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Policiais militares e civis não trabalham?

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Por: Charlles Fúlvio Rocha Setúbal – Policial Civil

Charles Setubal

Hoje, pela manhã, recebi um áudio atribuído ao candidato MAURO MENDES que em poucas palavras diz o seguinte: “…Um policial militar do Mato Grosso trabalha 8 (oito) dias por mês e folga 22 (vinte e dois). Já pensou se na empresa de vocês tivessem funcionários assim? É a realidade do Mato Grosso hoje. Trabalha em uma escala 24×72, trabalha 01 (um) dia e folga 3 (três), trabalha mais 01 (um) dia e folga mais 3 (três), o que dá 8 (oito) dias por mês. Gente, nós não vamos agüentar este negócio até quando?

Vamos ter que dialogar com estas pessoas, vamos ter que dialogar com coragem, com responsabilidade, não dá para fazer um governo de ameaças, não dá para fazer um governo “trombando” ou “tombando” com todo mundo. ”

O fragmento acima, transcrito por mim do áudio, traz-me algumas preocupações, as quais transmito abaixo. Acredito, inclusive, que o fragmento pode estar fora de um contexto geral, mas, de qualquer forma, é bom para assessoria do candidato.

Acredito que a assessoria do candidato Mauro Mendes tem que procurar ouvir as bases da Polícia Militar (praças) e Civil (Investigadores e Escrivães), pois, com certeza, receberá boas sugestões para ambas as classes.

Se colocarmos no papel, a assessoria do candidato verá que tudo ocorre conforme a matemática básica e de acordo com a legislação pertinente. Vejamos: Alega-se que o policial militar trabalha “somente” 8 (oito) dias no mês. Ora, multiplicando-se 8 (oito) dias por 24 (vinte e quatro) horas, o resultado é 192 (cento e noventa e duas) horas,  que se dividindo por 4 (quatro) semanas em 01 (um) mês, equivale a dizer que o policial militar trabalha 48 (quarenta e oito) horas por semana, o que é 8 (oito) horas a mais que um serviço semanal de qualquer funcionário, inclusive de empresa privada, ou seja, 40 (quarenta) horas por semana, tirando o final de semana, equivale a 8 horas por dias, ou seja, trabalha-se segunda, terça, quarta, quinta e sexta. O policial militar trabalha 48 (quarenta e oito) horas por semana, 08 (oito) horas a mais e ainda pode vir a trabalhar no final de semana em função da escala.

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Acredito que o candidato a governador não foi avisado deste detalhe. Defendo os policiais militares, pois, da mesma forma, estou defendendo, por extensão, aos meus colegas policiais civis, pois se a assessoria do governador pensa desta forma da Polícia Militar, quiçá da Polícia Civil. Tenho até medo.

Na polícia civil, pra começar, nem todos são plantonistas. Um número mínimo trabalha no plantão. Os plantonistas trabalham nos mesmos moldes da Polícia Militar para fazer a flagrância das ocorrências levadas à Central de Flagrantes. Quando os policiais civis saem do plantão noturno, saem esgotados e dos 3 (três) dias disponíveis, 01 (um) dia é só para dormir e os outros 02 (dois) dias para o corpo recuperar-se gradualmente do “estresse”, pois se trata todo tipo de problema (Maria da Penha, Uso e/ou Tráfico de Entorpecente, Furto, Roubo, Vias de Fato, Direção Perigosa, entre outros).

Acredito que a assessoria do candidato Mauro Mendes tem que procurar ouvir as bases da Polícia Militar (praças) e Civil (Investigadores e Escrivães), pois, com certeza, receberá boas sugestões para ambas as classes.

Aproveitando o espaço, o candidato a governador está convidado a conhecer o projeto OPJ (Oficial de Polícia Judiciária), defendido pelo Sindicato dos Policiais Civis do Mato Grosso (SINPOL/MT), na pessoa de sua presidente Edileuza Mesquita, que é a fusão dos cargos de Escrivão e Investigador de Polícia Civil, para que o novo cargo se centre exclusivamente para a investigação criminal, tendo um aumento considerável de seu efetivo, sem a necessidade de concurso imediato para os cargos citados. O projeto OPJ prevê a idéia de um concurso para nível médio para a Polícia Judiciária Civil (PJC), cargos Administrativos e de Agente Segurança/Guarda Patrimonial, que pagará metade do valor do que é pago aos policiais civis da base, visando liberar os policiais civis de atividades burocráticas e de segurança patrimonial, respectivamente.

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Sugiro a assessoria do candidato Mauro Mendes que visitem os plantões da CENTRAL DE FLAGRANTES e do CIOSP, para verem as condições de trabalho, a falta de pessoal  e terem, assim, melhores condições de falar sobre assuntos os quais desconhecem, pois é pela falta de informações dos políticos na condução da Segurança Pública que a marginalidade cresce a olhos vistos.

Charlles Fúlvio Rocha Setúbal – Policial Civil

Formado em Letras Português (UnB), Direito (UniC) e com pós em Pedagogia (Uninter).

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PRF apreende cocaína e armas em Poconé

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Foto: PRF

Polícia Rodoviária Federal realizava fiscalização no km 635 BR 070, município de Poconé, quando deu ordem de parada a um caminhão a qual estava transportando diversos veículos usados.

