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Várzea Grande, tu és o meu chão!

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Dr. Renan Ferreira

Nas lembranças de minha infância e adolescência, guardo com muito carinho as brincadeiras na rua da minha casa com meus amigos, vizinhos e familiares. Logo ali, no bairro Jardim Paula I, quadras atrás da Igreja São Sebastião, e em frente ao “Abrigo dos Idosos”, o qual chamávamos de “Lar dona Bebe”. Jogar bola, soltar pipa e brincar de bolita era algo “sagrado”. Acompanhar as partidas e torcer pelo Operário Várzea-Grandense era como um aprendizado diário para um menino apaixonado por futebol. E como diz um conhecido ditado: “eh tempo bom, que não volta mais”. Uma expressão com profunda verdade, não é mesmo?!

O tempo passou, a vida seguiu e, aos 18 anos, consegui aprovação na Universidade Pública Federal tendo o privilégio de me mudar para a cidade de Dourados, no estado vizinho, Mato Grosso do Sul, para iniciar o tão sonhado curso de Medicina. A distância de casa e da família foi um enorme desafio, mas fui forte como a gente da minha terra e aproveitei ao máximo a graduação, na qual tive a oportunidade, no último ano da faculdade, de realizar um intercâmbio fora do país, na cidade de Nancy na França. Em dezembro de 2010 me formei médico, sendo, logo em seguida, convocado para o serviço obrigatório do Exército Brasileiro na cidade de Amambai (MS) durante o ano de 2011.

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Aos 25 anos, já aprovado no concurso para residência médica em oftalmologia, se inicia uma nova jornada em minha vida e, dessa vez, um pouco mais longe, na cidade de São Paulo-SP. O Hospital do Servidor Público Estadual de São Paulo (HSPE), uma das mais respeitadas instituições de ensino do país, foi a minha nova casa por cerca de 7 anos. Nessa instituição, conclui a residência médica em oftalmologia (2012-2014); o Fellowship em retina clínica e retina cirúrgica (2015-2017) e o Mestrado em Ciências da Saúde (2015-2017). Nesses quase 15 anos “fora de casa”, meu crescimento pessoal e profissional foi incalculável, mas o meu coração e a possibilidade de melhores oportunidades me fizeram voltar para casa. Eis que em fevereiro de 2017, de volta à Várzea Grande, decidi investir e exercer a medicina de mais alto nível, dedicando a vida na mais nobre missão da minha existência: o combate à cegueira. E desta vez, o bairro Cristo Rei foi quem me recebeu e me abraça diariamente com sua gente hospitaleira e trabalhadora.

Como parte da sociedade vejo que ainda temos muito o que avançar, os desafios são enormes, diários e em todos os seguimentos, tais como: saúde, educação, saneamento básico, mobilidade urbana e infraestrutura. Por vezes, falta dignidade, falta respeito e falta, sobretudo, políticas efetivas de interesse comum e de resolutividade dos diferentes agravos à saúde. Diante deste cenário, é obvio o senso de urgência em superar as expectativas a todo o momento. Corrupção, individualismo, ineficiência, ineficácia, desrespeito, indisciplina, desorganização, complacência, burocracia, complexidade, superficialidade, lentidão e descaso, são adjetivos que determinam grande sofrimento, enfraquecendo a sociedade, e, por isso, devem ser banidos com urgência.

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A busca contínua pela excelência visando superar as expectativas, para entregar resultados acima da média, seguramente, é o melhor caminho para nos manter firmes e com os pés no chão. Sou um otimista nato e, portanto, acredito que tudo isso é possível. Nosso povo várzea-grandense merece!

Obrigado Várzea Grande por tudo que proporciona a mim e aos meus.

Parabéns pelos seus 154 anos de história!

 

Renan Ferreira é médico oftalmologista, especialista em Retina e Vítreo (CRM MT 9034).

