Nacional
Conheça os prováveis futuros ministros do novo presidente eleito, Jair Bolsonaro

Jair Bolsonaro (PSL) é o novo presidente eleito do Brasil. O resultado do segundo turno confirmado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) na noite deste domingo (28) encerra a corrida eleitoral presidencial e dá início à sucessão presidencial e às projeções do futuro novo governo, a começar pelas expectativas sobre o anúncio da nova equipe ministerial, com a confirmação dos nomes dos futuros ministros de Bolsonaro.
Quando ainda era apenas o candidato à Presidência do PSL, três nomes já tinham sido confirmado como ministros de Bolsonaro num provável governo que agora se confirma, sendo eles: o economista Paulo Guedes, no futuro novo ministério da Fazenda; o deputado Onyx Lorenzoni, no Ministério da Casa Civil; e o general Augusto Heleno, no Ministério da Defesa.
Isso significa que Bolsonaro já confirmou o nome de 20% da sua futura equipe ministerial já que o novo presidente prometeu durante a campanha a redução dos atuais 29 ministérios para 15. Algumas pastas estão garantidas como a da Educação, da Saúde, da Defesa e da Cultura. Outras, no entanto, devem ser extintas ou fundidas,para que Bolsonaro cumpra a meta.
O novo presidente, no entanto, recuou de pelo menos duas propostas de fusão que tinha feito. Primeiro, atendendo a pedidos de lideranças industriais, voltou atrás na proposta de fundir os ministérios da Fazenda, da Indústria e do Comércio num único superministério da Economia que também ficaria sob o comando de Paulo Guedes. Depois, após reunião com lideranças ruralistas e críticas de ambientalista, Bolsonaro também anunciou ter desistido da união entre os ministérios da Agricultura e do Meio Ambiente.
Dessa forma, o presidente não esclareceu nem através do seu plano de governo apresentado à Justiça Eleitoral no começo da campanha, nem durante a própria campanha, em entrevistas ou debates (ele só compareceu a dois, ainda no primeiro turno) quais pastas permanecerão e confirmou o nome de apenas três futuros ministros, mas pelo menos outros sete nomes orbitam o imaginário de Bolsonaro e foram citados pelo presidente eleito.
Veja abaixo o perfil de cada um dos prováveis futuros ministros de Bolsonaro e a possibilidade de cada um deles realmente vir a assumir uma das pastas do futuro governo.
Principal ministro de Bolsonaro: Paulo Guedes

O economista Paulo Guedes foi o primeiro ministros confirmado por Bolsonaro. Considerado uma das maiores referências do pensamento econômico liberal no Brasil, Guedes chegou a ser chamado de “posto Ipiranga” pelo próprio novo presidente quando este admitiu que “não entendia nada de economia”.
Paulo Guedes foi considerado um trunfo de Bolsonaro desde a pré-campanha à Presidência. Apresentados após a adesão do ex-deputado ao Partido Social Liberal (PSL) já no início desse ano, Bolsonaro e Guedes sempre defenderam propostas distintas publicamente: enquanto o presidente eleito sempre foi um militar nacionalista e estadista, o provável futuro ministro sempre defendeu a abertura do Brasil para investimentos estrangeiros e a privatização de todas as empresas estatais.
Durante a campanha, no entanto, as propostas de Bolsonaro se alinharam mais ao pensamento de Guedes o que fez com o que o mercado financeiro ficasse ao lado do candidado do PSL. O apoio foi sentido na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) com a queda do dólar de patamares de R$ 4,20 para R$ 3,70 conforme Bolsonaro subia nas pesquisas.
O movimento só foi contrário quando desentendimentos entre o pensamento de Bolsonaro e Paulo Guedes apareceram e o novo presidente eleito garantiu que “estatais estratégicas como o Banco do Brasil, a Caixa Econômica Federal e partes da Petrobras” além da própria Eletrobras não seriam privatizadas. Esta última, surpreendendo bastante o mercado dado que o atual presidente Michel Temer já, inclusive, iniciou a privatização de algumas de suas distribuidoras.
Outro desentendimento entre Bolsonaro e Guedes também ocorreu ainda na reta final da campanha do primeiro turno, quando o economista defendeu a criação de um imposto “nos moldes da CPMF” e da “alíquota única de 20%” no Imposto de Renda. As duas propostas foram duramente criticadas, utilizadas por adversários e obrigaram Bolsonaro, ainda no hospital após sofrer atentado à faca, a negar e afirmar que Guedes foi “mal compreendido”.
