Mato Grosso
Gilberto Figueiredo é lembrado pelas ações inclusivas voltadas às pessoas com deficiências
Antes da atual gestão, espera por cadeiras de rodas chegou a ser de 5 anos; Figueiredo recebeu apoio e reconhecimento por mudança de cenário
No Dia Nacional de Luta da Pessoa com Deficiência, comemorado nesta quarta-feira (21), o ex-secretário estadual de Saúde e candidato a deputado estadual, Gilberto Figueiredo (UB), teve seu trabalho com ações inclusivas voltadas às pessoas com deficiências reconhecido pela superintendente estadual de Políticas Públicas para Pessoas com Deficiência de Mato Grosso, Tais Augusta de Paula.
Segundo Tais, a mudança de cenário foi proporcionada pela gestão de Gilberto Figueiredo, pois antes desse novo modelo, os portadores de deficiência se deparavam com longas filas à espera de conseguir uma cadeira de rodas. Outro feito reconhecido foi a retomada da oferta de serviços de qualidade do Centro de Reabilitação Dom Aquino Corrêa.
“Meu trabalho junto com o Gilberto Figueiredo primeiro foi no Centro de Reabilitação Dom Aquino Corrêa, que ficou muitos anos praticamente abandonado, e as pessoas deficientes que precisavam de cadeiras de rodas esperavam 4 ou 5 anos para receber uma cadeira. Na atual gestão, a gente mudou tudo isso através de uma Secretaria de Saúde que trabalha com amor e respeito a todos”, destaca.

Tais também declarou seu apoio à candidatura de Gilberto à Assembleia. E lembrou da importância do olhar atento e sensibilidade do ex-secretário para todas as subáreas da SES, bem como o dinamismo e praticidade encontrados na oferta de serviços e na busca por equipamentos especiais para as pessoas com deficiência.
“Quando uma pessoa faz o bem sem olhar a quem ela merece o nosso apoio, graças a Deus hoje nós não temos fila para cadeira de rodas na capital. No estado de Mato Grosso, todas as pessoas que necessitam de cadeira de rodas têm sido atendidas rapidamente. O que para nós significa qualidade de vida, porque assim como as pernas são fundamentais para todos, a cadeira de rodas é fundamental para nós que precisamos”, completa.
Gilberto, que foi o gestor com mais tempo na pasta da saúde estadual dos últimos 12 anos, entre 2019 e 2022, agradeceu o reconhecimento e parceria de Tais em ações conjuntas e garantiu trabalhar, como deputado, para que a qualidade e melhoria da oferta dos serviços para pessoas com deficiência sejam mantidos.
“Fico muito feliz em poder contar com todos nesta candidatura. Juntos, vamos atuar na Assembleia Legislativa em defesa da saúde, da educação, da profissionalização e da inclusão social. Fico emocionado com o relato da Tais, que chegou de surpresa em uma de nossas reuniões de campanha. Ela esteve ao nosso lado durante a gestão da Secretaria de Estado de Saúde e nos auxiliou em muitos avanços em prol das pessoas com deficiência. Tenho muita gratidão por cada palavra deste depoimento que me emociona. É nessas horas que a gente pensa: a luta vale a pena”, ressalta Gilberto.
Indicadores de atendimentos
Segundo a Secretaria de Estado de Saúde de Mato Grosso (SES-MT), entre janeiro de 2018 e junho de 2022, o Centro de Reabilitação Dom Aquino Corrêa (Cridac), entregou 4.548 cadeiras de rodas aos pacientes. Quase 80% desses atendimentos foram realizados depois de 2018, na gestão Gilberto Figueiredo na SES.
O Cridac também forneceu 2.683 concessões de OPM (Órtese, Prótese e Meio Auxiliar de Locomoção), entre janeiro de 2018 e junho de 2022. No mesmo período, 4.582 pacientes foram atendidos com a concessão de aparelhos auditivos (AASI); e 293.237 atendimentos de natureza conduta terapêutica, exames, procedimentos de reabilitação foram realizados no pelo Centro.
