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Mato Grosso

Unemat participa da Audiência Pública sobre coleta seletiva em Várzea Grande

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Professores da Universidade do Estado de Mato Grosso, junto com a Cooperativa de Produção de Materiais Recicláveis de Tangará da Serra (Coopertan), participaram da Audiência Pública sobre o edital de coleta seletiva de recicláveis de Várzea Grande, realizada nessa quinta-feira (11.06), na Câmara Municipal.

A audiência foi convocada pelo vereador Ícaro Reveles, após a prefeitura publicar um edital de licitação (Pregão Presencial nº 17/2018) para escolha de empresa para coleta seletiva, que foi suspenso a pedido do Ministério Público. Segundo o MP, o edital não teria considerado a participação dos catadores de materiais recicláveis, conforme determina a Política Nacional de Resíduos Sólidos (lei 12.305/10), de coleta seletiva.

A Unemat apresentou o caso de sucesso, já implementado em Tangará da Serra, na coleta seletiva com a inclusão sócio-produtiva dos catadores e catadoras, por meio da Incubadora de Organizações Coletivas Autogeridas Solidárias e Sustentáveis (Unemat/Iocass).

A Unemat/Iocass trabalha com os catadores desde 2005. Um ano após, a coleta seletiva foi implantada em Tangará da Serra, por meio de um projeto piloto. A Cooperativa de Produção de Material Reciclável de Tangara da Serra (Coopertan) começou a atuar em 2007. Com 12 anos de experiência, atualmente opera 100% da coleta seletiva no município. “Essa experiência construída com a Coopertan está sendo replicada. Ajudamos a implantar coleta seletiva em Chapada dos Guimarães e cooperativas em Várzea Grande”, disse o coordenador do projeto Professor Sandro Sguarezi .

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O professor Sguarezi afirmou que a Unemat/ Iocass tem expertise e pode contribuir com o diálogo para a construção da coleta seletiva em Várzea Grande. Entretanto, enfatizou, o apoio do poder público local é fundamental para o funcionamento desse processo. “O município de Tangará da Serra construiu uma relação de protagonismo no estado de Mato Grosso. Hoje temos uma cultura que respeita e cuida da coleta seletiva”.

Para o vereador Ícaro, a Audiência Pública abriu um canal de diálogo para a construção de possibilidades. “Sabemos que a implantação da coleta seletiva não é fácil. Por isso, foi muito importante trazer a Unemat, que já tem essa experiência de implantação em outro município, para mostrar como fazer. O poder público municipal precisa utilizar dessa expertise”.

Conforme a representante do Movimento Nacional dos Catadores, o edital publicado excluiu as associações e cooperativas da participação. “A emancipação dos catadores só acontece quando eles são os protagonistas do processo. A Lei de Resíduos Sólidos e de Saneamento Básico garante que as cooperativas sejam contratadas para prestação do serviço. O objetivo da audiência é fazer com que o município refaça o edital e coloque os empreendimentos para prestar serviço.”, afirmou a catadora e representante do movimento e da Associação dos Catadores de Várzea Grande, Valquiria Pereira de Barros.

O Secretário Municipal de Serviços Públicos e Mobilidade Urbana, Breno Gomes, destacou a importância da audiência para escutar as diferentes partes envolvidas no processo. Segundo ele, será agendada uma nova reunião com os segmentos interessados, especialmente, OAB, Ministério Público, Unemat, UFMT e Legislativo. “Vamos dialogar para continuar avançando e implementar no município a coleta seletiva de resíduos, com a participação das cooperativas dos catadores”, afirmou.

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Coleta seletiva- O cenário da coleta seletiva dos resíduos sólidos em Mato Grosso é desafiador. Dados preliminares indicam que só em Várzea Grande o número de catadores está entre 800 a 2.000 pessoas. Desse total, existe uma população flutuante que varia entre 400 a 600 pessoas, que trabalham e tiram o sustento no lixão, em condições degradantes.

A coleta seletiva contribui diretamente para a sustentabilidade econômica, social e ambiental. Ela é sustentável economicamente porque gera renda e riqueza para os catadores. Ao mesmo tempo, amplia a vida útil do aterro, o que reflete na economia do município com o gasto e manutenção do aterro e manutenção de recursos naturais.

“Além disso, melhora a dignidade dos catadores que estão dentro dos lixões e dos catadores de rua. Eles que vão para dentro da cooperativa, onde recebem a formação para a gestão da cooperativa. Aprendem a gerir o seu próprio negócio de forma coletiva e passam a ter uma condição digna de trabalho”.

Participaram da Audiência Pública os representantes da Defensoria Pública do Estado de Mato Grosso, Dra. Cleide Regina Ribeiro Nascimento; Ministério Público do Estado de Mato Grosso, Dra. Maria Fernanda Correa da Costa; Tribunal Regional do Trabalho do Estado de Mato Grosso, Sra. Natália Pensonato; representando o Movimento Nacional dos Catadores Sra. Verônica Cardoso da Costa; OAB-Ordem dos Advogados do Brasil/Várzea Grande, Dra. Flávia Moretti; Secretário de Estado Adjunto de Agricultura Familiar, Sr. Carlos Alberto S. Arruda.

