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Rondonópolis

CONQUISTA-Novo Estatuto Social da Santa Casa é registrado

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Foto: Assessoria

Após 18 anos sem alterações, a Santa Casa Rondonópolis registrou um novo estatuto social, aprovado em Assembleia Geral Extraordinária de Associados, realizada no dia 15 de dezembro de 2021, na sede da OAB, pela maioria dos associados da instituição. O hospital, desde 2019 vinha passando por uma grave crise financeira, com ameaça de greve dos médicos e fechamento das portas. Neste momento, Entidades da cidade se aproximaram da Santa Casa e se deram conta da importância do seu papel para a saúde da cidade e região. Com a disposição e abertura da diretoria, à época encabeçada pelo Dr. José Osíris Grama Hoeppner, em dar transparência às informações e dados, formaram então o Grupo SOS em agosto de 2019, com o intuito de acompanhar, auxiliar na tomada de decisões e apoiar os trabalhos que se fizessem necessários na recuperação do hospital. Iniciativa que hoje vem possibilitando mudar a realidade do hospital.

Logo no início das análises, a revisão do antigo estatuto mostrou-se não só de extrema importância, como urgente, pois as normas nele contidas não davam mais as respostas necessárias no sentido de implantar uma gestão mais moderna, com governança e transparência, tão necessárias para a Santa Casa atual.  Hoje são 80 leitos de UTI’s (adulto geral, coronariana, infantil, neonatal e pediátrica), tratamentos das mais diversas especialidades (oncologia, cardiologia, obstetrícia, entre outras), além de centro de diagnósticos (Raio-X, ultrassonografia e tomografia), atendendo mais de 700 mil pacientes do Sistema Único de Saúde – SUS nas regiões sul e sudeste de Mato Grosso.

Como é de conhecimento de todos, há sempre uma dificuldade para encontrar pessoas com disposição e agenda para ocupar cargos diretivos em qualquer Entidade, dificuldade esta que se potencializa quando se trata de uma instituição complexa como a Santa Casa, onde de acordo com o antigo estatuto, a administração era realizada por diretorias cujos membros precisavam deixar seus trabalhos, suas funções pessoais, para irem ao hospital no máximo algumas horas por dia.

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Esse modelo, que no passado poderia funcionar, atualmente não é mais suficiente, pois além de dificultar a vida das pessoas que ocupam estes cargos, o hospital com a grande estrutura atual, mais de 1.000 funcionários, grande complexidade jurídica, administrativa entre tantas outras, precisa de uma administração profissionalizada sob pena de não se conseguir mantê-lo com toda a sua complexidade funcionado adequadamente.

Com o modelo aprovado no novo estatuto, haverá um conselho de administração com membros voluntários (que nada recebem para isso), pessoas capacitadas, que não apresentem conflito de interesse com o hospital, que se responsabilizarão pelas decisões estratégicas, grandes negociações e acompanharão o desempenho dos executivos, que são funcionários contratados e que se dedicam diuturnamente na gestão do dia a dia do hospital. Também houve a abertura para que pessoas e membros de outras entidades da cidade possam votar nas eleições.

A revisão estatutária era uma das metas contidas no Plano de Recuperação da Santa Casa, que foi desenhado a partir de agosto de 2019 com intuito de encontrar soluções de forma ágil para recuperar o hospital, frente à grave crise financeira e de imagem à época.

O plano continha diversas ações, tais como a renegociação de contratos com equipes médicas e assistenciais, negociação com a prefeitura de Rondonópolis, principalmente em relação aos atrasos de pagamento, com o governo do Estado, referente às tabelas de valores defasadas há vários anos, sendo detectado diminuição de valores por parte do Estado, ao mesmo tempo em que estimulou a montagem de um número importante de UTI’s, que têm um alto custo de manutenção.

Outra ação essencial era conseguir emendas parlamentares junto à bancada Estadual e Federal para complementar e/ou repor os prejuízos causados pelos valores defasados. Com a conquista da credibilidade, vários recursos foram viabilizados, principalmente pelo deputado federal José Medeiros, recursos estes que, somados às doações de empresários e população em geral, possibilitaram o equilíbrio das contas e a realização de diversas ações, como por exemplo, implantar a radioterapia, construída pelo Governo Federal, mas que precisava ser implantada, exigindo para isso diversos investimentos, como formação de equipes, estrutura física, padronizações, equipamentos complementares, entre outros custos.

