Mato Grosso
Torcida é ponto forte de brasileiras na conquista pelo topo do ranking mundial

Com público diário de 1,1 mil pessoas, a Arena Beach Peak se transformou por uma semana no templo do beach tênis mundial ao sediar o World Tour BT 400 Cuiabá, etapa do campeonato da Federação Internacional de Tênis. Para fechar a competição com chave de ouro, torcedores entusiasmados aguardam ansiosamente a vitória da dupla Sophia Chow e Vitória Marchezini, em segundo lugar no ranking mundial, sobre as russas Elizaveta Kudinova e Anastasia Semenova, atuais campeãs mundiais e terceiras colocadas no ranking, na semifinal.
Caso isso aconteça, Chow e Marchezini conquistariam a chance de enfrentar as vencedoras da outra semifinal, entre as atuais líderes do ranking, as italianas Ninny Valentini e Giulia Gasparri, e a dupla da brasileira Marcela Vita com a italiana Giulia Trippa. Numa eventual vitória de Chow e Marchezini na final da competição, a dupla alcançaria a primeira colocação inédita no ranking mundial com o acréscimo de 400 pontos, ultrapassando as italianas.
Contudo, a partida contra as russas promete ser acirrada. Kidinova e Semenova têm sido uma “pedra no sapato” de duplas brasileiras nas últimas competições. “As russas são muito frias, têm jogo constante com poucos erros, mesmo nos momentos mais difíceis, erram pouco”, pondera o presidente da Federação Mato-grossense de Tênis, José Jurandir Lima Júnior.
Além do apoio da torcida, as brasileiras, conforme Jurandir, também têm pontos positivos que dá o tom do que será a partida. “As brasileiras têm um jogo mais agressivo, bastante volume de jogo e ótimo entrosamento. Mesmo quando estão atrás, mantêm o equilíbrio psicológico. A torcida está muito confiante”, destaca.
A competição também distribui US$ 45 mil e oferece 400 pontos para cada dupla campeã. As semifinais ocorrem neste sábado (21), a partir de 15h30, na Arena Beach Peak, na MT-251, a Rodovia Emanuel Pinheiro, nº 300, no bairro Jardim Vitória. A entrada é gratuita.
O evento conta com apoio financeiro da Secretaria de Estado de Cultura Esporte e Lazer (Secel-MT), mediante termo de fomento firmado com a Federação Mato-grossense da modalidade para expandir a prática do beach tênis no Estado. “Nada melhor para o beach tênis mato-grossense do que um torneio como esse para difundir a modalidade”, frisa Jurandir. Segundo ele, “o apoio da Secel-MT foi fundamental para a realização da competição. “Sem isso, não teríamos como receber a etapa de Cuiabá”.
Masculino
Entre os homens, os atuais campeões mundiais, o francês Nicolas Gianotti e o italiano Mattia Spoto passaram pelo espanhol Antomi Ramos, bicampeão mundial, e o jovem Nicolo Gasparri por 6/4 6/3 e vão duelar contra os brasileiros Fabrício Neis e Gustavo Russo por vaga na final. Neis e Russo passaram pelos jovens Giovani Nomelini e Miguel Mazzaro por 7/6 (7/4) 7/6 (7/3).
A outra semifinal será entre Felipe Loch e o italiano Gabriele Gini e a surpreendente dupla de Leonardo Neiva com o venezuelano Carlos Fernandez. Eles passaram pelo hexacampeão mundial, o italiano Michele Cappelletti, e André Baran por 1/6 6/1 10/8.
Finais
As finais ocorrem às 19h30 no feminino e às 21h no masculino. Os jogos são transmissões do canal PlayBT no Youtube e da RedeTV em TV aberta para todo o país.
Torneio Amador
O evento é todo gratuito na quadra central e quadra 2 para toda a semana de evento nos jogos profissionais. Os atletas amadores também disputam o torneio nacional da Confederação Brasileira de Tênis nas categorias por nível A, B, C e D, além de categorias por idades juvenis e veteranos.
