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Saúde

Outono: doenças respiratórias sazonais ou Covid-19?

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O início do outono marca também o início da temporada de doenças respiratórias. A chegada da estação, com baixa umidade relativa do ar e oscilações de temperatura, faz com que os poluentes na atmosfera aumentem, elevando também o risco de doenças como gripe, resfriados, asma, sinusite, bronquite e pneumonia. Segundo o Hospital do Coração de São Paulo (HCor), o aumento nesse tipo de atendimento chega a 40% nessa época do ano. Em tempos de pandemia de Covid-19, doença que ataca principalmente o sistema respiratório, é preciso estar atento a esses sintomas e saber diferenciar a Covid-19 e doenças sazonais.

Covid-19 e outono: fatores de risco

“O outono de 2021 começa em um dos momentos mais críticos da pandemia do coronavírus e a população precisa tomar alguns cuidados para evitar a contração da Covid-19 e doenças sazonais que podem ser confundidas com ela”, explica o coordenador do curso de Enfermagem da Unic, Hozanah Nunes Sousa. De acordo com o professor, as temperaturas mais baixas fazem com que as pessoas mantenham as janelas das casas, veículos e transporte coletivo fechadas, aumentando o risco de contaminação pelo coronavírus. A variação de temperatura e as mudanças nos índices de umidade e poluição do ar também modificam a maneira como o nosso corpo se comporta. “Em temperaturas baixas, os vasos sanguíneos do nariz ficam contraídos e isso dificulta a limpeza das vias respiratórias pelo batimento ciliar, aumentando a chance de o vírus e outros organismos que podem causar diversas doenças entrarem pelo nariz”, continua.

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Como se prevenir?

“A melhor maneira de prevenir doenças respiratórias é evitar locais com muita fumaça e poeira, se hidratar, fazer a higienização correta das mãos e manter os ambientes sempre arejados, apesar das temperaturas baixas. Alimentação saudável e exercícios físicos também são essenciais para aumentar a imunidade e prevenir a entrada de organismos causadores de doenças respiratórias”, finaliza o professor da Unic.

UNIC

Fundada em 1988, a Unic foi a primeira instituição privada de ensino superior no Mato Grosso e é uma das universidades mais conhecidas e tradicionais da região, tendo formado milhares de alunos nos cursos presencias e a distância. Com unidades em várias cidades do estado e representatividade em diversos campos de atuação, a instituição oferece cursos de extensão, graduação, pós-graduação lato sensu, além de programas de mestrado e doutorado. De portas abertas para a comunidade, a instituição presta inúmeros serviços gratuitos à população por meio das Clínicas-Escola na área de Saúde e Núcleos de Práticas Jurídicas, locais em que os acadêmicos desenvolvem os estudos práticos. Focada na excelência da integração entre ensino, pesquisa e extensão, a Unic oferece formação de qualidade e tem em seu DNA a preocupação em compartilhar o conhecimento com a sociedade também por meio de projetos e ações sociais. Em 2010, a Unic passou a integrar a Kroton. Para mais informações, acesse: http://www.unic.br.

Sobre a Kroton

A Kroton, que faz parte da holding Cogna Educação, uma companhia brasileira e uma das principais organizações educacionais do mundo, atende ao mercado B2C do Ensino Superior, levando educação de qualidade em larga escala. Presente em mais de 1.200 municípios em todo Brasil, a companhia conta com 126 unidades próprias, 1.673 polos de ensino a distância e mais de 817 mil estudantes, sob as marcas Anhanguera, Fama, Pitágoras, Unic, Uniderp, Unime e Unopar. Transformar a vida das pessoas por meio da educação, formando cidadãos e preparando profissionais para o mercado, é a missão da instituição, que trabalha para continuar concretizando sonhos em todos os cantos do país. Para mais informações acesse: http://www.kroton.com.br

Saúde

Julho Laranja: 6 dicas para proteger a saúde bucal das crianças desde os primeiros anos de vida

