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Assembleia Legislativa discute Orçamento Mulher em audiência pública

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A Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) realizou, nesta quinta-feira (01), audiência pública para discutir a elaboração de um orçamento destinado às mulheres em Mato Grosso. O debate foi promovido pela Comissão de Fiscalização e Acompanhamento da Execução Orçamentária e conduzido pelo deputado estadual Carlos Avallone (PSDB), que a preside, e pela deputada e presidente em exercício, Janaina Riva (MDB).

Na ocasião, foram apresentadas informações acerca da realidade feminina nacional e internacional, bem como algumas das principais demandas e dificuldades que as mulheres enfrentam atualmente, sobretudo no âmbito político.

Também foram abordados os desafios e experiências acerca do Orçamento Mulher no âmbito do Governo Federal, bem como o orçamento do estado de Mato Grosso, o processo de elaboração do Plano Plurianual (PPA) 2024-2027 e a inclusão de políticas públicas para as mulheres.

O deputado Carlos Avallone destacou a importância de debater o assunto, especialmente neste ano, em que está sendo elaborado o PPA em Mato Grosso, instrumento legal de planejamento estratégico que institui as diretrizes, objetivos e metas da administração pública para o período de quatro anos, estabelecendo a relação entre as Orientações Estratégicas do Governo e o Orçamento Público (LOA). 

“As pessoas não entendem o orçamento e não sabem o quanto ele é importante para a sociedade, porque as políticas públicas estão todas colocadas nele. E neste ano nós temos o PPA, que é pensar nos próximos quatro anos do estado. Se a gente não colocar essas políticas públicas, elas não vão acontecer ou terão muito mais dificuldade para acontecer. Nós queremos que as mulheres se enxerguem dentro do orçamento do estado”, disse o parlamentar.

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A deputada Janaina Riva chamou a atenção para a necessidade de garantir a execução de políticas públicas para as mulheres nas diferentes áreas de governo.

“Nós queremos saber o quanto de cada secretaria está sendo investido em políticas públicas efetivamente, seja para capacitação de mulheres, que seria na área do empreendedorismo, seja para o combate à violência doméstica, que seria na segurança pública, seja para a saúde pública da mulher, para combater, por exemplo, o câncer de mama, o câncer de útero. Nós queremos saber o quanto se investe em mais de 50% da população”, declarou.

Primeira palestrante da tarde, a ministra Maria Cláudia Bucchianeri, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), participou de forma on-line e falou sobre ataques e fake news (notícias falsas) contra as mulheres, principalmente no âmbito político.

Segundo ela, dados levantados pelo Relatório Monitora durante as últimas eleições no Brasil apontaram que mais de 70% das denúncias de postagens violentas no Instagram são feitas por mulheres, o que demonstra que, assim como elas são vítimas de diversos tipos de violência no plano físico, a mesma realidade se confirma no mundo virtual. 

A ministra lembrou que desde 2021 está em vigência no Brasil a Lei 14.192/ 2021, que estabelece normas para prevenir, reprimir e combater a violência política contra a mulher, e chamou a atenção para a urgência em torná-la cada vez mais conhecida. Informou ainda que o TSE conta hoje com um canal de denúncias para violência política de gênero 

“O crime de violência política contra a mulher, ao contrário dos outros crimes, é praticado ‘à luz do dia’, na frente das câmeras. Esse tipo de conduta é tão normalizado no Brasil, que os ofensores sequer se dão ao trabalho de fazer isso às escondidas, porque eles não veem nada demais ao fazer isso. Esse ambiente tóxico para as mulheres é o que faz com que sejamos um dos países com menores índices de presença feminina nos espaços de poder. Hoje, as mulheres representam 53% do eleitorado brasileiro e ocupam apenas 18% dos espaços de poder”, salientou.

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Consultora de Orçamento do Senado Federal, Rita de Cássia Leal Fonseca ministrou palestra com o tema “A Mulher no Orçamento: Protagonismo do Legislativo” e enfatizou a necessidade de aprimorar a governança orçamentária por meio de perspectivas transversais. 

“Estamos falando da construção de políticas e orçamento para mulheres, mas também da construção de um país. As mulheres representam mais de 50% da população, mas em torno dessas mulheres têm pessoas que dependem das políticas e dos serviços que estiverem disponíveis para essas mulheres, então estamos falando de muito mais do que 50% da população. É preciso instituir uma perspectiva transversal em todas as políticas públicas”, observou.

Ismália Afonso, analista de programa de Gênero e Raça, do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) no Brasil, afirmou que a gestão pública com enfoque de gênero é um componente crucial para avançar na pauta da igualdade e apresentou exemplos na América Latina e Caribe.

