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Quem é Jair Bolsonaro e quais suas propostas para governar

O candidato Jair Bolsonaro (PSL) alcançou pouco mais de 46,8% dos votos válidos neste domingo (7) e vai disputar o segundo turno para a Presidência da República com o ex-prefeito de São Paulo, Fernando Haddad (PT) que obteve a preferência de 28% dos eleitores brasileiros.
Nascido em 21 de março de 1955, na cidade de Glicério (SP), no interior de São Paulo, Bolsonaro construiu toda sua carreira política no Rio de Janeiro (RJ). Ele serviu ao exército brasileiro de 1977 a 1988 quando se aposentou como capitão para assumir o cargo de vereador pela capital fluminense, eleito, na época, pelo Partido Democrata Cristão (PDC).
Dois anos depois, nas eleições de 1990, o ex-militar elegeu-se deputado federal pelo mesmo partido e desde então não saiu mais da Câmara dos Deputados, sendo eleito em mais quatro eleições consecutivas. Bolsonaro, portanto, tem 30 anos de vida pública, mas sempre ocupou cargos no legislativo, sendo as eleições 2018
a sua primeira para um cargo executivo.
Conheça as principais propostas de Jair Bolsonaro

Numa campanha mais curta e mais barata, Bolsonaro recebeu o apoio de apenas mais um partido, o PRB de seu vice, o general Hamilton Mourão. Assim, o candidato do PSL teve apenas sete segundos de tempo na propaganada eleitoral gratuita nas cadeias de rádio e de televisão. O pouco tempo, porém, não foi problema para o candidato já que sua campanha focou em estratégias de comunicação pela internet.
No momento mais delicado, porém, Jair Bolsonaro (PSL) sofreu um atentado à faca durante uma caminhada “corpo a corpo” em Juiz de Fora (MG). Ele precisou ser socorrido às pressas e encaminhado à Santa Casa de Misericórdia de Juiz de Fora onde passou por uma cirurgia para reparar os danos da facada que atingiu seu abdômen e perfurou uma artéria e o intestino.
Em recuperação, Bolsonaro foi obrigado a cancelar sua agenda desde 6 de setembro, data do atentado, e não participou mais de eventos públicos, com exceção de entrevistas gravadas que concedeu ainda do hospital e na sua casa. Ainda assim, a cobertura de sua recuperação seguiu dando grande visibilidade para a campanha do ex-capitão do exército que continuou crescendo nas pesquisas.
Ainda assim, na véspera, as pesquisas de intenção de voto dos principais institutos, Ibope e Datafolha, não mostravam o candidato com mais de 40% dos votos válidos. O candidato, portanto, contou com um crescimento bem acima da margem de erro nas urnas para alcançar os 46% dos votos válidos.
A partir da posse em 1º de janeiro, Bolsonaro deverá enfrentar muitos problemas no novo mandato. Além de assumir um País megulhado numa crise econômica, existem cerca de 12 milhões de desempregados e as contas do governo estimam um déficit público bilionário para o ano que vem que paralisa a capacidade de investimento do governo federal.
Já no primeiro ano, o futuro presidente terá que definir a nova política de reajuste do salário mínimo, o trâmite de um possível projeto de lei para fazer a Reforma da Previdência e a renovação ou não da intervenção militar na segurança pública do estado do Rio de Janeiro.
Com problemas no desempenho educacional em várias unidades da federação, crise de refugiados no estado de Roraima e falta de recursos para a área da saúde, o novo presidente Jair Bolsonaro
(PSL) deverá utilizar a popularidade do candidato eleito ainda no primeiro turno para aprovar os projetos que possam fazer o País retomar o caminho do desenvolvimento.
Durante a campanha, suas principais propostas foram para a área de segurança pública. O capitão reformado do Exército defendeu liberar o porte de armas para que a população pudesse se defender e também é autor de projetos de lei, não aprovados na Câmara, como o da castração química para estupradores. Ainda na área, Bolsonaro defendeu o chamado “excludente de licitude” para que policiais militares que matarem em conflito não possam ser punidos pela corporação e pela justiça.
Na área econômica, Bolsonaro anunciou Paulo Guedes como o ministro do superministério da Economia que reuniria pastas como a da Fazenda e do Desenvolvimento Nacional. Guedes defende a privatização de todas as empresas estatais como forma de resolver o problema do déficit das contas públicas do governo federal, mas já foi barrado por Bolsonaro que defendeu a não-privatização intergral da Petrobras, do Banco do Brasil e da Caixa Econômica Federal, as três principais empresas pública do País.
