Política MT
Comunidade Jarudore é apoiada pelas forças políticas de MT
Audiência Pública vai reunir o presidente Jair Bolsonaro, deputados estaduais e federais para tratar de importantes demandas da região sul de Mato Grosso

Foto: Assessoria
O deputado estadual Delegado Claudinei (PSL) se reuniu com o deputado federal José Medeiros (PODE), em Brasília (DF), para abordar sobre a situação da comunidade de Jarudore, em Poxoréu (MT), já que 2.500 pessoas- não índios- deveriam ter desocupado a área que é considerada território indígena, no último dia 20 de agosto. Essa decisão judicial relativa à ação civil pública foi proposta pelo Ministério Público Federal (MPF) que determinou a reintegração de posse de terra pelos povos indígenas Bororo.
No encontro, Medeiros confirmou para o estadual sobre a reunião que terá com o presidente da República, Jair Bolsonaro, na próxima quinta-feira (29), às 08h30, no Palácio do Planalto, para tratar de demandas, inclusive a situação de Jarudore. “O deputado José Medeiros está acompanhando essa situação grave, para que os moradores não sejam retirados de lá (Jarudore), ou até mesmo, fiquem em locais inadequados. Essa audiência com a bancada federal junto ao presidente é uma importante oportunidade para ver se chegamos a um consenso em relação a essa situação”, explicou Delegado Claudinei.
Por coincidência, Medeiros que é da região de Rondonópolis, comentou que cresceu em Jarudore. “Eu tenho dito que o Brasil todo era terra indígena. E não somos contrários aos indígenas terem a sua terra. Acontece que Jarudore é uma área que teve um decreto feito pelo governo do estado, era toda uma confusão na época, em que não indenizou as famílias. Eu morei lá, quando criança. Em 1988, quando foi feito o marco temporário, não tinha indígena nenhum, então conheço bem aquela história”, lembra o parlamentar federal.
Situação – A comunidade conta com moradores que vivem há mais de 70 anos na área. De acordo com Carlos Antônio do Carmo, conhecido por “Mineiro”, que mora há exatamente 20 anos no local, disse que o prazo da decisão judicial venceu, mas o advogado contratado pelos moradores deu entrada com um pedido para o juiz suspender o prazo de 45 para 90 dias, como, também, o estado e o município também fizeram o mesmo. “Agora o pedido de 45 dias, é pouco tempo. O município entrou dizendo que não tinha como alojar este pessoal no prazo e pediu a prorrogação”, comenta o morador.
Em relação à audiência com o presidente Jair Bolsonaro, Mineiro disse que a notícia reacendeu a esperança não só nele, como, também, nos moradores de Jarudore. Ele conta que também participará deste encontro, juntamente com o prefeito de Poxoréu, Nelson Paim (PDT) e o vereador Batata (PSB). “Também estamos indo. Isso é muito bom que vamos encontrar os deputados Delegado Claudinei e José Medeiros e vamos tocar o barco juntos. Eu acho que isso vai ser bom para mostrar a força que Jarudore tem e que não é um lugar qualquer. Ficamos contentes demais com essa bancada de Mato grosso. Estamos confiantes. Na realidade, está muito bem articulado”, comenta.
Medeiros esclarece que o deputado federal Neri Geller (PP) foi o responsável pela solicitação da audiência, sendo que é o coordenador da bancada de Mato Grosso junto com o presidente da República. “Não é justo mandar os pequenos sitiantes embora das terras. Estamos lutando em Brasília, lutando junto à justiça para mostrar aos desembargadores federais, como o presidente da República. A audiência contará com a presença do governador do estado, deputados estaduais e federais para que possamos explicar ao presidente que este tipo de ação não venha mais ocorrer”, posiciona o deputado federal.
O Território Indígena possui uma extensão de 4.706 hectares, sendo que os moradores vivem e exploram atividades econômicas na região. Conforme a determinação judicial, a desocupação deveria ocorrer no prazo de 45 dias para as áreas dentro de 1.930 hectares, e 90 dias às áreas localizadas na porção de 1.730 hectares.
Política MT
Deputado Júlio Campos pede suspensão de privatização

