Política MT
CPI da Sonegação Fiscal ouve presidente da Amaggi
Foto: ANGELO VARELA / ALMT
Na reunião da CPI da Renúncia e Sonegação Fiscal realizada na tarde desta segunda-feira (23), o presidente do Grupo Amaggi, Judiney Carvalho, disse que a empresa jamais deixou de recolher o Fundo Estadual de Transporte e Habitação (Fethab) desde a sua criação em 2000 pela Lei Estadual nº 7.263. Na ocasião, o representante da Amaggi afirmou ainda que o grupo é bastante fiscalizado em todos os níveis.
Judiney Carvalho apresentou valores dos impostos pagos pela empresa desde a criação do Fethab aos membros da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Assembleia Legislativa que investiga a suspeita de sonegação de impostos e renúncias fiscais indevidas em Mato Grosso.
“Na atividade da companhia a gente recolhe do produtor e repassa para o estado, pagando o imposto. Diante disso, os impostos sempre foram pagos de acordo com a lei, porque somos muito fiscalizados pelos órgãos”, revelou ele.
Após denúncias de que as empresas do grupo Amaggi supostamente não contribuem para o Fethab da maneira correta, os parlamentares convocaram o presidente para falar sobre o assunto.
“Tudo que fazemos é de forma legal, evitando qualquer tipo de punição. Estamos muito tranquilos quanto aos questionamentos e essas notícias não são corretas e a empresa é extremamente correta em seus impostos. Achava que esse assunto não geraria uma convocação de uma CPI, porque trabalhamos muito aberto e transparente”, defendeu o empresário.
Na sua explanação, Carvalho lembrou que a Amaggi é uma empresa genuinamente mato-grossense e que nos últimos anos investiu cerca de 4,7 bilhões de reais em Mato Grosso, possuindo uma folha de pagamento que gira em torno de 25 milhões de reais anuais somente aqui.
“Temos 6.500 funcionários que trabalham diretamente para a empresa que tem sede de operações na Argentina, Paraguai, Noruega, Holanda, Suíça e na China. Surgiu uma informação de que a Amaggi não pagou Fethab. Isso é incorreto, porque nos últimos cinco anos a empresa pagou o equivalente a 358 milhões de reais”, argumentou Judiney Carvalho.
Atuando no grupo há 32 anos, Carvalho falou que ocupa a presidência da Amaggi há um ano e meio e explicou os dados os últimos anos. “Somente neste ano foram pagos até o momento R$ 135 milhões, em 2018 foram R$ 104 milhões, 2017 o valor foi de R$ 87 milhões pelo Fethab. Em 2016, o pagamento foi de R$ 35 milhões. De 2008 para cá, o grupo pagou o equivalente a mais de meio bilhão de Fethab”, colocou ele.
Para o presidente da CPI deptuado Wilson Santos (PSDB) o depoimento do presidente da empresa mostrou seriedade e divulgou números até então desconhecidos da população.
“É necessário que o grupo avance mais e que também preserve o meio ambiente. Somos campeões nacionalmente em crescimento agrícola, mas houve governo que descambou para o crime organizado. Espero que agora a política de incentivos fiscais volte ao leito antigo. Entendo que esse interrogatório agradou à equipe técnica e à CPI”, assegurou Santos.
Política MT
Deputado Júlio Campos pede suspensão de privatização

O deputado Júlio Campos chamou atenção para a privatização de estradas abandonadas na região do Arinos e no Médio Norte de Mato Grosso, nesta quarta-feira (10), na Assembleia Legislativa de Mato Grosso.
“Venho fazer um apelo e uma advertência ao senhor governador Otaviano Pivetta e ao senhor Secretário de Estado de Infraestrutura e Logística, Marcelo de Oliveira, sobre o estado lamentável de duas rodovias importantíssimas. A MT-338, a Estrada da Baiana, aberta no meu governo (1983 a 87) quando priorizei a ligação de Juara com Sinop e Cuiabá, economizando 200 km do trajeto. Essa estrada foi pavimentada pelo governo Blairo Maggi, mas hoje encontra-se acabada e com buracos por todos lados. E mesmo nessa situação, segue sendo privatizada”, indagou Júlio Campos.
Segundo o parlamentar, o valor do pedágio a ser cobrado para cada trecho de 30 quilômetros será de R$12,75. A MT-338, interliga os municípios de Lucas do Rio Verde e Tapurah, a partir do entroncamento com a BR-163.
A estrada é um importante caminho de escoamento logístico da produção agrícola e pecuária em direção ao Vale do Arinos e ben eficia também cidades como Itanhangá, Porto dos Gaúchos, Juara e Juína, afetando mais de nove comunidades e 150 mil habitantes.
Júlio Campos também chamou atenção para a situação de outra estrada: a MT-220, no trevo Tabaporã, no Médio Norte de Mato Grosso, entre Vera e Sorriso.
Concessão assinada
O pedido de Júlio Campos é para que o governador adie a concessão em prol da redução dos custos do pedágio.
“Senhor secretário Marcelo Padeiro, que é um homem dinâmico, está na hora de sua equipe fazer uma fiscalizaçã o rigorosa para rever a privatização dessas duas rodovias. O estado atual é lamentável. Tem que restaurar as rodovias antes de ser privatizada, porque do contrário o pedágio ficará muito caro, pois a manutenção será repassado ao usuário. é por isso que tem estrada estadual na qual o custo do pedágio é o dobro do valor de uma estrada federal. Veja a BR-163, o pedágio custa quase a metade do valor de estradas estaduais e o motorista trafega de Rondonópolis e Sinop sem buracos e de forma segura”, afirmou Júlio Campos.
A concessão das duas estradas foi assinada em 01 de setembro de 2025 pelo secretário Marcelo Ol iveira, com o Consórcio Vale do Arinos, com o aval da Agência estadual de regulação Ager.
Política MT
Zé Medeiros quer proibir multas ambientais automáticas baseadas apenas em imagens de satélite

