Mato Grosso
SES alerta para importância da prevenção a acidentes com escorpiões durante período chuvoso
A pasta enviou aos municípios e publicou neste link o Alerta Epidemiológico N° 03/2023. Conforme o documento, todos os escorpiões possuem veneno, no entanto, alguns são considerados de importância médica devido à gravidade do acidente. Em Mato Grosso, há a presença de três espécies que podem causar óbito: o escorpião marrom (Tityus bahiensis), o escorpião preto (Tityus obscurus) e o escorpião amarelo (Tityus serrulatus), que foi identificado recentemente no município de Várzea Grande.
“É importante a atenção redobrada durante o aumento das chuvas no estado, pois o ambiente úmido e quente aumenta o número de acidentes por animais peçonhentos e é uma combinação perfeita para os escorpiões. Por isso é necessário manter a limpeza do quintal, evitar folhagens densas, sacudir roupas e sapatos antes de usá-los, colocar lixo domiciliar em recipientes que possam ser mantidos fechados, para evitar baratas ou outros insetos que servem de alimento para os escorpiões, entre outras medidas de prevenção para afastar escorpiões e outros animais peçonhentos”, disse a coordenadora de Vigilância em Saúde Ambiental da SES, Marlene Barros.
A responsável Técnica do Programa de Vigilância de Acidentes por Animais Peçonhentos da SES, Marcia Brito, ressalta que as crianças de até 10 anos são as mais vulneráveis por sentirem mais a ação do veneno e terem maior chance de ir a óbito. “Os pais e responsáveis devem ficar atentos. Precisamos também redobrar a atenção com idosos e pessoas com comorbidades porque eles correm mais risco de acidentes graves caso sejam picadas”, alerta Márcia.
Como agir após uma picada
O alerta emitido pela SES detalha o que deve ser feito em caso de picada de escorpião. De acordo com o documento, a pessoa deve limpar o local com água e sabão, aplicar compressa morna no local e procurar o ponto estratégico referência ou o serviço de saúde mais próximo para que possa receber o tratamento o mais rápido possível. Neste link é possível identificar os locais do estado que dispõem de atendimento para acidentes com animais peçonhentos.
“A captura do animal só deve ser feita com segurança utilizando uma pinça longa ou algo semelhante e colocá-lo num pote com tampa. Caso contrário, ligue para o Centro de Controle de Zoonoses, Bombeiros ou Vigilância Ambiental do município e peça orientação. Em caso de acidente, lave o local com água e sabão, aplique compressa de água morna para amenizar a dor e procure atendimento médico urgente”, orienta Marcia.
No documento, a equipe técnica da SES ainda acrescenta que a pessoa ou terceiros não podem fazer torniquete ou garrote no local picado, além de não poder furar, cortar, queimar, espremer, fazer sucção ou aplicar qualquer tipo de substância sobre o local da picada e nem fazer curativos que fechem o local, pois isso pode favorecer a ocorrência de infecções.
O alerta epidemiológico orienta a pessoa que sofreu a picada a não ingerir bebida alcoólica, querosene, gasolina ou fumo no intuito de tirar a dor, pois além de não agir contra o veneno, ainda poderá causar complicações no quadro clínico. A recomendação também é para que não seja colocado gelo ou água fria no local, pois acentua a dor.
Com objetivo de alinhar as ações com os municípios, a SES deve realizar em novembro uma reunião virtual com médicos e enfermeiros para a atualização do diagnóstico e tratamento de acidentes por escorpiões.
Fonte: Governo MT – MT
Mato Grosso
Júri é remarcado depois que defesa abandona plenário em julgamento de filho de ex-deputado

A sessão de julgamento de Carlos Alberto Gomes Bezerra, acusado pelo feminicídio de Thays Machado e pelo homicídio qualificado de Willian Cesar Moreno, foi remarcada para o dia 31 de julho, às 9h, após a defesa abandonar o plenário nesta terça-feira (21). Mais uma vez, os advogados tentaram o adiamento do julgamento, o que foi indeferido pela juíza Monica Catarina Perri Siqueira, presidente da sessão, sob o argumento de que não havia justificativa plausível para a redesignação da data.