A diretora dos Temas Transversais da Secretaria de Orçamento Federal do Ministério do Planejamento, Elaine Xavier, apresentou informações sobre A Mulher no Governo Federal e destacou a inclusão de dois dispositivos das Leis de Diretrizes Anuais de 2021 e 2022: a determinação que o Poder Executivo Federal divulgue, até 31 de janeiro de cada exercício, relatório de execução orçamentária do Orçamento Mulher referente ao exercício anterior; e que o Poder Executivo Federal adote providências a fim de elaborar metodologia de acompanhamento dos programas e ações destinados às mulheres com vistas à apuração e divulgação do Orçamento Mulher.

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Orçamento de Mato Grosso – O secretário-adjunto de Planejamento e Gestão de Políticas Públicas, Sandro Brandão, falou sobre o processo de elaboração do PPA 2024-2027, que deve ser enviado à Assembleia Legislativa até o final de agosto, e apresentou algumas das principais ações que estão sendo realizadas pelo governo do estado para melhoria das condições de vida das mulheres.

Procuradoria Especial da Mulher – Na ocasião, foi instalada a Procuradoria Especial da Mulher, órgão institucional da ALMT criado em 2022 com o objetivo de receber, examinar e encaminhar aos órgãos competentes denúncias de violências e discriminação contra a mulher; fiscalizar e acompanhar a execução de programas do governo estadual que visem à promoção da igualdade de gênero, assim como a implementação de campanhas educativas e antidiscriminatórias de âmbito estadual; entre outras ações.

Janaina Riva, única deputada eleita na atual legislatura, foi nomeada presidente da Procuradoria e pediu que as vereadoras e vereadores presentes criem procuradorias semelhantes nas Câmaras Municipais. 

Fonte: ALMT – MT

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Vereadora de Rondonópolis apresenta moção de repúdio à indicação de Jorge Messias ao STF

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Foto: Assessoria


A vereadora Kalynka Meirelles (PL) protocolou na Câmara Municipal de Rondonópolis a Moção de Repúdio nº 0001/2026, manifestando posicionamento contrário à indicação de Jorge Messias ao cargo de ministro do Supremo Tribunal Federal (STF).

De acordo com o texto, a manifestação tem como base posicionamentos atribuídos ao indicado em temas considerados sensíveis, relacionados à interrupção da gravidez em estágio avançado. A moção ressalta a defesa da vida, da dignidade humana e dos princípios constitucionais.

A proposição, registrada sob o Protocolo Legislativo nº 1673/2026, será apreciada pelos vereadores em plenário. Caso aprovada, a moção formaliza o posicionamento institucional do Legislativo municipal sobre o tema.

O assunto pode gerar debate entre os parlamentares, diante da relevância nacional da indicação e das diferentes interpretações sobre questões jurídicas e sociais envolvidas.

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Pressão por votação da dosimetria reacende debate sobre presos do 8 de janeiro e papel do Senado

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Uma agenda travada no Congresso Nacional voltou ao centro do debate político após a visita do influenciador digital e pré-candidato a deputado federal Vinicius Santana à Câmara dos Deputados, acompanhado dos advogados Jeffrey Chiquini e Hélio Júnior. O grupo cobra do presidente do Senado a inclusão em pauta da análise do veto presidencial ao projeto da dosimetria das penas relacionadas aos atos de 8 de janeiro.

Durante a agenda em Brasília, Vinicius afirmou que o acordo construído anteriormente não foi cumprido. “Nos tiraram a anistia e nos enganaram através da dosimetria”, declarou. Ao seu lado, o advogado Jeffrey Chiquini reforçou a crítica ao processo político que envolveu o tema: “Enganaram que teria a dosimetria. Na verdade, toda a direita foi enganada”.

O projeto em questão trata da individualização das penas aplicadas aos condenados pelos atos de depredação nas sedes dos Três Poderes, em Brasília. A proposta foi aprovada pelo Congresso Nacional, mas acabou sendo vetada pelo presidente da República, o que exige nova deliberação do Legislativo para eventual derrubada do veto.

Segundo Chiquini, a principal cobrança atual recai sobre a condução da pauta no Senado. “O povo tem o direito de exigir respeito e a gente precisa se levantar. Nós precisamos nos levantar pelos presos políticos”, disse. Ele também apresentou números sobre o cenário jurídico envolvendo os investigados e condenados: “São quase 2 mil processos. […] A última avaliação que fizemos aponta 179 presos espalhados no Brasil inteiro e mais de 800 condenações”.

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A crítica central do grupo é de que a análise do veto estaria sendo postergada. De acordo com Chiquini, isso ocorre porque a matéria precisa ser votada na primeira sessão do Congresso após sua convocação. “O presidente do Senado não marca a sessão para não ter que analisar a derrubada do veto. Porque se ele marcar, tem que colocar em votação”, afirmou.

