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Política MT

Instalação da Câmara Setorial do Terceiro Setor reúne entidades na Assembleia Legislativa

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Representantes de diversas instituições integram a Câmara Setorial presidida pelo deputado Dr. Gimenez, que é autor da proposta

Foto: ROSE DOMINGUES

Cerca de 12 milhões de pessoas estão envolvidas em atividades filantrópicas do terceiro setor no Brasil. Para mapear e profissionalizar o trabalho realizado por essas organizações em Mato Grosso, a Assembleia Legislativa instalou, na manhã desta terça-feira (29), a Câmara Setorial do Terceiro Setor.

De acordo com o deputado estadual Dr. Gimenez (PV), autor da proposta e presidente da Câmara Setorial, o objetivo é diagnosticar, debater e avaliar as políticas públicas nesta área. É importante ainda capacitar essas pessoas para que trabalhem na assistência e serviços de caráter público, de modo a preencher as lacunas sociais geradas pelas falhas no primeiro e segundo setores (governo e privado/mercado). 

“Nosso intuito é fortalecer o setor, de modo a capacitar àqueles que desenvolvem esse trabalho, fornecendo informações sobre as fontes de captação de recursos, as formas legais de ter acesso, também esclarecer a respeito de como colocar em prática os projetos e ainda quanto à prestação de contas do trabalho”, explicou o parlamentar.

A Câmara Setorial do Terceiro Setor vai se reunir representantes de associações, fundações e entidades filantrópicas de todo o Estado a cada 30 dias, por um período de 180 dias, prorrogáveis por igual período. Por meio de um questionário, devem ser levantadas as principais demandas e necessidades dessas instituições.  Mario Olímpio Neto, explicou que a OAB Mato Grosso quer oferecer embasamento jurídico às entidades para que atuem dentro da legalidade

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Foto: ROSE DOMINGUES

Para a defensora pública Maria Luziane Ribeiro, o trabalho junto a essas entidades é fundamental para fortalecer a ‘corrente no bem’ que presta auxílio aos menos desfavorecidos. “É fundamental estarmos discutindo a melhor atuação do terceiro setor na Casa de Leis, que é a casa do povo, de modo a construir um ambiente de melhorias e fortalecimento da atuação dessas pessoas”.

Mário Olímpio Neto, representante da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) de Mato Grosso, explicou que a instituição possui 27 subseções no Estado que já trabalham com a parceria de inúmeras organizações do terceiro setor. “É nosso dever colaborar com o trabalho da Comissão levando respaldo legal para os representantes dessas organizações, para que possam entender e cumprir a legislação”. 

Com atuação há mais de 23 anos, a Fundação Andre e Lucia Maggi integra a lista de parceiros da Câmara Setorial. Na avaliação da gerente de operações Aletea Rufino, esse trabalho parlamentar contribuirá com o amadurecimento do setor que já possui importantes protagonistas. “Nós, por exemplo, atuamos com o propósito de promover o desenvolvimento local, buscando fortalecer as organizações e o protagonismo de jovens e lideranças regionais nos municípios onde atua empresa”. 

A representante do Rotary E-Club e Rede de Territórios Educativos de Várzea Grande, Rosa Maria Morceli, disse que o Brasil está há mais de 500 anos olhando para as diferenças, agora é momento de planejar e agir para resolver as questões sociais que o país precisa. “A sociedade civil organizada tem oferecido respostas eficientes, então, temos que oferecer esse apoio para que se organizem e tenham mais respaldo para chegar às fontes de recursos que existem”.
A criação da Câmara Setorial é uma demanda antiga que visa prioritariamente ajudar as instituições às novas regras advindas com o Marco Relatório das Organizações da Sociedade Civil (Mrosc) – Lei nº 13.019/2014.  A defensora pública Maria Luziane Ribeiro frisou que a Defensoria de Mato Grosso é grande parceira das organizações e quer incentivar o fortalecimento da 'corrente do bem'

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Foto: ROSE DOMINGUES

“De forma prática, queremos levar informações acerca de elaboração de projetos, voluntariado e suas especificidades, gestão e administração financeira e contábil. Embora muitas entidades não trabalhem com recursos, elas precisam fazer a contabilidade, ter certidões e demais documentos”, acrescentou Dr. Gimenez.

