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Secretário do TCE/MT defende previdência complementar como saída para Mato Grosso

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Foto: Marcos Lopes

O titular da Secretaria de Controle Externo da Previdência do Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso (TCE/MT), Eduardo Benjoino Ferraz, apresentou na tarde desta terça-feira (7), relatório à Comissão Parlamentar de Inquérito instaurada na Assembleia Legislativa para tratar da questão previdenciária.

“A gente olha para o futuro e não vê perspectivas animadoras; ao observar o quadro de hoje, já salta aos olhos uma situação caótica”, resumiu Eduardo Benjoino Ferraz aos parlamentares. Participaram da reunião o presidente da CPI, deputado João Batista (Pros), o vice-presidente, deputado Paulo Araújo (PP), o relator, deputado Thiago Silva (MDB) e o deputado Ulysses Moraes (DC), também membro da comissão. Presentes ainda o titular da Procuradoria-Geral da Casa, Ghregory Maia, e o também procurador Gustavo Carminatti.

Antes de iniciar a explanação do relatório, Eduardo Ferraz destacou que a fiscalização dos Regimes Próprios de Previdência Social (RPPS) é o assunto central da Secretaria de Controle Externo de Previdência, unidade especializada do TCE/MT que compõe a nova estrutura do órgão.

Déficit – O relatório, intitulado “Sustentabilidade dos Regimes Próprios de Previdência Social dos Municípios e do Estado de Mato Grosso”, traz números e informações alarmantes. Conforme o estudo, o sistema previdenciário estadual está em déficit crescente há quase duas décadas.

Ferraz fez breve retrospecto histórico sobre o tema, desde o ano de 1961 – quando foi criado o antigo Instituto de Previdência do Estado de Mato Grosso (Ipemat), que também respondia pelo atendimento à saúde do funcionalismo estadual – até os dias atuais. Ele também destacou o advento das emendas à Constituição Federal nº 20/1998 – que estabeleceu o caráter contributivo ao sistema e a nº 41/2003, que definiu o princípio da solidariedade.

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Em razão dessas alterações constitucionais, a Secretaria de Estado de Administração assumiu, em 2003, a gestão previdenciária – que foi apartada do atendimento à saúde. Em 2006, foi criado o Fundo Estadual de Previdência (Funprev) e, em 2014, o Mato Grosso Previdência (MT Prev).

O contingente inativo que já estava aposentado em 1998 – portanto, não contribui –  foi absorvido pelo novo sistema, bancado pelas contribuições dos servidores em atividade, insuficiente para o custeio de todos os benefícios. Nos dias atuais, esses inativos, representa aproximados 22% do total de beneficiários.

A diferença, desde então, tem sido financiada com recursos do Tesouro estadual. Hoje, com a relação de 1,42 ativos para cada inativo, a conta não fecha e o estado é obrigado a aportar mais de R$ 1 bilhão anualmente para pagar toda a folha de inativos e pensionistas.

“A reforma previdenciária proposta pelo governo federal é um passo importantíssimo, mas não resolve o problema de Mato Grosso. Temos que pensar em alternativas para o sistema, tais como o aporte de bens imóveis ao patrimônio do Fundo Estadual de Previdência e, principalmente, a criação de um regime complementar para as aposentadorias”, assinalou Ferraz ao fim da explanação.

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Ex-governador Mauro Mendes rebate senador Wellington Fagundes sobre obras da MT-170

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Ex-governador Mauro Mendes

O ex-governador Mauro Mendes voltou a criticar o senador Wellington Fagundes em meio às discussões sobre as obras da MT-170, antiga BR-174, no estado de Mato Grosso.

Em declarações recentes, Mauro rebateu as críticas feitas pelo senador sobre a qualidade das obras executadas na rodovia e afirmou que a estrada permaneceu abandonada durante anos sob responsabilidade do Governo Federal. Segundo ele, a estadualização da via ocorreu justamente para garantir a retomada das obras e melhorar a trafegabilidade da região.