Vinicius Santana também destacou que a aprovação da dosimetria foi vista, por parte de setores da direita, como uma alternativa à anistia, diante da situação dos investigados. “Aceitamos a dosimetria por não aguentar mais ver pessoas sofrendo dentro da prisão”, declarou. Segundo ele, a ausência de deliberação mantém indefinições jurídicas e políticas sobre o tema.

O debate sobre os desdobramentos dos atos de 8 de janeiro continua sendo um dos pontos de maior polarização no cenário nacional. De um lado, há a defesa de punições rigorosas aos envolvidos; de outro, grupos políticos e jurídicos questionam a proporcionalidade das penas e cobram revisão dos processos.

A eventual análise do veto presidencial ao projeto da dosimetria depende da convocação de sessão conjunta do Congresso Nacional, ainda sem data definida até o momento. Enquanto isso, a mobilização de parlamentares, advogados e influenciadores mantém o tema em evidência, pressionando por uma definição política e jurídica s

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Várzea Grande recebe unidade de saúde reformada para o Capão Grande

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Na manhã desta quinta-feira (9), Varzea Grande recebeu a reforma completa da Unidade Básica de Saúde (UBS) Maria José Pedrosa, localizada no bairro Capão Grande. A entrega foi feita pelo deputado estadual Wilson Santos (PSD), ao lado da prefeita Flávia Moretti (PL) e do vereador Charles da Educação (União) e contou também com a presença de representantes da Secretaria Municipal de Saúde, vereadores, servidores públicos e moradores da comunidade.

A obra recebeu investimento total de R$ 700 mil, sendo R$ 500 mil destinados por meio de emenda parlamentar do deputado Wilson Santos e R$ 200 mil de contrapartida da prefeitura. Durante a entrega, o deputado destacou a importância da parceria institucional para garantir melhorias à população e anunciou novos investimentos para o município em 2026, com a destinação de R$ 1 milhão para a saúde e R$ 3,5 milhões para a educação, reforçando seu compromisso com o desenvolvimento da cidade.

“Uma gestão que começa a inaugurar obras é um novo ciclo. A Flávia vem mudando conceitos e paradigmas em Várzea Grande, na busca do melhor para a população – independentemente de partido. Não mede esforços para alcançar os resultados esperados e devolver a qualidade nos serviços de saúde para os moradores”, disse o deputado.

Wilson Santos aproveitou a oportunidade para anunciar mais emendas parlamentares para o município este ano de 2026, com R$ 1 milhão para a saúde e R$ 3,5 milhões para a educação. A prefeita municipal agradeceu os recursos. “Essa obra teve duração de quatro meses e meio e cumprimos o prazo. Estamos aplicando os recursos corretamente e entregando para o que é do povo. Agradeço à ele e ao vereador Charles que intermediou essa emenda para saúde. Essa unidade é de acolhimento, uma construção nova e acredito que a população do Capão Grande está ganhando um presente”, disse Moretti.

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A UBS atende cerca de oito mil moradores da região e passou por uma readequação completa, incluindo ampliação e melhorias estruturais, como troca de telhado, reparos em infiltrações, substituição de pisos e revestimentos, renovação de portas e janelas, reconstrução dos banheiros, pintura geral e implantação de acessibilidade.

A nova secretária Municipal de Saúde, Valéria Nogueira, parabenizou a determinação de Flávia Moretti para ter a unidade de saúde reforma, a atuação da equipe de saúde como, também, a ex-secretária da pasta, Deisi Bacalon, que esteve à frente desta obra para que hoje pudesse atender toda a população com serviços e estrutura de qualidade.

O vereador Charles da Educação disse que a reforma é uma demanda da comunidade. “Nosso papel vai além de fiscalizar e cobrar. Temos que estar presente e dentro das comunidades e ouvir as demandas. E foi através das nossas andanças que a gente encontrou os moradores que pediram para irmos nesta unidade e ver os problemas existentes. E assim, fomos à Assembleia Legislativa e o deputado Wilson Santos prontamente se dispôs em ajudar”, declarou.

Durante o lançamento da nova unidade, foi feito uma visita pelas autoridades públicas – em todos os espaços da estrutura – que depararam com uma recepção ampla, salas para coleta de exames, vacinas, curativos, atendimento odontológico e multiprofissional, além de farmácia, lavanderia, escovódromo e cozinha.

Medicamentos – Além desta emenda, Wilson Santos também destinou no ano de 2025 mais R$ 500 mil para custeio e manutenção de estoques de medicamentos nas unidades básicas de saúde do município. A iniciativa reforça o seu compromisso com a saúde preventiva e no fortalecimento da rede pública de atendimento primário, considerada a principal porta de entrada do Sistema Único de Saúde (SUS).

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Fonte: ALMT – MT

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