Mato Grosso
Workshop discute Política Florestal de Mato Grosso
A Secretaria do Estado de Meio Ambiente (Sema) foi uma das organizadoras do workshop técnico ‘Política Florestal de Mato Grosso: Diálogos sobre o PLC 45/2014’, projeto de lei que dispõe sobre a Política Florestal. O evento ocorreu na quarta-feira (28.11), no auditório da Faculdade de Engenharia Florestal da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) e teve a participação de diversos setores como servidores da Sema, representantes de associações, estudantes de graduação, profissionais da área e pesquisadores.
O Coordenador de Conservação e Restauração de Ecossistemas da Sema, Marcos Antônio Ferreira, um dos organizadores do evento, destacou que o workshop sobre política florestal foi gerado em função da necessidade de conhecer e discutir o impacto de uma legislação que é essencial para Mato Grosso. O analista Ambiental explicou que esta norma tem por finalidade substituir a atual Política Florestal de Mato Grosso, de 2005, devido a necessidade de se ajustar à Lei Federal 12.651 (Lei de Proteção a Vegetação Nativa ou “Novo Código Florestal”, publicada em 2012.
“Foi um evento democrático com participação dos diversos setores da sociedade. É nossa missão, na Sema, propor políticas pública e realizar estudos, de forma a contribuir com a proteção, a conservação e o uso sustentável da biodiversidade. O objetivo é envolver profissionais e técnicos que trabalham com florestas para que tenhamos uma política mais dentro da realidade do que o setor florestal precisa”, ressaltou Marcos.
A advogada da secretaria Executiva do Observatório do Código Florestal, Roberta Del Giuldice, que palestrou sobre Legislação e Política Florestal, falou sobre a importância do evento. “Dá oportunidade aos estudantes e profissionais da área de se envolverem na construção da política florestal do estado. É necessária esta abertura para debate, apresentação de ideias e questionamentos”.
A mediadora Carla Cassiano, professora Doutora da Faculdade de Engenharia Florestal, afirmou que a ideia é atualizar as mudanças que este projeto de lei, que está para ser votado, pode trazer na legislação. “É necessário para que no momento que ele seja efetivado o profissional já tenha um conhecimento e consiga colocá-lo na prática de maneira mais eficiente, sem ter muitas dúvidas”.
Outro professor Doutor, o engenheiro florestal Ronaldo Drescher, que também atuou como mediador do debate, destacou a parceria da UFMT com a Sema. “Essa proximidade ajuda os estudantes, principalmente os que estão saindo para o mercado de trabalho, a terem um contato com o agente público e profissionais da área. A política da Universidade, de uns anos para cá, é tentar levar eventos gratuitos e sair um pouco da parte científica e acadêmica”.
O workshop foi aprovado pelos participantes. Waldelaine Hoffmann, estudante do 2º semestre de engenharia florestal, destacou que estes eventos ampliam os horizontes para quem está saindo para o mercado de trabalho. “Tivemos oportunidade de conhecer mais de perto como funcionam diferentes áreas de atuação da nossa profissão, termos uma visão mais real do que acontece no nosso mercado de trabalho. Temos um mercado amplo, mas muitos estudantes não tem noção dessa amplitude. É uma extensão, com profissionais de fora que integra junto com o ensino e pesquisa”.

Workshop Técnico
Foram realizadas 180 inscrições e ao final do workshop todos receberam certificados. O evento teve participação de 10 palestrantes e foi mediado por 3 professores Doutores da UFMT.
O Projeto de Lei dispõe sobre a Política Florestal e proteção da vegetação nativa no Estado de Mato Grosso e normas em caráter específico e suplementar sobre o Programa de Regularização Ambiental (PRA) das propriedades e imóveis rurais. Servidores da Sema palestraram sobre Regularização Ambiental e Imóveis Rurais, Proteção Florestal – Áreas de Uso Restrito, Proteção Florestal – Proibição do uso de fogo e do controle dos incêndios; Manejo Florestal Sustentável; Supressão de Vegetação; Reposição Florestal.