Paulo Roberto Nunes Guedes é carioca, tem 69 anos, é mestre e Ph.D pela Universidade de Chicago, um dos fundadores do Banco Pactual e sócio majoritário do grupo BR Investimentos. Foi colunista dos jornais O Globo, Folha de S. Paulo e das revistas Época e Exame, professor na Fundação Getulio Vargas (FGV) e na Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio) e aceitou uma cadeira de docência em tempo integral na Universidade do Chile na época da ditadura militar chilena.
Ministro da Casa Civil: Onyx Lorenzoni

Deputado federal eleito pelo Rio Grande do Sul desde 2003, Onyx Lorenzoni também já foi confirmado por Bolsonaro como futuro ministro da Casa Civil.
O ministério que tem como função principal a articulação do poder executivo com o Congresso Nacional deverá ser assumida pelo político de carreira que tem 64 anos, mas é formado médico veterinário pela Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) e também se considera empresário, e chegou a ser considerado um dos cem parlamentares mais influentes do Congresso pelo Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (DIAP).
Onyx Dornelles Lorenzoni também foi membro de dez Comissões Parlamentar de Inquérito (CPIs), entre elas, a CPMI dos Correios, a CPMI do Cachoeira e da CPMI da Petrobras, e relator da Subcomissão de Normas de Combate à Corrupção e da Comissão que analisou medidas de combate à corrupção, uma das pautas mais abordados pelo deputado em todos os anos de vida pública.
Filiado ao DEM, o provável futuro ministro da Casa Civil deverá ser o fiel na balança para que Bolsonaro apoie à reeleição de Rodrigo Maia (DEM-RJ) para a presidência da Câmara e traga o bloco de partidos do chamado “centrão” para o governo de Bolsonaro e dê ao presidente a chamada “governabilidade”.
Ministro da Defesa: general Augusto Heleno

O terceiro e último integrante da futura equipe ministerial de Bolsonaro é o general Augusto Heleno que deverá assumir o ministério da Defesa.
Aos 70 anos, Augusto Heleno Ribeiro Pereira é um general quatro estrelas da reserva do Exército Brasileiro e deverá suceder o atual ministro general Joaquim Silva e Luna e se tornar, portanto, o segundo militar a assumir a pasta ministerial da defesa desde o fim da ditadura militar em 1985.
Apesar de ter negado o convite, o general chegou a ser cotado para vice-presidente na chapa de Bolsonaro. Ainda assim, o militar continuou apoiando a candidatura do capitão da reserva. Ele entrou para o exército em 1966 e deixou a corporação em 2011 após 45 anos quando, em cerimônia polêmica, defendeu a ditadura militar.
Demais minsitros de Bolsonaro: astronauta, empresários, políticos e militares

A futura equipe ministerial de Bolsonaro, no entanto, não deve contar apenas com o general Augusto Heleno como representante dos militares. Na pasta dos Transportes, o general Oswaldo Ferreira deverá ser o novo titular. Reticente em relação a privatizações, mas favorável à concessões de rodovias, o militar de carreira chegou a dar declarações polêmicas durante a campanha presidencial como “no meu tempo, não tinha MP e Ibama para encher o saco” em fala que foi considera alarmante para um futuro ministro que precisará contar com licenças ambientais se quiser expandir a infraestrutura do País com investimentos federais.
Outro nome praticamente certo é o do astronauta Marcos Pontes para o Ministério da Ciência e Tecnologia. Um dos primeiros apoiadores da campanha de Bolsonaro, o único brasileiro a visitar o espaço ganhou força conforme as declarações do novo presidente eleito de que formaria uma equipe ministerial com nomes técnicos e referências na área. Nascido em 11 de março de 1963, Marcos Pontes também é ex-militar já que foi piloto de caça da Força Aérea Brasileira (FAB) e deixou a corporação como tenente-coronel.
