Mato Grosso
Governador destaca importância dos cursos da Unemat para a formação de mão de obra qualificada para MT
O governador Mauro Mendes destacou, na noite desta quarta-feira (16.03), a importância dos cursos da Universidade Estadual de Mato Grosso Carlos Alberto Reyes Maldonado (Unemat) para a qualificação e formação de mão de obra especializada no Estado.
“A Unemat ao longo dos 30 anos tem desempenhado um papel importante na educação, na formação, na qualificação e criação de oportunidades para milhares de mato-grossenses. Mato Grosso é sem dúvida nenhuma um diferencial dentro desse país e tem uma perspectiva de futuro muito positiva e, para que isso se torne em realidade, é importante a qualificação de pessoas e a formação correta da mão de obra para aquilo que realmente o mercado necessita”, pontuou.
A observação do governador foi feita durante a aula inaugural presencial dos cursos do Núcleo Pedagógico de Cuiabá, realizada na Assembleia Legislativa de Mato Grosso para alunos das turmas de Engenharia de Produção Agroindustrial, Gestão de Negócios e Inovação e Gestão Pública.
Segundo o governador a vinda da universidade para Cuiabá e a criação dos cursos foi pensando para a geração de empregos.
“A Unemat desempenha um papel importante em todo o Estado de Mato Grosso e era um sonho há décadas trazer aqui para a baixada cuiabana e atender todos os municípios do entorno de Cuiabá. Graças a Deus conseguimos realizar esse sonho e vamos ter cursos importantes, que vão contribuir na formação e qualificação profissional da população. A universidade não é só para gerar um diploma ou fazer uma qualificação que não tenha objetividade com aderência ao mercado de trabalho. É preciso criar cursos que o mercado está demandando, para que agregue valor, conhecimento e sirva para o profissional desenvolver alguma atividade que realmente traga resultado daquele investimento que o estado está fazendo na sua qualificação”, ressaltou
A Unemat possui 13 câmpus, 17 núcleos pedagógicos e 24 polos educacionais de Educação a Distância. Atende cerca de 20 mil estudantes em 60 cursos presenciais e em outros 129 cursos ofertados em modalidades diferenciadas.
“Este é um momento ímpar para nós, pois estamos consolidando a presença da universidade aqui em Cuiabá. O governador deixa bem claro que Mato Grosso vive um momento econômico especial, mas que também exige uma demanda de profissionais formados. Diante disso a Universidade estudou a necessidade de profissionais em determinada área e ofertar cursos de formação sob demanda”, observou o reitor da Unemat, Rodrigo Bruno Zanin.
O deputado Wilson Santos destacou o momento muito importante, pois depois de quase 30 anos a Universidade Estadual chega à capital. “A maior população de Mato Grosso está em Cuiabá e Várzea Grande e não tínhamos uma universidade estadual aqui. Sem dúvida nenhuma uma noite inesquecível para a educação pública superior de Mato Grosso. Os cursos ofertados pela Unemat são muito bem avaliados. Ela tem em seu quadro de docentes mestres, doutores e pós-doutores. E esse conjunto de qualidades está à disposição do Estado. Os alunos terão todas as condições de aprendizado e buscar conhecimento”.
Também estiveram presentes na aula inaugural os secretários Mauro Carvalho (Casa Civil), Laice Souza (Comunicacão) e Nilton Borgato (Ciência e Tecnologia), o deputado estadual Max Russi, o pró-reitor de Ensino de Graduação pro tempore, Everton Nascimento; a diretora do Câmpus Universitário do Médio Araguaia, Kelli Munhoz, diretores e assessores da Unemat.
Mato Grosso
Júri é remarcado depois que defesa abandona plenário em julgamento de filho de ex-deputado

A sessão de julgamento de Carlos Alberto Gomes Bezerra, acusado pelo feminicídio de Thays Machado e pelo homicídio qualificado de Willian Cesar Moreno, foi remarcada para o dia 31 de julho, às 9h, após a defesa abandonar o plenário nesta terça-feira (21). Mais uma vez, os advogados tentaram o adiamento do julgamento, o que foi indeferido pela juíza Monica Catarina Perri Siqueira, presidente da sessão, sob o argumento de que não havia justificativa plausível para a redesignação da data.