@oftalmologistamt / Verbelo Oftalmologia: Rua Alves de Oliveiras, 1875 – Cristo Rei – Várzea Grande-MT; Telefones: (65) 99207-3884/ (65)2137-0880

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Os desafios do ensino e o papel do professor na era digital

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Novo educador deve avaliar se o processo de aprendizagem está gerando resultados e identificar em que estágio da jornada de conhecimento está o aluno, na análise de Claudia Costin

Foto Ilustrativa

“Ninguém vai ensinar a pensar se o professor é um mero fornecedor de aulas expositivas”, a reflexão é de Claudia Costin, diretora do Centro de Excelência e Inovação em Políticas Educacionais, da FGV, e ex-diretora de educação do Banco Mundial, no último encontro da Trilha A+ de Conhecimento, série de lives sobre educação e tecnologia promovida pela Plataforma A+ .

No encontro virtual, mediado por Thais Bento e Roberta Bento, da SOS Educação, a especialista debateu a aprendizagem baseada em dados, ao lado do CEO da Plataforma A+, Alexandre Sayão, e destacou que o novo papel do professor deve atuar como um assegurador de aprendizagem, ou seja, reunir informações sobre o impacto da sua atividade. “Ele tem que avaliar se o seu processo de ensino está gerando os resultados desejados e precisa identificar em que estágio da jornada de aprendizagem está o aluno”, defende Claudia.

A educadora explicou ainda que é fundamental analisar criteriosamente os diferentes níveis de aprendizagem das turmas, para que não retrocedam os que estão em estágios mais avançados, e entender como promover evolução igualitária ao longo do processo.

Ainda durante o encontro, Alexandre Sayão reforçou que o desafio é gigante, em especial, neste período pós pandemia. De acordo com o CEO, é preciso definir o propósito da educação, que é educar e garantir a aprendizagem, e entender que caminhos trilhas e como atingir os objetivos. “Os dados indicam se você está na rota certa, ajudam a fazer planejamento mais assertivo, e priorizar a prática pedagógica a partir de evidências concretas e não de achismos, e em um processo contínuo”, afirmou.

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A boa notícia, segundo os especialistas, é que, assim como no varejo, na indústria, e no setor financeiro, o uso de dados na educação avança a passos largos, embora ainda exista um longo caminho pela frente. A tecnologia tem sido grande aliada no processo de captação de dados, otimização e análise de cenários. Em colégios grandes, com 30, 40 alunos, é possível identificar a lacuna de aprendizagem de cada um e intervir de forma eficiente na prática pedagógica.

Claudia Costim reforça que é evidente o trabalho colaborativo entre professores e escola e destaca que mesmo instituições que não possuem tecnologia de ponta, é possível identificar em que etapa cada aluno está, só que é muito mais trabalhoso.

Para a educadora, todas os professores, de escolas ricas e pobres, podem e devem aprender a trabalhar com dados. “Professores de escolas públicas reais, de estados e municípios pobres, como Sobral e Mucambo, no Ceará, se destacaram no IDEB de seus municípios e estados porque aprenderam a trabalhar com dados. Todo educador aprende a trabalhar com dados. É uma questão de formá-lo para isso, de criar um clima favorável para o trabalho colaborativo com base em dados. A partir daí, podemos construir um novo papel para o professor que, certamente, será muito mais valorizado”, avalia.
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Mulheres no comando: pandemia de Covid-19 mostrou importância de lideranças femininas

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Pesquisas apontam que a performance de toda a equipe melhora com mulheres no comando em tempos de crise

Natasha de Caiado Castro

Uma das muitas lições que a pandemia da Covid-19 nos trouxe é a confirmação de que, em tempos de crise, ter líderes mulheres no comando é fundamental. Um estudo realizado pela revista americana “Harvard Business Review” aponta que o sexo feminino demonstra maior eficiência na solução de problemas.

A pesquisa foi realizada em 2020, durante os primeiros períodos da pandemia do novo coronavírus, e afirma que as mulheres mostraram melhor classificação em 13 das 19 competências de liderança consideradas no estudo, com maior destaque no uso das habilidades interpessoais, como colaboração e motivação, para alcançar melhores resultados e contribuir com o engajamento da equipe.

