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Mato Grosso

Três pontes estão prontas e outras cinco serão finalizadas neste mês

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Já estão prontas três, das 31 novas pontes de concreto da MT-060 (Transpantaneira) e até o final deste mês outras cinco serão finalizadas. As estruturas concluídas nesta terça-feira (01.12) só poderão começar a ser usadas pelos turistas e visitantes em 28 dias, tempo que levará para secagem do concreto. No total, as obras somam R$ 12,6 milhões e integram o Programa de Desenvolvimento Sustentável do Turismo (Prodestur), cujos projetos são elaborados e geridos pela Secretaria de Desenvolvimento Econômico (Sedec).

“A troca dessas pontes era um dos principais anseios da população e do trade turístico, pois a cada período chuvoso, dezenas delas são danificadas com as cheias do Pantanal, o que torna a Estrada Parque intransitável em alguns locais”, pontua o secretário Seneri Paludo.

Além da troca de 31 pontes de madeiras por estruturas de concreto e aço, também serão entregues este ano mais 60 km de asfalto restaurados na MT-060.

De acordo com o secretário-adjunto de Turismo da Sedec, Luis Carlos Nigro, com a finalização dos trabalhos a Transpantaneira oferecerá maior trafegabilidade e segurança aos turistas e redução dos custos com manutenção.

“Além disso, essas novas estruturas irão promover a melhoria na vazão das águas, pois os modelos atuais possuem pilares que retêm a vegetação aquática, interferindo na dinâmica hídrica pantaneira que provoca erosões na pista e cabeceiras das pontes”, disse.

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Dessa forma, os resultados serão maior durabilidade da estrutura das pontes, melhoria no tráfego em qualquer época do ano, maior fluxo das águas, tráfego de veículos com maior peso e maior facilidade na manutenção.

A Transpantaneira tem hoje um total de 130 pontes de madeira. Esse trecho foi priorizado por ser o mais movimentado turisticamente. Nele se encontram 32 empreendimentos, entre hotéis e pousadas.

MT-060

Outra obra que impactará no desenvolvimento do turismo na região é a restauração de cerca 60 km na MT-060, entre a BR -070 e a cidade de Poconé. O recapeamento do asfalto já foi concluso e estão sendo finalizadas as sinalizações vertical e horizontal. Essa rodovia é porta de entrada para o Pantanal da região de Poconé. No total foram investidos ali R$ 17,8 milhões.

Reurbanização

Para completar o pacote de obras de infraestrutura turística na região do Pantanal também está sendo realizada a reurbanização da avenida Aníbal de Toledo, que faz a ligação da entrada da cidade à saída para o Pantanal. Essa via possui um tráfego intenso de veículos, já que atravessa a cidade.

Além dela também estão sendo reurbanizadas as ruas XV de Novembro e Desembargador Martins que servirão de apoio aos turistas. No total, nas três vias, serão drenados e asfaltados 2,4 quilômetros. A avenida principal ficará com 10 metros de largura e as ruas com 7 metros cada, além de 2,5 metros de calçada. A previsão de término é maio de 2016 e o custo total dos investimentos é de R$ 4,2 milhões.

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Os trabalhos de drenagem já foram concluídos na três vias. Os de terraplenagem foram realizados nas duas secundárias e atualmente está sendo feita a desobstrução do córrego Tereza Botas, que fica no final da via principal.

Todas essas obras estão sendo realizadas por meio do Prodestur, um programa estratégico da cadeia produtiva do turismo voltado a investimentos em infraestrutura turística, criado e desenvolvido pela Sedec. Seu principal foco é o desenvolvimento com a geração de emprego e renda na cadeia do turismo.

Atualmente, a secretaria tem 11 obras em andamento, que somam R$ 123 milhões, sendo que desse total R$ 35 milhões são no Pantanal. A da troca de pontes na Transpantaneira e da restauração da MT-060 estão sendo executadas por meio de convênios com a Secretaria de Infraestrutura (Sinfra).

