Mato Grosso
Primeira-dama de MT lidera batalha por futuro mais seguro às mulheres
Na tarde desta terça-feira (05.03), a primeira-dama de Mato Grosso, Virginia Mendes marcou presença no Plantão da Mulher 24 Horas para os lançamentos do primeiro atendimento virtual da Casa de Euridice e da Operação Nacional Átria.
Na oportunidade também foi assinado o Termo de Cooperação Técnica com a Universidade do Estado de Mato Grosso (Unemat), para a implantação do Centro de Estudos sobre Violência Doméstica e oferta de capacitação para a Rede de Enfretamento; e ainda apresentado o relatório da pesquisa sobre o Perfil da Vítima de Violência Doméstica beneficiada pelo Programa SER Família Mulher.![]()
As ações fazem parte das medidas viabilizadas pelo Governo de Mato Grosso e Polícia Judiciária Civil, com a estratégia governamental impulsionada pela primeira-dama Virginia Mendes, promovendo desta maneira o acesso da justiça a todos os munícipios mato-grossenses.
Responsável pela articulação da criação da Coordenadoria de Enfrentamento à Violência Contra a Mulher e Vulneráveis, na PJC, Virginia Mendes destacou a emoção de testemunhar o primeiro atendimento Casa de Euridice, que recebeu o nome de sua mãe, saudosa Euridice Gomes.
“Estou emocionada com esta linda homenagem a minha mãezinha. Ela foi uma mulher extraordinária, guerreira, justiceira, que carregava em seu nome o princípio da ‘ampla justiça’. É uma honra para mim assumir esse legado e poder dizer para as mulheres mato-grossenses que elas não estão sozinhas, que elas podem contar com uma rede de apoio que as fortaleçam mostrando que são capazes de mudar o cenário de suas vidas”, afirmou.
Virginia Mendes agradeceu os esforços nos projetos. “Não tenho palavras para agradecer a dedicação da delegada-geral da PJC, Dra. Daniela Maidel; da Jannira Laranjeira, responsável pelo projeto Casa de Euridice, juntamente com a gerente de Políticas para Mulheres na Coordenadoria da Mulher e Vulneráveis, Mônica Camolezi; e todo o suporte necessário que o secretário Cesar Roveri tem dado com o apoio do governador Mauro Mendes e Assembleia Legislativa para que ocorram avanços no combate à violência doméstica e como consequência na prevenção dos crimes de feminicídio”, completou.![]()
De acordo com Daniela Maidel, esse é um momento simbólico e histórico. “Pela primeira vez nós podemos dizer à vítima o que fazer, qual o caminho seguir, é muito triste olhar para uma vítima e não ter uma alternativa. Mas hoje quando você diz para essa mulher que ela tem um programa especial para ela, o programa SER Família Mulher, uma coordenadoria na PJC, uma superintendência na Setasc, especializadas para ela, e que ela pode ser capacitada e que pode ter um estimulo financeiro, nós damos possibilidades a esta mulher. Isso marca a nossa história”, avaliou Daniela Maidel.![]()
A delegada Jannira Laranjeira, ressaltou o avanço no atendimento e acolhimento às vítimas de violência doméstica com a ampliação da rede de apoio. “Com a criação da Coordenadoria de Enfrentamento a Violência Doméstica e Vulneráveis, um projeto encabeçado pela delegada-geral Daniela Maidel que contou com total apoio da primeira-dama Virginia Mendes, com sua força conseguimos implementar e ampliar com uma estrutura humanizada e preparada para que as vítimas se sintam acolhidas”.
Mônica Camolezi falou da inspiração que a primeira-dama Virginia Mendes é para as ações de defesa às Mulheres e combate ao feminicídio. “Dona Virginia, a senhora é uma mulhere inspiradora, a maior militante e influenciadora incentivadora na área de defesa à mulher. A Casa de Euridice envolve todas as forças de defesa à mulher, olha como é o poder das coisas quando elas têm que acontecer. Na sua história de vida, neste momento, no cenário do nosso Estado, você apodera dessa bandeira, da batuta de sua mãe, Euridice Gomes da Silva”.![]()
Para o promotor de Justiça, Thiago Souza, Mato Grosso é exemplo na gestão de políticas públicas às mulheres. “Quero destacar a atuação da primeira-dama Virginia Mendes que merece o nosso elogio, porque é muito bom a gente pertencer a um Ministério Público vinculado a um Estado em que a mulher também importa, em que políticas públicas direcionadas a mulher são realizadas cotidianamente”, afirmou o representante do Ministério Público de Mato Grosso.![]()
A secretária de Estado de Assistência Social e Cidadania (Setasc), Grasielle Bugalho, ressaltou que o programa SER Família Mulher vai muito além da proteção e enfrentamento à violência doméstica, atualmente 207 mulheres com medida protetiva são assistidas. “Quando a primeira-dama Virginia Mendes e o governador criaram esse programa, que realmente é diferenciado porque serviu de exemplo para a lei federal, foi considerado que as ações de Governo viriam muito além do atendimento da Delegacia 24 Horas da Mulher, é um programa que pensa na pessoa em todas as fases”.
