização do mapa do turismo regional; criação dos conselhos municipais de turismo; e a regularização da cadeia turística junto ao Fundo de Desenvolvimento do Turismo – Fundetur e ao Sistema de Cadastro de pessoas físicas e jurídicas que atuam no setor do turismo – Cadastrur – executado pelo Ministério do Turismo (MTur).
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| CÁCERES Dolina da Água Milagrosa, lagoa cristalina considerada um dos melhores lugares para mergulho no Estado, localizada em Cáceres |
A Auditoria Operacional alcançará os municípios de Cuiabá, Várzea Grande, Chapada dos Guimarães, Diamantino, Jangada, Nobres, Nortelândia, Nova Brasilândia, Rosário Oeste, São José do Rio Claro, Barão de Melgaço, Cáceres, Nossa Senhora do Livramento, Poconé e Santo Antônio de Leverger.
Mato Grosso
Júri é remarcado depois que defesa abandona plenário em julgamento de filho de ex-deputado

A sessão de julgamento de Carlos Alberto Gomes Bezerra, acusado pelo feminicídio de Thays Machado e pelo homicídio qualificado de Willian Cesar Moreno, foi remarcada para o dia 31 de julho, às 9h, após a defesa abandonar o plenário nesta terça-feira (21). Mais uma vez, os advogados tentaram o adiamento do julgamento, o que foi indeferido pela juíza Monica Catarina Perri Siqueira, presidente da sessão, sob o argumento de que não havia justificativa plausível para a redesignação da data.
Segundo a magistrada, os advogados tiveram um prazo de 15 dias para analisar os documentos juntados aos autos. Ela ressaltou que a maior parte dessas informações já constava no processo e que a alegada falta de acesso a um despacho específico sobre prisão domiciliar não acarretaria prejuízo real, uma vez que a decisão sobre o tema também integra os autos.
“O advogado, quando assume a substituição no processo, o recebe no estágio em que ele se encontra. O processo não recua, ele tem que andar para a frente”, afirmou Monica Perri. Após anunciar a nova data do júri, a magistrada determinou que, caso não haja um advogado constituído apto para atuar na sessão, a Defensoria Pública deverá estar preparada para assumir a defesa na data prevista. Todos os presentes saíram intimados do plenário.
A acusação seria conduzida pelos promotores de Justiça Vinicius Gahyva Martins e Élide Manzini de Campos, integrantes do Núcleo de Defesa da Vida do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT). O réu era defendido pelos advogados Elson Marcelino da Silva Júnior, Larice Cristine, Melissa de Oliveira Machado e Gabriel Gouvea Neno Reiff.
Manobra – Ainda no plenário, o promotor de Justiça Vinicius Gahyva Martins sustentou que o acesso a processos externos é responsabilidade da defesa e que as questões relacionadas ao habeas corpus e à prisão domiciliar já foram resolvidas, não havendo justificativa para o adiamento do júri. Ele destacou o papel do Ministério Público como fiscal da lei, com a missão de assegurar direitos e preservar a imagem das vítimas perante a coletividade. Também se posicionou contra o abandono do plenário, ressaltando que a realização de um Tribunal do Júri exige o empenho e a presença de diversos envolvidos, inclusive pessoas que se deslocaram de outros estados, e que a “ritualística do tribunal” deve ser respeitada em busca da verdade.
Vinicius Gahyva disse ainda que o abandono do plenário é uma estratégia que acaba por arranhar a imagem do Tribunal do Júri. “Isso tem se tornado, de certo modo, frequente nos julgamentos do Tribunal do Júri, especialmente naqueles que afligem de forma intensa o interesse da coletividade, como é o caso concreto de um feminicídio e de um homicídio de dois jovens. São duas pessoas que, efetivamente, traduzem a necessidade de reafirmarmos o nosso papel social de não banalização da vida humana. Nós sabemos que o Tribunal do Júri envolve uma série de providências que devem ser adotadas para que o ato processual seja realizado, e lamentamos muito que esse tipo de estratégia esteja sendo adotada”, afirmou.
A promotora de Justiça Élide Manzini de Campos lembrou que o julgamento já deveria ter ocorrido no dia 7 de julho. Segundo ela, naquela ocasião, a defesa solicitou o adiamento para análise de provas, pedido que foi deferido pela magistrada responsável pelo caso, com a remarcação da sessão para 21 de julho. “É um absurdo uma medida protelatória após mais de três anos do fato, com a família aguardando o julgamento. A defesa admite alegações de nulidades que não existem e que já foram completamente afastadas. É uma estratégia utilizada para tentar postergar, prorrogar e até abrir outro incidente de sanidade, ou qualquer outra medida, para que esse julgamento não ocorra. Tudo isso já foi afastado, e não há motivo algum para que esse julgamento não aconteça”, afirmou.
Sobre o caso de feminicídio, a promotora destacou que a reação da sociedade demonstra uma rejeição cada vez mais firme a esse tipo de crime. Segundo ela, a população tem se posicionado de forma clara contra a violência de gênero e em defesa do enfrentamento aos feminicídios, cobrando respostas efetivas do sistema de Justiça para coibir esse tipo de violência.
Fotos: Josi Dias | TJMT
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