Mato Grosso
MTI utiliza nova metodologia para acelerar criação de projetos
A Empresa Mato-grossense de Tecnologia da Informação (MTI) utilizou a metodologia Design Sprint para acelerar a criação do projeto do novo portal da intranet da empresa. O projeto foi escolhido devido aos seus desafios e riscos, sendo considerado o pontapé da inclusão da metodologia na MTI, como mais uma das medidas de inovação adotadas pela empresa.
O design sprint é uma metodologia usada na Google para testar e aplicar novas ideias em apenas cinco dias e foi realizado ao longo da última semana. Envolveram-se no projeto as Unidades de Gestão Estratégica de Inovação (UGEIN), de Projetos (UGEPR), de Comunicação e Marketing (ASSCOM), a Gerência de Implementação de Software (GISW), da assessoria da presidência e do Fiplan, além da analista e mestranda em inovação, Janine Ulrich.
De acordo com a analista de TI da UGEIN Sayuri Arake, o design sprint é uma metodologia que utiliza dos conceitos de design thinking para validar ideias e resolver grandes desafios através de prototipagem e teste de ideias com usuários. Durante os cinco dias, o grupo de pessoas se reuniu para responder questões críticas do projeto e suas necessidades através de design.
“Pegamos um desafio e pormenorizamos esse desafio, vendo todas as necessidades, seguindo todos os passos e vendo o que poderíamos melhorar. A partir disso, procuramos como faríamos isso através de exemplos, desenhamos protótipos, fizemos um passo-a-passo do que seria e chegamos ao desenho de vários protótipos, até escolher o vencedor. Esse protótipo vencedor foi apresentado a cinco usuários para validação do que foi feito”, explicou.
A metodologia
Apesar da aparente facilidade da metodologia, a tarefa foi árdua, com os tempos cronometrados, para a aplicação do método da forma mais correta, segundo Sayuri. No primeiro dia, o trabalho foi focado em exteriorizar e alinhar tudo o que o grupo sabia sobre como é a intranet hoje e quais eram os questionamentos que precisavam ser respondidos no teste do usuário. Também neste dia, definiu-se qual o perfil do usuário e qual o momento alvo que será o foco do trabalho.

No segundo dia, foi a vez de colocar no papel individualmente as soluções para os problemas e necessidades anteriormente apontados. Apresentou-se diversas ferramentas e sistemas que continham possíveis ideias para o projeto, finalizando o dia com esboços feitos à mão pelos participantes.
Já no terceiro dia foi feita a votação dos protótipos desenhados anteriormente, definindo os protótipos vencedores. Na sequência, foi o momento de filtrar as ideias, refiná-las e escolher uma única ideia que seria o protótipo do novo portal da intranet, fazendo um storyboard. No quarto dia foi o momento de prototipar e colocar tudo que estava no papel, da forma que foi pensado, na tela de um computador. Cada pessoa do grupo recebeu uma função que permitiu que o protótipo fosse feito em um único dia.
“Tivemos quatro protótipos e juntamos todas as ideias colocando em um único protótipo para validar com o usuário. Nosso objetivo não era ter novas ideias com os usuários, mas sim validar que tudo que fizemos ao longo da semana e tudo que pensamos vá responder, de fato, às perguntas e anseios que pensamos lá no primeiro dia”, explicou.
Por fim, no quinto dia foi o momento de mostrar os protótipos para os colaboradores usuários do produto, em sessões individuais. O produto foi apresentado para o usuário para que ele pudesse interagir com algumas telas e desse seu feedback em tempo real sobre o que gostou e o que não gostou do protótipo. Ao todo, cinco colaboradores da empresa, inclusive cedidos, participaram das sessões individuais e deram suas impressões sobre o novo portal.
Com o protótipo validado, a previsão é iniciar um trabalho interno de implementação. “A ideia é gerar o plano de projeto com um cronograma para execução e priorização junto à Diretoria”, afirmou Sócrates Barros, gerente da UGEPR.

As vantagens
Para o analista desenvolvedor Kivson de Andrade, a principal vantagem da metodologia é o fato de não ser necessário lançar um MVP (Minimum Viable Product) para descobrir se a ideia é boa ou não, pois a validação do protótipo é feita ao final da semana de trabalho.
“O mais importante é a validação com o usuário, pois muitas das ideias que tivemos aqui e achamos legais, o usuário não entendeu. E com esse foco do design sprint na validação da ideia com usuários já poderemos implementar de acordo com a visão de quem vai utilizar, pois muitas vezes eu desenvolvedor estou longe do cliente e não sei o que ele quer”, afirmou.
Já para o analista da UGEIN Gustavo Lima, o design sprint é uma boa solução para evitar sessões de brainstorm, onde são geradas ideias e soluções para determinado problema que, muitas vezes, não saem do papel. “No método, como todos produzem algo, cria uma possibilidade de ver ideias diferentes e ter aceitação das ideias, diferentemente de uma reunião que é o que muitas vezes fazemos, onde o melhor vendedor de ideias é o que ganha”, disse.
Além dos colaboradores mencionados, participaram do design sprint o analista desenvolvedor José Roberto Leite e as assessoras Faiana Prieto e Karine Miranda.
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MPMT investiga contratações temporárias na Educação
A 8ª Promotoria de Justiça Cível de Defesa da Educação de Cuiabá instaurou três inquéritos civis para apurar as condições de contratação de profissionais da educação nas redes estadual de Mato Grosso e municipais de Cuiabá e Acorizal. O objetivo é verificar a realização de concursos públicos ou processos seletivos, bem como a adesão à Prova Nacional Docente (PND), política criada pelo Ministério da Educação (MEC) em 2026 para aprimorar a seleção de professores da educação básica no país.
Conforme o promotor de Justiça Miguel Slhessarenko Junior, a iniciativa busca levantar informações para avaliar a possível dependência de contratações temporárias, a eventual ausência de concursos públicos regulares, a adesão à política nacional de seleção de docentes (PND) e a existência de planejamento estruturado para a valorização da carreira.
O Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) determinou o envio de ofícios à Secretaria de Estado de Educação (Seduc-MT), e às secretarias municipais de Educação de Cuiabá e de Acorizal, requisitando informações como a adesão à Prova Nacional Docente (PND), ou, em caso negativo, as justificativas e a previsão de adesão; a data de realização do último concurso público ou processo seletivo; e a existência de previsão para novas seleções, com a apresentação de cronograma.
As instituições também deverão encaminhar relação atualizada dos profissionais da educação, com detalhamento por função, local de lotação e tipo de vínculo (efetivo ou temporário). O MPMT requisitou ainda informações sobre o planejamento de políticas de valorização da categoria, incluindo estruturação de carreiras, recomposição do quadro efetivo e adoção de processos seletivos mais técnicos, transparentes e impessoais.
O promotor de Justiça Miguel Slhessarenko Junior considerou que que dados do Censo Escolar indicam que, nos últimos anos, tem havido aumento no número de professores temporários no país, em desacordo com a previsão constitucional e legal. Em algumas redes estaduais, mais de 70% do corpo docente possui vínculo precário.
Considerou também levantamento baseado em painel de Business Intelligence (BI) do MEC aponta que Cuiabá está classificada como Prioridade 3, com 5,5% de inadequação docente, 83% de profissionais concursados e último concurso realizado entre seis e oito anos. Já o município de Acorizal também figura na Prioridade 3, com 53,5% de inadequação docente, 64% de profissionais concursados e ausência de informações sobre o último concurso público na área da educação, bem como sobre a existência de Plano de Cargos, Carreira e Remuneração (PCCR) para a categoria.
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