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O plano de recuperação foi todo implementado e contou com grande apoio, e aí se destacam a maioria dos profissionais que prestam serviços na Santa Casa (médicos, fisioterapeutas e vários outros) que, mesmo com pagamentos atrasados, renegociaram seus contratos e, salvo algumas exceções, não interromperam o atendimento aos pacientes. Outro ponto importante foi o apoio da equipe interna do hospital (enfermeiros, técnicos de enfermagem, administrativos); dos associados, que compareceram às Assembleias; das Entidades do SOS, cujos representantes, mesmo não sendo membro da Irmandade, se desdobraram em dedicação à causa; agentes e funcionários públicos que se disponibilizaram as tantas reuniões que ocorreram e, finalmente; os tantos apoiadores e voluntários que caminham juntos e estão sempre dispostos a ajudar quando necessário.

De vital importância também, foi o papel desempenhado pela imprensa de Rondonópolis, por dar espaço para que a Santa Casa pudesse prestar esclarecimentos de suas ações, ajudando na transparência junto à população e agentes públicos em geral.

Cabe ressaltar que, todo este movimento de recuperação se iniciou em agosto de 2019 e já em janeiro de 2020, o hospital começou a sentir os impactos da pandemia do Covid-19, que exigiu um enorme esforço para se adaptar e montar a estrutura necessária para fazer o enfrentamento esperado da Santa Casa, inclusive fazendo com que a mesma se destacasse no estado pela agilidade da implantação da UTI Covid-19 e pelo bom atendimento prestado aos pacientes que dela necessitaram.

E hoje, após 33 meses, a Santa Casa além do exemplar enfrentamento da pandemia sem parar nenhum atendimento às outras doenças, atendendo a todos que precisaram, já deu vários outros sinais positivos, como implantar o relevante e complexo serviço de radioterapia e zerar a fila de cirurgias oncológicas dos pacientes cadastrados no SUS; montar mais 10 UTI’s em cardiologia, tornando-se referência nesta especialidade; montar o hospital de olhos, realizar diversas reformas e melhorias no hospital para segurança dos pacientes e funcionários, como uma ampla rampa de acesso a todos os andares do hospital, renovação de todos os equipamentos de informática e implantação de novos softwares, que possibilitam informações e dados mais seguros dos pacientes e também processos administrativos mais ágeis, como fechamento contábil, faturamento ágil, contratualização, etc., além de investimentos na qualificação e valorização da equipe interna do hospital.

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Enfim, agora com a averbação do novo estatuto, dá-se início ao processo de transição e adequação entre o antigo e o novo documento, onde a primeira ação será o recadastramento de todos os associados, de acordo com o que rege o novo estatuto. A ação terá início nesta segunda-feira (02/05), das 8 às 20 horas, na Rua Sete de Setembro, 444 – Vila Birigui, sede do hospital Santa Casa Rondonópolis.

Diante disso, a Santa Casa convoca todos os Associados para realizarem o recadastramento junto à Administração, preferencialmente até o dia 21 de junho de 2022 e, no máximo, até o dia 21 de agosto de 2022, prazo este improrrogável, sendo que o não recadastramento até esta data será interpretado como pedido de demissão.

Os desafios continuam e há muito ainda para ser feito, mas certamente, a cada fase de sua história, a Santa Casa Rondonópolis, dentro das suas possibilidades, tomou as medidas necessárias para fazer o seu melhor e, hoje, não pode ser diferente, havendo muito ainda a realizar no sentido de manter seu objetivo filantrópico e, a cada dia, tornar-se um hospital melhor para se trabalhar e atender os pacientes.

COLETIVA DE IMPRENSA

Para falar sobre o registro do novo Estatuto Social, além das principais conquistas e dificuldades enfrentadas até o presente momento, a diretoria deve realizar uma coletiva de imprensa nesta terça-feira (03), às 19 horas, na Santa Casa Rondonópolis (entrada da praça, espaço que está em reforma, mas que será apresentado para a imprensa e sociedade).

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Rondonópolis

Prefeito encaminha veto a projeto que suspendia extinção da CODER

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Foto- Assessoria

O Poder Executivo de Rondonópolis apresentou o Veto Total nº 0039/2026, referente ao Projeto de Lei Legislativo nº 0137/2026, de autoria do vereador Vinicius Amoroso, que propunha suspender a eficácia da legislação que autorizou a liquidação e extinção da Companhia de Desenvolvimento Econômico de Rondonópolis (CODER).

