Mato Grosso
Virginia Mendes defende manutenção e fortalecimento da APDM
Em reunião coma presidente eleita da Associação para Desenvolvimento Social dos Municípios (APDM), Tayane Castro, a primeira-dama de Mato Grosso, Virginia Mendes, destacou a importância dos trabalhos liderados pelas primeiras-damas de cada município com o foco no desenvolvimento social.
“Teremos muito trabalho pela frente a favor dos 141 municípios na área social e atenção às famílias. E o apoio da APDM é fundamental para que obtenhamos êxito em cada programa e ação a ser executada”, pontuou Virginia Mendes.
Para Tayane, que além de presidente da APDM é primeira-dama do município de Santo Antônio do Leverger e secretária de Assistência Social, o apoio do Executivo estadual é fundamental tanto no estabelecimento de parcerias voltadas às execuções das políticas públicas como na mobilização e sensibilização dos agentes políticos para as causas sociais.
“O olhar sensível da primeira-dama Virginia Mendes para as demandas sociais é um grande ganho para o Estado de Mato Grosso. Suas bandeiras a favor das mulheres e das famílias comprovam a decisão acertada da maioria dos mato-grossenses em escolher Mauro Mendes para o governo. Agradecemos pelo apoio e pró-atividade a favor das primeiras-damas”, destacou a presidente da APDM.
Presente na audiência, a secretária de Estado de Cidadania e Assistência Social de Mato Grosso (Setasc-MT), Rosamaria Carvalho, colocou a equipe técnica da Pasta à disposição das primeiras-damas para possíveis orientações, assim como nas ações a serem desenvolvidas pela nova gestão.
Na oportunidade, a presidente da APDM entregou à primeira-dama Virginia Mendes o convite para a posse da nova diretoria da instituição. E foi estabelecida ainda uma programação de treinamento voltada aos gestores municipais sobre destinação de recursos oriundos do Imposto de Renda ano calendário 2019 para os Fundos da Infância e Adolescência (FIA) dos municípios.
“Queremos aproveitar o evento da Comissão Intergestores Bipartite (CIB), marcado para os dias 14 e 15 de março, para reunir as primeiras-damas e realizar tanto a posse da APDM quanto levar capacitação técnica para as gestoras. Também iremos empossar nossa primeira-dama Virginia Mendes como presidente de honra da APDM. Assim que tivermos uma programação completa iremos divulgar aos municípios”, adiantou Tayane.
História
A APDM-MT foi criada em 1990 com a finalidade de defender os interesses comuns das primeiras-damas, denominada na época de Associação para Primeiras Damas dos Municípios do Estado de Mato Grosso.
Em 2015 foi realizada a alteração do nome da entidade para Associação para Desenvolvimento Social dos Municípios de MT, também designada pela sigla APDM – MT.
Atualmente a Associação é reconhecida no estado como entidade atuante na defesa das questões sociais, técnica e operacional efetiva. A instituição também ocupa espaços de debates em conselhos de direitos e controle social, que visam melhorar a implementação das políticas públicas nos municípios.
Mato Grosso
Júri é remarcado depois que defesa abandona plenário em julgamento de filho de ex-deputado

A sessão de julgamento de Carlos Alberto Gomes Bezerra, acusado pelo feminicídio de Thays Machado e pelo homicídio qualificado de Willian Cesar Moreno, foi remarcada para o dia 31 de julho, às 9h, após a defesa abandonar o plenário nesta terça-feira (21). Mais uma vez, os advogados tentaram o adiamento do julgamento, o que foi indeferido pela juíza Monica Catarina Perri Siqueira, presidente da sessão, sob o argumento de que não havia justificativa plausível para a redesignação da data.
Segundo a magistrada, os advogados tiveram um prazo de 15 dias para analisar os documentos juntados aos autos. Ela ressaltou que a maior parte dessas informações já constava no processo e que a alegada falta de acesso a um despacho específico sobre prisão domiciliar não acarretaria prejuízo real, uma vez que a decisão sobre o tema também integra os autos.
“O advogado, quando assume a substituição no processo, o recebe no estágio em que ele se encontra. O processo não recua, ele tem que andar para a frente”, afirmou Monica Perri. Após anunciar a nova data do júri, a magistrada determinou que, caso não haja um advogado constituído apto para atuar na sessão, a Defensoria Pública deverá estar preparada para assumir a defesa na data prevista. Todos os presentes saíram intimados do plenário.
A acusação seria conduzida pelos promotores de Justiça Vinicius Gahyva Martins e Élide Manzini de Campos, integrantes do Núcleo de Defesa da Vida do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT). O réu era defendido pelos advogados Elson Marcelino da Silva Júnior, Larice Cristine, Melissa de Oliveira Machado e Gabriel Gouvea Neno Reiff.
Manobra – Ainda no plenário, o promotor de Justiça Vinicius Gahyva Martins sustentou que o acesso a processos externos é responsabilidade da defesa e que as questões relacionadas ao habeas corpus e à prisão domiciliar já foram resolvidas, não havendo justificativa para o adiamento do júri. Ele destacou o papel do Ministério Público como fiscal da lei, com a missão de assegurar direitos e preservar a imagem das vítimas perante a coletividade. Também se posicionou contra o abandono do plenário, ressaltando que a realização de um Tribunal do Júri exige o empenho e a presença de diversos envolvidos, inclusive pessoas que se deslocaram de outros estados, e que a “ritualística do tribunal” deve ser respeitada em busca da verdade.
Vinicius Gahyva disse ainda que o abandono do plenário é uma estratégia que acaba por arranhar a imagem do Tribunal do Júri. “Isso tem se tornado, de certo modo, frequente nos julgamentos do Tribunal do Júri, especialmente naqueles que afligem de forma intensa o interesse da coletividade, como é o caso concreto de um feminicídio e de um homicídio de dois jovens. São duas pessoas que, efetivamente, traduzem a necessidade de reafirmarmos o nosso papel social de não banalização da vida humana. Nós sabemos que o Tribunal do Júri envolve uma série de providências que devem ser adotadas para que o ato processual seja realizado, e lamentamos muito que esse tipo de estratégia esteja sendo adotada”, afirmou.
A promotora de Justiça Élide Manzini de Campos lembrou que o julgamento já deveria ter ocorrido no dia 7 de julho. Segundo ela, naquela ocasião, a defesa solicitou o adiamento para análise de provas, pedido que foi deferido pela magistrada responsável pelo caso, com a remarcação da sessão para 21 de julho. “É um absurdo uma medida protelatória após mais de três anos do fato, com a família aguardando o julgamento. A defesa admite alegações de nulidades que não existem e que já foram completamente afastadas. É uma estratégia utilizada para tentar postergar, prorrogar e até abrir outro incidente de sanidade, ou qualquer outra medida, para que esse julgamento não ocorra. Tudo isso já foi afastado, e não há motivo algum para que esse julgamento não aconteça”, afirmou.
Sobre o caso de feminicídio, a promotora destacou que a reação da sociedade demonstra uma rejeição cada vez mais firme a esse tipo de crime. Segundo ela, a população tem se posicionado de forma clara contra a violência de gênero e em defesa do enfrentamento aos feminicídios, cobrando respostas efetivas do sistema de Justiça para coibir esse tipo de violência.
Fotos: Josi Dias | TJMT
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