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Política MT

Riva não nega participação de Emanuel Pinheiro em esquema de ‘mensalinho’

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Foto: Assessoria

O ex-presidente da Assembleia Legislativa, o ex-deputado José Riva, não negou que o prefeito Emanuel Pinheiro tenha participado do esquema de “mensalinho” na época em que era deputado estadual.  O esquema teria sido realizado na Assembleia Legislativa e vários deputados teriam recebido propina do Governo do Estado, ao longo de 20 anos em que Riva esteve como parlamentar.

Durante o depoimento que prestou à Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que investiga Emanuel Pinheiro, nesta quarta-feira (03.06), o ex-deputado Riva optou por se manter em silêncio e não responder as indagações da CPI, sob a alegação de que fazê-lo iria prejudicar o acordo de delação premiada que firmou junto ao Ministério Público do Estado (MPE).

“Não tenho outra opção senão me manter em silêncio. Gostaria de colaborar, pois são assuntos que já falei. Mas é unânime minha decisão de que minha fala neste momento não pode ser outra senão o silêncio, em função do acordo firmado. Se eventualmente surgir nova data, me coloco à disposição para em outro momento esclarecer esse assunto”, disse Riva.

Ainda segundo o ex-deputado, falar apenas a situação de Emanuel Pinheiro poderia conduzir a outros assuntos e prejudicar seu acordo de delação.  “Quando você abre o precedente para falar um assunto, você acaba falando e pode vir a atrapalhar. O grande medo que, quando firmamos a colaboração, é atrapalhar o trabalho da Justiça”, disse.

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“O  poder ele, às vezes, acontece o que aconteceu comigo, mas eu de fato me arrependi de todas as coisas que fiz, procurei me redimir. Falei apenas a verdade, ninguém vai carregar um peso maior do que deve. Terei prazer em colaborar”, reforçou Riva.

Para o presidente da CPI, vereador Marcelo Bussiki (DEM), apesar de Riva não ter respondido as perguntas feitas pela CPI, ele não negou que houve a participação de Emanuel Pinheiro nos esquemas de corrupção – o que poderia ser feito, se fosse verdade, sem que houvesse prejuízo para a delação firmada.

“O deputado quis usar o seu direito de ficar calado, que é constitucional, qualquer depoente poderia estar se utilizando e ele, como colaborador, usou a delação premiada de justificativa. Mas o  silêncio acabou falando algumas coisas. Se não tivesse fatos relacionados a Emanuel Pinheiro, ele falaria ali, pois isso não iria comprometer sua delação. Se ele se calou, é porque tem coisa envolvendo  Emanuel e isso ficou claro. Seu silencio disse tudo”, afirmou.

Em razão de Riva ter  justificado seu silêncio em eventual prejuízo a seu acordo de delação, mas ter se colocado diversas vezes à disposição da CPI, a comissão vai encaminhar ao Judiciário o pedido para que seja feito o compartilhamento da delação de Riva com a comissão, bem como solicitar que o ex-deputado seja autorizado a depor, sem prejuízo de seu acordo firmado.

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“Vamos encaminhar o pedido para o compartilhamento de sua delação, apenas ao trecho que eventualmente envolva Emanuel Pinheiro. Também vamos entrar com o pedido de autorização para ele falar. Pois ele está disponível para falar desde que tenha autorização da Justiça. Isso vai ser encaminhado. Mas o silencio de hoje já nos diz”, encerrou Bussiki

Outras oitivas – Apesar de Riva ter se mantido em silêncio, o ex-governador Silval Barbosa e seu ex-chefe de gabinete, Sílvio Corrêa, afirmaram em depoimento à CPI que Emanuel teria  recebido dinheiro de propina para apoiar os projetos do Executivo quando era deputado.

Emanuel, inclusive, foi gravado por Silvio Correa enchendo os bolsos do paletó de dinheiro, cujo vídeo foi entregue em um conjunto de provas no acordo de delação premiada firmado com a Procuradoria Geral da República (PGE).

