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Curso visa uniformizar procedimentos operacionais de ocorrências de sequestro

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Um curso voltado especialmente à atividade investigativa de crimes de extorsão mediante sequestro, roubos a banco, a defensivos agrícolas e enfrentamento a organização criminosa iniciou nesta sexta-feira (23.11), em Cuiabá.

O 2ª Curso de Operações Antissequestro, coordenado pela Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO) e a Academia de Polícia Civil (Acadepol), objetiva uniformizar os procedimentos operacionais nas ocorrências criminais, buscando a eficácia das ações, reduzindo risco a vítimas e policiais.

Até o dia 7 de dezembro 24 alunos passarão por intenso treinamento nas áreas investigativa e operacional. Serão 140 horas/aulas, sendo 100 horas investigativas e 40 horas de treinamento operacional, em ambientes diversos da maioria das aulas teóricas e práticas.

A aula inaugural ocorreu nesta manhã, no auditório da sede da Diretoria Geral da Polícia Judiciária Civil de Mato Grosso, na capital, com a presença do secretário de Segurança, Gustavo Garcia, secretário de Justiça e Direitos Humanos, delegado Fausto José  Freitas da Silva, do secretário-adjunto de Integração Operacional, coronel PM, Jonildo Assis, do comandante do Centro Integrado de Operações Aéreas (CIOPAer), tenente-coronel PM. Juliano Chiroli, dos diretores da Polícia Civil, Rogério Atílio Modeli (Atividades Especiais), Mário Dermeval Aravechia de Resende (Execução Estratégica), Anderson Clayton da Cruz e Veiga (Metropolitano), Carlos Fernando da Cunha (Academia), alunos e o convidado especial e palestrante da primeira aula, delegado Fábio Nelson Fernandes, titular da Divisão Antissequestro da Polícia Civil de São Paulo.

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O delegado titular da GCCO, Diogo Santana Souza, em sua fala, ressaltou a importância dos  parceiros e colaboradores para realização curso, como a Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja), Banco do Brasil, Banco Santander e Bravo Logistic, além de outros parceiros os quais o delegado entregou certificado de agradecimento e placa de homenagem.

Para o delegado é necessário difundir o conhecimento não somente aos policiais que atuam na Gerência, mas também para policiais de outras unidades do estado, em razão de muitas das ocorrências serem eles os primeiros a chegarem ao local.

“É muito importante que um crime, por exemplo, de extorsão mediante sequestro cometido, em Cuiabá, seja enfrentado, investigado da exata maneira que no interior do estado. Ao longo dos anos, isso se mostrou a maneira mais eficaz, que apresenta menos riscos, tanto para as vítimas quanto para os policiais”, frisou.

O diretor de Atividade Especiais, delegado Rogério Atílio Modeli, lembrou o processo rigoroso de seleção dos alunos, que após teste de aptidão física, análise de perfil e outros critérios, foram aprovados à capacitação. “Hoje não tem indicação em nossos cursos, selecionamos os mais aptos”, afirmou.

O secretário de Segurança, Gustavo Garcia, que também recebeu placa de homenagem, destacou a função da Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO) dentro do sistema de segurança pública de Mato Grosso.

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“Essa Gerência enfrenta os principais problemas do estado, eventos que causam muita repercussão social e seus servidores precisam estar capacitados, ter esse olhar especial porque estão em uma demanda extraordinária, que exige resposta eficiente”, asseverou.

Aula inaugural

Com experiência de mais de 17 anos na atividade de crimes ligados a extorsão mediante sequestro no estado de São Paulo, o delegado Fábio Nelson Fernandes, titular da Divisão Antissequestro da Polícia Civil de São Paulo, ministrou aula sobre as ações práticas e conhecimentos adquiridos durante os vários anos de atuação à frente de casos de sequestro em São Paulo.

“E uma investigação muito complexa, que se tem a negociação paralelamente com a investigação. O grande negócio de trabalhar com o crime de sequestro é saber que estamos investigando para salvar. Isso é o que movimenta os times antissequestros e fazem com  que os policiais se doem para que a solução seja a melhor possível, que é o retorno da vítima para casa.  Nas atividades de polícia judiciária não há nenhum crime que você atue ou investigue, que tenha um prêmio tão grande que é o retorno de um ente querido à sua família”, disse.

Homenagens

Além das empresas e instituições homenageadas pela parceria junto a Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO), também receberam agradecimentos na forma de placa: o secretário de Segurança Gustavo Garcia; o secretário de Justiça e Direitos Humanos, delegado Fausto José  Freitas da Silva; o comandante do Centro Integrado de Operações Aéreas (CIOPAer), tenente-coronel PM Juliano Chiroli; o delegado geral da PJC, Fernando Vasco e os diretores Rogério Atílio Modeli (Atividades Especiais), Mário Dermeval Aravechia de Resende (Execução Estratégica), a delegada chefe de gabinete, Cleibe Aparecida de Paula; o delegado do GOE, Ramiro Mathias Ribeiro Queiroz; o investigador Sidney Ribeiro Santana (DERRFVA, em tratamento no hospital Sara Kubitsckek, em Brasília, após ser ferido durante ocorrência de sequestro no final de 2017), investigador Santhiago Marcondes Soares (GCCO), o escrivão recém-aposentado, Paulo Alves Alencar (GCCO) e também o delegado da PC-SP, Fábio Nelson Fernandes, palestrante da aula inaugural.

