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Cláudio vence na Justiça e pode questionar passivo de quase R$ 1 bilhão da Prefeitura de Rondonópolis

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Prefeito tentou impedir o deputado estadual discutir os problemas de Rondonópolis

Foto- Assessoria

O deputado estadual Cláudio Ferreira (PL), pré-candidato a prefeito em Rondonópolis, obteve na última quarta-feira (10) uma ação que o prefeito José Carlos do Pátio (PSB) havia movido para impedir a discussão sobre problemas da gestão atual da Prefeitura do município.

No processo, Pátio alegou uma suposta violação da honra devido a declarações públicas feitas pelo deputado estadual sobre as dívidas que a Prefeitura de Rondonópolis tem. Após análise minuciosa dos argumentos apresentados, a juíza leiga Brenda Paiter Boscardin Zaina da 1º Juizado Especial de Rondonópolis, julgou improcedentes os pedidos do atual prefeito, afirmando que não houve comprovação de ato ilícito.

A magistrada enfatizou a importância do debate público sobre a gestão do município.

“Não restou comprovada a prática de ato ilícito por parte do reclamado [Cláudio Ferreira], uma vez que o tema é de debate público, bem como verifico que o reclamado trouxe aos autos, dados que têm o condão de respaldar o seu ponto de vista acerca da dívida do Município, não havendo qualquer juízo de valor acerca da conduta do Reclamante [Pátio] como este quer fazer crer na exordial”, afirmou a juíza.

Com a decisão, o processo movido por José Carlos do Pátio, com o objetivo de censurar o debate sobre a crise na administração de Rondonópolis, foi julgado improcedente, garantindo a vitória do deputado Cláudio Ferreira.

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Nas redes sociais, o deputado comemorou. “Nós tivemos uma grande vitória na justiça. Lá atrás nós havíamos criticado a falta de transparência, falado do passivo enorme que está sendo deixado por essa gestão, quase R$1 bilhão, isso é uma coisa que nos preocupa muito porque isso influencia no futuro, no futuro dos nossos filhos e netos”.

Para Cláudio Ferreira, a decisão reforça a liberdade de expressão, essencial para o momento.

“Graças a Deus e à boa interpretação da justiça nós ganhamos no mérito e agora estamos autorizados a falar no tema que é relevante. Nós temos que debater Rondonópolis, discutir sobre os problemas e as soluções, não podemos chegar no período de pré-campanha e em breve na campanha e hesitar em debater os problemas da cidade. As pessoas querem ver essas questões sendo solucionadas, precisamos colocar os problemas na mesa, e nós vamos continuar falando deles e de como resolvê-los. Vamos continuar fazendo diferente”, afirmou o pré-candidato à Prefeitura.

Em novembro de 2023, após ser questionado sobre algumas ações da atual gestão, Cláudio Paisagista, como é conhecido, havia denunciado as ações do grupo político que comanda a Prefeitura de Rondonópolis que, segundo ele, assumiu a cidade com cerca de R$ 300 milhões de dívidas, mas deixará a administração com um rombo de quase R$ 1 bilhão nas costas do contribuinte.

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“Rondonópolis sempre tem arrecadado muito, a Prefeitura tem uma das maiores receitas per capita do estado; mas o que falta é uma gestão inteligente e capacitada, que saiba gerir os recursos públicos. Esses velhos grupos que comandaram a cidade nos últimos 40 anos, colocaram o dinheiro do contribuinte em risco e agora vemos que a dívida da cidade se multiplicou. Não podemos aceitar calados e esconder isso do povo”, afirmou o deputado estadual.

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Deputado Júlio Campos pede suspensão de privatização 

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O deputado Júlio Campos chamou atenção para a privatização de estradas abandonadas na região do Arinos e no Médio Norte de Mato Grosso, nesta quarta-feira (10), na Assembleia Legislativa de Mato Grosso.

“Venho fazer um apelo e uma advertência ao senhor governador Otaviano Pivetta e ao senhor Secretário de Estado de Infraestrutura e Logística, Marcelo de Oliveira, sobre o estado lamentável de duas rodovias importantíssimas. A MT-338, a Estrada da Baiana, aberta no meu governo (1983 a 87) quando priorizei a ligação de Juara com Sinop e Cuiabá, economizando 200 km do trajeto. Essa estrada foi pavimentada pelo governo Blairo Maggi, mas hoje encontra-se acabada e com buracos por todos lados. E mesmo nessa situação, segue sendo privatizada”, indagou Júlio Campos.

Segundo o parlamentar, o valor do pedágio a ser cobrado para cada trecho de 30 quilômetros será de R$12,75. A MT-338, interliga os municípios de Lucas do Rio Verde e Tapurah, a partir do entroncamento com a BR-163.