O veto foi protocolado na Câmara Municipal sob o Protocolo Legislativo nº 3339/2026 e será submetido a apreciação pelos vereadores na última sessão do mês de setembro.

De autoria de Vinicius Amoroso, o projeto pretendia suspender a eficácia da Lei Complementar nº 573, de 4 de dezembro de 2025, responsável por autorizar a liquidação e extinção da CODER. A proposta estabelecia que a suspensão permaneceria até o cumprimento dos requisitos legais, administrativos e judiciais relacionados ao processo.

Na justificativa da proposta legislativa, a medida buscava interromper temporariamente os efeitos da extinção da companhia enquanto não fossem concluídas as providências consideradas necessárias para garantir a regularidade do processo.

Com o veto total apresentado pelo Executivo, caberá agora ao Plenário da Câmara Municipal apreciar a decisão. Os vereadores poderão manter o veto ou rejeitá-lo, conforme o resultado da votação e as regras previstas na legislação municipal.

O embate coloca novamente a CODER no centro das discussões entre Executivo e Legislativo, em um processo que envolve o futuro da companhia, seu patrimônio, obrigações e os procedimentos necessários para eventual liquidação e encerramento das atividades.

A votação do veto deverá definir se o projeto de Vinicius Amoroso será definitivamente arquivado ou se terá seus efeitos preservados mediante derrubada da decisão do Executivo.

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Política MT

Alessandra acusa adversário de “jogar baixo” e diz que candidatura incomoda por ameaça à disputa por cadeira na ALMT

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Foto- Redes Sociais

A candidata a deputada estadual Alessandra Ferreira (Podemos) elevou o tom contra um adversário político ao comentar as recentes movimentações na Justiça envolvendo sua possível candidatura à Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT). Sem citar nominalmente o adversário no trecho, Alessandra afirmou que ele estaria incomodado com o crescimento de seu projeto político e que, em vez de disputar nas urnas, estaria tentando utilizar a Justiça para dificultar sua participação na eleição.

“Ele está muito incomodado com tudo isso, incomodado que há uma grande chance, possibilidade de a gente alcançar essa cadeira e, infelizmente, ele não quer vir para a disputa no pau a pau”, afirmou.

Na avaliação de Alessandra, a tentativa de questionar sua candidatura não deve prosperar e representa uma forma inadequada de fazer política.

“Ele quer jogar baixo desse jeito, buscando a Justiça, mas eu acredito que a Justiça vai ser justa e vai entender que nós estamos fazendo o que todo cidadão tem a possibilidade de fazer e tem o dever de fazer”, declarou.

A candidata também levantou a possibilidade de que sua condição de mulher e o fato de ser esposa do prefeito de Rondonópolis, Cláudio Ferreira, estejam entre os fatores que provocariam resistência ao seu projeto eleitoral.

“Eu não sei se é porque eu sou mulher, eu não sei se é porque eu sou a esposa do Cláudio, eu não sei se ele está se sentindo acuado, se ele pensa que a nossa candidatura atrapalha a dele”, disse.

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Alessandra defendeu ainda que a disputa eleitoral seja definida pelo eleitor e afirmou que sua candidatura estaria ganhando força justamente por provocar reações dos adversários.

“Eu entendo que nós estamos no caminho certo, porque senão ele não estaria fazendo isso. Eu só gostaria que ele fosse mais homem e não jogasse baixo igual ele está jogando e fizesse uma disputa justa”, afirmou.

A pré-candidata reforçou que considera legítimo o direito de qualquer cidadão disputar uma eleição e pediu que a população tenha liberdade para decidir nas urnas.

“Deixar o povo escolher. O cidadão tem o direito de fazer a sua escolha, escolher o que é melhor para sua cidade, melhor para seu estado”, declarou.

Na sequência, Alessandra associou o discurso eleitoral às ações e investimentos realizados em Rondonópolis. Ela citou obras e serviços na área da saúde, o microrevestimento de vias e a ordem de serviço para o viaduto, além da duplicação do anel viário, destacando a parceria entre o município e o Governo de Mato Grosso.