A instalação da Câmara Setorial Temática do Terceiro Setor ocorreu nos termos do artigo 447, do Regimento Interno da Assembleia Legislativa e na Lei 8.325/2005, conforme Requerimento nº 5000/2019, publicado no dia 29 de setembro deste ano. Para participar, precisa entrar em contato com o gabinete do deputado: (65) 3313-6795/[email protected]

Entre as instituições que integrantes estão: Sala da Mulher, Associação para Desenvolvimento Social dos Municípios de Mato Grosso (APDM), Hospital do Câncer, Fecomércio-MT, Instituto Sociológico de Mato Grosso (Isma), Obras Sociais Wantuil de Freitas, Superintendência de Políticas sobre Drogas da Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp), Instituto Cultural Casarão Artes, Obras Sociais Wantuil de Freitas, Unidade de Desenvolvimento Organizacional do Detran-MT, etc. Para a representante do Rotary E-Club e Rede de Territórios Educativos de Várzea Grande, Rosa Maria Morceli, oferecer respaldo às entidades não-governamentais fortalece a cidadania

Foto: ROSE DOMINGUES

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Ex-vereador João Moto Táxi anuncia desfiliação do PT em Rondonópolis

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Foto- Assesoria

O ex-vereador de Rondonópolis, João Garcia de Souza, conhecido como João Moto Táxi, oficializou seu pedido de desfiliação do Partido dos Trabalhadores (PT) no município.

Em carta encaminhada ao Diretório Municipal do PT de Rondonópolis, João afirmou que a decisão foi tomada com “profundo pesar”, destacando a trajetória histórica da sigla na defesa dos trabalhadores, da justiça social e da inclusão social.

Apesar da saída do partido, o ex-parlamentar ressaltou que continua reconhecendo a importância de projetos sociais e políticas públicas implementadas pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, classificando as ações como fundamentais para a redução das desigualdades e reconstrução social do país.

No documento, João Moto Táxi atribui a desfiliação a divergências políticas no âmbito municipal, além da “quebra de confiança em determinadas conduções e posicionamentos”, fatores que, segundo ele, tornaram inviável sua permanência na legenda.

“Ainda que com tremenda dor e sentimento de frustração, compreendo que o mais coerente neste momento é seguir em frente por outros caminhos”, afirmou no texto.

Ao final da carta, o ex-vereador agradeceu aos militantes e companheiros de partido pelas experiências compartilhadas durante o período de militância e desejou que o PT continue contribuindo para o fortalecimento da democracia e das pautas sociais no Brasil.

O pedido de desfiliação foi datado em 17 de maio de 2026, em Rondonópolis.

Veja carta de desfiliação:

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Ao Diretório Municipal do Partido dos Trabalhadores (PT) de Rondonópolis – MT

Eu, João Garcia de Souza, venho, por meio desta, formalizar meu pedido de desfiliação dos quadros do Partido dos Trabalhadores (PT).

Trata-se de uma decisão extremamente difícil e carregada de profundo pesar, sobretudo por toda a trajetória histórica construída pelo partido na defesa dos trabalhadores, da justiça social e da inclusão dos setores mais vulneráveis da sociedade brasileira.

Registro que permaneço reconhecendo e concordando com importantes projetos sociais, políticas públicas e avanços promovidos pelo governo do Presidente Luiz Inácio Lula da Silva, os quais considero fundamentais para a redução das desigualdades e para a reconstrução social do país.

Entretanto, em âmbito municipal, acontecimentos recentes, divergências políticas e, sobretudo, a quebra de confiança em determinadas conduções e posicionamentos tornaram inviável minha permanência na legenda. Ainda que com tremenda dor e sentimento de frustração, compreendo que o mais coerente neste momento é seguir em frente por outros caminhos.

Agradeço aos companheiros e companheiras com quem compartilhei experiências, debates e lutas ao longo deste período de militância, desejando que o partido siga contribuindo para o fortalecimento da democracia e das pautas sociais no Brasil.

Sem mais para o momento,

Rondonópolis – MT, 17 de maio de 2026.

João Garcia de Souza

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Presidente da APER destaca atuação de Irajá Lacerda contra abusos no crédito rural

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Entidade do RS reconhece atuação do ex-secretário executivo do Mapa; ferramenta implementada em sua gestão ajudou produtor a suspender execução judicial

Foto- Assessoria

O presidente da Associação dos Produtores Empresários Rurais do Rio Grande do Sul (APER), Arlei Romeiro, fez um agradecimento público ao ex-secretário executivo do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), Irajá Lacerda, pela atuação em defesa de produtores rurais diante de relatos de irregularidades e abusos na execução das políticas públicas de crédito rural.

Segundo o dirigente, produtores têm relatado dificuldades para acessar o direito ao alongamento de custeios e investimentos em casos de frustração de safra ou problemas de comercialização. “A instituição não concede essa prorrogação e, em vez disso, induz o produtor a contratar outro tipo de crédito, como uma CCB – Cédula de Crédito Bancário, uma confissão de dívida ou até mesmo uma CPR – Cédula de Produtor Rural, com taxas de juros muito mais altas”.

O presidente informa que as denúncias foram levadas a diversos órgãos e que a entidade encontrou apoio institucional no Ministério da Agricultura durante a atuação de Irajá Lacerda na Secretaria Executiva. “O jovem secretário teve a coragem de enfrentar o sistema, implementar uma auditoria no Mapa e produzir um relatório robusto, com provas materiais e depoimentos de vários produtores rurais, reforçando e comprovando as denúncias que a APER vinha fazendo”, destaca ele.

