Política MT
Empresas de telemarketing poderão pagar multa por ligações não autorizadas
Empresas de telemarketing que atuam em Mato Grosso poderão pagar multa por ligações não autorizadas em valores atuais que variam entre R$ 6.888 na primeira vez, a até R$ 13.776, em caso de reincidência. A regulamentação desta lei poderá ser efetuada ainda este ano. É que tramita na Assembleia Legislativa projeto de lei que cria o cadastro “Não Perturbe” com objetivo de impedir que as empresas de telemarketing, ou estabelecimentos que se utilizem deste serviço, efetuem ligações telefônicas não autorizadas para os usuários nele inscritos.
De acordo com a matéria, a partir do trigésimo dia do ingresso do usuário no cadastro, as empresas que prestam esses serviços não poderão efetuar ligações telefônicas destinadas às pessoas inscritas. Podem ser inscritos no cadastro os telefones fixos, móveis e aplicativos de troca de mensagem utilizados em aparelhos do tipo “smartphone”. O usuário poderá retirar seu nome do cadastro a qualquer momento.
Já para a empresa, o projeto prevê penalidades, em caso de descumprimento da lei, que implicarão em multa de até 50 Unidades Padrão Fiscal de Mato Grosso (UPF) na primeira vez, e de até 100 UPF, em caso de reincidência. De acordo com a Portaria n.º 148/2018 – Sefaz/MT o valor da Unidade Padrão Fiscal (UPF/MT) para o mês de outubro de 2018 é R$ 137,76 (cento e trinta e sete reais e setenta e seis centavos), ou seja, em valores atuais a multa varia de R$ 6.888 a até R$ 13.776, quando da reincidência.
Ao justificar o projeto, o autor da proposta, deputado estadual Guilherme Maluf (PSDB), lembrou que a grande reclamação dos consumidores é que as empresas invadem sua privacidade e causam incômodo ao ligar para tratar de ofertas telefônicas, aquisição de produtos ou serviços, sem solicitação prévia. “A prática leva muita gente a se sentir desrespeitada. Sabemos da importância da comunicação de marketing para fins de difusão de informação sobre bens colocados à disposição no mercado de consumo, no entanto, a abordagem insistente, de forma inadequada e contra vontade expressa do consumidor deve ser considerada abusiva e, por isso, merece tratamento direcionado na nossa legislação para coibir tal prática”, defende.
A proposta é inspirada em ação semelhante implementada, com sucesso, nos Estados Unidos há alguns anos, denominada “Do Not Call”. No Brasil a lei existe em vários estados nos quais o cadastro é criado sempre por lei ordinária de iniciativa parlamentar. Entre os estados que dispõe dessa regulamentação estão São Paulo, Rio Grande do Sul e Paraná.
Segundo a Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações), o Regulamento Geral de Direitos do Consumidor de Serviços de Telecomunicações (RGC) estabelece limites para a propaganda feita por meio de SMS e mensagens gravadas de voz. De acordo com o regulamento, as empresas de telecomunicações não podem enviar mensagens publicitárias a telefones celulares sem a autorização prévia do titular da linha.
Em 2012, a Anatel obrigou as operadoras a enviarem SMS aos clientes com a opção de cancelarem o recebimento dessas mensagens. Quem não fez o cancelamento daquela vez ainda pode solicitá-lo enviando a palavra “Sair”, por torpedo, à operadora. No caso de ligações, a própria agência indica a possibilidade de uma legislação estadual.
Em Mato Grosso está em vigor a Lei Ordinária Estadual nº 8.890, de 10 de junho de 2008, de autoria do deputado José Domingos Fraga, que dispõe sobre a Proibição da Operação de Serviço de Telemarketing fora do horário comercial. A meta agora é que se estenda essa proibição à qualquer horário.
Política MT
Ex-governador Mauro Mendes rebate senador Wellington Fagundes sobre obras da MT-170

Ex-governador Mauro Mendes
O ex-governador Mauro Mendes voltou a criticar o senador Wellington Fagundes em meio às discussões sobre as obras da MT-170, antiga BR-174, no estado de Mato Grosso.
Em declarações recentes, Mauro rebateu as críticas feitas pelo senador sobre a qualidade das obras executadas na rodovia e afirmou que a estrada permaneceu abandonada durante anos sob responsabilidade do Governo Federal. Segundo ele, a estadualização da via ocorreu justamente para garantir a retomada das obras e melhorar a trafegabilidade da região.
Mauro Mendes também acusou Wellington Fagundes de “faltar com a verdade” ao questionar o andamento dos serviços e destacou que, antes da intervenção do Estado, motoristas enfrentavam sérios problemas estruturais na rodovia, incluindo longos períodos de atoleiros e dificuldades de deslocamento.
O embate ganhou força após Wellington cobrar investigações sobre possíveis falhas na execução das obras e defender acompanhamento do Tribunal de Contas do Estado (TCE-MT) nos contratos relacionados à MT-170.
A discussão entre os dois líderes políticos amplia o clima de disputa política em Mato Grosso, principalmente diante das articulações visando as eleições de 2026.
Veja Vídeo:
Política MT
Cláudio Ferreira elogia deputado Nininho durante anúncio de recursos para a Santa Casa de Rondonópolis
Política MT
“RGA é direito” será o tema do Grande Ato dos servidores no dia 25 de maio

Servidores estaduais e municipais de vários locais do estado estarão em Cuiabá para participar na próxima segunda-feira(25) do Grande Ato do Movimento Sindical Unificado pelas ruas do Centro Político Administrativo, rumo ao Palácio Paiaguás, a partir das 14h.
O ato que tem como tema “RGA é direito. E direito se conquista com luta, mobilização e unidade!” quer chamar a atenção do governo para abrir mesa de negociação e ouvir as reivindicações dos servidores e debater alternativas para se resolver o caso dos consignados, as cobranças previdenciárias sobre aposentados e pensionistas e também o plano de cargos e salários de cada categoria. “São reivindicações históricas que geram insatisfação dos servidores de forma geral no estado. O governo não pode fingir que nada está acontecendo. São mais de 250 mil famílias impactadas mensalmente pela defasagem salarial provocada pelo não pagamento integral da Revisão Geral Anual (RGA)”, diz a presidente da Federação Sindical dos Servidores Públicos de Mato Grosso(FEESP-MT) Carmem Machado.
O Movimento Sindical Unificado também cobra uma mudança de postura do governador, Otaviano Pivetta em relação à adotada na gestão do governador Mauro Mendes em relação aos consignados. Os servidores relatam dificuldades financeiras provocadas por descontos elevados em folha, juros acumulados e falta de mecanismos de proteção aos trabalhadores endividados. Soma-se a isso a cobrança previdenciária sobre aposentados e pensionistas, tema que continua gerando forte indignação entre categorias do funcionalismo.
“Precisamos de uma resposta do governo. Abrir a mesa de negociações”, argumenta Carmem.
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