Mato Grosso
UFR se destaca em evento de inovação no agronegócio

Foto: Assessoria
O estudante do curso de graduação em Engenharia Agrícola e Ambiental da Universidade Federal de Rondonópolis (UFR), Adriano de Oliveira Silveira, participou entre os dias 06 e 11 de dezembro do evento Digital HackTalents, promovido pela Jacto com o objetivo de atrair novos talentos para a área de inovação tecnológica e sustentável no Agronegócio.
Adriano é integrante do grupo de pesquisa Smart Agriculture, da UFR, que converge pesquisadores de diversas áreas da ciência e tecnologia como Engenharia Agrícola e Ambiental, Física e Ciência da Computação. Na última semana, o estudante participou do evento online HackTalents, que recebeu mais de 100 inscritos de todo o Brasil. Destes, 45 foram selecionados para participarem da maratona online divididos em nove equipes, de acordo com suas habilidades e conhecimentos. Ao todo, foram nove horas de mentorias com profissionais de tecnologia da informação e recursos humanos e, ao final, os participantes deveriam formar trios e elaborar um produto ou criar soluções que agregassem valor ao agricultor, capazes de reduzir custos ou aumentar a produtividade.
Durante a competição, Adriano formou equipe com Ângela Silvane M. Cunha, mestra em Ciências da Computação e Matemática Computacional da Universidade de São Paulo USP), e com Camila Grossi Gomes, estudante do curso técnico de Desenvolvimento de Sistemas do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai/SP). Foi dele a ideia de um equipamento para aprimorar o processo de pulverização no campo:
“Eu dei a ideia seguindo a linha de pesquisa do nosso grupo aqui da faculdade (grupo Smart Agriculture) e os membros da equipe gostaram bastante, por isso projetamos um acessório para pulverizadores que faz uso de inteligência artificial […]. [O equipamento] consegue diferenciar a planta daninha da cultura, por isso pode ser aplicado depois da semeadura. E também consegue identificar plantas daninhas que tenham adquirido resistência”, explicou Adriano.

Ilustração do equipamento desenvolvido e imagem do teste do algoritmo
O desenvolvimento do projeto durou uma semana, período de tempo em que a equipe foi capaz de desenvolver uma versão mais simples e enxuta do produto (Minimum Viable Product – MVP) para demonstrar que sua programação é capaz de diferenciar, além de desenvolver um desenho de protótipo com todos os material que podem ser usados para construção.
O trio de pesquisadores foi tão bem sucedido na apresentação de seu produto que receberam a premiação máxima da competição, no valor de R$ 5.000 reais. O valor será dividido entre os membros da equipe.
O professor Renildo Luiz Mion, doutor em Agronomia pela Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho (UNESP) e líder do grupo de Pesquisa Smart Agriculture, comentou a conquista do estudante da UFR e membro do grupo. “Esse destaque obtido pelo Adriano demonstra que a UFR está no caminho certo com a participação dos alunos de graduação e pós graduação no desenvolvimento de novas tecnologia e inovação na agricultura”, afirmou o professor.
As principais pesquisas desenvolvidas pela equipe do Smart Agriculture envolvem Robótica e Automação, Arduíno, Redes Neurais, Visão Computacional, Internet das coisas, Mecanização Agrícola e diversas outras ferramentas tecnológicas objetivando melhorar as atividades no campo, tanto no quesito produtivo quanto na qualidade de vida do trabalhador no campo. Para mais informações sobre o Smart Agriculture, acesse o canal do youtube do grupo de pesquisa ou o seu perfil no Instagram.

Momento de revelação dos vencedores do evento
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Por Bruna Pinheiro / Formad
Mato Grosso
Laudo afasta crime, mas incêndio em prédio da Prefeitura de VG segue cercado de perguntas

A Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) concluiu os levantamentos periciais e descartou a hipótese de incêndio criminoso no prédio da gerência de patrimônio e da Superintendência Operacional do Sistema Escolar da Prefeitura de Várzea Grande, ocorrido no dia 17/6.
Análises de vestígios coletados no local associada a evidências de registros de gravação de câmeras de segurança das redondezas e depoimento de testemunhas apontaram para causa acidental provocada por fenômeno termoelétrico na fiação localizada na parte superior da câmara fria de alimentos congelados pertencente ao anexo I da Secretaria Municipal de Educação de Várzea Grande, que seriam destinadas à alimentação dos alunos da rede municipal de educação. Os peritos realizaram vistoria externa e superior com a utilização de drones em todo o perímetro colapsado pelo incêndio.
No prédio, funcionava a parte logística da Secretaria onde eram armazenados de alimentos, materiais e equipamentos que seriam destinados às escolas do município.
“Tudo iniciou-se com o fenômeno termoelétrico que ocorreu na parte superior da câmara fria de congelados, e se propagou para o prédio todo, para os dois sentidos do pavilhão. Na parte de trás da edificação, as chamas rapidamente tiveram contato com dois veículos, que estavam muito próximos a essa câmara, e que possuem uma carga térmica muito alta, causando facilmente a propagação para o fundo dessa estrutura metálica, e também por conta grande quantidade de material combustível que existia dentro prédio, o que ajudou a propagação e a grande monta dos danos e prejuízos causados pelo incêndio”, apontou o perito.
Mediante o término das análises no local do incêndio, o prédio foi liberado pela perícia para a Polícia Civil. O laudo pericial com o detalhamento das análises será concluído em até 30 dias.
No laudo, constará toda a descrição do local e dos vestígios coletados e analisados em laboratório, o relato de depoimentos de testemunhas, as imagens registradas pelo sistema de monitoramento de câmeras que ajudaram a delimitar a dinâmica do incêndio, que explica onde o fogo teve início e como ele se propagou, além dos danos que ocorreram em todos os ambientes.
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