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Campanha de conscientização reforça que acompanhamento odontológico na infância é decisivo para prevenir alterações no desenvolvimento da arcada dentária e promover mais qualidade de vida às crianças

Julho é o mês dedicado à conscientização sobre a saúde bucal infantil. A campanha Julho Laranja chama a atenção para a importância do diagnóstico precoce de alterações no desenvolvimento da arcada dentária, e incentiva pais e responsáveis a incluírem a avaliação odontológica na rotina de cuidados com as crianças. O objetivo é prevenir problemas que, quando identificados nos primeiros anos de vida, podem ser tratados de forma mais simples e confortável, com intervenções menos complexas.

De acordo com o dentista especialista em Ortodontia da ClearCorrect, Dr. Roberto Shimizu, ao contrário do que muitos imaginam, a ortodontia não começa apenas quando os dentes permanentes nascem ou quando surge a necessidade de colocar aparelho, seja o fixo convencional ou o alinhador transparente. A avaliação precoce permite identificar alterações na mordida, no crescimento dos ossos da face, hábitos como chupar o dedo ou usar chupeta por tempo prolongado e dificuldades respiratórias que podem comprometer o desenvolvimento infantil.

Muitos tratamentos podem ser simplificados quando o acompanhamento é iniciado precocemente. “Quanto mais cedo identificamos alterações no desenvolvimento da criança, maiores são as chances de intervir de forma preventiva, evitando problemas mais complexos na adolescência e na vida adulta”, explica o especialista. Em muitos casos, a intervenção precoce também reduz a necessidade de tratamentos mais complexos no futuro, como extrações dentárias e outros procedimentos mais invasivos.

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A recomendação é que as crianças passem por avaliações odontológicas regulares e, entre os 6 e 12 anos, realizem acompanhamento ortodôntico anual. Nessa fase, é possível acompanhar o crescimento ósseo e a troca dos dentes de leite pelos permanentes. A campanha Julho Laranja reforça a importância da prevenção e do diagnóstico precoce durante esse período do desenvolvimento infantil.

Além da saúde bucal, o diagnóstico precoce também pode contribuir para a qualidade do sono, da mastigação, da fala, da respiração e até da autoestima da criança. Atualmente, a Ortodontia dispõe de diferentes recursos terapêuticos, como os alinhadores transparentes, que podem ser indicados para casos específicos em crianças e adolescentes, sempre mediante avaliação profissional. Por serem removíveis, eles facilitam a higiene bucal, podem proporcionar maior conforto durante o tratamento e permitem que a criança mantenha sua rotina com menos restrições. Além disso, o planejamento digital e o escaneamento intraoral tornam o acompanhamento mais preciso e personalizado.

Seis cuidados para manter o sorriso infantil saudável

Durante o Julho Laranja, algumas orientações simples ganham destaque:

  • Realizar consultas odontológicas periódicas desde o primeiro ano de vida.
  • Observar alterações na mordida, no alinhamento dos dentes e no crescimento da face.
  • Incentivar hábitos adequados de higiene bucal, com escovação supervisionada e uso do fio dental.
  • Evitar hábitos prejudiciais, como chupar o dedo ou usar chupeta.
  • Manter uma alimentação equilibrada, evitando o consumo excessivo de açúcar.
  • Procurar avaliação ortodôntica durante a fase de crescimento, mesmo sem sinais aparentes de problemas.
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Para Shimizu, a principal mensagem da campanha é que os cuidados com a saúde bucal devem começar cedo. “O Julho Laranja reforça que a prevenção é o melhor caminho para garantir um desenvolvimento saudável da criança. Um diagnóstico precoce permite intervenções mais simples, contribui para funções importantes, como mastigação, respiração e fala, e pode evitar tratamentos mais complexos no futuro. Cuidar do sorriso desde a infância é investir na saúde e na qualidade de vida ao longo de toda a vida”, conclui.