Bolsonaro também defendeu a redução de impostos e, por isso mesmo, entrou em conflito com Paulo Guedes na reta final já que o economista defendeu uma alíquota única de 20% do imposto de renda para todas as faixas salariais e a criação de uma espécie de nova CPMF, um imposto sobre movimentações financeiras.
Na área da educação, o atual deputado federal é a favor do projeto Escola Sem Partido e critica duramente o chamado “kit gay” contra a ideologia de gênero nas escolas. Além disso, o capitão reformado defende a criação de uma escola militar em cada unidade da federação. Já na área da saúde, o candidato propôs “fortalecer” o SUS, mas afirmou que não faltam recursos.
Propagando o combate à corrupção, Jair Bolsonaro fez uma campanha com o mote de “Brasil acima de tudo e Deus acima de todos”.
Nacional
Futebol expõe a misoginia que o brasileiro sabe que existe, mas tolera
70% dos brasileiros concordam que narradoras incomodam parte do público por causa de machismo, e 14% assumem que confiam mais em análises feitas por homens
Plataforma “Red é de Sangue” se une à Hibou Pesquisas e Insights para compartilhar novos dados de comportamento dos brasileiros
O futebol é o espelho mais honesto do Brasil. E o que ele reflete, neste momento de campeonato mundial, é um país que já não sustenta o preconceito escancarado, mas ainda carrega muito machismo nas entrelinhas.

Para documentar esse fenômeno e ampliar o alcance de sua atuação, a plataforma “Red é de Sangue” – iniciativa educacional anti-misoginia do braço ESG da agência Fresh PR, que tem o apoio da HeForShe (movimento global da ONU Mulheres que engaja homens e meninos como aliados ativos na luta pela igualdade de gênero), e do Sindilegis (Sindicato dos Servidores do Poder Legislativo Federal e do Tribunal de Contas da União) – divulga uma nova pesquisa, realizada pela Hibou Pesquisas e Insights com 1.120 brasileiros, que mapeia como a misoginia se manifesta durante e depois dos 90 minutos de jogo.
Os dados chegam em boa hora: o campeonato que reúne seleções do mundo todo é um dos maiores eventos de mobilização coletiva do planeta. E é justamente quando o país está mais mobilizado que certas contradições ficam mais visíveis.
O apito feminino pesa mais
90% dos brasileiros reconhecem que árbitras mulheres sofrem mais pressão e desrespeito do que árbitros homens. Ao mesmo tempo, 85% consideram totalmente inaceitável que um jogador conteste uma árbitra com o argumento de que “futebol é coisa de homem”. O Brasil, em tese, já superou esse bordão. Na prática, ainda não superou o que ele representa.
A contradição se aprofunda quando o recorte é por gênero: entre os homens, apenas 22% concordam totalmente que árbitras sofrem pressão extra, menos da metade da média geral. E 77% deles consideram inaceitável a ofensa verbal, contra 85% no geral. O discurso evoluiu, mas o comportamento, nem tanto.
A voz da mulher ainda incomoda
70% dos brasileiros admitem que narradoras esportivas incomodam parte do público, e apontam o machismo como causa. Mas, quando a pergunta vira espelho, o desconforto aparece: 14% assumem que confiam mais em análises esportivas feitas por homens do que por mulheres. Entre os homens, esse número sobe para 25%. Também são 30% os homens que não acreditam que mulheres entendem de futebol tanto quanto os homens.
Enquanto isso, 79% reconhecem que o conhecimento de futebol das mulheres é questionado com mais frequência do que o dos homens. E 58% dos brasileiros concordam que a mulher ainda precisa “provar” que entende do jogo para ser levada a sério como torcedora.
Os números revelam uma intenção de conscientização, mas na prática ainda se vê atitudes machistas.
Futebol e violência: quase ninguém se surpreende
O dado mais revelador da pesquisa não é sobre futebol, mas sobre o que acontece ao redor dele. Quando questionados se sabiam que estudos apontam aumento de violência contra a mulher em dias de jogo, apenas 19% dos brasileiros disseram que ficaram surpresos. Os outros 81% já contavam com isso, ou já sabiam, este é o tamanho da normalização da violência contra a mulher no cenário do futebol, potencializada pelo consumo de álcool e bets.
A nova pesquisa sobre futebol do “Red é de Sangue” e da Hibou, mostra que o machismo não vive apenas nos fóruns obscuros da internet, mas também nas arquibancadas, nas transmissões e nos comentários cotidianos de um país que ama o futebol.
“Red é de Sangue”: da consciência à ação
Esse é o ponto central que a plataforma “Red é de Sangue” quer transformar em ação: a consciência existe. O que falta é movimento.