Mato Grosso

MPMT investiga contratações temporárias na Educação

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A 8ª Promotoria de Justiça Cível de Defesa da Educação de Cuiabá instaurou três inquéritos civis para apurar as condições de contratação de profissionais da educação nas redes estadual de Mato Grosso e municipais de Cuiabá e Acorizal. O objetivo é verificar a realização de concursos públicos ou processos seletivos, bem como a adesão à Prova Nacional Docente (PND), política criada pelo Ministério da Educação (MEC) em 2026 para aprimorar a seleção de professores da educação básica no país.

 

Conforme o promotor de Justiça Miguel Slhessarenko Junior, a iniciativa busca levantar informações para avaliar a possível dependência de contratações temporárias, a eventual ausência de concursos públicos regulares, a adesão à política nacional de seleção de docentes (PND) e a existência de planejamento estruturado para a valorização da carreira.

 

O Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) determinou o envio de ofícios à Secretaria de Estado de Educação (Seduc-MT), e às secretarias municipais de Educação de Cuiabá e de Acorizal, requisitando informações como a adesão à Prova Nacional Docente (PND), ou, em caso negativo, as justificativas e a previsão de adesão; a data de realização do último concurso público ou processo seletivo; e a existência de previsão para novas seleções, com a apresentação de cronograma.

 

As instituições também deverão encaminhar relação atualizada dos profissionais da educação, com detalhamento por função, local de lotação e tipo de vínculo (efetivo ou temporário). O MPMT requisitou ainda informações sobre o planejamento de políticas de valorização da categoria, incluindo estruturação de carreiras, recomposição do quadro efetivo e adoção de processos seletivos mais técnicos, transparentes e impessoais.

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O promotor de Justiça Miguel Slhessarenko Junior considerou que que dados do Censo Escolar indicam que, nos últimos anos, tem havido aumento no número de professores temporários no país, em desacordo com a previsão constitucional e legal. Em algumas redes estaduais, mais de 70% do corpo docente possui vínculo precário.

 

Considerou também levantamento baseado em painel de Business Intelligence (BI) do MEC aponta que Cuiabá está classificada como Prioridade 3, com 5,5% de inadequação docente, 83% de profissionais concursados e último concurso realizado entre seis e oito anos. Já o município de Acorizal também figura na Prioridade 3, com 53,5% de inadequação docente, 64% de profissionais concursados e ausência de informações sobre o último concurso público na área da educação, bem como sobre a existência de Plano de Cargos, Carreira e Remuneração (PCCR) para a categoria.

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Mato Grosso

Sérgio Ricardo reforça papel constitucional do TCE-MT e defende atuação fiscalizatória

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Conselheiro Sérgio Ricardo, presidente do TCE-MT

O presidente do Tribunal de Contas de Mato Grosso (TCE-MT), conselheiro Sérgio Ricardo, destacou o papel do órgão na garantia da correta aplicação dos recursos públicos, em artigo publicado nesta segunda-feira (15). Para além do julgamento de contas, a publicação reforça a importância da fiscalização, prevista pela Constituição Federal como um dos pilares do controle externo.

No texto, intitulado “Fiscalizar é obrigação constitucional do Tribunal de Contas”, o conselheiro lembra que os Tribunais de Contas possuem natureza própria e que as garantias asseguradas a seus membros existem para preservar a independência da instituição. Segundo ele, dar publicidade ao trabalho de fiscalização faz parte da missão institucional do Tribunal.

“Uma Corte de Contas passiva diante de sinais de irregularidade não é prudente: é inconstitucional. A imparcialidade não obriga cegueira preventiva; muito menos pode ser invocada para relevar ilegalidades”, observa.

A íntegra do artigo está disponível no link abaixo. Fiscalizar é obrigação constitucional do Tribunal de Contas

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Gefron e Força Tática apreendem 248 quilos de cocaína e provocam prejuízo de R$ 4 milhões às facções criminosas

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Gefron e Força Tática apreendem 248 quilos de cocaína e provocam prejuízo de R$ 4 milhões às facções criminosas -

Gefron/MT

Uma operação integrada do Grupo Especial de Fronteira (Gefron) e da Força Tática do 12º Comando Regional da Polícia Militar resultou na apreensão de 248 quilos de cloridrato de cocaína, nesta segunda-feira (15.6), em Pontes e Lacerda (a 448 km de Cuiabá). A ação provocou um prejuízo estimado em R$ 4 milhões às facções criminosas.

Três suspeitos, sendo dois homens e uma mulher, foram presos em flagrante por tráfico de drogas. Foram apreendidos também dois veículos que estavam sendo utilizados para o transporte dos entorpecentes.

Após receber a informação de que dois veículos estariam transportando entorpecentes da Bolívia com destino a Pontes e Lacerda, equipes do Gefron e da Força Tática, da Polícia Militar, realizaram um bloqueio na MT-473.

Os veículos monitorados se aproximaram do bloqueio e foram abordados. Durante as buscas no Fiat Palio Adventure, os policiais encontraram um aparelho de comunicação via satélite. Já as drogas, armazenadas em diversos fardos, estavam em um VW Gol.

Os suspeitos receberam voz de prisão e foram encaminhados, junto com os veículos e os fardos de drogas, para a Polícia Federal.

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