Obras do Prodestur

Barra do Garças

– Revitalização e ampliação do Porto de Baé

Valor da obra: R$ 14,4 milhões

– Centro de Convenções

Valor da obra: R$ 7,4 milhões

Pontal do Araguaia

– Revitalização da Avenida Universitária

Valor da obra: R$ 2,1 milhão

Rondonópolis

– Ampliação da pista de pouso e do pátio do Aeroporto

Valor da obra: R$ 20,8 milhões

Poconé

-Troca de 31 pontes de madeira por pontes de concreto na Transpantaneira

Valor da obra: R$ 12,6 milhões

– Urbanização da Avenida Aníbal de Toledo

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Valor da obra: R$ 4,2 milhões

– Restauração e revitalização da MT-060

Valor da obra: R$ 17,8 milhões

Nobres

– Revitalização de avenidas (Pavimentação asfáltica e drenagem de águas pluviais em ruas e avenidas da cidade)

Valor da obra: R$ 7 milhões

– Asfaltamento da MT-241 (23 km de asfalto na estrada que liga Nobres a Bom Jardim)

Valor da obra: R$ 21 milhões

Chapada dos Guimarães

– Asfaltamento da MT- 442, ligando a MT-351 ao Lago do Manso

Valor da obra: R$ 8,3 milhões

Santo Antônio do Leverger

– Memorial Rondon

Valor da obra: R$ 3 milhões

Fonte: Governo MT – MT

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Mato Grosso

Circuito do Varejo promove capacitação sobre atendimento e vendas digitais em Lucas do Rio Verde, Alta Floresta, Colíder e Água Boa

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Empresários e equipes do comércio poderão participar de palestras práticas voltadas à experiência do cliente e estratégias de conversão
O Circuito do Varejo segue ampliando sua agenda de capacitações em Mato Grosso e desembarca, no mês de junho, nos municípios de Lucas do Rio Verde, Alta Floresta, Colíder e Água Boa. A iniciativa reúne empresários, gestores e equipes do comércio para uma programação voltada à melhoria do atendimento e ao fortalecimento das vendas presenciais e digitais.
Realizado pelo Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial em Mato Grosso (Senac-MT), em parceria com o Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas do Estado de Mato Grosso (Sebrae-MT), o projeto percorre diferentes regiões do estado levando conteúdos estratégicos sobre comportamento do consumidor, experiência de compra e relacionamento com clientes.
A primeira parada será em Lucas do Rio Verde, no dia 3 de junho. Depois, o circuito segue para Alta Floresta, em 9 de junho, Colíder, no dia 11, e encerra a programação do mês em Água Boa, no dia 23. Em todas as cidades, a recepção ao público começa às 18h.
A partir das 19h30, o especialista em experiência do cliente Manoel Carlos Junior ministra a palestra “Atendimento que vende: como encantar o cliente dentro da loja”. O conteúdo apresenta estratégias para transformar o atendimento em diferencial competitivo, criando conexões com o consumidor e aumentando as oportunidades de fidelização e vendas.
Manoel Carlos Junior é curador e especialista em Customer Experience, além de autor dos livros “Experiencialize: os sete passos para transformar produtos e serviços em experiências” e “Experiencializando o Mundo: 40 histórias reais baseadas no método experiencialize”.
Na sequência, às 20h15, a empresária e business coach Uliana Ferreira conduz a palestra “Do direct ao Whatsapp: como atender e vender nos canais digitais”. A apresentação aborda técnicas para estruturar o atendimento online, fortalecer a comunicação digital e converter interações em vendas por meio das redes sociais e aplicativos de mensagens.
Uliana Ferreira é CEO do Grupo Dona, fundador do Instituto A Dona do Negócio e autora do livro best-seller “A Dona do Negócio”. A especialista atua com consultoria e aceleração de resultados para empresas e projetos de empreendedorismo feminino.
As inscrições são limitadas e podem ser feitas pela internet, na plataforma Sympla. Para participar, os interessados devem doar 5 quilos de alimentos não perecíveis no dia do evento. As arrecadações serão destinadas ao programa Sesc Mesa Brasil.
Serviço:
 
