Mato Grosso
Ciosp atendeu quase 2 milhões de ocorrências desde 2015
O Centro Integrado de Operações de Segurança Pública (Ciops) da Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp-MT) atendeu 1.970.335 ocorrências de janeiro de 2015 a setembro de 2018 através das instituições que o compõem, como a Polícia Militar (PM), Polícia Judiciária Civil (PJC) e Corpo de Bombeiros Militar. A maior parte dos atendimentos, cerca de 69%, foram realizados pela PM, que é direcionada aos locais onde existem denúncias de crimes.
Essas denúncias chegam pelos telefones de emergência – 190, 193 e 197 – e os atendentes realizam uma triagem da ligação, registram a ocorrência e encaminham para que seja atendida pela força de segurança responsável. Apenas neste ano, de janeiro a setembro, foram realizados 243.993 atendimentos no estado, após o recebimento de denúncia por telefone.
Nesse processo, também é comum que os servidores precisem fazer verificações no sistema, como checagens criminais, placas de veículo, mandados de prisão em aberto e medidas protetivas. De 2015 a setembro de 2018 foram realizadas 4.311.357 checagens no banco de dados da Sesp, que são realizadas pelos despachadores de ocorrência. Isso significa uma média de 3.149 verificações diárias ou cerca de 131 checagens por hora.
“Trabalhamos de forma articulada para atender no menor tempo possível as ocorrências, pois sabemos que as vítimas precisam de atendimento rápido e efetivo. Para que essa triagem seja feita da forma correta, até porque infelizmente o número de trotes é alto, temos investido na capacitação dos servidores e atendentes para oferecer o melhor serviço para a população”, afirma o secretário da Sesp, Gustavo Garcia.
Mato Grosso
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Mato Grosso
MPMT investiga contratações temporárias na Educação
A 8ª Promotoria de Justiça Cível de Defesa da Educação de Cuiabá instaurou três inquéritos civis para apurar as condições de contratação de profissionais da educação nas redes estadual de Mato Grosso e municipais de Cuiabá e Acorizal. O objetivo é verificar a realização de concursos públicos ou processos seletivos, bem como a adesão à Prova Nacional Docente (PND), política criada pelo Ministério da Educação (MEC) em 2026 para aprimorar a seleção de professores da educação básica no país.
Conforme o promotor de Justiça Miguel Slhessarenko Junior, a iniciativa busca levantar informações para avaliar a possível dependência de contratações temporárias, a eventual ausência de concursos públicos regulares, a adesão à política nacional de seleção de docentes (PND) e a existência de planejamento estruturado para a valorização da carreira.
O Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) determinou o envio de ofícios à Secretaria de Estado de Educação (Seduc-MT), e às secretarias municipais de Educação de Cuiabá e de Acorizal, requisitando informações como a adesão à Prova Nacional Docente (PND), ou, em caso negativo, as justificativas e a previsão de adesão; a data de realização do último concurso público ou processo seletivo; e a existência de previsão para novas seleções, com a apresentação de cronograma.
As instituições também deverão encaminhar relação atualizada dos profissionais da educação, com detalhamento por função, local de lotação e tipo de vínculo (efetivo ou temporário). O MPMT requisitou ainda informações sobre o planejamento de políticas de valorização da categoria, incluindo estruturação de carreiras, recomposição do quadro efetivo e adoção de processos seletivos mais técnicos, transparentes e impessoais.
O promotor de Justiça Miguel Slhessarenko Junior considerou que que dados do Censo Escolar indicam que, nos últimos anos, tem havido aumento no número de professores temporários no país, em desacordo com a previsão constitucional e legal. Em algumas redes estaduais, mais de 70% do corpo docente possui vínculo precário.
Considerou também levantamento baseado em painel de Business Intelligence (BI) do MEC aponta que Cuiabá está classificada como Prioridade 3, com 5,5% de inadequação docente, 83% de profissionais concursados e último concurso realizado entre seis e oito anos. Já o município de Acorizal também figura na Prioridade 3, com 53,5% de inadequação docente, 64% de profissionais concursados e ausência de informações sobre o último concurso público na área da educação, bem como sobre a existência de Plano de Cargos, Carreira e Remuneração (PCCR) para a categoria.
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