Participaram do evento o deputado estadual, Max Russi; a Juíza Ana Graziela da 1ª Vara Especializada de Violência Doméstica; Rubens Okada , diretor Geral da Politec; cel. Rodrigues do Comando Regional I; o Prof. Dr Kapitango Samba, coordenador de Centro de Políticas Públicas e Ciências de Governo – Unemat; Ten. Cel. Tiago Vinicius adjunto de administração Sistêmica – Sesp; o delegado Wagner Bassi Jr, diretor Metropolitano; Judá Marcondes, delegada Titular de Delegacia Especializada de Defesa da Mulher- Cuiabá; Ten. Cel. Turbino secretário- adjunto do Gabinete Militar; Dra Glaucia Amaral, procuradora do Estado; Secretário-adjunto de Integração Operacional, Cel. Cláudio Fernando Carneiro; as delegadas Luzia Kelly Ferraro; Carla Evangelista Lindenberg Nogueira; Divina Aparecida Vieira Martins da Silva; Mariel Antonini Dias Viana; Eliane Silva Moraes.
*Operação Átria*
A Operação Átria, coordenada pela Secretaria Nacional de Segurança Pública, visa combater e prevenir crimes de violência contra a mulher. A atuação da Polícia Científica é crucial para esclarecer os crimes, responsabilizar os agressores e proteger as vítimas. A equipe realiza exames periciais de forma ágil e eficiente, com foco na humanização do processo. Além disso, são oferecidas palestras e cursos para prevenir a violência de gênero.
Em Mato Grosso a operação iniciou nesta terça-feira (05.03). Ela é coordenada pela Delegada Drª Jannira Laranjeira, coordenadora estadual da Política de Enfrentamento a Violência contra Mulheres e Vulneráveis. Como ação estratégica e prioritária da Operação Átria acontece simultaneamente com os atendimentos a Casa de Euridice na região do Araguaia, com capacitação da rede de enfrentamento e combate à violência doméstica do município de Araguaiana e Barra do Graças, e abrindo uma jornada de Rodas de Conversas com as Mulheres Quilombolas dos Quilombos Mata Cavalo e Mutuca em parceria com a Secretaria de Assistência Social de Acorizal.
Fonte: Governo MT – MT
Mato Grosso
Circuito do Varejo promove capacitação sobre atendimento e vendas digitais em Lucas do Rio Verde, Alta Floresta, Colíder e Água Boa

Mato Grosso
Leis aprovadas por Câmaras são declaradas inconstitucionais em MT

Foto- Assessoria
Leis aprovadas em câmaras municipais que avançam sobre atribuições típicas do Poder Executivo continuam sendo alvo de questionamentos no Judiciário, com reiterado reconhecimento de inconstitucionalidade por vícios formais. Em decisões recentes envolvendo municípios mato-grossenses, a exemplo de Sinop e Rondonópolis, o Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) reafirmou os parâmetros que delimitam a atuação do Legislativo local.
Nesse contexto, o Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) tem se manifestado em ações diretas de inconstitucionalidade apontando irregularidades em leis de iniciativa parlamentar que tratam da execução de políticas públicas. Foi o que ocorreu nos casos das Leis Municipais nº 3.599/2025, que instituiu a denominada Escola Ambiental, e nº 3.641/2026, que criou o Programa Oftalmologia nas Escolas, ambas no município de Sinop.
As análises jurídicas indicam que essas normas apresentaram vício formal de iniciativa, uma vez que trataram de matérias cuja proposição é reservada ao chefe do Poder Executivo. A Constituição Federal e a Constituição do Estado de Mato Grosso estabelecem que cabe privativamente ao Executivo propor leis que disponham sobre organização administrativa, funcionamento de órgãos públicos e implementação de políticas governamentais, entendimento que se aplica aos municípios por simetria constitucional.
Nos casos analisados, as leis não se limitaram à criação de diretrizes gerais, mas passaram a disciplinar a execução das políticas públicas. Entre os pontos identificados estão a definição de periodicidade de serviços, a imposição de atividades específicas por secretarias e a vinculação direta de ações à estrutura administrativa do município. Esse tipo de previsão normativa caracteriza ingerência indevida na esfera do Executivo, ao restringir a margem de decisão administrativa quanto à conveniência, oportunidade e viabilidade das medidas.
Situação semelhante foi verificada em Rondonópolis, onde a Lei Municipal nº 14.224/2025 instituiu o projeto “Bem-Estar Rural”, determinando a realização de atividades físicas e de lazer para a população, com frequência mínima semanal e execução a cargo de secretaria municipal. O entendimento consolidado foi de que a norma, também de iniciativa parlamentar, impôs obrigações concretas ao Executivo, interferindo na gestão administrativa, no planejamento de políticas públicas e na alocação de recursos humanos, além de exigir contratação de profissionais.