Segundo a magistrada, os advogados tiveram um prazo de 15 dias para analisar os documentos juntados aos autos. Ela ressaltou que a maior parte dessas informações já constava no processo e que a alegada falta de acesso a um despacho específico sobre prisão domiciliar não acarretaria prejuízo real, uma vez que a decisão sobre o tema também integra os autos.
“O advogado, quando assume a substituição no processo, o recebe no estágio em que ele se encontra. O processo não recua, ele tem que andar para a frente”, afirmou Monica Perri. Após anunciar a nova data do júri, a magistrada determinou que, caso não haja um advogado constituído apto para atuar na sessão, a Defensoria Pública deverá estar preparada para assumir a defesa na data prevista. Todos os presentes saíram intimados do plenário.
A acusação seria conduzida pelos promotores de Justiça Vinicius Gahyva Martins e Élide Manzini de Campos, integrantes do Núcleo de Defesa da Vida do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT). O réu era defendido pelos advogados Elson Marcelino da Silva Júnior, Larice Cristine, Melissa de Oliveira Machado e Gabriel Gouvea Neno Reiff.
Manobra – Ainda no plenário, o promotor de Justiça Vinicius Gahyva Martins sustentou que o acesso a processos externos é responsabilidade da defesa e que as questões relacionadas ao habeas corpus e à prisão domiciliar já foram resolvidas, não havendo justificativa para o adiamento do júri. Ele destacou o papel do Ministério Público como fiscal da lei, com a missão de assegurar direitos e preservar a imagem das vítimas perante a coletividade. Também se posicionou contra o abandono do plenário, ressaltando que a realização de um Tribunal do Júri exige o empenho e a presença de diversos envolvidos, inclusive pessoas que se deslocaram de outros estados, e que a “ritualística do tribunal” deve ser respeitada em busca da verdade.
Vinicius Gahyva disse ainda que o abandono do plenário é uma estratégia que acaba por arranhar a imagem do Tribunal do Júri. “Isso tem se tornado, de certo modo, frequente nos julgamentos do Tribunal do Júri, especialmente naqueles que afligem de forma intensa o interesse da coletividade, como é o caso concreto de um feminicídio e de um homicídio de dois jovens. São duas pessoas que, efetivamente, traduzem a necessidade de reafirmarmos o nosso papel social de não banalização da vida humana. Nós sabemos que o Tribunal do Júri envolve uma série de providências que devem ser adotadas para que o ato processual seja realizado, e lamentamos muito que esse tipo de estratégia esteja sendo adotada”, afirmou.
A promotora de Justiça Élide Manzini de Campos lembrou que o julgamento já deveria ter ocorrido no dia 7 de julho. Segundo ela, naquela ocasião, a defesa solicitou o adiamento para análise de provas, pedido que foi deferido pela magistrada responsável pelo caso, com a remarcação da sessão para 21 de julho. “É um absurdo uma medida protelatória após mais de três anos do fato, com a família aguardando o julgamento. A defesa admite alegações de nulidades que não existem e que já foram completamente afastadas. É uma estratégia utilizada para tentar postergar, prorrogar e até abrir outro incidente de sanidade, ou qualquer outra medida, para que esse julgamento não ocorra. Tudo isso já foi afastado, e não há motivo algum para que esse julgamento não aconteça”, afirmou.
Sobre o caso de feminicídio, a promotora destacou que a reação da sociedade demonstra uma rejeição cada vez mais firme a esse tipo de crime. Segundo ela, a população tem se posicionado de forma clara contra a violência de gênero e em defesa do enfrentamento aos feminicídios, cobrando respostas efetivas do sistema de Justiça para coibir esse tipo de violência.
Fotos: Josi Dias | TJMT
Mato Grosso
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