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Rondonópolis

Secretaria de Saúde e Ministério Público fazem apelo aos pais para vacinarem os filhos

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A baixa procura pela vacinação infantil em Rondonópolis, aliada a preocupação com uma eventual onda de contaminação nas crianças de 5 a 11 anos de idade está levando as autoridades municipais a adotarem uma postura um pouco mais efetiva indo a público fazer um clamor aos pais e tutores para que levem ou autorizem a vacinação dos filhos e assim evitem um futuro agravamento do quadro de contaminação infantil na cidade, o que poderia levar ao colapso do sistema de saúde infantil, em razão da falta de leitos de UTIs disponíveis no município.

A Secretária Municipal de Saúde Izalba Diva de Albuquerque, juntamente à Promotora de Justiça da Infância e Juventude, Patrícia Eleotério Campos Dower, concedeu uma coletiva de imprensa na manhã desta sexta-feira (18) na sede da SMS, onde alertou os pais sobre os perigos da não vacinação das crianças de 5 a 11 anos de idade; bem como, falou sobre a segurança da vacina, cujos dados verificados registram mais de 10 mil doses aplicadas na cidade e nenhuma intercorrência: ou seja, nenhum caso de complicação de saúde em criança vacinada razão da imunização. Esse fato por si só, segundo ela, atesta a segurança da vacina.

No entanto, a preocupação da Gestora de Saúde se justifica no fato de até o presente momento terem sido vacinadas apenas cerca de 40% das crianças dessa faixa etária aptas a vacinação “e o pior estarmos nos aproximando da época do ano considerada crítica do ponto de vista da saúde, em que os casos de internações infantis por problemas respiratórios acontecem com maior volume e frequência”, disse.

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Então, levando-se em conta a baixa procura pela vacinação (baixos índices vacinais), e os eventuais problemas que poderão ser gerados em razão desse fato (não vacinação), a SMS e a Promotoria de Justiça resolveram ir a público e conclamar as famílias e os pais a vacinarem os seus filhos, evitarem o agravamento da situação, e eventualmente um colapso no sistema de saúde infantil na cidade em razão da falta de leitos de UTIs Pediátricas suficientes disponíveis.

Segundo Izalba, os 60% das crianças ainda não vacinadas estarão suscetíveis a contaminação, principalmente em razão da nova cepa do Coronavírus identificada como: “Deltacron”; cuja presença ainda não foi registrada na cidade, mas que seria em tese, mais agressiva que a variante Ômicron e as demais anteriores, do ponto de vista da contaminação.

A Secretária lembra ainda que a Prefeitura está oferecendo vacinas gratuitas nas unidades de saúde e nas escolas da rede municipal e está enviando solicitações de autorizações aos pais e tutores dos alunos, para que permitam a vacinação das crianças e evitem problemas futuros.

Na coletiva, Izalba indagou que não entende porque os pais não estão levando seus filhos para se vacinarem: “Eu não consigo imaginar um dos meus filhos ficarem doentes e eu saber que tem uma vacina disponível e que eu poderia tê-los levado para tomar e evitar a doença. Então são essas coisas que a gente não consegue entender! Por isso, a gente volta a fazer este apelo: a vacina está disponível, as crianças precisam ser imunizadas. Existe o risco de alguma criança se contaminar e termos que parar as aulas e fechar escolas, e as crianças ficarem de novo em casa sem estudar; já que hoje não temos mais a possibilidade do ensino remoto”, alertou.

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PROMOTORA DE JUSTIÇA
A Promotora de Justiça da Infância e Juventude Patrícia Eleonora, reafirmou o apelo as famílias rondonopolitanas para que levem os seus filhos para se vacinarem já que o Estatuto da Criança e do Adolescente garante o direito a vacinação e a obrigatoriedade da mesma em razão da segurança e o direito a garantia da saúde infantojuvenil.

Conforme a Promotora, a vacinação é obrigatória, o Ministério Público vai fazer valer esse direito da criança, mas nesse primeiro momento, o objetivo é convencer as famílias, os pais e tutores a levarem voluntariamente e espontaneamente, e permitirem a vacinação das crianças, sem nenhum tipo de ônus ou responsabilização. Todavia, caso as pessoas não contribuam, os casos serão registrados pela SMS, e levados aos Conselhos Tutelares que farão os contatos, as notificações, e ainda assim em caso de recusa, serão encaminhados ao MPE bem como ao Poder Judiciário para as medidas cabíveis.