Sobre a ClearCorrect

A ClearCorrect é uma das principais marcas de alinhadores transparentes para tratamentos ortodônticos do mundo. A integrante do grupo suíço Straumann está presente no Brasil desde 2018, se consolidando no primeiro mercado fora dos Estados Unidos, com produção concentrada em fábrica própria em Curitiba (PR). O sistema da ClearCorrect promove a movimentação dentária por meio de pressões exercidas em determinadas regiões da arcada, resultando na remodelação óssea, além de levar à correção da má-oclusão com a elaboração de um planejamento ortodôntico virtual. Mais informações em www.clearcorrect.com.br.

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Saúde

Menopausa sem fogachos?

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Ondas de calor repentinas, suor noturno e aquela sensação intensa de calor que surge sem aviso. Os chamados fogachos estão entre os sintomas mais comuns da menopausa e podem comprometer o sono, o humor, a concentração e a qualidade de vida.

A terapia hormonal da menopausa permanece como o tratamento mais eficaz para os sintomas vasomotores e é considerada a primeira opção terapêutica para mulheres elegíveis, após uma avaliação individualizada dos riscos e benefícios.

Mas a medicina acaba de ganhar uma importante novidade: o Veoza® (fezolinetanto), um tratamento não hormonal desenvolvido especificamente para aliviar os fogachos.

A explicação para esse sintoma é mais interessante do que muitas pessoas imaginam. Com a queda do estrogênio, os mecanismos cerebrais responsáveis pelo controle da temperatura tornam-se mais sensíveis a pequenas variações térmicas. Como resultado, o organismo desencadeia respostas exageradas, como dilatação dos vasos sanguíneos e sudorese intensa, dando origem às ondas de calor.

O Veoza atua exatamente nesse mecanismo. O medicamento bloqueia os receptores de neurocinina 3 (NK3) no cérebro, ajudando a normalizar o controle da temperatura corporal e reduzindo a frequência e a intensidade dos fogachos.

Ele é indicado para mulheres com sintomas vasomotores moderados a intensos, especialmente para aquelas que não podem, têm contraindicações ou não desejam utilizar terapia hormonal.

Como todo tratamento, o fezolinetanto deve ser prescrito após avaliação médica individualizada, e algumas pacientes podem necessitar de monitorização da função hepática durante o uso.

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A chegada dessa nova medicação traz uma mensagem importante: sofrer com os fogachos não precisa ser encarado como algo inevitável da menopausa. Hoje existem diferentes opções de tratamento e, cada vez mais, a medicina oferece abordagens personalizadas para que essa fase da vida seja vivida com mais conforto, bem-estar e qualidade de vida.

Lívia Catalá é médica endocrinologista — CRM 7034 | RQE 3995. Atende na Clínica Ferraz, presencialmente e on-line

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Saúde

Não é Só Futebol: é Estresse, Álcool e Risco Cardíaco

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Dr. Max Wagner de Lima
Cardiologista

A Copa do Mundo costuma ser tratada como uma grande festa coletiva. Reúne família, amigos, churrasco, cerveja, emoção, gritos, tensão e, em muitos casos, noites mal dormidas. Para a maioria das pessoas, tudo termina em comemoração ou frustração. Para algumas, porém, esse conjunto pode se transformar em um gatilho real para o coração.

A ciência já observou esse fenômeno em diferentes países. Um estudo publicado no British Medical Journal mostrou que, após a derrota da Inglaterra para a Argentina nos pênaltis na Copa de 1998, houve aumento de 25% nas admissões hospitalares por infarto agudo do miocárdio no dia do jogo e nos dois dias seguintes.

Na Copa de 2006, na Alemanha, pesquisadores publicaram no New England Journal of Medicine que os jogos da seleção alemã estiveram associados a aumento importante de eventos cardiovasculares, especialmente nas primeiras duas horas após o início das partidas. O risco foi maior em homens e em pessoas que já tinham doença coronariana conhecida.

