Política MT
“Cadê o depósito de R$ 4,2 mi anunciado pela Prefeitura de Rondonópolis à Santa Casa?”, questiona Deputado Claudinei

Deputado Claudinei protocolou ofícios com as gestões estadual e de Rondonópolis para regularizar a situação do hospital com urgência- Foto: Assessoria
A gestão municipal anunciou que faria o depósito do valor de cerca de R$ 4,2 milhões nesta sexta-feira e, até o momento, não foi realizado
Após o anúncio da Prefeitura de Rondonópolis em realizar o repasse financeiro de aproximadamente R$ 4,2 milhões dos serviços prestados pela Santa Casa de Misericórdia, nesta sexta-feira (5), a superintendente da instituição filantrópica, Bianca Franco, informou ao deputado estadual Delegado Claudinei (PSL), que não foi efetivado o depósito do referido valor, conforme acordado com a gestão municipal.
De acordo com Bianca, a instituição entrou em consenso administrativo com a prefeitura para que fosse feito o devido repasse financeiro, na última quinta-feira (4). “Hoje, nós temos R$ 1 milhão de compras em aberto, aguardando o pagamento da prefeitura para poder abastecer o hospital. Essas compras se forem pagas e autorizadas hoje, elas chegam aqui, só daqui 15 dias. Então, precisávamos autorizar essas compras agora pela manhã. Eu tinha combinado, era para ter saído nesta manhã com eles, por esses motivos”, explica a superintendente.
Ela acrescenta que também é preciso fazer o pagamento dos colaboradores. “Além de R$ 1 milhão de compras em atraso, temos que pagar R$ 1,6 milhão de funcionários e os médicos que temos que pagar hoje. Este valor tinha que ter sido depositado até o meio-dia. Só caiu o valor de R$ 260 mil dos R$ 4,2 milhões”, indigna Bianca.
Ao ser posicionado pela situação, Claudinei reconhece que há muitos anos, a Santa Casa sofre com os atrasos nos repasses dos pagamentos. “Todo ano está com saldo negativo e precisa fazer empréstimos no banco para que não recaia na população que necessita de atendimento. Sem contar que a instituição atende 19 municípios das regiões sul e sudeste de Mato Grosso. Não é só Rondonópolis”, frisa o parlamentar.
O deputado acrescenta que não entende o motivo da gestão municipal ficar retendo os valores para Santa Casa. “Cadê o depósito de R$ 4,2 milhões anunciado pela Prefeitura de Rondonópolis à Santa Casa? Não teve nenhum adiantamento até o momento. Já foi conferido e auditado toda a documentação, então já era para ter sido liberado o recurso há muito tempo. Isso não é adiantamento e, sim, atraso”, ressalva Claudinei.
Protocolo – Nesta terça-feira (2), com o avanço da pandemia de Covid-19 e quase 90% de ocupação dos leitos da Unidade de Terapia Intensiva (UTI), o deputado Claudinei encaminhou e protocolou ofícios para o secretário de Saúde de Mato Grosso (SES), Gilberto Figueiredo, e ao prefeito municipal, José Carlos do Pátio (SD), em caráter de urgência, para a regularização dos pagamentos em atrasos para a Santa Casa de Rondonópolis que equivale a R$ 5 milhões de reais.
Entidade – A Santa Casa Rondonópolis oferece serviços de atendimento adulto e infantil e realiza diversos tipos de cirurgias e de diagnóstico (raio-x, tomografia e ultrassonografia). Vale ressaltar que na região sul de Mato Grosso, dos 49 leitos de UTI Covid-19 contratualizados com o governo estadual, 20 leitos pertencem a essa instituição filantrópica.

Ofício do deputado enviado à Prefeitura de Rondonópolis
Política MT
Ex-governador Mauro Mendes rebate senador Wellington Fagundes sobre obras da MT-170

Ex-governador Mauro Mendes
O ex-governador Mauro Mendes voltou a criticar o senador Wellington Fagundes em meio às discussões sobre as obras da MT-170, antiga BR-174, no estado de Mato Grosso.
Em declarações recentes, Mauro rebateu as críticas feitas pelo senador sobre a qualidade das obras executadas na rodovia e afirmou que a estrada permaneceu abandonada durante anos sob responsabilidade do Governo Federal. Segundo ele, a estadualização da via ocorreu justamente para garantir a retomada das obras e melhorar a trafegabilidade da região.
Mauro Mendes também acusou Wellington Fagundes de “faltar com a verdade” ao questionar o andamento dos serviços e destacou que, antes da intervenção do Estado, motoristas enfrentavam sérios problemas estruturais na rodovia, incluindo longos períodos de atoleiros e dificuldades de deslocamento.
O embate ganhou força após Wellington cobrar investigações sobre possíveis falhas na execução das obras e defender acompanhamento do Tribunal de Contas do Estado (TCE-MT) nos contratos relacionados à MT-170.
A discussão entre os dois líderes políticos amplia o clima de disputa política em Mato Grosso, principalmente diante das articulações visando as eleições de 2026.
Veja Vídeo:
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Cláudio Ferreira elogia deputado Nininho durante anúncio de recursos para a Santa Casa de Rondonópolis
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“RGA é direito” será o tema do Grande Ato dos servidores no dia 25 de maio

Servidores estaduais e municipais de vários locais do estado estarão em Cuiabá para participar na próxima segunda-feira(25) do Grande Ato do Movimento Sindical Unificado pelas ruas do Centro Político Administrativo, rumo ao Palácio Paiaguás, a partir das 14h.
O ato que tem como tema “RGA é direito. E direito se conquista com luta, mobilização e unidade!” quer chamar a atenção do governo para abrir mesa de negociação e ouvir as reivindicações dos servidores e debater alternativas para se resolver o caso dos consignados, as cobranças previdenciárias sobre aposentados e pensionistas e também o plano de cargos e salários de cada categoria. “São reivindicações históricas que geram insatisfação dos servidores de forma geral no estado. O governo não pode fingir que nada está acontecendo. São mais de 250 mil famílias impactadas mensalmente pela defasagem salarial provocada pelo não pagamento integral da Revisão Geral Anual (RGA)”, diz a presidente da Federação Sindical dos Servidores Públicos de Mato Grosso(FEESP-MT) Carmem Machado.
O Movimento Sindical Unificado também cobra uma mudança de postura do governador, Otaviano Pivetta em relação à adotada na gestão do governador Mauro Mendes em relação aos consignados. Os servidores relatam dificuldades financeiras provocadas por descontos elevados em folha, juros acumulados e falta de mecanismos de proteção aos trabalhadores endividados. Soma-se a isso a cobrança previdenciária sobre aposentados e pensionistas, tema que continua gerando forte indignação entre categorias do funcionalismo.
“Precisamos de uma resposta do governo. Abrir a mesa de negociações”, argumenta Carmem.
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