Evento Circuito do Varejo 2026
 
Inscrições: Ingresso solidário de 5 kg de alimentos não perecíveis
Lucas do Rio Verde
Data: 3 de junho, a partir das 18h
Local: Auditório Sebrae em Lucas do Rio Verde, Avenida Pará, 484-s –
Alvorada, Lucas do Rio Verde
Inscrições:  via Sympla (https://www.sympla.com.br/evento/circuito-do-varejo-2026—–edicao-lucas-do-rioverde/3412816)
Alta Floresta
Data: 9 de junho, a partir das 18h
Local: Teatro Agostinho Bizinotto – Centro Cultural, Travessa C-A, Alta Floresta
Inscrições: via Sympla (https://www.sympla.com.br/evento/circuito-do-varejo-2026—–edicao-altafloresta/3405873)
Colíder
Data: 11 de junho, a partir das 18h
Local: Auditório Amazonia ACIC – R. Luiz Aldori Neves Fernandes, 745 – Centro, Colíder
Inscrições: via Sympla (https://www.sympla.com.br/evento/circuito-do-varejo-2026—–edicaocolIder/3405768)
Água Boa
Data: 23 de junho, a partir das 18h
Local: Auditório da Associação Comercial de Água Boa (Aceab) – R. Nove, 338 – Centro, Água Boa
Inscrições: via Sympla (https://www.sympla.com.br/evento/circuito-do-varejo-2026—–edicao-aguaboa/3405939)
O Sistema S do Comércio é presidido pelo empresário José Wenceslau de Souza Júnior. A entidade é filiada à Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), que está sob o comando de José Roberto Tadros.
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Mato Grosso

Leis aprovadas por Câmaras são declaradas inconstitucionais em MT

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Foto- Assessoria

Leis aprovadas em câmaras municipais que avançam sobre atribuições típicas do Poder Executivo continuam sendo alvo de questionamentos no Judiciário, com reiterado reconhecimento de inconstitucionalidade por vícios formais. Em decisões recentes envolvendo municípios mato-grossenses, a exemplo de Sinop e Rondonópolis, o Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) reafirmou os parâmetros que delimitam a atuação do Legislativo local.

Nesse contexto, o Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) tem se manifestado em ações diretas de inconstitucionalidade apontando irregularidades em leis de iniciativa parlamentar que tratam da execução de políticas públicas. Foi o que ocorreu nos casos das Leis Municipais nº 3.599/2025, que instituiu a denominada Escola Ambiental, e nº 3.641/2026, que criou o Programa Oftalmologia nas Escolas, ambas no município de Sinop.

As análises jurídicas indicam que essas normas apresentaram vício formal de iniciativa, uma vez que trataram de matérias cuja proposição é reservada ao chefe do Poder Executivo. A Constituição Federal e a Constituição do Estado de Mato Grosso estabelecem que cabe privativamente ao Executivo propor leis que disponham sobre organização administrativa, funcionamento de órgãos públicos e implementação de políticas governamentais, entendimento que se aplica aos municípios por simetria constitucional.

Nos casos analisados, as leis não se limitaram à criação de diretrizes gerais, mas passaram a disciplinar a execução das políticas públicas. Entre os pontos identificados estão a definição de periodicidade de serviços, a imposição de atividades específicas por secretarias e a vinculação direta de ações à estrutura administrativa do município. Esse tipo de previsão normativa caracteriza ingerência indevida na esfera do Executivo, ao restringir a margem de decisão administrativa quanto à conveniência, oportunidade e viabilidade das medidas.

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Situação semelhante foi verificada em Rondonópolis, onde a Lei Municipal nº 14.224/2025 instituiu o projeto “Bem-Estar Rural”, determinando a realização de atividades físicas e de lazer para a população, com frequência mínima semanal e execução a cargo de secretaria municipal. O entendimento consolidado foi de que a norma, também de iniciativa parlamentar, impôs obrigações concretas ao Executivo, interferindo na gestão administrativa, no planejamento de políticas públicas e na alocação de recursos humanos, além de exigir contratação de profissionais.

Nessa hipótese, assim como em Sinop, o Ministério Público apontou que, embora a iniciativa legislativa tenha sido orientada por finalidade social relevante, a forma adotada acabou por invadir a esfera de competência do Executivo, comprometendo o equilíbrio entre os poderes e retirando do gestor público a possibilidade de avaliar a melhor forma de execução da política pública.

