Mato Grosso
Cesta básica recua 1,28% e preço fica próximo dos R$ 800 em Cuiabá
Este é a primeira queda do indicador no ano, analisado pelo Instituto de Pesquisa e Análise da Fecomércio Mato Grosso (IPF-MT) na capital

Com retração de pouco mais de 10,39 reais, o indicador da cesta básica em Cuiabá atingiu o primeiro recuo no ano, de -1,28%, encerrando a terceira semana de janeiro ao custo de R$ 800,68 em média. O levantamento do Instituto de Pesquisa e Análise da Fecomércio Mato Grosso (IPF-MT) apresentou variação negativa nos preços em 84% dos alimentos que compõem a cesta.
Segundo o diretor de Pesquisa do IPF-MT e superintendente da Federação, Igor Cunha, as movimentações no fim de 2022 podem ter acarretado um aumento dos preços. “O período de fim de ano gera maior demanda nos supermercados. Agora, a tendência é que os preços sejam menos afetados nas próximas semanas, devido à característica sazonal”.
O principal recuo ficou para o açúcar, com queda de -3,78%, retomando o preço verificado em outubro, passando a custar R$ 3,70/kg em média. Segundo análise do IPF-MT, a queda atual pode estar relacionada ao aumento da produção do item no último trimestre do ano passado e ao aumento dos estoques na indústria.
Outro item que demonstrou queda foi o tomate, com variação semanal de -3,68%. O valor médio passou a custar R$ 8,35/kg, enquanto na semana anterior o valor médio era de R$ 8,67/kg.
Ainda assim, Igor Cunha destacou que o tomate e a batata, que também apresentou recuo de -1,37%, “estão em um período de preços mais altos, o que ajuda a elevar o valor da cesta básica, já que são produtos muito afetados pelo clima”.
O arroz, que também tem variação negativa, apresentou queda -3,50% nesta semana, custando R$ 5,22/kg em média, enquanto na semana anterior tinha atingido a máxima desde março de 2021, custando R$ 5,41/kg.
Também de forma positiva, o leite, que teve recuo de -1,17% na terceira semana de janeiro, tem se mostrado em estabilidade, com preço médio abaixo de R$6,80 o litro desde a última semana de novembro e na semana atual se encontra em R$ 6,15/l, bem diferente do averiguado em julho de 2022, com sua máxima histórica apurada pelo IPF-MT, de R$ 9,06 o litro.
O Sistema S do Comércio, composto pela Fecomércio, Sesc, Senac e IPF em Mato Grosso, é presidido por José Wenceslau de Souza Júnior. A entidade é filiada à Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), que está sob o comando de José Roberto Tadros.
Mato Grosso
Júri é remarcado depois que defesa abandona plenário em julgamento de filho de ex-deputado

A sessão de julgamento de Carlos Alberto Gomes Bezerra, acusado pelo feminicídio de Thays Machado e pelo homicídio qualificado de Willian Cesar Moreno, foi remarcada para o dia 31 de julho, às 9h, após a defesa abandonar o plenário nesta terça-feira (21). Mais uma vez, os advogados tentaram o adiamento do julgamento, o que foi indeferido pela juíza Monica Catarina Perri Siqueira, presidente da sessão, sob o argumento de que não havia justificativa plausível para a redesignação da data.
Segundo a magistrada, os advogados tiveram um prazo de 15 dias para analisar os documentos juntados aos autos. Ela ressaltou que a maior parte dessas informações já constava no processo e que a alegada falta de acesso a um despacho específico sobre prisão domiciliar não acarretaria prejuízo real, uma vez que a decisão sobre o tema também integra os autos.
“O advogado, quando assume a substituição no processo, o recebe no estágio em que ele se encontra. O processo não recua, ele tem que andar para a frente”, afirmou Monica Perri. Após anunciar a nova data do júri, a magistrada determinou que, caso não haja um advogado constituído apto para atuar na sessão, a Defensoria Pública deverá estar preparada para assumir a defesa na data prevista. Todos os presentes saíram intimados do plenário.