No ministério da Justiça, dois nomes bastante próximos a Bolsonaro são cotados para assumir a pasta, sendo eles: o próprio presidente do PSL, Gustavo Bebianno; e o advogado da campanha à Presidência, Antonio Pitombo. Bebianno, que também é advogado e chegou a trabalhar em escritórios de advocacia no Rio de Janeiro, é faixa preta em Jiu-Jítsu e é considerado o braço-direito de Bolsonaro, mas já negou que pretenda assumir o ministério. Por isso, o nome de Pitombo ganhou força nos últimos dias já que sua atuação durante a campanha foi muito bem vista, para quem trabalhou de graça. Ambos defendem a nomeação do juiz Sérgio Moro para o Supremo Tribunal Federal (STF).
Enquanto isso, no ministério da Saúde, o nome mais indicado é o do pecuarista paulista Henrique Prata. Fazendeiro, peão de boiadeiro e criador de cavalos, ele se gabaritou para o cargo pelo fato de ser um empresário filantropo na área da saúde que mantém, atrav~es da Fundação Pio XII, o Hospital de Amor (antiga denominação do Hospital do Cancêr de Barretos), considerado uma das maiores referências na área da saúde no Brasil.
Já no ministério da Agricultura, apesar de negar a intenção, o provável futuro titular deverá ser Nabhan Garcia, o líder da União Democrática Ruralista (UDR) que é responsável pela formação da chamada “bancada do boi”, um dos principais aliados e apoiadores de Bolsonaro. Luis Antonio Nabhan Garcia poderia assumir a fusão da pasta da Agricultura com o Meio Ambiente, mas após encontro na última quinta-feira, ele e Bolsonaro recuaram da proposta e os ministérios devem permanecer divididos já que a equipe técnica da campanha de Bolsonaro era crítica da ideia.
Por fim, o último nome próximo de ser confirmado como ministro de Bolsonaro é bastante difícil: Stravos Xanthopoylos. Conhecido como “o grego”, o empresário do setor da Educação é um grande defensor do ensino à distância e é um dos principais fiadores de uma das propostas mais polêmicas de Bolsonaro de permitir o ensino à distância desde o ensino fundamental, portanto para crianças a partir de 7 anos, sobretudo em áreas rurais de difícil acesso.
O ministério da Educação poderia, inclusive, ser fundido com o ministério da Cultura e dos Esportes, mas não se sabe ao certo se o novo presidente eleito vai manter essa ideia ou se vai aumentar o número de futuros ministros de Bolsonaro
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Nacional
Economia brasileira mostra resiliência, mas juros e Reforma Tributária criam cenário de sobrevivência para empresas no 2º Semestre
Especialista da UniCesumar revela um Brasil de duas velocidades: enquanto agronegócio e investimentos crescem, varejo e serviços sofrem com crédito caro e custos de adaptação ao novo sistema de impostos.

A economia brasileira encerra o primeiro semestre de 2026 demonstrando resiliência. De acordo com levantamento do IBGE, no último período houve um crescimento moderado do país, impulsionado por um avanço de 3,5% nos investimentos da Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF) e de 2,0% no agronegócio. Já a pesquisa a Pesquisa Mensal de Comércio do IBGE aponta para o enfraquecimento do consumo das famílias, refletido na queda de 1,5% das vendas do varejo em abril. Trata-se do pior resultado para o mês em quase quatro anos. Tais números evidenciam que o cenário está longe de ser confortável para o setor produtivo.
Para Laís Requena, professora do curso Economia da EAD UniCesumar, não há uma realidade única para as empresas brasileiras no momento, já que o desempenho econômico tem se mostrado bastante desigual. “A saúde financeira das empresas neste fechamento de semestre é marcada por uma forte heterogeneidade. O cenário é de fragmentação entre empresas que ainda conseguem crescer e investir e aquelas que operam em modo de sobrevivência ou estagnação”, acrescenta
Essa dinâmica criou o que a especialista classifica como uma “forte heterogeneidade” no ambiente de negócios. Ainda de acordo com Requena, o principal fator que explica esse quadro é a combinação de juros elevados e inflação ainda resistente. “Mesmo com o início do ciclo de redução da taxa Selic, ela permanece em um patamar restritivo, mantendo elevado o custo do crédito, do capital de giro e dos financiamentos para expansão”.
Além do crédito restrito, um dos principais desafios que asfixiam o fôlego financeiro dos negócios é o impacto financeiro imediato gerado pela transição da reforma tributária. Embora 2026 seja um ano de teste com alíquota simbólica de 1%, as empresas já enfrentam uma corrida operacional para se adequar à nova legislação, o que se reflete em gastos imprevistos no fluxo de caixa de curto prazo.
