Mato Grosso
Turismo em MT ganha força com R$ 94 milhões em obras de infraestrutura

Seja para curtir esportes radicais, grandes eventos ou belezas naturais, quem escolhe Mato Grosso como destino turístico em breve encontrará uma infraestrutura ainda mais preparada. Com um investimento de cerca de R$ 94 milhões, o Governo do Estado, por meio da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico (Sedec), finaliza 10 grandes obras que devem ser entregues ainda em 2025.
Os projetos abrangem desde a recuperação de estradas-parques até a construção de centros de eventos e orlas turísticas, garantindo mais conforto para moradores e visitantes. Muitas das obras já estão na reta final e prometem transformar o cenário do turismo em diversas regiões do Estado.
As cidades de Barra do Garças e Tangará da Serra estão prestes a receber dois novos centros de eventos. O espaço de Barra do Garças contará ainda com um anfiteatro com capacidade para 500 pessoas sentadas, ampliando as possibilidades para grandes encontros e shows. Ambas as obras já ultrapassaram 90% de execução e, juntas, somam R$ 32,7 milhões em investimentos.
Destino certo dos apaixonados por esportes radicais, Jaciara também está no mapa dos investimentos. A cidade recebe um pacote robusto de obras que inclui a recuperação da Estrada Parque Cachoeira da Fumaça (R$ 9,3 milhões), revitalização da Avenida Tupiniquins/Caetés (R$ 7,1 milhões) e reforma de duas praças (R$ 4,6 milhões). Tudo isso para tornar a experiência dos turistas ainda mais completa.
Os cenários à beira dos rios, cada vez mais procurados por turistas, também estão passando por transformações. As obras das orlas de Santo Antônio de Leverger (75% concluída), Luciara (35%) e São Félix do Araguaia (58%) estão em andamento e somam investimentos de R$ 31,4 milhões.
Entre as obras que ainda estão no início, destaca-se o Congódromo de Vila Bela da Santíssima Trindade, um espaço dedicado a manifestações culturais da cidade, que recebeu um aporte de R$ 8,7 milhões e está com 20% dos trabalhos concluídos.
Já o Memorial Rondon, patrimônio histórico do estado, está sendo reformado, está com 13% de execução e recebe um investimento de R$ 237,4 mil, além de um aporte de R$ 4,7 milhões por meio de emenda parlamentar.
Obras em andamento em outras pastas
A Secretaria de Estado de Infraestrutura (Sinfra) também executa projetos estratégicos para o turismo, como a reforma da praça do distrito de Bom Jardim, em Nobres; a construção de um píer no Rio Mutum e melhorias na lagoa de Barra do Bugres. Juntos, essas obras somam cerca de R$ 18,2 milhões em investimento.
Outra grande aposta do governo para impulsionar o turismo é o Parque Novo Mato Grosso, um dos maiores complexos multieventos da América Latina, com investimentos de cerca de R$ 600 milhões. O local será um verdadeiro polo de atrações, com autódromo, espaço para eventos de até 100 mil pessoas, estacionamento para 12 mil veículos, kartódromo, pista de motocross, lago para esportes aquáticos, museu do agro, ciclovias, pistas de skate, arrancadão e muito mais.
Para o secretário de Desenvolvimento Econômico, César Miranda, investir em turismo vai além da estrutura física, é proporcionar experiências de qualidade.
“O turista busca conforto e acessibilidade. É nisso que o governo está apostando, seja com as obras da Sedec, da Sinfra ou da MT Par. Com tantas melhorias, Mato Grosso se prepara para se consolidar ainda mais como um destino completo, oferecendo infraestrutura de ponta para receber visitantes e fomentar o turismo como um dos motores da economia estadual”, destacou.
Fonte: Governo MT – MT
Mato Grosso
Júri é remarcado depois que defesa abandona plenário em julgamento de filho de ex-deputado

A sessão de julgamento de Carlos Alberto Gomes Bezerra, acusado pelo feminicídio de Thays Machado e pelo homicídio qualificado de Willian Cesar Moreno, foi remarcada para o dia 31 de julho, às 9h, após a defesa abandonar o plenário nesta terça-feira (21). Mais uma vez, os advogados tentaram o adiamento do julgamento, o que foi indeferido pela juíza Monica Catarina Perri Siqueira, presidente da sessão, sob o argumento de que não havia justificativa plausível para a redesignação da data.