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Foto: Asscom-PJC-MT

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Pedido de soltura de bombeiro acusado de atirar contra residência é negado em Rondonópolis

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A tentativa da defesa de transferir para o regime domiciliar o bombeiro militar, acusado de disparar contra uma residência em Rondonópolis (MT), foi rejeitada pelo Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT). O desembargador Paulo Sergio Carreira de Souza, da Terceira Câmara Criminal, manteve a prisão preventiva do militar, que buscava o atual companheiro de sua ex-namorada. Os advogados pleiteavam a substituição da pena por prisão domiciliar combinada com monitoramento eletrônico e tratamento psiquiátrico, alegando que o acusado sofre de transtornos mentais e necessita de acompanhamento especializado.

O episódio, ocorrido na noite de 2 de abril, gerou pânico entre os moradores da região. Conforme os autos, uma testemunha relatou à Polícia Civil que precisou correr para se proteger com o filho pequeno nos braços assim que os tiros começaram. No local do atentado, a perícia recolheu oito cartuchos deflagrados de calibre 12, e o cão da família acabou baleado na perna. O bombeiro foi identificado por meio de câmeras de segurança e, posteriormente, apresentou-se à delegacia com o auxílio de um sargento da corporação, resultando em uma denúncia formal pelos crimes de disparo de arma de fogo e maus-tratos a animais.

Ao avaliar o pedido de habeas corpus, o desembargador considerou a prisão preventiva legítima e necessária para a garantia da ordem pública, dada a gravidade da conduta do agente. O magistrado destacou que o tribunal de segunda instância não poderia atropelar a análise do juiz de origem em Rondonópolis, que ainda avalia a aplicação de medidas cautelares alternativas. Além disso, o argumento defensivo sobre a demora na realização da perícia psiquiátrica — agendada apenas para agosto — não foi conhecido nesta ação, sob a justificativa técnica de que não se deve misturar debates sobre a legalidade da prisão com a celeridade de exames de insanidade mental em um mesmo recurso.

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Apesar de manter a detenção, o Judiciário demonstrou atenção às condições de saúde do réu. No despacho, o desembargador determinou que a direção da unidade prisional onde o militar está encarcerado preste informações detalhadas, no prazo legal, sobre a estrutura de atendimento interno. O estabelecimento penal deverá esclarecer se dispõe de profissionais habilitados nas áreas de psicologia e psiquiatria, se o paciente já está recebendo o devido acompanhamento especializado e qual tem sido a sua resposta clínica ao tratamento oferecido.

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Corpo de Bombeiros combate incêndio em três carretas estacionadas em posto de combustível

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O Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso (CBMMT) combateu, na segunda-feira (25.5), um incêndio que atingiu três carretas que estavam estacionadas no pátio de um posto de combustíveis às margens da BR-163, em Rondonópolis (a 215 km de Cuiabá).

A equipe do 3º Batalhão de Bombeiros Militar (3º BBM) foi acionada após o fogo começar em uma das carretas e se alastrar para os outros dois veículos, que estavam vazios no momento da ocorrência. Conforme informações no local, as chamas tiveram início no veículo estacionado ao centro e se propagaram rapidamente para as carretas ao lado devido à proximidade entre elas.

Quando os bombeiros chegaram, o incêndio já estava em grandes proporções. Os militares iniciaram imediatamente o combate às chamas e conseguiram controlar e extinguir o fogo, evitando que o incêndio atingisse estruturas próximas ao posto de combustíveis.

Após a extinção das chamas, a equipe realizou o trabalho de rescaldo para eliminar possíveis focos remanescentes e garantir a segurança da área. Não há informações sobre as causas do incêndio.

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Suspeitos são detidos por tráfico de drogas após resistência à abordagem policial em Alto Garças

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Durante patrulhamento em Alto Garças, uma guarnição da Polícia Militar foi acionada por meio de denúncia anônima informando sobre um possível ponto de comércio de entorpecentes em uma residência localizada na Avenida Mato Grosso, abaixo de um supermercado nesta terça-feira (26).

Ao chegar ao local, os policiais perceberam forte odor de maconha vindo da residência. Durante a abordagem, um dos suspeitos desobedeceu às ordens da equipe policial e avançou em direção aos militares com a mão na cintura, sendo necessário efetuar dois disparos de arma de fogo para cessar a possível agressão.

Na sequência, o suspeito retirou um aparelho celular da cintura e o arremessou ao chão, danificando o objeto, vindo posteriormente a se deitar no solo. Outro suspeito também apresentou resistência, retirando um objeto da cintura e o lançando sobre o telhado de uma residência vizinha. Apesar das buscas realizadas, o material não foi localizado. A terceira suspeita colaborou com a ação policial.

Durante buscas no imóvel, os policiais localizaram três porções análogas à maconha, um rolo de papel filme utilizado para embalo da substância, três aparelhos celulares e a quantia de R$ 704,50 em espécie.

Todos os suspeitos, bem como os materiais apreendidos, foram encaminhados à Delegacia de Polícia Civil de Alto Garças para as providências cabíveis.

Nenhum dos suspeitos foi atingido pelos disparos, sendo todos apresentados sem lesões corporais.

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