Fonte: Eleições 2022
Mato Grosso
Circuito do Varejo promove capacitação sobre atendimento e vendas digitais em Lucas do Rio Verde, Alta Floresta, Colíder e Água Boa

Mato Grosso
Leis aprovadas por Câmaras são declaradas inconstitucionais em MT

Foto- Assessoria
Leis aprovadas em câmaras municipais que avançam sobre atribuições típicas do Poder Executivo continuam sendo alvo de questionamentos no Judiciário, com reiterado reconhecimento de inconstitucionalidade por vícios formais. Em decisões recentes envolvendo municípios mato-grossenses, a exemplo de Sinop e Rondonópolis, o Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) reafirmou os parâmetros que delimitam a atuação do Legislativo local.
Nesse contexto, o Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) tem se manifestado em ações diretas de inconstitucionalidade apontando irregularidades em leis de iniciativa parlamentar que tratam da execução de políticas públicas. Foi o que ocorreu nos casos das Leis Municipais nº 3.599/2025, que instituiu a denominada Escola Ambiental, e nº 3.641/2026, que criou o Programa Oftalmologia nas Escolas, ambas no município de Sinop.
As análises jurídicas indicam que essas normas apresentaram vício formal de iniciativa, uma vez que trataram de matérias cuja proposição é reservada ao chefe do Poder Executivo. A Constituição Federal e a Constituição do Estado de Mato Grosso estabelecem que cabe privativamente ao Executivo propor leis que disponham sobre organização administrativa, funcionamento de órgãos públicos e implementação de políticas governamentais, entendimento que se aplica aos municípios por simetria constitucional.
Nos casos analisados, as leis não se limitaram à criação de diretrizes gerais, mas passaram a disciplinar a execução das políticas públicas. Entre os pontos identificados estão a definição de periodicidade de serviços, a imposição de atividades específicas por secretarias e a vinculação direta de ações à estrutura administrativa do município. Esse tipo de previsão normativa caracteriza ingerência indevida na esfera do Executivo, ao restringir a margem de decisão administrativa quanto à conveniência, oportunidade e viabilidade das medidas.
Situação semelhante foi verificada em Rondonópolis, onde a Lei Municipal nº 14.224/2025 instituiu o projeto “Bem-Estar Rural”, determinando a realização de atividades físicas e de lazer para a população, com frequência mínima semanal e execução a cargo de secretaria municipal. O entendimento consolidado foi de que a norma, também de iniciativa parlamentar, impôs obrigações concretas ao Executivo, interferindo na gestão administrativa, no planejamento de políticas públicas e na alocação de recursos humanos, além de exigir contratação de profissionais.
Nessa hipótese, assim como em Sinop, o Ministério Público apontou que, embora a iniciativa legislativa tenha sido orientada por finalidade social relevante, a forma adotada acabou por invadir a esfera de competência do Executivo, comprometendo o equilíbrio entre os poderes e retirando do gestor público a possibilidade de avaliar a melhor forma de execução da política pública.
Outro ponto comum nos casos analisados é a violação ao princípio da separação dos poderes. Embora o Legislativo tenha papel essencial na formulação de normas e na representação da sociedade, sua atuação encontra limites constitucionais. Quando a lei estabelece comandos operacionais específicos, substitui a discricionariedade administrativa por obrigações previamente definidas, caracterizando interferência indevida na gestão pública.
Além disso, foi constatada a ausência de estimativa de impacto orçamentário e financeiro em leis que criavam despesas públicas obrigatórias e continuadas. A exigência constitucional de apresentação desse estudo busca garantir o equilíbrio das contas públicas e a compatibilidade com o planejamento orçamentário. A inobservância desse requisito tem sido considerada vício suficiente para invalidar as normas.
A atuação do Ministério Público nesses casos busca assegurar que o processo legislativo observe os parâmetros constitucionais, contribuindo para a produção de normas eficazes e juridicamente válidas, sempre reconhecendo o importante papel das câmaras municipais na elaboração de leis que estabeleçam diretrizes gerais e políticas públicas em sentido amplo.
Mato Grosso
Estado é condenado a reformar Cadeia Pública feminina de Cáceres
A pedido da 1ª Promotoria de Justiça Cível de Cáceres (a 225 km de Cuiabá), a Justiça determinou que o Estado de Mato Grosso apresente, no prazo de até 90 dias, um plano completo para sanar irregularidades estruturais, sanitárias e de segurança na Cadeia Pública Feminina de Cáceres, sob pena de multa diária em caso de descumprimento. A 4ª Vara Cível da comarca julgou procedente a Ação Civil Pública (ACP) ajuizada pelo Ministério Público de Mato Grosso. A sentença foi proferida em 21 de maio.
