Política MT
Ulysses Moraes aponta possíveis irregularidades em Conselho da MT PAR
Foto: Ronaldo Mazza
O deputado estadual Ulysses Moraes (DC) apontou possíveis irregularidades que estariam sendo cometidas pelo governador Mauro Mendes (DEM) sobre a participação de secretários de Estado no Conselho de Administração da MT Participações e Projetos (MT PAR). O alerta foi feito durante discurso do parlamentar no plenário da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), que pedirá à Procuradoria da Casa um parecer sobre o caso.
Atualmente, todas as três cadeiras disponíveis neste conselho são ocupadas por chefes de pastas no Executivo estadual. Fazem parte do Conselho de Administração o secretário de Estado de Gestão e Planejamento (Seplan), Basílio Bezerra, o secretário de Estado de Infraestrutura (Sinfra), Marcelo Padeiro, além do secretário de Estado de Fazenda (Sefaz), Rogério Gallo. De acordo com a Lei Federal 13.330/2016, que legisla sobre as empresas públicas ou da sociedade de economia mista, a participação destes gestores é vedada.
“Se tem algo claro nesta lei é que estabeleceu requisitos hábeis a diminuir ou mesmo neutralizar a influência política sobre a indicação dos conselheiros e diretores, e neste aspecto o presente projeto enviado pelo Poder Executivo vai frontalmente de encontro à nova lei das estatais”, afirmou Ulysses Moraes.
O segundo parágrafo da Lei 13.330/2016, em seu artigo 1º, veda a indicação para o Conselho de Administração e para a diretoria de empresas públicas de ministros de Estado, secretários de Estado, secretários Municipais, entre outros trabalhadores que atuem no serviço público. Além destas irregularidades, o Governo do Estado pretende ainda aumentar a quantidade de cargos através de um projeto de lei que pode promover transformações nos conselhos de administração e fiscal da MT PAR.
Entre as mudanças previstas está o número de integrantes da diretoria da autarquia. Atualmente, a diretoria da MT PAR é formada por oito integrantes, sendo um diretor executivo, três membros do conselho de administração e quatro do conselho fiscal. O texto do Projeto de Lei 667/2019 pode ampliar este número.
Com isso, o Conselho Fiscal do MT PAR passaria a ter um mínimo de três e um máximo de cinco conselheiros, ao contrário dos quatro atuais, atendendo aos requisitos da Lei 6.404/76. Outra alteração proposta no texto enviado pelo Executivo diz respeito ao Conselho de Administração da autarquia. Nos moldes atuais, este grupo é formado por três integrantes, escolhidos pelos acionistas majoritários, preferencialmente por profissionais com certificação para o exercício da atividade no mercado financeiro.
“Em fevereiro de 2019 foi decretada a situação de calamidade financeira! Já em abril, foi aprovada nesta Casa de Leis o empréstimo na ordem de 1 bilhão de reais com o apelo de dar fôlego aos cofres do Estado. Posteriormente, no final de junho o Poder Executivo enviou o PLC 53/2019 que aumentou a carga tributária, onerando as mais diversas áreas, encarecendo os gastos básicos, tendo sido aprovada nesta Casa de leis em aproximadamente 30 dias. Lembrando que o discurso do Poder Executivo para todas estas matérias foi o da necessidade de aumento de receita” afirmou o deputado.
Política MT
Ex-governador Mauro Mendes rebate senador Wellington Fagundes sobre obras da MT-170

Ex-governador Mauro Mendes
O ex-governador Mauro Mendes voltou a criticar o senador Wellington Fagundes em meio às discussões sobre as obras da MT-170, antiga BR-174, no estado de Mato Grosso.
Em declarações recentes, Mauro rebateu as críticas feitas pelo senador sobre a qualidade das obras executadas na rodovia e afirmou que a estrada permaneceu abandonada durante anos sob responsabilidade do Governo Federal. Segundo ele, a estadualização da via ocorreu justamente para garantir a retomada das obras e melhorar a trafegabilidade da região.
Mauro Mendes também acusou Wellington Fagundes de “faltar com a verdade” ao questionar o andamento dos serviços e destacou que, antes da intervenção do Estado, motoristas enfrentavam sérios problemas estruturais na rodovia, incluindo longos períodos de atoleiros e dificuldades de deslocamento.
O embate ganhou força após Wellington cobrar investigações sobre possíveis falhas na execução das obras e defender acompanhamento do Tribunal de Contas do Estado (TCE-MT) nos contratos relacionados à MT-170.
A discussão entre os dois líderes políticos amplia o clima de disputa política em Mato Grosso, principalmente diante das articulações visando as eleições de 2026.
Veja Vídeo:
Política MT
Cláudio Ferreira elogia deputado Nininho durante anúncio de recursos para a Santa Casa de Rondonópolis
Política MT
“RGA é direito” será o tema do Grande Ato dos servidores no dia 25 de maio

Servidores estaduais e municipais de vários locais do estado estarão em Cuiabá para participar na próxima segunda-feira(25) do Grande Ato do Movimento Sindical Unificado pelas ruas do Centro Político Administrativo, rumo ao Palácio Paiaguás, a partir das 14h.
O ato que tem como tema “RGA é direito. E direito se conquista com luta, mobilização e unidade!” quer chamar a atenção do governo para abrir mesa de negociação e ouvir as reivindicações dos servidores e debater alternativas para se resolver o caso dos consignados, as cobranças previdenciárias sobre aposentados e pensionistas e também o plano de cargos e salários de cada categoria. “São reivindicações históricas que geram insatisfação dos servidores de forma geral no estado. O governo não pode fingir que nada está acontecendo. São mais de 250 mil famílias impactadas mensalmente pela defasagem salarial provocada pelo não pagamento integral da Revisão Geral Anual (RGA)”, diz a presidente da Federação Sindical dos Servidores Públicos de Mato Grosso(FEESP-MT) Carmem Machado.
O Movimento Sindical Unificado também cobra uma mudança de postura do governador, Otaviano Pivetta em relação à adotada na gestão do governador Mauro Mendes em relação aos consignados. Os servidores relatam dificuldades financeiras provocadas por descontos elevados em folha, juros acumulados e falta de mecanismos de proteção aos trabalhadores endividados. Soma-se a isso a cobrança previdenciária sobre aposentados e pensionistas, tema que continua gerando forte indignação entre categorias do funcionalismo.
“Precisamos de uma resposta do governo. Abrir a mesa de negociações”, argumenta Carmem.
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