Despesas de transição da Reforma Tributária pressionam o caixa
Segundo a análise de Requena, o setor de serviços é o mais pressionado por essa nova estrutura. Segmentos como educação, saúde, tecnologia, consultorias e escritórios profissionais dependem fortemente de mão de obra e não conseguem gerar créditos tributários relevantes no novo formato de Imposto sobre Valor Agregado (IVA). Isso pode acarretar um aumento da carga tributária efetiva e comprimir severamente as margens de lucro dessas áreas.
“O que tem pressionado fortemente o caixa das empresas é o chamado ‘custo de conformidade’. Isso inclui investimentos na atualização de sistemas ERP, adequação de documentos fiscais, revisão de processos e contratação de consultorias. O problema é que, ao mesmo tempo em que as empresas precisam investir para se adaptar ao novo modelo, os tributos antigos continuam sendo recolhidos normalmente. Na prática, muitas organizações estão operando em um sistema híbrido, o que aumenta a complexidade e reduz a capacidade de direcionar recursos para investimentos produtivos, com impacto ainda mais significativo para as pequenas e médias empresas”, explica a professora da UniCesumar.
Cenário Externo e as Oportunidades de Crescimento
Apesar dos desafios, a economista aponta que há caminhos claros para a tração dos negócios. O cenário atual tem aberto oportunidades sólidas em setores como tecnologia, automação, energia renovável, logística e infraestrutura. Para as empresas de maneira geral, a saída é o foco na eficiência: organizações que investirem em produtividade, digitalização de processos e em um planejamento tributário robusto tendem a ganhar fôlego financeiro e se destacar frente à concorrência. Diante de um quadro tão complexo, a recomendação final da especialista para empresários e gestores financeiros é clara e direta.
“Se eu pudesse dar um único conselho seria, proteja o caixa antes de buscar crescimento. Em um cenário de juros ainda elevados, inflação persistente e mudanças tributárias em andamento, liquidez é um ativo estratégico. Isso significa priorizar o saneamento e o alongamento das dívidas de curto prazo. Além da gestão financeira, é fundamental preparar a empresa para a reforma tributária com um mapeamento rigoroso da cadeia de fornecedores. Quem combinar disciplina financeira, eficiência operacional e preparação para o novo ambiente tributário estará mais protegido e mais bem posicionado para aproveitar as oportunidades”, finaliza Laís Requena.
Olhando para a segunda metade de 2026, as incertezas persistem tanto dentro quanto fora do Brasil. No front externo, o principal alerta recai sobre a volatilidade cambial atrelada às decisões do Federal Reserve (Fed) sobre os juros nos Estados Unidos, um cenário que afeta diretamente os custos de importação, fretes e matérias-primas para a indústria nacional. No cenário interno, os receios continuam ancorados na inflação e na trajetória da taxa Selic.
Sobre a UniCesumar
Com mais de 35 anos no mercado educacional e desde 2022 como uma das marcas integradas ao grupo Vitru Educação, a UniCesumar conta com uma comunidade de cerca de 500 mil alunos. Atualmente, possui uma robusta estrutura de Educação a Distância (EAD), com mais de 1,3 mil polos espalhados por todas as regiões do país, além de três unidades internacionais, localizadas em Dubai (Emirados Árabes) e Genebra (Suíça). No ensino presencial, destaca-se o curso de Medicina, oferecido nos campus de Maringá (PR) e Corumbá (MS), juntamente a outros três campi, localizados em Curitiba, Londrina e Ponta Grossa (PR). Como um dos dez maiores grupos educacionais privados do Brasil, a UniCesumar oferece portfólio diversificado, com 350 cursos, abrangendo graduação, pós-graduação, técnicos, profissionalizantes, mestrado e doutorado. Sua missão é promover o acesso à educação de qualidade e contribuir para o desenvolvimento pessoal e profissional de seus alunos, preparando-os para os desafios do mercado de trabalho.
Esportes
Copa do Mundo: marcas aproveitam o futebol como uma das maiores ocasiões de consumo
Com apoio de dados e inteligência artificial, empresas antecipam demandas, adaptam ofertas em tempo real e transformam picos de consumo em oportunidades de retenção

São Paulo, julho de 2026 – A Copa do Mundo deste ano deve injetar R$ 4,32 bilhões no varejo brasileiro, segundo estimativa da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC). Mais do que um evento esportivo, a competição se consolidou também como uma das principais ocasiões de consumo, movimentando categorias como bebidas, alimentos, delivery, streaming e entretenimento.
