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Tereza Cristina: “A agricultura irrigada é fundamental para os estados do Nordeste”
Em pronunciamento no Senado, na quarta-feira (27), a ministra Tereza Cristina anunciou que terá como meta central de sua pasta fortalecer a agricultura irrigada no Nordeste brasileiro. A ministra viajou em fevereiro a quatro estados da região (Piauí, Ceará, Rio Grande do Norte e Paraíba) e viu de perto o quanto este modelo de agricultura ainda precisa ser desenvolvido, para levar aos produtores nordestinos os benefícios que precisam receber. “A agricultura irrigada é fundamental para o Nordeste, e eu tenho como missão fazer uma política forte voltada para a região”, afirmou a ministra durante audiência na Comissão de Agricultura e Reforma Agrária.
Na última terça-feira (26), Tereza Cristina se reuniu em Brasília com o presidente do Banco do Nordeste, Romildo Carneiro Rolim, e pediu a ele prioridade para os financiamentos dos projetos de agricultura irrigada dos produtores locais. Numa das cidades que visitou, no interior da Paraíba, a ministra conheceu uma produção irrigada de cana-de-açúcar, que precisa urgentemente de recursos para aumentar a área plantada e, com isso, duplicar o número de trabalhadores contratados. O presidente do banco se comprometeu a reforçar esse modelo de financiamento para projetos de irrigação. “Vamos ter uma agenda integrada com o Ministério da Agricultura. A agricultura irrigada gera uma produtividade expressiva”, concordou Rolim.
Tereza Cristina disse também que pretende formular uma política especial para o semiárido brasileiro junto com o Ministério do Desenvolvimento Regional, e, para isso, já conversou com o ministro Gustavo Canuto. ”Quero que o Nordeste tenha as mesmas condições do Centro-Sul na agropecuária, que possamos levar todas as vantagens para a região”, disse a ministra. Ela informou, por exemplo, que já está negociando com o Banco Mundial (Bird) uma política de microbacias, para ajudar a minimizar os efeitos da seca que tanto prejudica a produção agrícola no semiárido.
“Temos um problema seriíssimo de contenção de água. Deixamos que a água da chuva se perca e a terra assoreie os rios. É um programa caro, mas absolutamente necessário”, disse a ministra, lembrando que estados como Paraná, São Paulo e Minas Gerais já desenvolveram programas de microbacias, que também contribuem para o meio-ambiente.
Com o presidente do Banco do Nordeste, Tereza Cristina também conversou sobre o Terra Legal, programa de regularização fundiária e titulação definitiva para assentados e pequenos produtores rurais. No Senado, a ministra anunciou que a meta é distribuir títulos de posse definitiva da terra para 600 mil famílias, que atualmente, sem este documento, têm dificuldade de acesso às linhas de crédito rural e à assistência técnica. Romildo Rolim disse que o banco está aguardando regulamentação para que o Banco do Nordeste participe ativamente deste programa de titulação. “Com o documento, o produtor pode hipotecar a propriedade e acessar a um volume de crédito muito maior. Sem a hipoteca, o crédito é de, no máximo, R$ 50 mil”, explicou.
A ministra também pediu ao banco reforço no programa de microcrédito para assentamentos e pequenos produtores, com atenção especial para os projetos de assistência técnica. “Preciso dar uma resposta urgente para o Nordeste”, disse a ministra, que já manifestou a intenção de visitar outros estados da região nas próximas semanas. Ela disse que pretende concluir a formulação de uma política pública para o Nordeste ainda neste semestre.
Na reunião com Rolim, o secretário de Agricultura Familiar e Cooperativismo também pediu uma linha de financiamento especial para palma forrageira, que serve de alimento para animais. Segundo ele, é importante para reforçar a pecuária nordestina.
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“A Carne do Futuro” será tema de simpósio nas principais cidades de Mato Grosso
Evento reunirá mais de 2 mil produtores, pesquisadores e especialistas em Cuiabá e Rondonópolis

