Política MT
Barranco se reuniu na Seduc para tratar sobre a retomada do Profuncionário
Foto: PEDRO LUIS VELASCO DE BARROS
O deputado estadual Valdir Barranco (PT) se reuniu na quinta-feira (5) com o secretário adjunto de Educação, Amauri Monge; a secretária adjunta de gestão de pessoas, Flávia Soares; a deputada federal, Professora Rosa Neide (PT-MT); e representantes dos profissionais da educação de Mato Grosso para cobrar urgência no retorno do Profuncionário.
Na reunião ficou decidido que a retomada das inscrições do programa será no dia 10 de julho, com início dos cursos em 10 de setembro, mas tudo isso dependendo de uma parceria com o Instituto Federal de Mato Grosso (IFMT). “Buscaremos essa dualidade da forma mais rápida possível com a instituição para antecipar o quanto antes o começo das inscrições e das aulas de capacitação. O programa prevê um investimento de quatro milhões de reais para a execução de dois anos de curso. O valor corresponde a 65 reais mensais por funcionário, um custo baixo para os ganhos advindos da qualificação”, afirmou Barranco.
O secretário adjunto, Amauri Monge, disse que a pasta não dispõe do valor total para que os 2.165 profissionais da educação sejam atendidos pelo programa, por isso precisa dessa união para dar seguimento ao processo. “A Seduc não tem esse valor todo em caixa para colocar o projeto em prática, por isso precisamos nos unir com o IFMT. Com a confirmação do instituto, podemos dar encaminhamentos sobre o processo e, por fim, abrir as inscrições em julho e dar início as aulas em setembro”, argumentou.
Presentes na conversa, os vigilantes Zenil, Rubens, André Moura e Jonas Andrade; e o responsável por serviços gerais, Ravanílson; todos representando os profissionais, ficaram satisfeitos com a proposta apresentada. “Se realmente houver essa suplementação que o deputado disse, a gente pode trabalhar com a abertura das inscrições em julho com início do curso ainda neste ano”, falou Rubens.
O vigilante André Moura relatou que os profissionais precisam urgentemente dessa qualificação, pois muitos estão realizando serviços sem o devido conhecimento. “Necessitamos da abertura do curso para capacitar e instruir os profissionais para as diversas situações que ocorrem durante o tempo que estamos em serviço nas instituições de ensino. Infelizmente, todos nós já fazemos os serviços de manutenção e afins, mas estamos sem a qualificação necessária para isso”, explicou.
A deputada Rosa Neide reafirmou o planejamento de entrar em contato com o IFMT e o professor João Monlevade, um dos precursores do instituto, para fechar essa colaboração entre as partes. “Vamos puxar o IFMT para essa sociedade. Entrarei em contato com o João para ele participar de todo o processo de diálogo, devido ao seu conhecimento sobre as aulas de capacitação, e decretaremos essa união. O Profuncionário tem de sair neste ano”, salientou.
Política MT
Deputado Júlio Campos pede suspensão de privatização

O deputado Júlio Campos chamou atenção para a privatização de estradas abandonadas na região do Arinos e no Médio Norte de Mato Grosso, nesta quarta-feira (10), na Assembleia Legislativa de Mato Grosso.
“Venho fazer um apelo e uma advertência ao senhor governador Otaviano Pivetta e ao senhor Secretário de Estado de Infraestrutura e Logística, Marcelo de Oliveira, sobre o estado lamentável de duas rodovias importantíssimas. A MT-338, a Estrada da Baiana, aberta no meu governo (1983 a 87) quando priorizei a ligação de Juara com Sinop e Cuiabá, economizando 200 km do trajeto. Essa estrada foi pavimentada pelo governo Blairo Maggi, mas hoje encontra-se acabada e com buracos por todos lados. E mesmo nessa situação, segue sendo privatizada”, indagou Júlio Campos.
Segundo o parlamentar, o valor do pedágio a ser cobrado para cada trecho de 30 quilômetros será de R$12,75. A MT-338, interliga os municípios de Lucas do Rio Verde e Tapurah, a partir do entroncamento com a BR-163.
A estrada é um importante caminho de escoamento logístico da produção agrícola e pecuária em direção ao Vale do Arinos e ben eficia também cidades como Itanhangá, Porto dos Gaúchos, Juara e Juína, afetando mais de nove comunidades e 150 mil habitantes.
Júlio Campos também chamou atenção para a situação de outra estrada: a MT-220, no trevo Tabaporã, no Médio Norte de Mato Grosso, entre Vera e Sorriso.
Concessão assinada
O pedido de Júlio Campos é para que o governador adie a concessão em prol da redução dos custos do pedágio.
“Senhor secretário Marcelo Padeiro, que é um homem dinâmico, está na hora de sua equipe fazer uma fiscalizaçã o rigorosa para rever a privatização dessas duas rodovias. O estado atual é lamentável. Tem que restaurar as rodovias antes de ser privatizada, porque do contrário o pedágio ficará muito caro, pois a manutenção será repassado ao usuário. é por isso que tem estrada estadual na qual o custo do pedágio é o dobro do valor de uma estrada federal. Veja a BR-163, o pedágio custa quase a metade do valor de estradas estaduais e o motorista trafega de Rondonópolis e Sinop sem buracos e de forma segura”, afirmou Júlio Campos.
A concessão das duas estradas foi assinada em 01 de setembro de 2025 pelo secretário Marcelo Ol iveira, com o Consórcio Vale do Arinos, com o aval da Agência estadual de regulação Ager.
Política MT
Zé Medeiros quer proibir multas ambientais automáticas baseadas apenas em imagens de satélite