Foto-Assessoria
Multas ambientais, embargos e bloqueios de crédito rural baseados exclusivamente em imagens de satélite ou sistemas automatizados poderão ser proibidos no Brasil. A medida está prevista em um projeto de lei apresentado pelo deputado federal Zé Medeiros (PL) na Câmara dos Deputados.
A proposta cria a Lei Nacional de Garantia do Devido Processo Legal na Fiscalização Ambiental Rural e estabelece que nenhuma penalidade poderá ser aplicada sem vistoria presencial realizada por agente público competente, acompanhada de laudo técnico detalhado e identificação precisa da suposta infração.
“O avanço tecnológico deve servir ao interesse público, mas jamais pode substituir o devido processo legal, o contraditório, a ampla defesa e a verificação dos fatos. O satélite pode apontar indícios, mas não pode condenar ninguém. Hoje, muitos produtores enfrentam multas, embargos e até bloqueios de crédito sem que um fiscal tenha sequer visitado a propriedade. Isso gera insegurança jurídica e fere o direito de defesa”, argumentou o parlamentar.
O projeto prevê que imagens de satélite e sistemas de sensoriamento remoto tenham caráter apenas preliminar e informativo, impedindo que sejam utilizados como prova única para aplicação de sanções. Caso não haja vistoria presencial, multas, embargos e demais restrições poderão ser considerados nulos.
“O produtor rural não pode ser tratado como criminoso por um algoritmo. A fiscalização ambiental é necessária, mas precisa ocorrer dentro dos limites da lei e com respeito ao direito de defesa”, concluiu.
A proposta também proíbe o bloqueio automático de financiamentos e a inclusão de produtores em cadastros restritivos com base apenas em alertas gerados por sistemas remotos. As restrições só poderão ocorrer após decisão administrativa definitiva, com garantia do contraditório e da ampla defesa.
O texto ainda prevê mecanismos de transparência para os sistemas automatizados utilizados pelos órgãos ambientais. Segundo Medeiros, a medida busca evitar punições indevidas causadas por falhas na interpretação de imagens de satélite e algoritmos, conciliando a proteção ambiental com a segurança jurídica e o direito de defesa dos produtores rurais.
Política MT
Ex-governador Mauro Mendes rebate senador Wellington Fagundes sobre obras da MT-170

Ex-governador Mauro Mendes
O ex-governador Mauro Mendes voltou a criticar o senador Wellington Fagundes em meio às discussões sobre as obras da MT-170, antiga BR-174, no estado de Mato Grosso.
Em declarações recentes, Mauro rebateu as críticas feitas pelo senador sobre a qualidade das obras executadas na rodovia e afirmou que a estrada permaneceu abandonada durante anos sob responsabilidade do Governo Federal. Segundo ele, a estadualização da via ocorreu justamente para garantir a retomada das obras e melhorar a trafegabilidade da região.
Mauro Mendes também acusou Wellington Fagundes de “faltar com a verdade” ao questionar o andamento dos serviços e destacou que, antes da intervenção do Estado, motoristas enfrentavam sérios problemas estruturais na rodovia, incluindo longos períodos de atoleiros e dificuldades de deslocamento.
O embate ganhou força após Wellington cobrar investigações sobre possíveis falhas na execução das obras e defender acompanhamento do Tribunal de Contas do Estado (TCE-MT) nos contratos relacionados à MT-170.
A discussão entre os dois líderes políticos amplia o clima de disputa política em Mato Grosso, principalmente diante das articulações visando as eleições de 2026.
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