A decisão judicial estabelece que o Estado deve elaborar, apresentar e implementar um Plano de Adequação Estrutural e Funcional, no qual deverão constar, de forma detalhada, todas as intervenções necessárias para a regularização da unidade, incluindo obras, reparos e medidas voltadas ao cumprimento das normas de segurança contra incêndio, das condições sanitárias e das exigências estruturais. O cronograma deverá indicar, ainda, os prazos de início e conclusão de cada etapa, a estimativa de custos, as fontes de financiamento e os órgãos responsáveis pela execução.
Além disso, o Estado deverá comprovar periodicamente o andamento das ações por meio da apresentação de relatórios técnicos e registros fotográficos a cada 60 dias, evidenciando a evolução das medidas adotadas. Na sentença, o juízo também fixou multa diária de R$ 2 mil, limitada inicialmente a R$ 100 mil, em caso de descumprimento dos prazos estabelecidos.
De acordo com a ação, a investigação teve início após a 1ª Promotoria de Justiça Criminal identificar irregularidades relevantes na unidade durante fiscalizações de rotina, especialmente relacionadas à estrutura física, à segurança e ao funcionamento, com risco à integridade de custodiadas e servidores. Diante desse cenário, a 1ª Promotoria de Justiça Cível instaurou procedimento para acompanhar a situação e cobrar providências do Estado, responsável pela gestão do sistema prisional.
As apurações revelaram um quadro crônico de precariedade estrutural, com edificações deterioradas, problemas nas instalações elétricas, ausência de sistemas adequados de prevenção a incêndios e falhas nas condições sanitárias. Relatórios técnicos e vistorias realizadas por órgãos como o Corpo de Bombeiros, a Vigilância Sanitária e o Centro de Apoio Operacional do Ministério Público (CAO-MP) confirmaram os riscos. Na cadeia feminina, foram registrados, entre outros problemas, fiação exposta e sobrecarga elétrica, fatores que motivaram, inclusive, pedido de interdição parcial.
“As irregularidades estruturais constatadas pelo Centro de Apoio Operacional do Ministério Público expõem de forma permanente pessoas privadas de liberdade, servidores e demais usuários das unidades prisionais a riscos concretos à vida e à integridade física, especialmente em razão da precariedade das edificações, da ausência de manutenção preventiva e da deficiência das instalações elétricas e estruturais.”, narra a ação.
Segundo o MPMT, as medidas adotadas pelo Estado ao longo da investigação foram pontuais e insuficientes para solucionar as irregularidades. O Ministério Público também buscou uma solução extrajudicial, por meio da proposta de celebração de um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC), mas não obteve resposta do poder público.
Foto: Reprodução.
-
Mato Grosso29/05/2026 - 09:18Circuito do Varejo promove capacitação sobre atendimento e vendas digitais em Lucas do Rio Verde, Alta Floresta, Colíder e Água Boa
-
Rondonópolis28/05/2026 - 16:09Nota de Pesar| Morre o ex-vereador Mohamed Khalil Zaher
-
Rondonópolis28/05/2026 - 21:15Rondonópolis|Prefeito decreta luto oficial por 3 dias pela morte de Mohamed Zaher
-
Rondonópolis29/05/2026 - 09:13Com entrada gratuita Semana do Cavalo Rondonópolis e É o Bicho Rodeio Festival entram em contagem regressiva
-
Rondonópolis29/05/2026 - 11:40Rondonópolis|Conselho do Procon aprova compra de duas Fiat Toro e discute modernização com Inteligência Artificial
-
Esportes29/05/2026 - 20:26União faz clássico decisivo com o Mixto no Luthero Lopes para voltar ao G4 da Série D do brasileiro
-
Rondonópolis29/05/2026 - 11:00Comércio de Rondonópolis poderá abrir de forma facultativa no feriado de Corpus Christi
-
Rondonópolis29/05/2026 - 10:11Prefeitura de Rondonópolis contrata curso de Processo Administrativo Disciplinar (PAD) para capacitação de servidores