O deputado Júlio Campos chamou atenção para a privatização de estradas abandonadas na região do Arinos e no Médio Norte de Mato Grosso, nesta quarta-feira (10), na Assembleia Legislativa de Mato Grosso.
“Venho fazer um apelo e uma advertência ao senhor governador Otaviano Pivetta e ao senhor Secretário de Estado de Infraestrutura e Logística, Marcelo de Oliveira, sobre o estado lamentável de duas rodovias importantíssimas. A MT-338, a Estrada da Baiana, aberta no meu governo (1983 a 87) quando priorizei a ligação de Juara com Sinop e Cuiabá, economizando 200 km do trajeto. Essa estrada foi pavimentada pelo governo Blairo Maggi, mas hoje encontra-se acabada e com buracos por todos lados. E mesmo nessa situação, segue sendo privatizada”, indagou Júlio Campos.
Segundo o parlamentar, o valor do pedágio a ser cobrado para cada trecho de 30 quilômetros será de R$12,75. A MT-338, interliga os municípios de Lucas do Rio Verde e Tapurah, a partir do entroncamento com a BR-163.
A estrada é um importante caminho de escoamento logístico da produção agrícola e pecuária em direção ao Vale do Arinos e ben eficia também cidades como Itanhangá, Porto dos Gaúchos, Juara e Juína, afetando mais de nove comunidades e 150 mil habitantes.
Júlio Campos também chamou atenção para a situação de outra estrada: a MT-220, no trevo Tabaporã, no Médio Norte de Mato Grosso, entre Vera e Sorriso.
Concessão assinada
O pedido de Júlio Campos é para que o governador adie a concessão em prol da redução dos custos do pedágio.
“Senhor secretário Marcelo Padeiro, que é um homem dinâmico, está na hora de sua equipe fazer uma fiscalizaçã o rigorosa para rever a privatização dessas duas rodovias. O estado atual é lamentável. Tem que restaurar as rodovias antes de ser privatizada, porque do contrário o pedágio ficará muito caro, pois a manutenção será repassado ao usuário. é por isso que tem estrada estadual na qual o custo do pedágio é o dobro do valor de uma estrada federal. Veja a BR-163, o pedágio custa quase a metade do valor de estradas estaduais e o motorista trafega de Rondonópolis e Sinop sem buracos e de forma segura”, afirmou Júlio Campos.
A concessão das duas estradas foi assinada em 01 de setembro de 2025 pelo secretário Marcelo Ol iveira, com o Consórcio Vale do Arinos, com o aval da Agência estadual de regulação Ager.
Política MT
Zé Medeiros quer proibir multas ambientais automáticas baseadas apenas em imagens de satélite

Foto-Assessoria
Multas ambientais, embargos e bloqueios de crédito rural baseados exclusivamente em imagens de satélite ou sistemas automatizados poderão ser proibidos no Brasil. A medida está prevista em um projeto de lei apresentado pelo deputado federal Zé Medeiros (PL) na Câmara dos Deputados.
A proposta cria a Lei Nacional de Garantia do Devido Processo Legal na Fiscalização Ambiental Rural e estabelece que nenhuma penalidade poderá ser aplicada sem vistoria presencial realizada por agente público competente, acompanhada de laudo técnico detalhado e identificação precisa da suposta infração.
“O avanço tecnológico deve servir ao interesse público, mas jamais pode substituir o devido processo legal, o contraditório, a ampla defesa e a verificação dos fatos. O satélite pode apontar indícios, mas não pode condenar ninguém. Hoje, muitos produtores enfrentam multas, embargos e até bloqueios de crédito sem que um fiscal tenha sequer visitado a propriedade. Isso gera insegurança jurídica e fere o direito de defesa”, argumentou o parlamentar.
O projeto prevê que imagens de satélite e sistemas de sensoriamento remoto tenham caráter apenas preliminar e informativo, impedindo que sejam utilizados como prova única para aplicação de sanções. Caso não haja vistoria presencial, multas, embargos e demais restrições poderão ser considerados nulos.
“O produtor rural não pode ser tratado como criminoso por um algoritmo. A fiscalização ambiental é necessária, mas precisa ocorrer dentro dos limites da lei e com respeito ao direito de defesa”, concluiu.
A proposta também proíbe o bloqueio automático de financiamentos e a inclusão de produtores em cadastros restritivos com base apenas em alertas gerados por sistemas remotos. As restrições só poderão ocorrer após decisão administrativa definitiva, com garantia do contraditório e da ampla defesa.
O texto ainda prevê mecanismos de transparência para os sistemas automatizados utilizados pelos órgãos ambientais. Segundo Medeiros, a medida busca evitar punições indevidas causadas por falhas na interpretação de imagens de satélite e algoritmos, conciliando a proteção ambiental com a segurança jurídica e o direito de defesa dos produtores rurais.
Política MT
Ex-governador Mauro Mendes rebate senador Wellington Fagundes sobre obras da MT-170

Ex-governador Mauro Mendes
O ex-governador Mauro Mendes voltou a criticar o senador Wellington Fagundes em meio às discussões sobre as obras da MT-170, antiga BR-174, no estado de Mato Grosso.
Em declarações recentes, Mauro rebateu as críticas feitas pelo senador sobre a qualidade das obras executadas na rodovia e afirmou que a estrada permaneceu abandonada durante anos sob responsabilidade do Governo Federal. Segundo ele, a estadualização da via ocorreu justamente para garantir a retomada das obras e melhorar a trafegabilidade da região.
Mauro Mendes também acusou Wellington Fagundes de “faltar com a verdade” ao questionar o andamento dos serviços e destacou que, antes da intervenção do Estado, motoristas enfrentavam sérios problemas estruturais na rodovia, incluindo longos períodos de atoleiros e dificuldades de deslocamento.
O embate ganhou força após Wellington cobrar investigações sobre possíveis falhas na execução das obras e defender acompanhamento do Tribunal de Contas do Estado (TCE-MT) nos contratos relacionados à MT-170.
A discussão entre os dois líderes políticos amplia o clima de disputa política em Mato Grosso, principalmente diante das articulações visando as eleições de 2026.
Veja Vídeo:
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