No Brasil, o tema também foi estudado. Uma análise publicada nos Arquivos Brasileiros de Cardiologia avaliou internações por síndrome coronariana aguda entre 1998 e 2010 e encontrou aumento na incidência de infarto durante o período da Copa, especialmente nos dias de jogos da seleção brasileira.

Mas há um ponto que precisa ser mais discutido: o problema não é apenas o futebol. É o ambiente que se cria em torno dele.

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Durante grandes jogos, o corpo pode entrar em estado de alerta. A frequência cardíaca sobe, a pressão arterial pode aumentar, há liberação de adrenalina e cortisol, e o sistema cardiovascular é colocado sob maior demanda. Em alguém saudável, isso geralmente é bem tolerado. Em quem tem hipertensão, diabetes, colesterol elevado, obesidade, apneia do sono, placas nas artérias ou histórico familiar importante, o mesmo estímulo pode ser mais perigoso. E é aí que o álcool entra como um personagem central.

O consumo excessivo de bebida alcoólica pode favorecer arritmias, desidratação, aumento da pressão arterial, piora da qualidade do sono e alterações eletrolíticas. Existe inclusive uma condição conhecida como holiday heart syndrome, ou “síndrome do coração festivo”, descrita em situações de consumo exagerado de álcool, fins de semana, feriados e comemorações. Ela costuma se manifestar como palpitações, taquicardia ou fibrilação atrial, mesmo em pessoas que não bebem com frequência.

A Associação Americana do Coração publicou alerta recente sobre esse fenômeno, destacando que episódios de consumo pesado de álcool podem provocar alterações no ritmo cardíaco nas horas seguintes e até nos dois dias posteriores.

A Mayo Clinic também chama atenção para a combinação de álcool em excesso, comida muito salgada, pressão mais alta e estresse emocional como um cenário propício para arritmias, especialmente fibrilação atrial.

Ou seja: o risco não está apenas no pênalti perdido, no gol nos acréscimos ou na eliminação inesperada. O risco pode estar no “combo” completo: jogo tenso, bebida demais, pouca água, comida salgada, cigarro, sono ruim, sedentarismo e a falsa sensação de que, por ser festa, o corpo aguenta qualquer coisa.

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Para o coração, a Copa não é apenas um evento esportivo. Pode ser um teste de estresse sem esteira.

Isso não significa que as pessoas devam assistir aos jogos com medo. Significa que precisam entender que entusiasmo não combina com negligência. Quem já tem pressão alta, diabetes, colesterol alterado, histórico de infarto, stent, AVC, obesidade, apneia do sono ou dor no peito aos esforços deve redobrar a atenção.

Alguns sinais não devem ser ignorados: dor ou aperto no peito, falta de ar, suor frio, náuseas, tontura, desmaio, palpitações persistentes, sensação de batimento irregular ou dor que irradia para braço, mandíbula, costas ou estômago. Nesses casos, a orientação é procurar atendimento médico imediatamente.

A prevenção, porém, começa antes da emergência.

Durante os jogos, vale adotar medidas simples: evitar o consumo excessivo de álcool, alternar bebida alcoólica com água, não exagerar no sal, manter o uso correto das medicações, não fumar, evitar energéticos associados ao álcool e tentar preservar o sono, especialmente em dias de jogos noturnos.

Também é importante não transformar a emoção da Copa em desculpa para abandonar a rotina. O coração não entende feriado, tabela de jogos ou semifinal. Ele responde ao que fazemos repetidamente: sono, alimentação, pressão controlada, atividade física, hidratação, exames bem indicados e acompanhamento médico quando necessário.

A Copa pode ser uma celebração. Mas, para quem tem fatores de risco, também deve ser um lembrete: o infarto raramente começa no dia em que acontece. Ele costuma ser construído silenciosamente durante anos — e, em alguns momentos, apenas encontra o gatilho certo.

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Torcer faz parte. Vibrar faz parte. Comemorar faz parte.

Mas cuidar do coração também precisa fazer parte do jogo.

Dr. Max Wagner de Lima — Cardiologista | Cardiometabolismo e Medicina de Precisão

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