Foto- Assessoria
Com o tema “A Carne do Futuro”, o 12º Simpósio Nutripura, um dos mais importantes encontros da pecuária brasileira, acontecerá entre os dias 19 e 21 de março de 2026, com um dia de campo no Centro de Pesquisa Nutripura (CPN), em Rondonópolis, e outros dois dias de palestras e painéis em Cuiabá, no Buffet Leila Malouf, espaço referência em eventos no estado.
O simpósio reunirá mais de 2 mil participantes, entre produtores, técnicos, pesquisadores e empresas do agronegócio, em uma programação voltada à inovação, sustentabilidade e tendências nos principais mercados globais da carne brasileira.
Entre os nomes confirmados estão José Luiz Tejon, referência em marketing agro e comportamento do consumidor, Alexandre Mendonça de Barros, economista e especialista em cenários agropecuários, além de Moacyr Corsi, Flávio Portela e Luiz Nussio, professores da Esalq/USP reconhecidos por suas contribuições em nutrição, manejo e produção animal.
O Dia de Campo abrirá a programação com demonstrações práticas de tecnologias aplicadas à nutrição, manejo e bem-estar animal. Já os painéis técnicos e debates em Cuiabá contarão com especialistas para discutir os avanços da pecuária brasileira em inovação, sustentabilidade e rastreabilidade. O encerramento contará com o tradicional churrasco oferecido pela Nutripura, momento de networking e celebração da cultura da carne.
As inscrições já estão disponíveis no site www.nutripura.com.br/simposio.
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Exportação de carne suína de Mato Grosso bate recorde histórico em 2024

Foto- Assessoria
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Dia do Agricultor (28/7): produção de grãos deverá atingir 330 milhões de toneladas na próxima década
Ministério da Agricultura prevê crescimento de 27% no setor até 2031; soja, milho, algodão e trigo puxam a evolução do setor

Foto: Assessoria
Enquanto outros setores produtivos mostraram dificuldades para crescer durante a pandemia, o agronegócio brasileiro “puxou para cima” o PIB nacional em 2020 – e deve continuar o bom desempenho também na próxima década. Segundo o estudo Projeções do Agronegócio, Brasil 2020/21 a 2030/31, realizado pela Secretaria de Política Agrícola do Ministério da Agricultura, a produção de grãos no Brasil deverá atingir mais de 330 milhões de toneladas nos próximos dez anos, uma evolução de 27%, a uma taxa anual de 2,4%. Soja, milho, algodão e trigo deverão se manter como os grandes protagonistas no campo.
O levantamento concluiu ainda que o consumo do mercado interno, o crescimento das exportações e os ganhos de produtividade, aliados às novas tecnologias, deverão ser os principais fatores de expansão do agronegócio brasileiro, que representou, no ano passado, mais de 26% de todo o produto interno bruto do país.
Na contramão
O setor de farinha de trigo, por exemplo, foi fortemente impactado pelo aumento no consumo de pães e massas no mercado interno durante a pandemia, e teve um crescimento de 9% no faturamento do ano passado, segundo estudo da Abimapi (Associação Brasileira das Indústrias de Biscoitos, Massas Alimentícias e Pães & Bolos Industrializados).
E a tendência seguiu assim no primeiro trimestre de 2021. A Herança Holandesa – linha de farinhas de trigo da Unium, marca institucional das indústrias das cooperativas paranaenses Frísia, Castrolanda e Capal – registrou no período, uma produção de 36,6 mil toneladas de farinha de trigo, e um faturamento que ultrapassou os R$ 67 milhões, números robustos para o setor no estado. “Os primeiros meses do ano foram muito positivos para o moinho da Unium. Nossa estimativa de produção para 2021 é de 140 mil toneladas, mesmo com um segundo semestre mais desafiador, com o preço do dólar influenciando no custo da matéria-prima”, explica o coordenador de negócios do moinho de trigo da Unium, Cleonir Ongaratto.
Dividida entre farinha e farelo de trigo, a produção da Unium não foi interrompida durante o período mais crítico do isolamento social, e a companhia conseguiu ainda investir R$ 756 mil em seus produtos em 2020. Ongaratto afirma que o principal objetivo foi garantir que todos os clientes fossem atendidos e que os supermercados estivessem abastecidos. “E a tendência é que continuemos dessa forma. Temos um estudo para uma duplicação da moagem no moinho da Herança Holandesa, que deve ser aprovado pela diretoria da Unium ainda este ano, pois acreditamos que o setor continuará crescendo no futuro”, finaliza o coordenador.
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