Lançada para combater a influência misógina nas redes sociais e suas consequências sociais, a plataforma redsangue.com.br reúne conteúdos educativos baseados em pesquisas acadêmicas, tutorial para denúncia de ódio online, abaixo-assinado por legislação contra a misoginia, e acesso a grupos para homens e mulheres, como o MuRA (Mulheres em Relações Abusivas), o Homem Autêntico e o Grupo MEMOH.
“Os números retratam um preconceito que se reorganizou para sobreviver. Enquanto o machismo for socialmente reprovável, mas individualmente tolerado, a mulher vai seguir tendo que provar o óbvio dentro de um esporte que também é dela.”, diz Ligia Mello, CSO da Hibou.
“Construímos um espaço confiável e seguro para concentrar conhecimento e ações possíveis no combate à misoginia. A Copa do Mundo é um momento em que o Brasil inteiro está olhando para o futebol e essa pesquisa mostra que é hora de olhar também para o que acontece ao redor dele.”, diz Ana Beatriz Schauff, CEO da Fresh PR e idealizadora da iniciativa.
Sobre a pesquisa
Realizada pela Hibou Pesquisas e Insights com exclusividade para a plataforma “Red é de Sangue”, em painel digital com 1.120 respondentes maiores de 18 anos, de todas as classes sociais e regiões do Brasil, entre 10 e 16 de junho de 2026. Margem de erro de 2,9%.
Para acessar a pesquisa completa basta entrar no site: www.redsangue.com.br
Sobre o “Red é de Sangue”
Plataforma online desenvolvida pela agência Fresh PR para combater a misoginia nas redes sociais e a influência “Red Pill”, por meio de educação e convite à ação e à reflexão com caminhos claros, ao alcance de um clique. www.redsangue.com.br
Apoiadores
A iniciativa “Red é de Sangue” tem o apoio institucional de HeForShe (movimento global da ONU Mulheres que engaja homens e meninos como aliados ativos na luta pela igualdade de gênero), Sindilegis (Sindicato dos Servidores do Poder Legislativo Federal e do Tribunal de Contas da União);Hibou Pesquisas e Insights; Grupo MEMOH e Thaís Ferreira (Vereadora e autora da lei do Dia do Combate à cultura incel); entre outros.
A redação da plataforma é baseada em leitura de acadêmicos da área de estudos da violência de gênero, misoginia e masculinidade como Luciano Ramos, consultor de Masculinidades e Paternidades e embaixador da campanha “Homens Positivamente” da UNESCO; Dra. Isabel Bernardes (PUC-SP); Prof. Dr. Edson Defendi; o sociólogo e criador de conteúdo Sandro Justo; Dr. Filipe e da Psicóloga e educadora Ana Luiza Telles.
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Banco Central melhora previsão de crescimento do Brasil para 2% em 2026, mas vê risco maior de inflação
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Ataque a tiros durante transmissão ao vivo deixa assessor morto e vereador ferido

Foto: Reprodução/Redes Sociais
O vereador Cabo Deyvison (PL), de Mossoró (RN), foi alvo de um atentado a tiros na noite de segunda-feira (15) enquanto realizava uma transmissão ao vivo em frente à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do bairro Alto de São Manoel. Durante o ataque, seu assessor, Diego de Oliveira Morais, foi atingido na cabeça e morreu após ser socorrido.
Segundo informações preliminares, criminosos que estavam em um veículo passaram pelo local e efetuaram diversos disparos contra o parlamentar e sua equipe. A ação ocorreu enquanto a transmissão era exibida pelas redes sociais.
Em nota publicada nas redes sociais, a governadora do Rio Grande do Norte, Fátima Bezerra, afirmou ter determinado empenho total das forças de segurança para investigar o caso. Ela também manifestou solidariedade ao vereador e aos familiares da vítima.
Diego de Oliveira Morais operava a transmissão no momento do atentado. Após ser baleado, recebeu atendimento médico de emergência, mas não resistiu aos ferimentos.
O vereador foi atingido nas pernas, recebeu os primeiros socorros ainda no local e foi encaminhado ao Hospital Regional Tarcísio Maia (HRTM), onde permanece internado. Até a última atualização, não havia informações detalhadas sobre seu estado de saúde.
A Polícia Civil do Rio Grande do Norte investiga as circunstâncias e a motivação do atentado. Equipes das polícias Civil e Militar realizam diligências para identificar e localizar os autores dos disparos. Até o momento, ninguém foi preso.
O caso causou grande repercussão em Mossoró e em todo o estado, especialmente pelo fato de o ataque ter ocorrido durante uma transmissão ao vivo nas redes sociais.
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