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Maggi ouve de embaixador chinês que problemas com açúcar e aves será resolvido

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Problemas com o Brasil relativos ao açúcar e à carne de aves serão resolvidos até o fim do ano de acordo com o embaixador do país no Brasil, Li Jinzhang. “Estamos buscando uma solução racional e assertiva que seja boa para ambos os lados”, afirmou em resposta a comentários do ministro Blairo Maggi (Agricultura, Pecuária e Abastecimento) sobre a sobretaxa imposta a esses produtos brasileiros, durante o 1º Seminário Brasil-China realizado em São Paulo, nesta quinta-feira (6).

“Todas as vezes em que fui à China, tive encontros com meus contrapartes, com todos aqueles que são responsáveis pela compra de produtos, pela autorização, pelas negociações ministeriais. E percebemos que o mercado é muito regulado para proteger os produtores locais”, disse o ministro.

Maggi lembrou que, neste ano, a China aplicou salvaguarda ao açúcar brasileiro. “Nós exportávamos US$ 500 milhões, no ano 2000, para aquele país. Neste ano, cerca de US$ 30 bilhões. A China fez uma proteção e nos afastou. Tanto é que estamos propondo uma painel na OMC (Organização Mundial do Comércio) para discutir isso. Não achamos justa a atitude. Também, na área de frangos, a China colocou um imposto de 16% a 36%. Na medida em que você ganha mercado na China, precisamos aumentar a produção. Então, esses freios, essas paradas, atrapalham muito os negócios. Cooperativas, produtores, todos ficam muito receosos em investir se, logo ali na frente, vem uma atitude por parte do governo chinês e faz com que os produtores fiquem em dificuldades”.

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O ministro disse ser “entusiasmado” com o mercado chinês, mas que é preciso ter cuidado. “Não podemos ampliar muito a nossa base de produção pensando nesse mercado”.

Outra preocupação, segundo ele, outra preocupação é a guerra comercial da China e Estados Unidos. “As empresas chinesas saem do mercado de soja de Chicago. E, com isso, não há movimentação e os preços caem. Saímos de 11 dólares para 8,6, 8.5 dólares. Torço para que logo esse assunto se resolva para que o mercado se regule, que a lei da oferta e da procura passe a valer”.

Como uma das consequências, o preço da ração de soja no Brasil ficou mais caro. Ele observou que “os chineses pagam um prêmio para levar soja brasileira. A soja americana no mercado mundial é mais barata do que a brasileira e o preço da ração dos produtores de aves, de suínos e de bovinos nos Estados Unidos, também fica mais barato. Os EUA são concorrentes em boa parte do mundo, tanto em ração, como em cargas e, também com o farelo e óleo para consumo ou biodiesel. Num primeiro momento parece que a gente ganha, que estamos vendendo soja mais cara. Mas quando a gente faz a conta não chegou no patamar que estava em Chicago quando começou essa confusão comercial”.

Nesse ambiente, afirmou, o Brasil corre o risco de perder espaço para a soja na Europa (farelo e óleo), e ainda de aves, suínos e bovinos, além de outros mercados para onde são exportados.

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Ampliar mercado

“Mas apesar das minhas reclamações, quero deixar claro que queremos ampliar os negócios com a China, desejamos e temos necessidade, porque o Brasil é um país que tem potencial muito grande na agricultura. É um mercado grande e que interessa ao Brasil. Não só a China, mas a Ásia como um todo. Estamos muito entusiasmados com a região e, ao olharmos o que tem acontecido nos últimos anos, vemos que os dados são muito animadores”

Em entrevista após o evento, ao ser questionado por barreiras criada pela Comunidade Europeia ao frango brasileiro, disse que todas as providências foram tomadas, “criando um ambiente novo para representar as empresas, representar a volta aquele mercado”.

Em relação ao embrago russo à carne suína e bovina, comentou que aguarda solução para “qualquer momento”. Observou ter sido feito tudo o que caberia. “Estamos caminhando bem rapidamente nesse sentido (reabertura). Há 10 anos, a Rússia reclamava a abertura do mercado brasileiro de trigo, de peixes e de carne bovina. Nós fizemos todas as concessões. Inclusive já chegou ao mercado brasileiro trigo russo, já houve uma descarga, já chegaram peixes, só não chegou carne bovina. Então, nós cumprimos com tudo que tem sido solicitado”.

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“A Carne do Futuro” será tema de simpósio nas principais cidades de Mato Grosso

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Evento reunirá mais de 2 mil produtores, pesquisadores e especialistas em Cuiabá e Rondonópolis

Foto- Assessoria

Com o tema “A Carne do Futuro”, o 12º Simpósio Nutripura, um dos mais importantes encontros da pecuária brasileira, acontecerá entre os dias 19 e 21 de março de 2026, com um dia de campo no Centro de Pesquisa Nutripura (CPN), em Rondonópolis, e outros dois dias de palestras e painéis em Cuiabá, no Buffet Leila Malouf, espaço referência em eventos no estado.

O simpósio reunirá mais de 2 mil participantes, entre produtores, técnicos, pesquisadores e empresas do agronegócio, em uma programação voltada à inovação, sustentabilidade e tendências nos principais mercados globais da carne brasileira.
Entre os nomes confirmados estão José Luiz Tejon, referência em marketing agro e comportamento do consumidor, Alexandre Mendonça de Barros, economista e especialista em cenários agropecuários, além de Moacyr Corsi, Flávio Portela e Luiz Nussio, professores da Esalq/USP reconhecidos por suas contribuições em nutrição, manejo e produção animal.