Nessa hipótese, assim como em Sinop, o Ministério Público apontou que, embora a iniciativa legislativa tenha sido orientada por finalidade social relevante, a forma adotada acabou por invadir a esfera de competência do Executivo, comprometendo o equilíbrio entre os poderes e retirando do gestor público a possibilidade de avaliar a melhor forma de execução da política pública.
Outro ponto comum nos casos analisados é a violação ao princípio da separação dos poderes. Embora o Legislativo tenha papel essencial na formulação de normas e na representação da sociedade, sua atuação encontra limites constitucionais. Quando a lei estabelece comandos operacionais específicos, substitui a discricionariedade administrativa por obrigações previamente definidas, caracterizando interferência indevida na gestão pública.
Além disso, foi constatada a ausência de estimativa de impacto orçamentário e financeiro em leis que criavam despesas públicas obrigatórias e continuadas. A exigência constitucional de apresentação desse estudo busca garantir o equilíbrio das contas públicas e a compatibilidade com o planejamento orçamentário. A inobservância desse requisito tem sido considerada vício suficiente para invalidar as normas.
A atuação do Ministério Público nesses casos busca assegurar que o processo legislativo observe os parâmetros constitucionais, contribuindo para a produção de normas eficazes e juridicamente válidas, sempre reconhecendo o importante papel das câmaras municipais na elaboração de leis que estabeleçam diretrizes gerais e políticas públicas em sentido amplo.
Mato Grosso
Estado é condenado a reformar Cadeia Pública feminina de Cáceres
A pedido da 1ª Promotoria de Justiça Cível de Cáceres (a 225 km de Cuiabá), a Justiça determinou que o Estado de Mato Grosso apresente, no prazo de até 90 dias, um plano completo para sanar irregularidades estruturais, sanitárias e de segurança na Cadeia Pública Feminina de Cáceres, sob pena de multa diária em caso de descumprimento. A 4ª Vara Cível da comarca julgou procedente a Ação Civil Pública (ACP) ajuizada pelo Ministério Público de Mato Grosso. A sentença foi proferida em 21 de maio.
A decisão judicial estabelece que o Estado deve elaborar, apresentar e implementar um Plano de Adequação Estrutural e Funcional, no qual deverão constar, de forma detalhada, todas as intervenções necessárias para a regularização da unidade, incluindo obras, reparos e medidas voltadas ao cumprimento das normas de segurança contra incêndio, das condições sanitárias e das exigências estruturais. O cronograma deverá indicar, ainda, os prazos de início e conclusão de cada etapa, a estimativa de custos, as fontes de financiamento e os órgãos responsáveis pela execução.
Além disso, o Estado deverá comprovar periodicamente o andamento das ações por meio da apresentação de relatórios técnicos e registros fotográficos a cada 60 dias, evidenciando a evolução das medidas adotadas. Na sentença, o juízo também fixou multa diária de R$ 2 mil, limitada inicialmente a R$ 100 mil, em caso de descumprimento dos prazos estabelecidos.
De acordo com a ação, a investigação teve início após a 1ª Promotoria de Justiça Criminal identificar irregularidades relevantes na unidade durante fiscalizações de rotina, especialmente relacionadas à estrutura física, à segurança e ao funcionamento, com risco à integridade de custodiadas e servidores. Diante desse cenário, a 1ª Promotoria de Justiça Cível instaurou procedimento para acompanhar a situação e cobrar providências do Estado, responsável pela gestão do sistema prisional.
As apurações revelaram um quadro crônico de precariedade estrutural, com edificações deterioradas, problemas nas instalações elétricas, ausência de sistemas adequados de prevenção a incêndios e falhas nas condições sanitárias. Relatórios técnicos e vistorias realizadas por órgãos como o Corpo de Bombeiros, a Vigilância Sanitária e o Centro de Apoio Operacional do Ministério Público (CAO-MP) confirmaram os riscos. Na cadeia feminina, foram registrados, entre outros problemas, fiação exposta e sobrecarga elétrica, fatores que motivaram, inclusive, pedido de interdição parcial.
“As irregularidades estruturais constatadas pelo Centro de Apoio Operacional do Ministério Público expõem de forma permanente pessoas privadas de liberdade, servidores e demais usuários das unidades prisionais a riscos concretos à vida e à integridade física, especialmente em razão da precariedade das edificações, da ausência de manutenção preventiva e da deficiência das instalações elétricas e estruturais.”, narra a ação.
Segundo o MPMT, as medidas adotadas pelo Estado ao longo da investigação foram pontuais e insuficientes para solucionar as irregularidades. O Ministério Público também buscou uma solução extrajudicial, por meio da proposta de celebração de um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC), mas não obteve resposta do poder público.
Foto: Reprodução.
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