Segundo a magistrada, os advogados tiveram um prazo de 15 dias para analisar os documentos juntados aos autos. Ela ressaltou que a maior parte dessas informações já constava no processo e que a alegada falta de acesso a um despacho específico sobre prisão domiciliar não acarretaria prejuízo real, uma vez que a decisão sobre o tema também integra os autos.
“O advogado, quando assume a substituição no processo, o recebe no estágio em que ele se encontra. O processo não recua, ele tem que andar para a frente”, afirmou Monica Perri. Após anunciar a nova data do júri, a magistrada determinou que, caso não haja um advogado constituído apto para atuar na sessão, a Defensoria Pública deverá estar preparada para assumir a defesa na data prevista. Todos os presentes saíram intimados do plenário.
A acusação seria conduzida pelos promotores de Justiça Vinicius Gahyva Martins e Élide Manzini de Campos, integrantes do Núcleo de Defesa da Vida do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT). O réu era defendido pelos advogados Elson Marcelino da Silva Júnior, Larice Cristine, Melissa de Oliveira Machado e Gabriel Gouvea Neno Reiff.
Manobra – Ainda no plenário, o promotor de Justiça Vinicius Gahyva Martins sustentou que o acesso a processos externos é responsabilidade da defesa e que as questões relacionadas ao habeas corpus e à prisão domiciliar já foram resolvidas, não havendo justificativa para o adiamento do júri. Ele destacou o papel do Ministério Público como fiscal da lei, com a missão de assegurar direitos e preservar a imagem das vítimas perante a coletividade. Também se posicionou contra o abandono do plenário, ressaltando que a realização de um Tribunal do Júri exige o empenho e a presença de diversos envolvidos, inclusive pessoas que se deslocaram de outros estados, e que a “ritualística do tribunal” deve ser respeitada em busca da verdade.
Vinicius Gahyva disse ainda que o abandono do plenário é uma estratégia que acaba por arranhar a imagem do Tribunal do Júri. “Isso tem se tornado, de certo modo, frequente nos julgamentos do Tribunal do Júri, especialmente naqueles que afligem de forma intensa o interesse da coletividade, como é o caso concreto de um feminicídio e de um homicídio de dois jovens. São duas pessoas que, efetivamente, traduzem a necessidade de reafirmarmos o nosso papel social de não banalização da vida humana. Nós sabemos que o Tribunal do Júri envolve uma série de providências que devem ser adotadas para que o ato processual seja realizado, e lamentamos muito que esse tipo de estratégia esteja sendo adotada”, afirmou.
A promotora de Justiça Élide Manzini de Campos lembrou que o julgamento já deveria ter ocorrido no dia 7 de julho. Segundo ela, naquela ocasião, a defesa solicitou o adiamento para análise de provas, pedido que foi deferido pela magistrada responsável pelo caso, com a remarcação da sessão para 21 de julho. “É um absurdo uma medida protelatória após mais de três anos do fato, com a família aguardando o julgamento. A defesa admite alegações de nulidades que não existem e que já foram completamente afastadas. É uma estratégia utilizada para tentar postergar, prorrogar e até abrir outro incidente de sanidade, ou qualquer outra medida, para que esse julgamento não ocorra. Tudo isso já foi afastado, e não há motivo algum para que esse julgamento não aconteça”, afirmou.
Sobre o caso de feminicídio, a promotora destacou que a reação da sociedade demonstra uma rejeição cada vez mais firme a esse tipo de crime. Segundo ela, a população tem se posicionado de forma clara contra a violência de gênero e em defesa do enfrentamento aos feminicídios, cobrando respostas efetivas do sistema de Justiça para coibir esse tipo de violência.
Fotos: Josi Dias | TJMT
Mato Grosso
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Mato Grosso
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