Programação deste Sábado (21/03):
Quadra Central
15h30 – Elizaveta KUDINOVA (RUS) e Anastasiia SEMENOVA (RUS) [3] x Sophia CHOW (BRA) [2] / Vitoria MARCHEZINI (BRA)
17h – Felipe COGO LOCH (BRA) e gabriele GINI (ITA) [4] x Carlos Jesus FERNANDEZ DA SILVA (VEN) e Leonardo NEIVA MARIANI (BRA)
Quadra 2
15h30 – Giulia GASPARRI (ITA) e Ninny VALENTINI (ITA) [1] x Giulia TRIPPA (ITA) [8] / Marcela VITA (BRA)
17h – Nicolas GIANOTTI (FRA) / Mattia SPOTO (ITA) [1] vs. Fabricio NEIS (BRA) [6] / Gustavo RUSSO (BRA)
19h30 – Final do Feminino
21h30 – Final do Masculino
Fonte: Governo MT – MT
Mato Grosso
Júri é remarcado depois que defesa abandona plenário em julgamento de filho de ex-deputado

A sessão de julgamento de Carlos Alberto Gomes Bezerra, acusado pelo feminicídio de Thays Machado e pelo homicídio qualificado de Willian Cesar Moreno, foi remarcada para o dia 31 de julho, às 9h, após a defesa abandonar o plenário nesta terça-feira (21). Mais uma vez, os advogados tentaram o adiamento do julgamento, o que foi indeferido pela juíza Monica Catarina Perri Siqueira, presidente da sessão, sob o argumento de que não havia justificativa plausível para a redesignação da data.
Segundo a magistrada, os advogados tiveram um prazo de 15 dias para analisar os documentos juntados aos autos. Ela ressaltou que a maior parte dessas informações já constava no processo e que a alegada falta de acesso a um despacho específico sobre prisão domiciliar não acarretaria prejuízo real, uma vez que a decisão sobre o tema também integra os autos.
“O advogado, quando assume a substituição no processo, o recebe no estágio em que ele se encontra. O processo não recua, ele tem que andar para a frente”, afirmou Monica Perri. Após anunciar a nova data do júri, a magistrada determinou que, caso não haja um advogado constituído apto para atuar na sessão, a Defensoria Pública deverá estar preparada para assumir a defesa na data prevista. Todos os presentes saíram intimados do plenário.
A acusação seria conduzida pelos promotores de Justiça Vinicius Gahyva Martins e Élide Manzini de Campos, integrantes do Núcleo de Defesa da Vida do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT). O réu era defendido pelos advogados Elson Marcelino da Silva Júnior, Larice Cristine, Melissa de Oliveira Machado e Gabriel Gouvea Neno Reiff.
Manobra – Ainda no plenário, o promotor de Justiça Vinicius Gahyva Martins sustentou que o acesso a processos externos é responsabilidade da defesa e que as questões relacionadas ao habeas corpus e à prisão domiciliar já foram resolvidas, não havendo justificativa para o adiamento do júri. Ele destacou o papel do Ministério Público como fiscal da lei, com a missão de assegurar direitos e preservar a imagem das vítimas perante a coletividade. Também se posicionou contra o abandono do plenário, ressaltando que a realização de um Tribunal do Júri exige o empenho e a presença de diversos envolvidos, inclusive pessoas que se deslocaram de outros estados, e que a “ritualística do tribunal” deve ser respeitada em busca da verdade.
Vinicius Gahyva disse ainda que o abandono do plenário é uma estratégia que acaba por arranhar a imagem do Tribunal do Júri. “Isso tem se tornado, de certo modo, frequente nos julgamentos do Tribunal do Júri, especialmente naqueles que afligem de forma intensa o interesse da coletividade, como é o caso concreto de um feminicídio e de um homicídio de dois jovens. São duas pessoas que, efetivamente, traduzem a necessidade de reafirmarmos o nosso papel social de não banalização da vida humana. Nós sabemos que o Tribunal do Júri envolve uma série de providências que devem ser adotadas para que o ato processual seja realizado, e lamentamos muito que esse tipo de estratégia esteja sendo adotada”, afirmou.
A promotora de Justiça Élide Manzini de Campos lembrou que o julgamento já deveria ter ocorrido no dia 7 de julho. Segundo ela, naquela ocasião, a defesa solicitou o adiamento para análise de provas, pedido que foi deferido pela magistrada responsável pelo caso, com a remarcação da sessão para 21 de julho. “É um absurdo uma medida protelatória após mais de três anos do fato, com a família aguardando o julgamento. A defesa admite alegações de nulidades que não existem e que já foram completamente afastadas. É uma estratégia utilizada para tentar postergar, prorrogar e até abrir outro incidente de sanidade, ou qualquer outra medida, para que esse julgamento não ocorra. Tudo isso já foi afastado, e não há motivo algum para que esse julgamento não aconteça”, afirmou.
Sobre o caso de feminicídio, a promotora destacou que a reação da sociedade demonstra uma rejeição cada vez mais firme a esse tipo de crime. Segundo ela, a população tem se posicionado de forma clara contra a violência de gênero e em defesa do enfrentamento aos feminicídios, cobrando respostas efetivas do sistema de Justiça para coibir esse tipo de violência.
Fotos: Josi Dias | TJMT
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