Ainda segundo a Promotora, “o Município de Rondonópolis tem feito uma campanha bem propositiva, leve e com a qual nós concordamos! Mas é preciso esclarecer as pessoas, pois a gente sabe que existe uma enxurrada de informações contraditórias a respeito da vacina e alguns pais não são contra a vacina, mas tinham receio. Hoje a gente já vê que a procura tem aumentado. As pessoas estão vendo que as crianças estão sendo vacinadas, estão vendo os resultados positivos da vacina e a ausência de efeitos colaterais, e portanto a iniciativa do município de levar a vacina até as escolas é muito importante. As pessoas também precisam entender que nenhuma criança vai ser vacinada a força na escola. Essa solicitação de autorização é enviada aos pais justamento por isso. Os pais que quiserem utilizar essa facilidade de ter o filho vacinado na escola, podem fazê-lo. Lembrando que só vão ser vacinadas as crianças devidamente autorizadas pelos pais e ou tutores”, explicou a promotora.

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Segundo ela, o MP não pretende punir ninguém nesse primeiro momento! O objetivo dessa iniciativa então, é divulgar a segurança da vacina, bem como a sua efetividade e buscar nesse primeiro momento, até o encerramento desse ciclo: a oferta de vacina na rede municipal de saúde e de ensino, trazendo a população voluntariamente para vacinar as crianças.

Ela reitera que houve em princípio alguns questionamentos sobre a obrigatoriedade da vacinação infantil (no país), mas estes impasse foram corrigidos junto ao Ministério da Saúde, reconhecendo a obrigatoriedade da vacina. Todavia, os pais e tutores que ainda resistirem, e não atenderem as alegações dos Conselhos Tutelares que farão os contatos, as notificações e as advertências, os casos afins, serão então encaminhados ao MP, onde existe a possibilidade de aplicações de multas e sansões pecuniárias que vão de 3 a 20 salários mínimos. “Nós não queremos punir nem multar ninguém! Nós queremos é vacinar as crianças! Mas o MP e o Município e po poder judiciário estão unidos para tomarem todas as medidas necessárias para conseguir esse objetivo”, garantiu a promotora.

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Rondonópolis

TCE-MT mantém suspenso sorteio de carros comprados com recursos da Saúde em Rondonópolis

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O Plenário do Tribunal de Contas de Mato Grosso (TCE-MT) manteve suspenso o sorteio de 12 veículos pela Prefeitura de Rondonópolis vinculados ao “Programa Educa ROO – Prêmio Excelência em Sala de Aula”, que seriam destinados a professores da rede municipal de educação e foram adquiridos com verba do Fundo Municipal de Saúde. Sob relatoria do conselheiro José Carlos Novelli, a tutela provisória de urgência foi homologada por unanimidade na sessão ordinária dessa terça-feira (8).

A cautelar foi solicitada em denúncia que apontou indícios de que a prefeitura remanejou mais de R$ 2 milhões previstos para construção, ampliação e reforma de unidades de saúde para custear a compra dos veículos, no valor de R$ 196 mil cada. “Em que pese a aparente desvinculação formal da receita por meio do projeto de abertura de créditos adicionais, o fato é que recursos inicialmente categorizados para cumprimento do dever constitucional de ações e serviços públicos de saúde foram remanejados para despesa associada à pura e simples premiação de servidores públicos vinculados a órgão diverso, alheio à saúde pública”, argumentou Novelli.

O relator destacou ainda a competência do Tribunal de Contas de fiscalizar a legalidade e legitimidade dos atos da prefeitura quanto ao uso de recursos públicos. “Permanece relevante a anulação de mais de R$ 2 milhões em dotações inicialmente destinadas a despesas contabilizadas como ações e serviços públicos de saúde, cujos recursos foram redirecionados ao custeio de programa de premiação de servidores da educação, especialmente sob a perspectiva da legitimidade dos gastos públicos”, sustentou o relator.