Foto-Assessoria
Multas ambientais, embargos e bloqueios de crédito rural baseados exclusivamente em imagens de satélite ou sistemas automatizados poderão ser proibidos no Brasil. A medida está prevista em um projeto de lei apresentado pelo deputado federal Zé Medeiros (PL) na Câmara dos Deputados.
A proposta cria a Lei Nacional de Garantia do Devido Processo Legal na Fiscalização Ambiental Rural e estabelece que nenhuma penalidade poderá ser aplicada sem vistoria presencial realizada por agente público competente, acompanhada de laudo técnico detalhado e identificação precisa da suposta infração.
“O avanço tecnológico deve servir ao interesse público, mas jamais pode substituir o devido processo legal, o contraditório, a ampla defesa e a verificação dos fatos. O satélite pode apontar indícios, mas não pode condenar ninguém. Hoje, muitos produtores enfrentam multas, embargos e até bloqueios de crédito sem que um fiscal tenha sequer visitado a propriedade. Isso gera insegurança jurídica e fere o direito de defesa”, argumentou o parlamentar.
O projeto prevê que imagens de satélite e sistemas de sensoriamento remoto tenham caráter apenas preliminar e informativo, impedindo que sejam utilizados como prova única para aplicação de sanções. Caso não haja vistoria presencial, multas, embargos e demais restrições poderão ser considerados nulos.
“O produtor rural não pode ser tratado como criminoso por um algoritmo. A fiscalização ambiental é necessária, mas precisa ocorrer dentro dos limites da lei e com respeito ao direito de defesa”, concluiu.
A proposta também proíbe o bloqueio automático de financiamentos e a inclusão de produtores em cadastros restritivos com base apenas em alertas gerados por sistemas remotos. As restrições só poderão ocorrer após decisão administrativa definitiva, com garantia do contraditório e da ampla defesa.
O texto ainda prevê mecanismos de transparência para os sistemas automatizados utilizados pelos órgãos ambientais. Segundo Medeiros, a medida busca evitar punições indevidas causadas por falhas na interpretação de imagens de satélite e algoritmos, conciliando a proteção ambiental com a segurança jurídica e o direito de defesa dos produtores rurais.
Política MT
Ex-governador Mauro Mendes rebate senador Wellington Fagundes sobre obras da MT-170

Ex-governador Mauro Mendes
O ex-governador Mauro Mendes voltou a criticar o senador Wellington Fagundes em meio às discussões sobre as obras da MT-170, antiga BR-174, no estado de Mato Grosso.
Em declarações recentes, Mauro rebateu as críticas feitas pelo senador sobre a qualidade das obras executadas na rodovia e afirmou que a estrada permaneceu abandonada durante anos sob responsabilidade do Governo Federal. Segundo ele, a estadualização da via ocorreu justamente para garantir a retomada das obras e melhorar a trafegabilidade da região.
Mauro Mendes também acusou Wellington Fagundes de “faltar com a verdade” ao questionar o andamento dos serviços e destacou que, antes da intervenção do Estado, motoristas enfrentavam sérios problemas estruturais na rodovia, incluindo longos períodos de atoleiros e dificuldades de deslocamento.
O embate ganhou força após Wellington cobrar investigações sobre possíveis falhas na execução das obras e defender acompanhamento do Tribunal de Contas do Estado (TCE-MT) nos contratos relacionados à MT-170.
A discussão entre os dois líderes políticos amplia o clima de disputa política em Mato Grosso, principalmente diante das articulações visando as eleições de 2026.
Veja Vídeo:
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