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Um salve à afronta de ser jornalista

Bruna Pinheiro
Feche os olhos e imagine o país liderado por um imperador, com trono, família real, monarquia, palácios e toda aquela parafernália aristocrática. Sim, esse Brasil já existiu. Hoje, não mais, embora até pareça às vezes. Em 07 de abril de 1831, Dom Pedro I renunciou ao cargo máximo de poder no país. Ok, mas o que isso tem a ver com um artigo sobre o dia do jornalista?
Continuando. A data surgiu da afronta da categoria e eu explico. O processo de renúncia de Dom Pedro I contou com episódios dramáticos, brigas, disputas de poder, muita denúncia de corrupção, e mais um monte daqueles acordos que permeiam a política desde que ela é política. Assim como a política agia como age, o jornalismo também. Giovanni Battista Líbero Badaró era um deles. Jornalista e médico, este italiano radicado no Brasil foi um dos maiores nomes da oposição ao imperador, com centenas de reportagens em que relatava os abusos da família real, liderados principalmente por Dom Pedro I, além das tentativas de censura à liberdade de imprensa. Algo que, infelizmente, volta à tona no Brasil de mitos e heróis que não honram capa alguma.
Os livros de história e também de jornalismo se dividem em afirmar se o imperador teve ou não a ver com o assassinato de Líbero Badaró, cerca de um ano antes da renúncia. O fato é que a morte dele levou também ao fim do primeiro reinado brasileiro. E jornalista, que é um povo debochado e afrontoso, dedicou a data da renúncia de Dom Pedro I para celebrar e homenagear a profissão. Daí 07 de abril ter sido escolhido.
Não é de se espantar que a imprensa seja o alvo preferido de políticos. “Mentirosos, caluniadores, inimigos do povo, comunistas, coxinhas, maconheiros, sensacionalistas, propagadores do ódio, pró-governo, do contra, hackers”. O dicionário de A a Z para xingar jornalista é lotado de verbetes. No fundo, todo jornalista sabe que será xingado em determinado momento da apuração e publicação de suas matérias. E, mesmo sabendo disso, continuamos. Seguimos, porque a vontade em escrever, e a afronta também, obviamente, está em nós. Para quem duvida, pergunte ao jornalista da roda qual sua matéria marcante. Aposto, com quase 100% de certeza, que será alguma em que foi possível desafiar alguém, um político, uma empresária, um juiz, uma prefeitura, o presidente. Gostamos disso.
Bruna Pinheiro é jornalista formada pela Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), afrontosa e debochada, assim como qualquer mero jornalista. Escreve também na Pau e Prosa Comunicação, que pelo nome é outra afrontosa.
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Há vagas, há trabalhadores, mas por que eles não se encontram?
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O agro no centro do mundo
Por Paulo Lucion

Paulo Lucion é empresário
Quando o Global Agribusiness Festival (GAFFFF) nasceu em São Paulo, ele surgiu com uma proposta ousada: aproximar o campo da cidade, conectar tecnologia, inovação, negócios, cultura e pessoas em torno de um dos setores mais importantes para o desenvolvimento econômico e social do planeta.
Agora, em 2026, damos um passo ainda maior. Pela primeira vez, o festival ultrapassa os limites da capital paulista e escolhe Sorriso para sediar uma edição do evento. E não poderia haver lugar mais simbólico para isso.
Sorriso não é apenas a Capital Nacional do Agronegócio. É uma cidade que representa aquilo que o agro brasileiro tem de mais forte: produtividade, tecnologia, empreendedorismo, sustentabilidade e capacidade de alimentar o mundo. Aqui, a produção acontece em larga escala, mas também se constrói conhecimento, inovação e desenvolvimento.
Receber o GAFFFF é um reconhecimento da importância que Mato Grosso conquistou no cenário nacional e internacional. Durante muitos anos, o Brasil discutiu o agro olhando para os grandes centros urbanos. Hoje, o mundo quer vir conhecer onde as coisas realmente acontecem.
Entre os dias 23 e 26 de julho, Sorriso será palco de debates sobre segurança alimentar, inovação, tecnologia, sustentabilidade, mercados globais e os desafios que definirão o futuro da produção de alimentos. Teremos mais de uma centena de palestrantes nacionais e internacionais, lideranças empresariais, produtores rurais, investidores, pesquisadores e especialistas compartilhando conhecimento e construindo conexões.
Mas o GAFFFF vai além dos fóruns e painéis técnicos. O grande mérito do festival é mostrar que o agro não pertence apenas a quem produz. O agro está presente na mesa das famílias, na geração de empregos, na indústria, no comércio, na logística, na ciência e na cultura. Por isso, o evento une conteúdo, negócios, gastronomia, entretenimento e esporte em uma experiência que aproxima diferentes públicos.
A expectativa de receber milhares de visitantes durante os quatro dias do evento também representa uma oportunidade para hotéis, restaurantes, comércio, prestadores de serviço e para toda a cadeia econômica do município e da região.
O GAFFFF também é uma vitrine para mostrar ao Brasil e ao mundo a capacidade produtiva de Mato Grosso, a força do agronegócio brasileiro e o potencial de uma região que continua crescendo, inovando e liderando transformações.
Como presidente de honra desta edição, vejo a realização do festival em Sorriso como um marco histórico. Estamos trazendo para o coração do agro mundial um evento que discute o futuro da humanidade por meio da produção de alimentos. Uma ponte entre Mato Grosso e a Faria Lima, pois a outra edição do GAFFFF será nos dias 1º e 2 de outubro, no Nubank Parque. A escolha das praças não é casual. Sorriso representa o centro da produção agrícola brasileira. São Paulo, por sua vez, concentra capital, grandes empresas, investidores e tomadores de decisão.
O mundo estará olhando para Sorriso. E Sorriso está pronta para receber o mundo.
Paulo Lucion é empresário, presidente de Honra do GAFFFF Sorriso e CEO da Nutribras Alimentos
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Quando perder músculo também ameaça o cérebro

O que a ciência mostra :
Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?
Por que o músculo influencia a saúde cerebral?
Como enfrentar cientificamente esse problema ?
Envelhecer bem ,exige preservar força
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