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Além disso, o conselheiro ressaltou que o restante dos recursos que seriam utilizados para a realização da premiação, teria sido remanejado de outras dotações específicas relativas à remuneração e encargos sociais de diferentes secretarias, cenário que exige análise sobre eventual comprometimento de outras despesas obrigatórias e fundamentais da administração municipal. “Subsiste risco de comprometimento de políticas públicas de saúde, sobretudo diante de relatos de parlamentares municipais sob a precariedade da rede hospitalar. Por isso, impõe-se apurar de que forma as necessidades da saúde serão garantidas após a anulação das dotações, bem como avaliar a retirada de recursos relativo à remuneração e aos encargos sociais de diferentes secretarias, despesas permanentes e inadiáveis da administração.”

Na ocasião, o conselheiro Waldir Teis sugeriu que o caso fosse encaminhado como denúncia ao Ministério Público Eleitoral (MPE) junto à Zona Eleitoral de Rondonópolis. Na mesma linha, o presidente do TCE-MT, conselheiro Sérgio Ricardo, acrescentou que o encaminhamento seja feito ao Ministério Público do Estado (MPMT). Ambas as sugestões foram acolhidas pelo relator e aprovadas pelo Plenário.

Sérgio Ricardo defendeu ainda que os 12 veículos já adquiridos sejam entregues imediatamente à estrutura da Prefeitura de Rondonópolis para serem utilizados como viatura de polícia ou apoio à saúde. “Não há risco da demora. O veículo já foi comprado e pago, então não há risco de ficar no sol estragando. Pode ser imediatamente entregue à estrutura da prefeitura”, concluiu.

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Rondonópolis

Prefeitura ratifica contratação de R$ 288 mil para serviços de ginecologia em Rondonópolis

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Empresa M R M Costa foi habilitada por meio da Chamada Pública nº 03/2026 para prestação complementar de consultas, procedimentos e exames pelo SUS

Foto- Assessoria

A Secretaria Municipal de Saúde de Rondonópolis ratificou a Inexigibilidade de Licitação nº 94/2026, no valor de R$ 288 mil, para a contratação de empresa especializada na prestação de serviços médicos na área de ginecologia.

A contratação foi formalizada pelo secretário municipal de Saúde, Israel Silveira Paniago, com base na Chamada Pública nº 03/2026, referente ao Lote 09, destinado à especialidade de ginecologia.

De acordo com o Termo de Ratificação, a empresa M R M Costa, inscrita no CNPJ nº 33.434.685/0001-33 e sediada em Rondonópolis, foi a participante habilitada no processo.

O objeto prevê a prestação de consultas médicas especializadas, procedimentos e exames para pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS), de forma complementar à rede própria municipal de saúde.

Segundo o documento, os serviços deverão atender às demandas estimadas pela Secretaria Municipal de Saúde, com quantitativos definidos a partir de Estudo Técnico Preliminar (ETP).

A contratação foi realizada por inexigibilidade, com fundamento no artigo 74 da Lei Federal nº 14.133/2021, após manifestação favorável do Parecer Jurídico nº 106/2026 da Assessoria de Compras da Secretaria de Administração.

O valor total ratificado para a contratação é de R$ 288 mil. O ato prevê a publicação no Diário Oficial do Município, no Diário Oficial do Tribunal de Contas do Estado, no Portal Nacional de Contratações Públicas (PNCP) e em veículos de imprensa.

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Rondonópolis

Adonias Fernandes toma posse como vereador na Câmara de Rondonópolis

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Novo parlamentar assume vaga deixada por Mariúva Valentin, que teve o mandato declarado extinto

A Câmara Municipal de Rondonópolis empossou, na manhã desta terça-feira (8), o vereador Adonias Fernandes (MDB). A cerimônia foi conduzida pelo presidente do Poder Legislativo, vereador Paulo Schuh.

Adonias assume a vaga anteriormente ocupada por Mariúva Valentin, cujo mandato parlamentar foi declarado extinto pela Câmara Municipal.

A vacância do cargo e a convocação do suplente foram formalizadas por meio de atos oficiais publicados pelo Legislativo, em cumprimento à legislação vigente e às normas regimentais.

Com a posse, Adonias Fernandes passa a integrar oficialmente o plenário da Câmara Municipal e participa das atividades legislativas da Casa.

A mudança regulariza a composição do Legislativo após a extinção do mandato anterior e garante a continuidade dos trabalhos parlamentares.

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