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O reconhecimento vem acompanhado de um resultado concreto: um produtor rural gaúcho conseguiu suspender judicialmente uma execução indevida e ter seu nome retirado dos cadastros de inadimplência graças ao atestado VMG (Verificação Agrícola, Monitoramento e Conformidade de Grãos), implementado durante atuação de Irajá Lacerda no Mapa. O atestado é uma ferramenta baseada em inteligência artificial e tecnologias geoespaciais que permite comprovar boas práticas agrícolas e eventos climáticos nas propriedades rurais.

O ex-secretário do Mapa explica que o produtor havia pedido o alongamento da dívida após sofrer prejuízos provocados por evento climático, mas teve a solicitação negada pela instituição financeira e acabou sendo executado.

“Esse produtor não deixou de cumprir seu compromisso porque quis. Ele enfrentou um evento climático, teve prejuízo na safra e precisava comprovar isso. Com o atestado VMG, conseguiu levar esses fatos ao Judiciário, suspender a execução e retirar a negativação do nome. Hoje, ele pode voltar a buscar crédito e tocar sua atividade produtiva. Isso me dá a sensação de que valeu a pena fazer esses enfrentamentos”, afirma Irajá ao relatar o caso.

Para ele, o episódio reforça a importância de garantir segurança jurídica ao produtor, especialmente quando há frustração de safra ou dificuldade real de cumprimento das obrigações financeiras. “Quando o produtor enfrenta essas situações, não pode ser empurrado para uma dívida ainda mais pesada. O papel do poder público é ouvir, fiscalizar e garantir que as políticas de crédito rural sejam cumpridas com justiça e transparência”, enfatiza.

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Em seu depoimento, o presidente da APER também defende que o crédito rural seja tratado como uma questão de Estado, e não como pauta político-partidária. Irajá reforça a mesma linha e afirma que a defesa do produtor rural deve estar acima de qualquer disputa ideológica.

“Enquanto estive no Mapa, minha atuação sempre foi pautada na defesa do produtor rural, porque defender o produtor é defender a produção, a segurança alimentar, o emprego e o desenvolvimento do país. Isso independe de ideologia política ou partidária. O que pode ser corrigido deve ser enfrentado com coragem, responsabilidade e cumprimento da lei”, completa o ex-secretário.

*Foto: Irajá Lacerda quando ocupava o cargo de Secretário Executivo do Mapa

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Zé Medeiros cresce em nova pesquisa e se consolida entre os favoritos ao Senado em MT

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O instituto ganhou destaque após acertar a vitória de Abílio Brunini em Cuiabá nas eleições de 2024

Foto- Assessoria


Nova pesquisa do Instituto Veritá mostra crescimento do deputado federal José Medeiros (PL) na corrida ao Senado. O levantamento, realizado entre os dias 26 e 30 de abril de 2026, com 1.220 eleitores de Mato Grosso, consolida o parlamentar entre os principais candidatos do estado.

Os números demonstram um avanço significativo em relação ao levantamento divulgado no início de abril pelo próprio Instituto Veritá. Na pesquisa estimulada, Medeiros apareceu com 29,5% das intenções de voto, um crescimento expressivo em relação aos 22,2% da pesquisa anterior. Com isso, reduziu drasticamente a distância para o governador Mauro Mendes, que aparece com 30,7%.

Já na espontânea, quando os nomes não são apresentados aos entrevistados, Medeiros saltou de 18% para 23,7% das intenções de voto válidas em apenas um mês, ampliando sua presença no eleitorado.

No segundo voto estimulado para o Senado, Medeiros também aparece consolidado, com 19,5%, mantendo competitividade em um cenário de duas vagas em disputa.

Os números reforçam o avanço do parlamentar no estado e demonstram o fortalecimento de sua candidatura junto ao eleitorado conservador e bolsonarista de Mato Grosso.

Para José Medeiros, o resultado da pesquisa reflete a preocupação da população com o futuro do Brasil e demonstra que o eleitorado está atento à importância da eleição para o Senado.

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“Fico feliz com os números de uma pesquisa séria e respeitada. Recebo esse resultado com alegria e responsabilidade. Essa eleição será decisiva para o futuro do Brasil, e a população percebe isso. Vamos trabalhar para eleger um Senado de direita, comprometido com a democracia, a liberdade e a Constituição”, afirmou Zé Medeiros.

O deputado também ressaltou que continuará defendendo a liberdade dos presos do 8 de janeiro e trabalhando pelo equilíbrio entre os Poderes.

“A pesquisa mais importante é a da urna. Vamos continuar trabalhando por Mato Grosso e fazer os enfrentamentos necessários, inclusive sobre os desmandos do STF, para que a nossa democracia volte à normalidade”, concluiu.

Crédito da foto: Pedro Paulo
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