Segundo a magistrada, os advogados tiveram um prazo de 15 dias para analisar os documentos juntados aos autos. Ela ressaltou que a maior parte dessas informações já constava no processo e que a alegada falta de acesso a um despacho específico sobre prisão domiciliar não acarretaria prejuízo real, uma vez que a decisão sobre o tema também integra os autos.
“O advogado, quando assume a substituição no processo, o recebe no estágio em que ele se encontra. O processo não recua, ele tem que andar para a frente”, afirmou Monica Perri. Após anunciar a nova data do júri, a magistrada determinou que, caso não haja um advogado constituído apto para atuar na sessão, a Defensoria Pública deverá estar preparada para assumir a defesa na data prevista. Todos os presentes saíram intimados do plenário.
A acusação seria conduzida pelos promotores de Justiça Vinicius Gahyva Martins e Élide Manzini de Campos, integrantes do Núcleo de Defesa da Vida do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT). O réu era defendido pelos advogados Elson Marcelino da Silva Júnior, Larice Cristine, Melissa de Oliveira Machado e Gabriel Gouvea Neno Reiff.
Manobra – Ainda no plenário, o promotor de Justiça Vinicius Gahyva Martins sustentou que o acesso a processos externos é responsabilidade da defesa e que as questões relacionadas ao habeas corpus e à prisão domiciliar já foram resolvidas, não havendo justificativa para o adiamento do júri. Ele destacou o papel do Ministério Público como fiscal da lei, com a missão de assegurar direitos e preservar a imagem das vítimas perante a coletividade. Também se posicionou contra o abandono do plenário, ressaltando que a realização de um Tribunal do Júri exige o empenho e a presença de diversos envolvidos, inclusive pessoas que se deslocaram de outros estados, e que a “ritualística do tribunal” deve ser respeitada em busca da verdade.
Vinicius Gahyva disse ainda que o abandono do plenário é uma estratégia que acaba por arranhar a imagem do Tribunal do Júri. “Isso tem se tornado, de certo modo, frequente nos julgamentos do Tribunal do Júri, especialmente naqueles que afligem de forma intensa o interesse da coletividade, como é o caso concreto de um feminicídio e de um homicídio de dois jovens. São duas pessoas que, efetivamente, traduzem a necessidade de reafirmarmos o nosso papel social de não banalização da vida humana. Nós sabemos que o Tribunal do Júri envolve uma série de providências que devem ser adotadas para que o ato processual seja realizado, e lamentamos muito que esse tipo de estratégia esteja sendo adotada”, afirmou.
A promotora de Justiça Élide Manzini de Campos lembrou que o julgamento já deveria ter ocorrido no dia 7 de julho. Segundo ela, naquela ocasião, a defesa solicitou o adiamento para análise de provas, pedido que foi deferido pela magistrada responsável pelo caso, com a remarcação da sessão para 21 de julho. “É um absurdo uma medida protelatória após mais de três anos do fato, com a família aguardando o julgamento. A defesa admite alegações de nulidades que não existem e que já foram completamente afastadas. É uma estratégia utilizada para tentar postergar, prorrogar e até abrir outro incidente de sanidade, ou qualquer outra medida, para que esse julgamento não ocorra. Tudo isso já foi afastado, e não há motivo algum para que esse julgamento não aconteça”, afirmou.
Sobre o caso de feminicídio, a promotora destacou que a reação da sociedade demonstra uma rejeição cada vez mais firme a esse tipo de crime. Segundo ela, a população tem se posicionado de forma clara contra a violência de gênero e em defesa do enfrentamento aos feminicídios, cobrando respostas efetivas do sistema de Justiça para coibir esse tipo de violência.
Fotos: Josi Dias | TJMT
Mato Grosso
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