Mato Grosso
Linhas de crédito do Governo de MT alavancam pequenos negócios do ramo de chocolate e doces
O Governo de Mato Grosso, atento às necessidades para fomentar e ampliar os pequenos negócios em todo o Estado, tem disponibilizado novos recursos por meio da Agência de Fomento – Desenvolve MT para os empreendedores, principalmente com o foco nos pequenos negócios.
Com o crédito da Desenvolve MT, a empreendedora Letícia Amorim, de 29 anos, proprietária da Le Amorim Doces Gourmet, construiu uma cozinha própria e estruturada para o seu negócio, o que possibilitou a expansão das vendas.
Inovar e ficar atento ao mercado é o que a empreendedora tem feito. No período da páscoa, a confeiteira vende em média 300 ovos de páscoa.
“Tudo que faço vende bem, mas a páscoa é a época em que a lucratividade é maior e as vendas aumentam cerca de 40%. Nesta época de alta procura, conto com minha mãe e uma ajudante”, conta Letícia.
Natural e residente de Feliz Natal (511 km de Cuiabá), Letícia produzia brigadeiros gourmet com sua irmã em 2015, para incrementar as vendas na floricultura que tinham em sociedade. Com o crescimento das vendas, ela viu uma oportunidade e começou seu próprio negócio, dedicado exclusivamente à confeitaria e comercialização de outros doces.
“A páscoa tem uma característica própria, devido a sua ligação aos ovos e outros produtos derivados do chocolate, nesta época, muitos pequenos negócios locais se alavancam com a fabricação própria”, explica Fábio Apolinário, analista do núcleo de acesso a crédito do Sebrae (Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas).
A venda de ovos artesanais tem crescido por apresentarem qualidade e possibilidade de personalização. Conforme a Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL Cuiabá), as vendas em 2022 devem ter um aumento real próximo a 4% quando comparado com o mesmo período de 2021.
O período da páscoa, aquece o mercado de chocolate e doces. Para o setor, a pandemia impulsionou as vendas principalmente pelo delivery e este ano, a expectativa é de que os bons resultados continuem.
Como é o caso da empreendedora Francielly Abreu, de Sorriso, em uma mistura de propósito, demanda crescente e visão empreendedora, aquela que era uma ideia sem grandes pretensões foi tomando forma e se materializou.
Da cozinha fechada e atendimento delivery, a empreendedora viu a necessidade de uma produção em grande escala e um espaço para atender os clientes. A loja mais doce da cidade está prestes a inaugurar em maio.
“O crédito nos ajudou a terminar parte da obra da confeitaria e ter um folego para comprar as mobílias e nos preparar para abrir as portas aos clientes”, explica.
Fran conta que está muito feliz com a expansão do negócio e está a todo vapor com a produção e vendas de ovos da páscoa, que nesta época aumenta em até 70%, na confeitaria que leva o seu nome, Fran Abreu Confeitaria.
Para a diretora de Desenvolvimento e Crédito da Desenvolve MT, Anne Cristine Siqueira, espera-se que este ano a agência consiga dobrar o volume de crédito liberado no ano passado, por meio de novas linhas e com a interiorização do crédito.
No ano passado, mais de R$ 21 milhões foram liberados em crédito para os empreendedores de Mato Grosso. Foram mais de 1.091 contratos formalizados, atingindo 92 municípios por meio da plataforma digital e agentes de crédito credenciados.
Mato Grosso
Laudo afasta crime, mas incêndio em prédio da Prefeitura de VG segue cercado de perguntas

A Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) concluiu os levantamentos periciais e descartou a hipótese de incêndio criminoso no prédio da gerência de patrimônio e da Superintendência Operacional do Sistema Escolar da Prefeitura de Várzea Grande, ocorrido no dia 17/6.
Análises de vestígios coletados no local associada a evidências de registros de gravação de câmeras de segurança das redondezas e depoimento de testemunhas apontaram para causa acidental provocada por fenômeno termoelétrico na fiação localizada na parte superior da câmara fria de alimentos congelados pertencente ao anexo I da Secretaria Municipal de Educação de Várzea Grande, que seriam destinadas à alimentação dos alunos da rede municipal de educação. Os peritos realizaram vistoria externa e superior com a utilização de drones em todo o perímetro colapsado pelo incêndio.
No prédio, funcionava a parte logística da Secretaria onde eram armazenados de alimentos, materiais e equipamentos que seriam destinados às escolas do município.
“Tudo iniciou-se com o fenômeno termoelétrico que ocorreu na parte superior da câmara fria de congelados, e se propagou para o prédio todo, para os dois sentidos do pavilhão. Na parte de trás da edificação, as chamas rapidamente tiveram contato com dois veículos, que estavam muito próximos a essa câmara, e que possuem uma carga térmica muito alta, causando facilmente a propagação para o fundo dessa estrutura metálica, e também por conta grande quantidade de material combustível que existia dentro prédio, o que ajudou a propagação e a grande monta dos danos e prejuízos causados pelo incêndio”, apontou o perito.
Mediante o término das análises no local do incêndio, o prédio foi liberado pela perícia para a Polícia Civil. O laudo pericial com o detalhamento das análises será concluído em até 30 dias.
No laudo, constará toda a descrição do local e dos vestígios coletados e analisados em laboratório, o relato de depoimentos de testemunhas, as imagens registradas pelo sistema de monitoramento de câmeras que ajudaram a delimitar a dinâmica do incêndio, que explica onde o fogo teve início e como ele se propagou, além dos danos que ocorreram em todos os ambientes.
Mato Grosso
Leis de Sinop e Alta Floresta são consideradas inconstitucionais

O Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) declarou a inconstitucionalidade de normas editadas pelos municípios de Sinop e Alta Floresta, em ações diretas de inconstitucionalidade que contaram com a atuação do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT). As decisões reforçam a necessidade de observância dos princípios constitucionais que regem a Administração Pública e o processo legislativo.
Um dos casos que o TJMT julgou procedente envolve o município de Alta Floresta, em ação proposta pelo Ministério Público de Mato Grosso contra a Lei Municipal nº 2.938/2024, que disciplinava a regularização de loteamentos rurais destinados a atividades como agricultura familiar, lazer e turismo.
Na análise do processo legislativo que resultou na norma, o Tribunal identificou vício formal decorrente da ausência de participação popular. A legislação urbanística exige a realização de audiências públicas e mecanismos efetivos de consulta à sociedade, especialmente quando há alterações no uso e na ocupação do solo. A inexistência dessas etapas compromete a legitimidade democrática da norma.
Também foi reconhecida a ocorrência de invasão de competência legislativa da União, uma vez que o município estabeleceu regras para o parcelamento do solo rural sem observar exigências previstas em legislação federal, como a necessidade de prévia audiência do Incra.
No campo material, a lei foi considerada incompatível com a ordem constitucional por dispensar a realização de estudo prévio de impacto ambiental para a regularização dos loteamentos. O Tribunal destacou que esse tipo de empreendimento gera impactos significativos e exige avaliação técnica prévia, sob pena de risco ao meio ambiente e à qualidade de vida da população.
Já em ação envolvendo a Lei nº 3.644/2026, do município de Sinop, o Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) se manifestou pela procedência do pedido, apontando a existência de vícios tanto de natureza formal quanto material na norma questionada.
Na manifestação encaminhada ao TJMT e acolhida no julgamento, o MPMT sustentou que a lei, de iniciativa da Câmara Municipal, interferiu indevidamente em matéria cuja iniciativa legislativa é privativa do chefe do Poder Executivo.
Segundo o parecer, a Constituição Estadual estabelece que compete exclusivamente ao prefeito propor leis que tratem do regime jurídico dos servidores públicos, incluindo aspectos relacionados ao provimento de cargos e à organização administrativa.
Diante do conjunto de irregularidades, o Tribunal de Justiça declarou a inconstitucionalidade integral das leis.
Mato Grosso
MP recomenda suspensão de aumento na tarifa de água em Cuiabá

O Ministério Público do Estado de Mato Grosso (MPMT), por meio da 6ª Promotoria de Justiça Cível de Defesa do Consumidor de Cuiabá, recomendou à concessionária Águas Cuiabá a suspensão do reajuste de 11,93% nas tarifas de água e esgoto, previsto para entrar em vigor no dia 27 de junho, próximo sábado.
A recomendação é assinada pela promotora de Justiça Valnice Silva dos Santos e tem como finalidade evitar impactos no orçamento da população, especialmente entre consumidores em situação de maior vulnerabilidade.
“O acesso à água é um serviço essencial e deve ser garantido de forma adequada e acessível. Um reajuste dessa magnitude pode comprometer o orçamento das famílias, especialmente das mais vulneráveis”, destacou a promotora.
O reajuste foi autorizado após decisão arbitral que reconheceu o direito da concessionária ao reequilíbrio econômico-financeiro do contrato de concessão.
No entanto, o Ministério Público avalia que a medida pode gerar impactos econômicas significativos para os consumidores da capital.
Na recomendação, a promotoria orienta que a empresa reavalie a aplicação do aumento e, de forma voluntária, deixe de implementá-lo. Caso entenda pela impossibilidade de suspensão, a concessionária deverá, em conjunto com o poder concedente, adotar medidas para minimizar os impactos financeiros decorrentes do reajuste.
Além disso, o Ministério Público instaurou inquérito civil para apurar os aspectos relacionados à decisão arbitral que resultou na definição do índice de reajuste.
A Águas Cuiabá deverá apresentar, no prazo de cinco dias, manifestação formal sobre o acatamento da recomendação, acompanhada das providências eventualmente adotadas.
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