Mato Grosso
Governo de MT cadastra famílias que vivem em casas sem escritura há mais de 40 anos
Durante o mês de agosto, o mutirão de cadastramento será realizado em oito municípios mato-grossenses.
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Aderbal e Lucia moram na Cohab Parecis, em Arenápolis, que passa por regularização fundiária – Foto: Marcos Vergueiro/Secom-MT
Desde os anos 80, o casal Lucia Rocha de Lima, 64 anos, e Aderbal Jarbas de Medeiros, 75 anos, mora na Cohab Parecis, em Arenápolis, mas sem escritura da casa. Eles fizeram o cadastramento em busca da garantia legal da propriedade de seu lar.
“É a realização de um sonho. Temos que agradecer a oportunidade que o Governo está nos dando, o documento em mão é uma segurança para nós”, destacou o aposentado, que vive com a família na mesma casa há 40 anos.![]()
A aposentada Cleuza do Nascimento, de 70 anos, recebeu a equipe em casa para o cadastramento devido à dificuldades de mobilidade – Foto: Marcos Vergueiro/Secom-MT
Primeira moradora da Cohab Parecis, a professora aposentada Cleuza Pereira do Nascimento, de 70 anos, foi sorteada para receber o imóvel em 1982, quando tinha 33 anos e seis filhos para criar. À época, morava de favor e trabalhava como diarista. Na casa nova, aprendeu a ler, escrever, fez faculdade e trabalhou como professora. Agora, ela busca viver outro sonho relacionado ao imóvel: obter a escritura definitiva.
“Tenho muito a agradecer a esse governo pela atenção que tem dado ao povo. Nessa casa eu criei meus seis filhos e gosto tanto dela que já falei para eles que nunca iremos vendê-la”, disse a moradora, que devido a problemas de mobilidade recebeu atendimento em casa.![]()
Manoel Teixeira Lopes procurou atendimento logo cedo no posto de cadastramento, na Prefeitura de Arenápolis – Foto: Marcos Vergueiro/Secom-MT
Além de segurança, a ação do governo trará agilidade para o processo que estava estagnado durante as gestões anteriores.
“Você ter um imóvel sem o título de propriedade não dá garantia nenhuma. Ter certeza de que é nosso nos dá uma segurança. Agora, com o governo vai ser mais prático e rápido para nós”, afirma o aposentado Manoel Teixeira Gomes, 63, que também procurou o mutirão para regularizar os documentos da casa.
A ação é realizada em parceria com as prefeituras e consórcios de municípios.![]()
Prefeito de Arenápolis, Eder Marques, exaltou o trabalho do Governo de MT para a regularização fundiária – Foto: Marcos Vergueiro/Secom-MT
O prefeito de Arenápolis, Eder Marques, também destacou a importância da ação para a gestão municipal.
“É de suma importância esse mutirão para acelerar a regularização de imóveis. Antes da gestão Mauro Mendes, não tivemos a oportunidade de ajudar a entregar o título das casas para os cidadãos. É um prazer ver os sonhos serem realizados. Com isso, outras questões também poderão ser sanadas no âmbito municipal, como o IPTU, por exemplo”, afirmou.
Em Arenápolis, também está sendo feito o cadastramento de imóveis da Cohab Tapirapuã, e a previsão é cadastrar cerca de 400 imóveis para a regularização fundiária.
O presidente do Intermat, Francisco Serafim, destacou os investimentos que estão sendo realizados pelo Governo do Estado para regularizar os imóveis e pôr fim à longa espera dos moradores.
“Nos últimos quatro anos, o Governo de MT investiu R$ 27,7 milhões na regularização fundiária. Entre 2020 e 2022, foram entregues 12 mil títulos de regularização fundiária registrados em cartório. E com esses mutirões vamos avançar muito mais”, declarou.
Para o presidente da MT Par, Wener Santos, a demanda pelo cadastramento tem apontado a eficiência do mutirão.
“O governo conseguiu formalizar uma parceria que está dando agilidade nesses processos e entregando esses títulos aos moradores com 100% de gratuidade. É uma ação histórica que o governo tem feito para ajudar as pessoas”, destacou.
Além dos moradores de Arenápolis, milhares de mato-grossenses devem ser atendidos no mutirão. Nos próximos dias, o mutirão de cadastramento seguirá para outros municípios. De 15 a 18 de agosto, as equipes estarão em Colniza e Juína; de 21 a 25 de agosto, em São José do Rio Claro, e, em Nobres, no dia 29.
Para o cadastramento, os moradores precisam apresentar RG, CPF, certidão civil, contrato de compra e venda da casa e o comprovante de endereço do imóvel a ser regularizado.
Fonte: Governo MT – MT
Mato Grosso
Laudo afasta crime, mas incêndio em prédio da Prefeitura de VG segue cercado de perguntas

A Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) concluiu os levantamentos periciais e descartou a hipótese de incêndio criminoso no prédio da gerência de patrimônio e da Superintendência Operacional do Sistema Escolar da Prefeitura de Várzea Grande, ocorrido no dia 17/6.
Análises de vestígios coletados no local associada a evidências de registros de gravação de câmeras de segurança das redondezas e depoimento de testemunhas apontaram para causa acidental provocada por fenômeno termoelétrico na fiação localizada na parte superior da câmara fria de alimentos congelados pertencente ao anexo I da Secretaria Municipal de Educação de Várzea Grande, que seriam destinadas à alimentação dos alunos da rede municipal de educação. Os peritos realizaram vistoria externa e superior com a utilização de drones em todo o perímetro colapsado pelo incêndio.
No prédio, funcionava a parte logística da Secretaria onde eram armazenados de alimentos, materiais e equipamentos que seriam destinados às escolas do município.
“Tudo iniciou-se com o fenômeno termoelétrico que ocorreu na parte superior da câmara fria de congelados, e se propagou para o prédio todo, para os dois sentidos do pavilhão. Na parte de trás da edificação, as chamas rapidamente tiveram contato com dois veículos, que estavam muito próximos a essa câmara, e que possuem uma carga térmica muito alta, causando facilmente a propagação para o fundo dessa estrutura metálica, e também por conta grande quantidade de material combustível que existia dentro prédio, o que ajudou a propagação e a grande monta dos danos e prejuízos causados pelo incêndio”, apontou o perito.
Mediante o término das análises no local do incêndio, o prédio foi liberado pela perícia para a Polícia Civil. O laudo pericial com o detalhamento das análises será concluído em até 30 dias.
No laudo, constará toda a descrição do local e dos vestígios coletados e analisados em laboratório, o relato de depoimentos de testemunhas, as imagens registradas pelo sistema de monitoramento de câmeras que ajudaram a delimitar a dinâmica do incêndio, que explica onde o fogo teve início e como ele se propagou, além dos danos que ocorreram em todos os ambientes.
Mato Grosso
Leis de Sinop e Alta Floresta são consideradas inconstitucionais

O Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) declarou a inconstitucionalidade de normas editadas pelos municípios de Sinop e Alta Floresta, em ações diretas de inconstitucionalidade que contaram com a atuação do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT). As decisões reforçam a necessidade de observância dos princípios constitucionais que regem a Administração Pública e o processo legislativo.
Um dos casos que o TJMT julgou procedente envolve o município de Alta Floresta, em ação proposta pelo Ministério Público de Mato Grosso contra a Lei Municipal nº 2.938/2024, que disciplinava a regularização de loteamentos rurais destinados a atividades como agricultura familiar, lazer e turismo.
Na análise do processo legislativo que resultou na norma, o Tribunal identificou vício formal decorrente da ausência de participação popular. A legislação urbanística exige a realização de audiências públicas e mecanismos efetivos de consulta à sociedade, especialmente quando há alterações no uso e na ocupação do solo. A inexistência dessas etapas compromete a legitimidade democrática da norma.
Também foi reconhecida a ocorrência de invasão de competência legislativa da União, uma vez que o município estabeleceu regras para o parcelamento do solo rural sem observar exigências previstas em legislação federal, como a necessidade de prévia audiência do Incra.
No campo material, a lei foi considerada incompatível com a ordem constitucional por dispensar a realização de estudo prévio de impacto ambiental para a regularização dos loteamentos. O Tribunal destacou que esse tipo de empreendimento gera impactos significativos e exige avaliação técnica prévia, sob pena de risco ao meio ambiente e à qualidade de vida da população.
Já em ação envolvendo a Lei nº 3.644/2026, do município de Sinop, o Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) se manifestou pela procedência do pedido, apontando a existência de vícios tanto de natureza formal quanto material na norma questionada.
Na manifestação encaminhada ao TJMT e acolhida no julgamento, o MPMT sustentou que a lei, de iniciativa da Câmara Municipal, interferiu indevidamente em matéria cuja iniciativa legislativa é privativa do chefe do Poder Executivo.
Segundo o parecer, a Constituição Estadual estabelece que compete exclusivamente ao prefeito propor leis que tratem do regime jurídico dos servidores públicos, incluindo aspectos relacionados ao provimento de cargos e à organização administrativa.
Diante do conjunto de irregularidades, o Tribunal de Justiça declarou a inconstitucionalidade integral das leis.
Mato Grosso
MP recomenda suspensão de aumento na tarifa de água em Cuiabá

O Ministério Público do Estado de Mato Grosso (MPMT), por meio da 6ª Promotoria de Justiça Cível de Defesa do Consumidor de Cuiabá, recomendou à concessionária Águas Cuiabá a suspensão do reajuste de 11,93% nas tarifas de água e esgoto, previsto para entrar em vigor no dia 27 de junho, próximo sábado.
A recomendação é assinada pela promotora de Justiça Valnice Silva dos Santos e tem como finalidade evitar impactos no orçamento da população, especialmente entre consumidores em situação de maior vulnerabilidade.
“O acesso à água é um serviço essencial e deve ser garantido de forma adequada e acessível. Um reajuste dessa magnitude pode comprometer o orçamento das famílias, especialmente das mais vulneráveis”, destacou a promotora.
O reajuste foi autorizado após decisão arbitral que reconheceu o direito da concessionária ao reequilíbrio econômico-financeiro do contrato de concessão.
No entanto, o Ministério Público avalia que a medida pode gerar impactos econômicas significativos para os consumidores da capital.
Na recomendação, a promotoria orienta que a empresa reavalie a aplicação do aumento e, de forma voluntária, deixe de implementá-lo. Caso entenda pela impossibilidade de suspensão, a concessionária deverá, em conjunto com o poder concedente, adotar medidas para minimizar os impactos financeiros decorrentes do reajuste.
Além disso, o Ministério Público instaurou inquérito civil para apurar os aspectos relacionados à decisão arbitral que resultou na definição do índice de reajuste.
A Águas Cuiabá deverá apresentar, no prazo de cinco dias, manifestação formal sobre o acatamento da recomendação, acompanhada das providências eventualmente adotadas.
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