Para as marcas, o desafio já não é participar da conversa sobre os jogos, mas entender como cada consumidor se comporta ao longo do torneio. Embora eventos esportivos gerem padrões previsíveis de consumo, eles também revelam preferências, interesses e necessidades distintas. Na prática, isso significa substituir campanhas genéricas por comunicações mais relevantes, utilizando ferramentas de IA para analisar dados em tempo real e apoiar decisões de engajamento, com mensagens e jornadas personalizadas de acordo com o contexto e o comportamento de cada consumidor.
Raquel Braga, Diretora de Marketing LATAM da Braze, principal plataforma de engajamento do cliente que capacita as marcas a serem Be Absolutely Engaging™, explica que, nesse cenário, as marcas conseguem utilizar dados como histórico de consumo, preferências, localização, momentos de maior interação e comportamentos observados em eventos anteriores para antecipar necessidades e criar experiências mais personalizadas.
“O diferencial está em entender o contexto de cada cliente. Isso permite entregar a mensagem, a oferta e a experiência mais adequadas para cada momento, fortalecendo o relacionamento com a marca e aumentando as chances de engajamento e conversão”, afirma.
O futebol como principal ocasião de consumo
No segmento de delivery, o futebol tem se consolidado como uma das principais ocasiões de consumo, impulsionando a demanda por categorias como bebidas e snacks. Nesse contexto, estratégias de CRM baseadas em ocasiões de consumo e apoiadas por dados comportamentais e preferências dos usuários permitem criar jornadas personalizadas antes, durante e depois das partidas, identificando o momento mais adequado para cada interação.
Com o apoio de tecnologias como a integração com APIs de placares em tempo real, as marcas podem ativar automaticamente campanhas em diferentes etapas da jornada do torcedor, tornando a comunicação mais relevante, contextualizada e alinhada ao comportamento de cada consumidor, além de ampliar oportunidades de venda entre diferentes categorias de produtos.
Sobre a Braze
A Braze, plataforma líder de engajamento do cliente, capacitando marcas a serem Be Absolutely Engaging™. A Braze ajuda empresas a entregar experiências relevantes e valiosas para os consumidores, ao mesmo tempo em que impulsiona resultados de negócio. Construída sobre uma base de inteligência componível, a BrazeAI™ permite que profissionais de marketing combinem e ativem agentes, modelos e funcionalidades de IA em todos os pontos de contato ao longo da plataforma de engajamento da Braze, promovendo interações mais inteligentes, ágeis e significativas.
De mensagens multicanal e orquestração de jornadas a decisões e otimizações orientadas por IA, a Braze permite que empresas transformem ações em interações por meio de experiências personalizadas, autônomas e individuais. A companhia é reconhecida de forma recorrente como líder em tecnologia de marketing por analistas do setor e foi eleita “Best of Marketing and Digital
Advertising Software Product” pela G2 em 2025. A Braze também foi nomeada uma das Melhores Empresas para Trabalhar em 2025 pela U.S. News & World Report, uma das America’s Greatest Companies 2025 pela Newsweek e um Fortune Best Workplace in Technology™ 2025 pelo Great Place To Work®. A Braze tem sede em Nova York e conta com 15 escritórios distribuídos pelas Américas, EMEA e APAC.
Nacional
Inadimplência atinge 8,5 milhões de pequenos negócios no Brasil
Especialista da UniCesumar explica que restrição de capital combinada à defasagem em educação financeira acelera o ciclo de endividamento e ameaça a sustentabilidade de empreendedores brasileiros.

Foto: Marcello Casal Jr. / Agência Brasil
O atual cenário macroeconômico brasileiro tornou o acesso ao capital mais caro e restrito para quem possui um pequeno negócio. Com a taxa Selic na faixa dos 13% ao ano e a inflação persistente, o custo de captação das instituições financeiras aumentou, elevando as taxas de juros finais e endurecendo os critérios de concessão. O impacto direto dessa dinâmica reflete-se no caixa das empresas, segundo o Serasa Experian, na virada de 2025 para 2026, foi registrado um recorde de 8,9 milhões de CNPJs inadimplentes no país. Deste total, 8,5 milhões pertencem a micro e pequenas empresas (MPEs), somando mais de R$ 210 bilhões em dívidas negativadas.