“Nós não fazemos a política da pessoalidade. E, como eu falei, eu sinto muito por um homem velho daquele, velho na política, enxergar dessa forma, mas você tem uma oportunidade de mudar os seus pensamentos. Pense grande, vamos ser grande, vamos pensar numa Rondonópolis para todos”, concluiu.

As declarações colocam a disputa pela vaga na Assembleia em um novo patamar de confronto político, com Alessandra sinalizando que pretende manter a candidatura e enfrentar os adversários diretamente nas urnas.

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Política MT

Advogado compara Wellington Fagundes a “chupim” em crítica à aproximação de Janaína Riva com o PL

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Foto- Redes Sociais

O advogado de Rondonópolis e analista político Dr. Olivar, apoiador da deputada estadual Alessandra Ferreira, fez uma avaliação contundente sobre a movimentação política envolvendo a deputada estadual Janaína Riva, o MDB e o PL. A análise foi feita na manhã desta quinta-feira (10), durante participação no programa Bom Dia Cidade, da Rádio 104 FM.

Ao comentar a aproximação de Janaína Riva com o PL e o espaço ocupado pela direita em Mato Grosso, Olivar utilizou uma metáfora para definir o papel que atribui ao senador Wellington Fagundes no processo.

“Eu até falei carinhosamente, fiz um apelido para o Wellington Fagundes: ele é o chupim”, afirmou.

Segundo Olivar, a comparação faz referência ao comportamento do pássaro conhecido por colocar seus ovos no ninho de outras aves, deixando que elas façam o trabalho de incubação e criação.

Na avaliação do analista, Fagundes estaria tentando inserir Janaína Riva no “ninho” político construído pelo PL e pelo crescimento da direita em Mato Grosso.

“O PL sai gigante das urnas. Esse ninho não foi construído pelo Wellington Fagundes, não foi pelo carisma do Wellington Fagundes. O PL é outro ninho”, afirmou.

Olivar sustentou que o fortalecimento do PL não seria resultado exclusivamente da atuação individual de Fagundes, mas de uma transformação do cenário político e do crescimento do eleitorado de direita.

Para ele, a eventual entrada de Janaína no espaço político do PL representa uma disputa pelo controle dessa estrutura eleitoral.

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“Esse ninho construído, onde os eleitores de direita confiam, o Wellington Fagundes vem e coloca o ovo do chupim, que é a Janaína Riva”, declarou.

Disputa pelo eleitorado da direita

O analista também avaliou que uma candidatura ao Senado exige uma estratégia diferente daquela utilizada em eleições proporcionais.

Na visão de Olivar, Janaína Riva possui uma trajetória marcada pela capacidade de transitar entre diferentes grupos políticos, mas uma eventual candidatura majoritária exigiria também a conquista de uma parcela significativa do eleitorado identificado com a direita.

“Para ser deputada ela não depende [do voto da direita], mas como majoritária, para o Senado, ela sabe que depende”, afirmou.

Olivar questionou, então, quem estaria levando vantagem na aproximação: Janaína Riva ao entrar na estrutura do PL ou o próprio partido ao incorporar uma candidatura com estrutura política própria.

A metáfora do “chupim”, segundo ele, representa justamente essa disputa.

“Quem está usando a estrutura de quem?”, questionou.

Estrutura política

Durante a entrevista, Olivar também relacionou a trajetória eleitoral de Janaína Riva à estrutura política construída por seu pai, o ex-deputado estadual José Riva.

Ele argumentou que a ascensão eleitoral da deputada não poderia ser analisada apenas pelo aspecto pessoal ou pelo carisma, mas também pela estrutura política construída ao longo de décadas.

O analista classificou José Riva como um “animal político”, no sentido utilizado pela sociologia e pela ciência política, ao defender que estruturas políticas podem sobreviver aos próprios personagens que as construíram.

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A partir dessa leitura, Olivar avalia que a atual movimentação em torno de Janaína Riva seria parte de uma estratégia mais ampla de manutenção e expansão dessa estrutura política.

A análise, entretanto, é uma avaliação política apresentada por Olivar durante o programa, e não uma conclusão judicial ou constatação oficial sobre as articulações mencionadas.

No fim, a metáfora deixada pelo analista resume sua crítica: o PL construiu um ninho eleitoral identificado com a direita; agora, a disputa é para saber quem vai controlar esse ninho.

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