O Dia de Campo abrirá a programação com demonstrações práticas de tecnologias aplicadas à nutrição, manejo e bem-estar animal. Já os painéis técnicos e debates em Cuiabá contarão com especialistas para discutir os avanços da pecuária brasileira em inovação, sustentabilidade e rastreabilidade. O encerramento contará com o tradicional churrasco oferecido pela Nutripura, momento de networking e celebração da cultura da carne.
As inscrições já estão disponíveis no site www.nutripura.com.br/simposio.

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Exportação de carne suína de Mato Grosso bate recorde histórico em 2024

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China, Vietnã e Angola são principais destinos da proteína suína produzida em MT

Foto- Assessoria

O bom ano da suinocultura mato-grossense refletiu também nas exportações da proteína suína. De acordo com dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) Mato Grosso bateu recorde histórico de exportação de carne suína em 2024, atingindo 1,306 mil toneladas exportadas. O número é 9% maior que o exportado em 2023, antigo recorde com 1,199 mil toneladas.
No cenário nacional o resultado de 2024 também foi positivo, a exportação brasileira de carne suína (considerando todos os produtos, entre in natura e processados) atingiu 1,352 milhão de toneladas, estabelecendo novo recorde para o setor. O número supera em 10% o total exportado em 2023 (com 1,229 milhão de toneladas), segundo levantamentos da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA).
Para o presidente da Associação dos Criadores de Suínos de Mato Grosso (Acrismat), Frederico Tannure Filho, a expectativa de 2025 é positiva para o setor, principalmente pelo histórico dos últimos quatro meses.
“A expectativa é que 2025 seja um bom ano, visto o recorde de exportações nos últimos meses de 2024. A Acrismat vai continuar realizando o trabalho de manutenção sanitárias que promovem a qualidade da nossa carne, para manter nossas exportações e abrir novos mercados para nossos produtos”, pontuou.
Os principais destinos da carne suína de Mato Grosso foram Hong Kong, Vietnã, Angola e Uruguai. Dos produtos exportados, 80% foram In Natura, 18% miúdos e apenas 2% industrializados.
Na última semana o governo do Peru, por meio do Serviço Nacional de Sanidade Agrária (Senasa), autorizou que nove novas plantas frigoríficas no Brasil exportem produtos para o país.
Desde janeiro de 2023, o país vizinho importa carne suína do estado do Acre. Agora, com as novas habilitações, unidades em Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Paraná e São Paulo também poderão vender.
“A abertura do mercado peruano é mais uma boa oportunidade para a suinocultura de Mato Grosso, e reflete que o ano de 2025 para a atividade será de grandes oportunidades”, afirmou Frederico.
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Dia do Agricultor (28/7): produção de grãos deverá atingir 330 milhões de toneladas na próxima década

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Ministério da Agricultura prevê crescimento de 27% no setor até 2031; soja, milho, algodão e trigo puxam a evolução do setor

Foto: Assessoria

Enquanto outros setores produtivos mostraram dificuldades para crescer durante a pandemia, o agronegócio brasileiro “puxou para cima” o PIB nacional em 2020 – e deve continuar o bom desempenho também na próxima década. Segundo o estudo Projeções do Agronegócio, Brasil 2020/21 a 2030/31, realizado pela Secretaria de Política Agrícola do Ministério da Agricultura, a produção de grãos no Brasil deverá atingir mais de 330 milhões de toneladas nos próximos dez anos, uma evolução de 27%, a uma taxa anual de 2,4%. Soja, milho, algodão e trigo deverão se manter como os grandes protagonistas no campo.

O levantamento concluiu ainda que o consumo do mercado interno, o crescimento das exportações e os ganhos de produtividade, aliados às novas tecnologias, deverão ser os principais fatores de expansão do agronegócio brasileiro, que representou, no ano passado, mais de 26% de todo o produto interno bruto do país.

Na contramão

O setor de farinha de trigo, por exemplo, foi fortemente impactado pelo aumento no consumo de pães e massas no mercado interno durante a pandemia, e teve um crescimento de 9% no faturamento do ano passado, segundo estudo da Abimapi (Associação Brasileira das Indústrias de Biscoitos, Massas Alimentícias e Pães & Bolos Industrializados).

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E a tendência seguiu assim no primeiro trimestre de 2021. A Herança Holandesa – linha de farinhas de trigo da Unium, marca institucional das indústrias das cooperativas paranaenses Frísia, Castrolanda e Capal – registrou no período, uma produção de 36,6 mil toneladas de farinha de trigo, e um faturamento que ultrapassou os R$ 67 milhões, números robustos para o setor no estado. “Os primeiros meses do ano foram muito positivos para o moinho da Unium. Nossa estimativa de produção para 2021 é de 140 mil toneladas, mesmo com um segundo semestre mais desafiador, com o preço do dólar influenciando no custo da matéria-prima”, explica o coordenador de negócios do moinho de trigo da Unium, Cleonir Ongaratto.

Dividida entre farinha e farelo de trigo, a produção da Unium não foi interrompida durante o período mais crítico do isolamento social, e a companhia conseguiu ainda investir R$ 756 mil em seus produtos em 2020. Ongaratto afirma que o principal objetivo foi garantir que todos os clientes fossem atendidos e que os supermercados estivessem abastecidos. “E a tendência é que continuemos dessa  forma. Temos um estudo para uma duplicação da moagem no moinho da Herança Holandesa, que deve ser aprovado pela diretoria da Unium ainda este ano, pois acreditamos que o setor continuará crescendo no futuro”, finaliza o coordenador.

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