Política MT

Mendes defende Pivetta e diz que escolhas ruins podem quebrar MT

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O ex-governador defendeu o colega do Republicanos como capacitado para garantir uma gestão com quatro anos de prosperidade

O governador Mauro Mendes Crédito – Cristiano Antonucci/Secom

O ex-governador Mauro Mendes (União), na terça-feira (07), afirmou nas redes sociais que escolhas ruins na eleição para Governo do Estado podem gerar “consequência desastrosas” como corrupção e incompetência para Mato Grosso. 

Além de apoio à reeleição do seu antigo vice e atual governador, Otaviano Pivetta (Republicanos), a publicação soou como recado aos demais pré-candidatos. Os principais rivais cotados são o senador Wellington Fagundes (PL), senador Jayme Campos (União), empresário Marcelo Maluf (PSDB), ex-prefeito José Carlos do Pátio (PV) e a médica Natasha Slhessarenko (PSD).

A duração que ficou: escolhas ruins trazem consequência desastrosas. Mato Grosso já viveu isso antes…Há um certo tempo, votamos em quem só trouxe corrupção. Em seguida, em quem quase quebrou o Estado por incompetência”, afirmou.

Mendes classificou Pivetta como capacitado para garantir quatro anos de prosperidade para o desenvolvimento de Mato Grosso. 

Em outubro deste ano, também teremos a oportunidade de fazer boas ou más escolhas Podemos escolher 4 anos de prosperidade ou 4 anos da fusão de corrupção e incompetência. Qual será a nossa decisão?”, questionou.

“O vexame da Seleção Brasileira foi só o resultado desastroso de uma série de escolhas ruins. Na política, os mato-grossenses já sofreram o efeito disso em épocas passadas, quando elegemos políticos que deram as costas para o povo. Qual decisão vamos tomar esse ano?”, concluiu.

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Jayme Campos critica apoio de Mauro a Pivetta e diz que convenção decidirá futuro do União Brasil

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O senador Jayme Campos, em discurso ao lado do Ex-governador Mauro Mendes Crédito – Mayke Toscano/Secom

O senador e pré-candidato ao Governo de Mato Grosso, Jayme Campos (União Brasil), afirmou que a convenção estadual do partido, marcada para 30 de julho, definirá se a sigla terá candidatura própria nas eleições de 2026. Durante entrevista nesta terça-feira (7), ele criticou o apoio antecipado do ex-governador Mauro Mendes ao governador Otaviano Pivetta, alegando que a decisão foi anunciada sem consulta às lideranças do União Brasil. Jayme disse que manterá sua pré-candidatura e defenderá que a definição seja tomada de forma democrática pelos convencionais do partido.

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PL intensifica articulação para 2026 e reúne principais lideranças em Rondonópolis

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Senador Wellington Fagundes

O Partido Liberal (PL) realiza na próxima segunda-feira (6), às 19h, uma reunião política em Rondonópolis que marcará mais uma etapa da articulação da legenda para as eleições de 2026 em Mato Grosso. O encontro acontece na Chácara Zaeli e deve reunir filiados, lideranças e apoiadores da região sul do Estado.

Entre os participantes confirmados estão o senador Wellington Fagundes, pré-candidato ao Governo do Estado; o deputado federal José Medeiros, que disputará uma vaga no Senado; o empresário Odílio Balbinotti, pré-candidato a primeiro suplente de Medeiros; o secretário estadual do PL Zé Márcio Guedes, pré-candidato a deputado estadual; e o deputado federal Rodrigo da Zaeli, que buscará a reeleição.

Além de fortalecer a organização do partido em Rondonópolis, a reunião será utilizada para alinhar estratégias eleitorais, mobilizar a militância e ampliar o diálogo com as lideranças locais. O encontro também deve abordar o cenário político estadual e nacional, consolidando o início da pré-campanha do PL em Mato Grosso.

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