Durante a fiscalização, a equipe da PRF percebeu que apenas um dos veículos carregados era originário de Ji Paraná/RO e os outros eram todos de um mesmo município, porém diferente daquele.

Diante das informações, os policiais decidiram realizar uma busca mais detalhada em todos os veículos, sobretudo, no que chamou mais atenção. Além disso, o veículo era um dos poucos que estava muito empoeirado e tinha algumas partes já desmontadas.

Em vista disso, os policiais decidiram realizar uma busca mais detalhada neste veículo. Ao abrirem, perceberam que ele estava com a aparência de ter rodado em lugares empoeirados e tinha algumas partes internas com aparência de terem sido mexidas.

Ao tempo que foi aberto o porta-malas, fora notado que o carpete que cobria fundo do banco traseiro tinha cor diferente do restante e aparentava ser novo, o que aumentou a suspeita. Ao ser retirado o carpete, percebeu-se uma solda recente, entretanto o banco não retraía, o que causou grande estranheza à equipe. Nesse instante, percebeu-se um fio o qual auxiliava a liberar o banco, constatando-se que havia um fundo falso no banco.

Aberto o compartimento, foram encontrados 24 tabletes e duas submetralhadoras, uma calibre .40 e outra 9mm e 7 carregadores. Ao continuar a verificação, ainda foram achados mais 19 tabletes escondidos em um compartimento oculto na caixa de ar lateral esquerda do veículo. O peso total chegou a 48 kg de cocaína.

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Questionado sobre o ilícito, o motorista afirmou ter apenas sido contratado por uma empresa para fazer o transporte dos veículos, alegando não ter nenhum tipo de envolvimento. O veículo seria levado para o estado da Bahia.

Diante dos fatos, ficou configurado, a princípio, o crime de tráfico de drogas e porte/posse ilegal de arma de fogo de uso restrito, tudo foi encaminhado à Delegacia de Polícia Judiciária para os procedimentos cabíveis. O motorista da carreta foi conduzido apenas como testemunha.

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Pleno mantém suspensa licitação da Prefeitura de Rondonópolis estimada em R$ 130 milhões

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Foto: Assessoria

O Pleno do Tribunal de Contas de Mato Grosso (TCE-MT) homologou, na sessão ordinária desta terça-feira (8), medida cautelar por meio da qual foi determinado à Prefeitura de Rondonópolis que se abstivesse de praticar ou permitir que se praticassem quaisquer novos atos inerentes ao Pregão Eletrônico 123/2021. Estimado em R $130,6 milhões, o certame tem como objeto futura e eventual contratação de empresa para a prestação de serviços de mão de obra terceirizada.

A medida cautelar, concedida em julgamento singular do então conselheiro plantonista Antonio Joaquim, foi solicitada em representação de natureza de natureza externa (RNE) proposta pela empresa Paulo Victor Monteiro Guimarães EPP – Bem Estar Prestação de Serviços, sob argumento de que o edital não definiu de forma exata o critério de julgamento aplicado e restringiu a participação de possíveis licitantes.

Relator originário do processo, o conselheiro Guilherme Antonio Maluf reforçou seu entendimento de que previsões editalícias que impedem a participação de cooperativas de mão de obra em licitações, somente por estarem enquadradas judicialmente como cooperativas, vão de encontro com a legislação vigente.

“No tocante a plausibilidade do direito, destaco que os representantes confirmaram a presença de erros materiais na ficha modelo de proposta comercial, o que pode ter prejudicado a compreensão do tipo exato de licitação pretendida”, sustentou o relator.

Em relação ao perigo da demora, o conselheiro asseverou que a continuidade do certame e a homologação de um procedimento eivado de vício ocasiona prejuízos irreparáveis ou de difícil reparação ao órgão municipal, especialmente considerando a complexidade e amplitude do objeto, bem como seu valor.

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“Por fim, registro que não visualizei a ocorrência de danos irreversíveis à representada por ocasião da concessão da medida cautelar”, argumentou.

Sendo assim, seguindo entendimento do conselheiro plantonista e do Ministério Público de Contas (MPC), votou pela homologação da medida cautelar, sendo acompanhado pela unanimidade do Pleno.

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Policial

Rotam prende três pessoas com dinheiro falso em MT

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Foto: PMMT

Policiais do Batalhão Rotam prenderam três homens com notas de dinheiro falsas em um bar, na quinta-feira (17.02), em Várzea Grande. Os suspeitos foram conduzidos à Delegacia da Polícia Federal.

A equipe policial foi acionada pelo gerente do estabelecimento comercial, que relatou que os suspeitos apresentaram o dinheiro falso ao efetuar o pagamento por algumas cervejas. O comunicante disse ainda que no dia 10 de feveiro, um dos homens envolvidos já teria repassado cédulas falsas em outra ocasião no bar.

Os policiais abordaram os três suspeitos e identificaram que um deles fazia uso de tornozeleira eletrônica. A Rotam também apreendeu cerca de R$ 400. Do dinheiro apreendido, duas cédulas de R$ 100 apresentavam sinais de falsificação.

Os suspeitos foram presos. Um dos homens detidos já possui 10 passagens criminais por crime de roubo, furto, motim de presos consumado, lesão corporal, dentre outros. O trio foi entregue à Delegacia da Polícia Federal.

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ALMT – Campanha Fake News II

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