Os palestrantes da Sema foram Robério Freitas, Superintendente de Regularização e Monitoramento Ambiental; Alexandre Ebert, da Coordenadoria de Conservação e Restauração de Ecossistemas; Paulo André Barroso, Secretário Executivo do Comitê Estadual de Gestão do Fogo; Alessandro Pontes, da Coordenadoria de Recursos Florestais; Luiz Felipe Weisheimer, Superintendente de Gestão Florestal; Marcos Antônio Ferreira, Coordenador de Conservação e Restauração de Ecossistemas.
As outras palestras foram Processo Legislativo; Transporte de produtos e subprodutos florestais; Florestas plantadas e Plano de Suprimento Sustentável; Fundo de desenvolvimento florestal do estado de Mato Grosso; reposição florestal.
Mato Grosso
Empresários do setor da construção visitam o mais moderno centro de segurança do trabalho da América Latina

Foto-Assessoria
Na tarde desta quinta-feira (13/08), um grupo de empresários associados ao Sindicato das Indústrias da Construção da Região Sul do Estado de Mato Grosso (Sinduscon Sul MT) realizou uma visita técnica e de imersão no recém-inaugurado Sesi Experience – Centro Avançado de Segurança do Trabalho, localizado em anexo às dependências da sede do Serviço Social da Indústria de Rondonópolis.
Antes do tour técnico, os associados participaram de uma breve palestra sobre os detalhes e o potencial de aprendizado do CT, que recebeu um investimento total de 12 milhões de reais. Na sequência, eles seguiram para o centro, onde passaram por experiências que simulam situações reais de acidentes de trabalho e momentos críticos.
Para o gestor regional de Saúde e Segurança do Trabalho do Sesi Mato Grosso, Márcio Alves, este foi o primeiro grupo de empresários a realizar a imersão no centro avançado. “Eles puderam presenciar toda a tecnologia voltada para a segurança do trabalho. Os equipamentos proporcionam uma imersão do trabalhador ao utilizar de forma correta tanto os equipamentos de proteção coletiva quanto os de proteção individual”, explicou.
Ainda segundo Márcio Alves, esses cenários e equipamentos fazem com que se mude o formato e a abordagem do trabalhador quanto à importância de prevenir a sua saúde e a sua segurança. “Aqui o foco é trazer essa experiência, onde o trabalhador vai poder fazer a utilização de forma correta do equipamento de segurança individual e voltar para sua rotina, na qual ele vai conseguir utilizar da melhor forma possível esse equipamento, fazendo uma imersão nesse ambiente saudável e seguro”, finalizou.
O engenheiro civil e proprietário da empresa Plano Sul, Rafael Francisco Lopes Machado, foi um dos associados que fizeram a visita técnica ao Sesi Experience. “Foi uma experiência incrível, acredito que fora do normal. Nunca vi algo parecido, porque existe de fato uma imersão e é possível vivenciar situações em que sentimos estar passando pelo risco e aprendemos como não passar por eles na vida cotidiana e na operação da obra”, destacou.
Sesi Experience — O maior centro de treinamento em Saúde e Segurança do Trabalho da América Latina e o primeiro do Brasil, o Sesi Experience, fica em Rondonópolis. O complexo tem a missão de transformar a forma como as empresas capacitam seus trabalhadores, reunindo treinamentos que vão desde instalações elétricas e espaços confinados até o trabalho em altura. Para isso, utiliza tecnologia coreana imersiva para reproduzir situações reais de risco sem expor os participantes ao perigo. Idealizado pelo Sesi MT, a estrutura permite que o colaborador vivencie cenários críticos, aprenda a identificar riscos e adote os procedimentos corretos de segurança em um ambiente totalmente controlado.