Aqui no Brasil, uma pesquisa feita na FGV, pela mestranda Monique Cardoso, somente com empresas brasileiras, confirma a mesma tendência: a liderança feminina melhora, e muito, o desempenho das companhias. Em geral, das empresas com mulheres líderes, 52% apresentam notas elevadas nos critérios usados pela pesquisadora. Esse percentual cai para 48% entre as empresas totalmente masculinas. Quando a liderança feminina já chegou ao nível de conselho, a diferença é ainda maior: 72% a 24%.

Apesar de um mundo ainda muito desigual em termos de remuneração e de presença feminina em cargos de liderança em todo o mundo, quem trabalha em ambientes liderados por mulheres já percebe que, em momentos de instabilidade, são elas que “seguram as pontas”. A capacidade de gerir muitas atividades ao mesmo tempo, junto com a inteligência emocional, fazem com que consigamos manejar as emoções do time para atravessar tempos difíceis como esse que vivemos nos últimos meses.

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A pandemia da Covid-19 transformou o planeta em muitos aspectos. A ciência avançou como nunca, soluções inovadoras precisaram ser criadas pelo comércio e pelo turismo e, apesar da queda econômica e a crise na saúde, lições importantes também foram aprendidas por todos nós. Uma delas é uma verdade que já sabíamos, mas agora ficou ainda mais evidente: não existem razões que justifiquem a existência dessa disparidade entre homens e mulheres em cargo de chefia.

Chama a mulherada!

Natasha de Caiado Castro é fundadora e CEO da Wish International, especialista em inteligência de mercado, Content Wizard e Investor. Board member da United Nations e do Woman Silicon Valley Chapter

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O que fazer quando não posso promover o meu melhor colaborador?

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Wagner Siqueira

Esta é uma questão decisiva para a construção de um cotidiano motivador na equipe de trabalho. O que fazer quando você tem um subordinado de desempenho excelente, competente, naturalmente ambicioso e, de alguma forma, impaciente em alcançar de imediato posições superiores, mas não há espaços na organização para promoções a curto prazo? A resposta é: desenvolva seu potencial. Aproveite as potencialidades especiais do colaborador para torná-lo especialista de sua equipe em algum aspecto significativo do negócio da organização. Exponha-o às diferentes formas de treinamento em assuntos organizacionalmente relevantes e que ainda não lhe sejam de inteiro domínio. Invista nele, certamente ele vai responder com resultados ainda melhores. Em suma, enriqueça o trabalho dele até que se abram novas oportunidades para promoção. Veja algumas maneiras de fazer isso.

Reduza a supervisão

Libere o colaborador para ampliar crescentemente o controle que exerce sobre as suas atividades e atribuições, por meio da escolha feita por ele próprio da programação e dos métodos de trabalho.

Designe-o gerente de projetos

Caso o colaborador tenha habilidade para tanto, permita que ele supervisione, se necessário sob sua orientação, alguma operação ou um importante programa de responsabilidade do departamento, deixando-o assumir as obrigações gerenciais que normalmente lhe são afetas.

Transforme-o em instrutor

Utilize as suas comprovadas habilidades e competências para promover a orientação e o treinamento de novos funcionários. Talvez ele até possa ensinar os funcionários mais velhos a adquirirem novas capacitações e habilidades.

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No exercício dessas atribuições, o empregado de desempenho excelente também adquire conhecimentos, experiências e habilidades gerenciais que lhe serão de grande valor por ocasião de uma futura promoção.

 Utilize-o como consultor/coach/mentor

Estimule-o a exercer, sob a forma de trabalho complementar eventual, cumulativamente às suas próprias atribuições, a função de apoio em outros departamentos da organização, desde que você perceba que essa forma de colaboração lhes será útil. Peça-lhe ainda que lidere algum projeto ou se empenhe na resolução de algum problema para o qual você não tem encontrado tempo para cuidar.

*Wagner Siqueira é consultor de organização, diretor geral da UCAdm – Universidade Corporativa do Administrador e conselheiro federal junto ao CFA.

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ALMT – Campanha Fake News II

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