Mauro Mendes também acusou Wellington Fagundes de “faltar com a verdade” ao questionar o andamento dos serviços e destacou que, antes da intervenção do Estado, motoristas enfrentavam sérios problemas estruturais na rodovia, incluindo longos períodos de atoleiros e dificuldades de deslocamento.

O embate ganhou força após Wellington cobrar investigações sobre possíveis falhas na execução das obras e defender acompanhamento do Tribunal de Contas do Estado (TCE-MT) nos contratos relacionados à MT-170.

A discussão entre os dois líderes políticos amplia o clima de disputa política em Mato Grosso, principalmente diante das articulações visando as eleições de 2026.

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Cláudio Ferreira elogia deputado Nininho durante anúncio de recursos para a Santa Casa de Rondonópolis

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Foto Reprodução ChatGPT

Durante o ato de assinatura do convênio entre o Governo de Mato Grosso e a Santa Casa de Rondonópolis, que prevê um aporte financeiro de quase R$ 300 milhões para a unidade hospitalar, o prefeito de Rondonópolis, Cláudio Ferreira, destacou o trabalho do deputado estadual Ondanir Bortolini (Nininho) na articulação de recursos para o município.

Durante o evento, o prefeito rasgou elogios ao parlamentar, chamando Nininho de “deputado pé de boi”, em referência ao empenho e dedicação do deputado em buscar investimentos para a cidade.

Após a manifestação do prefeito, Nininho agradeceu o reconhecimento e reforçou o compromisso de continuar atuando em parceria com o município.

“Obrigado pelas palavras, prefeito Cláudio Ferreira! Essa parceria por Rondonópolis é o que me motiva a buscar sempre mais recursos para a nossa cidade, como esse importante aporte de R$ 22,3 milhões mensais para a Santa Casa. Vamos continuar unindo forças entre o município e a Assembleia Legislativa. Assim, conseguimos avançar de verdade e garantir que as melhorias continuem chegando à nossa população. Contem sempre com o meu empenho e trabalho”, declarou o deputado.

O convênio firmado pelo Governo do Estado representa um dos maiores investimentos recentes destinados à saúde pública regional e busca garantir o fortalecimento financeiro e operacional da Santa Casa, referência no atendimento hospitalar para Rondonópolis e diversos municípios da região sul de Mato Grosso.

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“RGA é direito” será o tema do Grande Ato dos servidores no dia 25 de maio

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Servidores estaduais e municipais de vários locais do estado estarão em Cuiabá para participar na próxima segunda-feira(25) do Grande Ato do Movimento Sindical Unificado pelas ruas do Centro Político Administrativo, rumo ao Palácio Paiaguás, a partir das 14h.

O ato que tem como tema “RGA é direito. E direito se conquista com luta, mobilização e unidade!” quer chamar a atenção do governo para abrir mesa de negociação e ouvir as reivindicações dos servidores e debater alternativas para se resolver o caso dos consignados, as cobranças previdenciárias sobre aposentados e pensionistas e também o plano de cargos e salários de cada categoria. “São reivindicações históricas que geram insatisfação dos servidores de forma geral no estado.  O governo não pode fingir que nada está acontecendo. São mais de 250 mil famílias impactadas mensalmente pela defasagem salarial provocada pelo não pagamento integral da Revisão Geral Anual (RGA)”, diz a presidente da Federação Sindical dos Servidores Públicos de Mato Grosso(FEESP-MT) Carmem Machado.

O Movimento Sindical Unificado também cobra uma mudança de postura do governador, Otaviano Pivetta em relação à adotada na gestão do governador Mauro Mendes em relação aos consignados. Os servidores relatam dificuldades financeiras provocadas por descontos elevados em folha, juros acumulados e falta de mecanismos de proteção aos trabalhadores endividados. Soma-se a isso a cobrança previdenciária sobre aposentados e pensionistas, tema que continua gerando forte indignação entre categorias do funcionalismo.
“Precisamos de uma resposta do governo. Abrir a mesa de negociações”, argumenta Carmem.

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