Outro ponto comum nos casos analisados é a violação ao princípio da separação dos poderes. Embora o Legislativo tenha papel essencial na formulação de normas e na representação da sociedade, sua atuação encontra limites constitucionais. Quando a lei estabelece comandos operacionais específicos, substitui a discricionariedade administrativa por obrigações previamente definidas, caracterizando interferência indevida na gestão pública.

Além disso, foi constatada a ausência de estimativa de impacto orçamentário e financeiro em leis que criavam despesas públicas obrigatórias e continuadas. A exigência constitucional de apresentação desse estudo busca garantir o equilíbrio das contas públicas e a compatibilidade com o planejamento orçamentário. A inobservância desse requisito tem sido considerada vício suficiente para invalidar as normas.

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A atuação do Ministério Público nesses casos busca assegurar que o processo legislativo observe os parâmetros constitucionais, contribuindo para a produção de normas eficazes e juridicamente válidas, sempre reconhecendo o importante papel das câmaras municipais na elaboração de leis que estabeleçam diretrizes gerais e políticas públicas em sentido amplo.

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Mato Grosso

Estado é condenado a reformar Cadeia Pública feminina de Cáceres

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A pedido da 1ª Promotoria de Justiça Cível de Cáceres (a 225 km de Cuiabá), a Justiça determinou que o Estado de Mato Grosso apresente, no prazo de até 90 dias, um plano completo para sanar irregularidades estruturais, sanitárias e de segurança na Cadeia Pública Feminina de Cáceres, sob pena de multa diária em caso de descumprimento. A 4ª Vara Cível da comarca julgou procedente a Ação Civil Pública (ACP) ajuizada pelo Ministério Público de Mato Grosso. A sentença foi proferida em 21 de maio.

A decisão judicial estabelece que o Estado deve elaborar, apresentar e implementar um Plano de Adequação Estrutural e Funcional, no qual deverão constar, de forma detalhada, todas as intervenções necessárias para a regularização da unidade, incluindo obras, reparos e medidas voltadas ao cumprimento das normas de segurança contra incêndio, das condições sanitárias e das exigências estruturais. O cronograma deverá indicar, ainda, os prazos de início e conclusão de cada etapa, a estimativa de custos, as fontes de financiamento e os órgãos responsáveis pela execução.

Além disso, o Estado deverá comprovar periodicamente o andamento das ações por meio da apresentação de relatórios técnicos e registros fotográficos a cada 60 dias, evidenciando a evolução das medidas adotadas. Na sentença, o juízo também fixou multa diária de R$ 2 mil, limitada inicialmente a R$ 100 mil, em caso de descumprimento dos prazos estabelecidos.

De acordo com a ação, a investigação teve início após a 1ª Promotoria de Justiça Criminal identificar irregularidades relevantes na unidade durante fiscalizações de rotina, especialmente relacionadas à estrutura física, à segurança e ao funcionamento, com risco à integridade de custodiadas e servidores. Diante desse cenário, a 1ª Promotoria de Justiça Cível instaurou procedimento para acompanhar a situação e cobrar providências do Estado, responsável pela gestão do sistema prisional.

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As apurações revelaram um quadro crônico de precariedade estrutural, com edificações deterioradas, problemas nas instalações elétricas, ausência de sistemas adequados de prevenção a incêndios e falhas nas condições sanitárias. Relatórios técnicos e vistorias realizadas por órgãos como o Corpo de Bombeiros, a Vigilância Sanitária e o Centro de Apoio Operacional do Ministério Público (CAO-MP) confirmaram os riscos. Na cadeia feminina, foram registrados, entre outros problemas, fiação exposta e sobrecarga elétrica, fatores que motivaram, inclusive, pedido de interdição parcial.

“As irregularidades estruturais constatadas pelo Centro de Apoio Operacional do Ministério Público expõem de forma permanente pessoas privadas de liberdade, servidores e demais usuários das unidades prisionais a riscos concretos à vida e à integridade física, especialmente em razão da precariedade das edificações, da ausência de manutenção preventiva e da deficiência das instalações elétricas e estruturais.”, narra a ação.

Segundo o MPMT, as medidas adotadas pelo Estado ao longo da investigação foram pontuais e insuficientes para solucionar as irregularidades. O Ministério Público também buscou uma solução extrajudicial, por meio da proposta de celebração de um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC), mas não obteve resposta do poder público.

Foto: Reprodução. 

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