Neste cenário, a gestão de fluxo de caixa evidencia sua criticidade. A dificuldade em financiar estoques, pagar fornecedores e manter as operações diárias tem levado muitos empreendedores a tomarem decisões financeiras não planejadas, resultando em um ciclo severo de endividamento. “Sem o domínio de métricas básicas de finanças, empresários costumam cometer erros estruturais no momento de buscar capital no mercado. Muitos empreendedores avaliam apenas o valor da parcela mensal e ignoram o Custo Efetivo Total (CET) da operação. Além disso, é comum utilizarem linhas de crédito de curto prazo para financiar projetos de longo prazo, ou buscarem empréstimos apenas quando a situação do negócio já é crítica. O resultado imediato desse desconhecimento é o superendividamento empresarial. Uma parcela significativa da receita passa a ser destinada ao pagamento de juros, comprometendo a capacidade produtiva e a operação da empresa”, explica Rita de Cassia Carolino, coordenadora da Pós-graduação em Administração Financeira da EAD UniCesumar.
Crédito alavancador versus crédito sufocante
Em termos financeiros, o mercado divide o crédito em duas categorias, definidas exclusivamente pelo retorno gerado pelo recurso captado. Para ser viável, o crédito precisa gerar um valor econômico superior ao seu próprio custo de contratação.
“O crédito atua como alavancador quando financia investimentos produtivos, gera aumento de receita e possui um prazo compatível com o retorno esperado. Ele se paga com os resultados da própria operação. Por outro lado, o crédito torna-se sufocante quando é utilizado para cobrir déficits permanentes da empresa. Quando a taxa de juros do empréstimo supera a rentabilidade do negócio, esse crédito destrói valor e acelera o processo de insolvência”, afirma Carolino
O papel de bancos e fintechs: a transição para o crédito orientado
A responsabilidade de mitigar a inadimplência corporativa também recai sobre os emissores de capital. Contudo, a simples liberação de recursos, seja por fintechs ou grandes bancos, não soluciona o déficit estrutural.
“A oferta de crédito consciente exige que as instituições avaliem a capacidade real de pagamento do cliente, e não apenas o seu próprio volume de capital disponível para empréstimo. Na prática, o mercado precisa adotar diagnósticos financeiros antes da concessão, criar ferramentas digitais de acompanhamento de caixa e emitir alertas automáticos sobre riscos de endividamento. As fintechs têm a vantagem do uso intensivo de dados e agilidade, enquanto os bancos tradicionais possuem capacidade robusta de funding e capilaridade. Ambas as frentes devem atuar em complementaridade”, esclarece a docente da UniCesumar.
Para as micro e pequenas empresas, o acesso ao capital deve operar estritamente como uma ferramenta estratégica de desenvolvimento corporativo. O financiamento bancário não pode ser utilizado como um mecanismo de sobrevivência contínua. A educação financeira, associada à responsabilidade das instituições na orientação do crédito, configura a base operacional necessária para que os pequenos negócios no Brasil consigam sustentar suas margens, evitando o sufocamento financeiro por juros.
Sobre a UniCesumar
Com mais de 35 anos no mercado educacional e desde 2022 como uma das marcas integradas ao grupo Vitru Educação, a UniCesumar conta com uma comunidade de cerca de 500 mil alunos. Atualmente, possui uma robusta estrutura de Educação a Distância (EAD), com mais de 1,3 mil polos espalhados por todas as regiões do país, além de três unidades internacionais, localizadas em Dubai (Emirados Árabes) e Genebra (Suíça). No ensino presencial, destaca-se o curso de Medicina, oferecido nos campus de Maringá (PR) e Corumbá (MS), juntamente a outros três campi, localizados em Curitiba, Londrina e Ponta Grossa (PR). Como um dos dez maiores grupos educacionais privados do Brasil, a UniCesumar oferece portfólio diversificado, com 350 cursos, abrangendo graduação, pós-graduação, técnicos, profissionalizantes, mestrado e doutorado. Sua missão é promover o acesso à educação de qualidade e contribuir para o desenvolvimento pessoal e profissional de seus alunos, preparando-os para os desafios do mercado de trabalho.
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