A acusação seria conduzida pelos promotores de Justiça Vinicius Gahyva Martins e Élide Manzini de Campos, integrantes do Núcleo de Defesa da Vida do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT). O réu era defendido pelos advogados Elson Marcelino da Silva Júnior, Larice Cristine, Melissa de Oliveira Machado e Gabriel Gouvea Neno Reiff.
Manobra – Ainda no plenário, o promotor de Justiça Vinicius Gahyva Martins sustentou que o acesso a processos externos é responsabilidade da defesa e que as questões relacionadas ao habeas corpus e à prisão domiciliar já foram resolvidas, não havendo justificativa para o adiamento do júri. Ele destacou o papel do Ministério Público como fiscal da lei, com a missão de assegurar direitos e preservar a imagem das vítimas perante a coletividade. Também se posicionou contra o abandono do plenário, ressaltando que a realização de um Tribunal do Júri exige o empenho e a presença de diversos envolvidos, inclusive pessoas que se deslocaram de outros estados, e que a “ritualística do tribunal” deve ser respeitada em busca da verdade.
Vinicius Gahyva disse ainda que o abandono do plenário é uma estratégia que acaba por arranhar a imagem do Tribunal do Júri. “Isso tem se tornado, de certo modo, frequente nos julgamentos do Tribunal do Júri, especialmente naqueles que afligem de forma intensa o interesse da coletividade, como é o caso concreto de um feminicídio e de um homicídio de dois jovens. São duas pessoas que, efetivamente, traduzem a necessidade de reafirmarmos o nosso papel social de não banalização da vida humana. Nós sabemos que o Tribunal do Júri envolve uma série de providências que devem ser adotadas para que o ato processual seja realizado, e lamentamos muito que esse tipo de estratégia esteja sendo adotada”, afirmou.
A promotora de Justiça Élide Manzini de Campos lembrou que o julgamento já deveria ter ocorrido no dia 7 de julho. Segundo ela, naquela ocasião, a defesa solicitou o adiamento para análise de provas, pedido que foi deferido pela magistrada responsável pelo caso, com a remarcação da sessão para 21 de julho. “É um absurdo uma medida protelatória após mais de três anos do fato, com a família aguardando o julgamento. A defesa admite alegações de nulidades que não existem e que já foram completamente afastadas. É uma estratégia utilizada para tentar postergar, prorrogar e até abrir outro incidente de sanidade, ou qualquer outra medida, para que esse julgamento não ocorra. Tudo isso já foi afastado, e não há motivo algum para que esse julgamento não aconteça”, afirmou.
Sobre o caso de feminicídio, a promotora destacou que a reação da sociedade demonstra uma rejeição cada vez mais firme a esse tipo de crime. Segundo ela, a população tem se posicionado de forma clara contra a violência de gênero e em defesa do enfrentamento aos feminicídios, cobrando respostas efetivas do sistema de Justiça para coibir esse tipo de violência.
Fotos: Josi Dias | TJMT
Mato Grosso
Defensoria impede leilão da única propriedade rural de casal de idosos
Mato Grosso
Turismo de Mato Grosso ganha protagonismo com ações em prol do setor
-
Agro News17/07/2026 - 08:52Fim da moratória da soja pode aumentar a destruição da Amazônia em 1,4 milhões de hectares nos próximos 10 anos, mostra artigo da Science
-
Política MT17/07/2026 - 07:55Wilson Santos contesta cobrança de novo pedágio e alerta para injustiça social
-
Política MT17/07/2026 - 18:53Convenção do MDB apresenta pré-candidatura de Léo Bortolin na próxima semana em Primavera do Leste
-
Política MT18/07/2026 - 14:49“Pivetta tem conceito de bom administrador e provou isso”, diz Mendes
-
Esportes17/07/2026 - 21:23Campeonato de Futebol Amador em Rondonópolis premia campeão com R$ 10 mil neste sábado
-
Rondonópolis21/07/2026 - 18:56Prefeitura de Rondonópolis prorroga investigação sobre contrato da Construtora Amil para obra da Avenida Bandeirantes
-
Política MT17/07/2026 - 17:13Republicanos de MT marca convenção para o dia 4 de agosto em Cuiabá
-
Rondonópolis20/07/2026 - 12:20TJMT declara inconstitucional lei das emendas impositivas de Rondonópolis