Mato Grosso
Lei Maria da Penha completa 20 anos ainda com entraves para ser colocada em prática
A coordenadora do Nudem, Rosana Leite, participou de uma entrevista especial para analisar as duas décadas da lei além dos altos índices de feminicídio em Mato Grosso
Mato Grosso
Municípios de MT debatem continuidade da regularização fundiária e seus impactos no desenvolvimento urbano
Encontro da Geogis reuniu equipes técnicas de consórcios intermunicipais para discutir a continuidade da Reurb

Representantes de 19 municípios mato-grossenses participaram, nesta quarta-feira (29.07), de uma capacitação voltada às Diretrizes para Continuidade da Política Municipal de Regularização Fundiária Urbana (Reurb). O encontro reuniu equipes técnicas dos consórcios Vale do Guaporé e CIDESARP (Consórcio Intermunicipal de Desenvolvimento Econômico, Social, Ambiental e Turístico do Alto do Rio Paraguai) para discutir os desafios da etapa posterior à entrega dos títulos de propriedade e o fortalecimento das políticas públicas de regularização fundiária.
A capacitação foi conduzida pelo diretor jurídico da Geogis Geotecnologia, Robison Pazzeto, que destacou que a regularização fundiária não termina com a emissão do título do imóvel. Segundo ele, a continuidade das ações é fundamental para consolidar os resultados da política pública, garantindo que os núcleos urbanos regularizados sejam plenamente incorporados ao planejamento das cidades e que as famílias tenham assegurados todos os direitos decorrentes da titulação.
“O pós-Reurb é uma etapa decisiva. A regularização precisa continuar sendo acompanhada para que os municípios consigam integrar essas áreas ao ordenamento urbano, consolidar a segurança jurídica das famílias e ampliar os benefícios sociais, urbanísticos e econômicos gerados por esse processo”, afirmou Pazzeto.
Além de garantir segurança jurídica aos moradores, a Regularização Fundiária Urbana tem sido apontada como um instrumento capaz de reduzir desigualdades e impulsionar o desenvolvimento local.
Estudo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) estima que entre 30% e 50% dos imóveis brasileiros ainda apresentem algum tipo de irregularidade documental. O levantamento aponta que um amplo processo de regularização pode gerar impacto superior a R$ 202 bilhões em valorização imobiliária no país.
Com a documentação em dia, os proprietários passam a ter acesso a linhas de crédito, podem utilizar o imóvel como garantia, realizar financiamentos, comercializar o bem legalmente e investir na melhoria das residências.
Os benefícios também alcançam as administrações municipais. A atualização cadastral decorrente da Reurb melhora a gestão territorial, amplia a base tributária, fortalece a arrecadação de impostos como IPTU e ITBI sem aumento de alíquotas e oferece informações mais precisas para o planejamento urbano e a expansão de serviços públicos, como infraestrutura, pavimentação, saneamento e iluminação.
Para os participantes, a capacitação teve aplicação prática na realidade dos municípios. Representando o município de Comodoro, Diego Garcia afirmou que o treinamento trouxe mais segurança técnica para dar continuidade aos projetos em andamento.
“Foi uma oportunidade importante para aprofundarmos o conhecimento sobre a Reurb e esclarecer dúvidas que surgem no dia a dia. Voltamos mais preparados para dar continuidade aos processos já iniciados e conduzir futuras regularizações com mais segurança jurídica, beneficiando diretamente as famílias que aguardam pela documentação definitiva de seus imóveis”, afirmou Garcia.
Outro participante destacou que o conhecimento adquirido contribuirá para enfrentar um problema comum em diversos municípios: a existência de imóveis sem documentação regular.
“Compreender melhor a legislação e os procedimentos da Reurb nos dá condições de organizar o cadastro imobiliário do município, facilitar o acesso da população às informações sobre seus imóveis e tornar o trabalho dos servidores mais eficiente e seguro. Quem ganha com isso é toda a cidade”, relatou Jorge Luís Ferreira dos Santos, representante de Nortelândia.
A Lei Federal nº 13.465/2017, que instituiu novos instrumentos para a Regularização Fundiária Urbana, ampliou as possibilidades de incorporação de núcleos urbanos informais ao ordenamento territorial e permitiu acelerar a titulação definitiva de milhares de famílias em todo o país.
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