A estrada é um importante caminho de escoamento logístico da produção agrícola e pecuária em direção ao Vale do Arinos e ben eficia também cidades como Itanhangá, Porto dos Gaúchos, Juara e Juína, afetando mais de nove comunidades e 150 mil habitantes.

Júlio Campos também chamou atenção para a situação de outra estrada: a MT-220, no trevo Tabaporã, no Médio Norte de Mato Grosso, entre Vera e Sorriso.

Concessão assinada

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O pedido de Júlio Campos é para que o governador adie a concessão em prol da redução dos custos do pedágio.

“Senhor secretário Marcelo Padeiro, que é um homem dinâmico, está na hora de sua equipe fazer uma fiscalizaçã o rigorosa para rever a privatização dessas duas rodovias. O estado atual é lamentável. Tem que restaurar as rodovias antes de ser privatizada, porque do contrário o pedágio ficará muito caro, pois a manutenção será repassado ao usuário. é por isso que tem estrada estadual na qual o custo do pedágio é o dobro do valor de uma estrada federal. Veja a BR-163, o pedágio custa quase a metade do valor de estradas estaduais e o motorista trafega de Rondonópolis e Sinop sem buracos e de forma segura”, afirmou Júlio Campos.

A concessão das duas estradas foi assinada em 01 de setembro de 2025 pelo secretário Marcelo Ol iveira, com o Consórcio Vale do Arinos, com o aval da Agência estadual de regulação Ager.

https://juliocamposmt.com.br/deputado-julio-campos-pede-suspensao-de-privatizacao-de-estradas-abandonadas-em-mt/

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Zé Medeiros quer proibir multas ambientais automáticas baseadas apenas em imagens de satélite

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Foto-Assessoria

Multas ambientais, embargos e bloqueios de crédito rural baseados exclusivamente em imagens de satélite ou sistemas automatizados poderão ser proibidos no Brasil. A medida está prevista em um projeto de lei apresentado pelo deputado federal Zé Medeiros (PL) na Câmara dos Deputados.

A proposta cria a Lei Nacional de Garantia do Devido Processo Legal na Fiscalização Ambiental Rural e estabelece que nenhuma penalidade poderá ser aplicada sem vistoria presencial realizada por agente público competente, acompanhada de laudo técnico detalhado e identificação precisa da suposta infração.

“O avanço tecnológico deve servir ao interesse público, mas jamais pode substituir o devido processo legal, o contraditório, a ampla defesa e a verificação dos fatos. O satélite pode apontar indícios, mas não pode condenar ninguém. Hoje, muitos produtores enfrentam multas, embargos e até bloqueios de crédito sem que um fiscal tenha sequer visitado a propriedade. Isso gera insegurança jurídica e fere o direito de defesa”, argumentou o parlamentar.

O projeto prevê que imagens de satélite e sistemas de sensoriamento remoto tenham caráter apenas preliminar e informativo, impedindo que sejam utilizados como prova única para aplicação de sanções. Caso não haja vistoria presencial, multas, embargos e demais restrições poderão ser considerados nulos.

“O produtor rural não pode ser tratado como criminoso por um algoritmo. A fiscalização ambiental é necessária, mas precisa ocorrer dentro dos limites da lei e com respeito ao direito de defesa”, concluiu.

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A proposta também proíbe o bloqueio automático de financiamentos e a inclusão de produtores em cadastros restritivos com base apenas em alertas gerados por sistemas remotos. As restrições só poderão ocorrer após decisão administrativa definitiva, com garantia do contraditório e da ampla defesa.

O texto ainda prevê mecanismos de transparência para os sistemas automatizados utilizados pelos órgãos ambientais. Segundo Medeiros, a medida busca evitar punições indevidas causadas por falhas na interpretação de imagens de satélite e algoritmos, conciliando a proteção ambiental com a segurança jurídica e o direito de defesa dos produtores rurais.

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Ex-governador Mauro Mendes rebate senador Wellington Fagundes sobre obras da MT-170

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Ex-governador Mauro Mendes

O ex-governador Mauro Mendes voltou a criticar o senador Wellington Fagundes em meio às discussões sobre as obras da MT-170, antiga BR-174, no estado de Mato Grosso.

Em declarações recentes, Mauro rebateu as críticas feitas pelo senador sobre a qualidade das obras executadas na rodovia e afirmou que a estrada permaneceu abandonada durante anos sob responsabilidade do Governo Federal. Segundo ele, a estadualização da via ocorreu justamente para garantir a retomada das obras e melhorar a trafegabilidade da região.

Mauro Mendes também acusou Wellington Fagundes de “faltar com a verdade” ao questionar o andamento dos serviços e destacou que, antes da intervenção do Estado, motoristas enfrentavam sérios problemas estruturais na rodovia, incluindo longos períodos de atoleiros e dificuldades de deslocamento.

O embate ganhou força após Wellington cobrar investigações sobre possíveis falhas na execução das obras e defender acompanhamento do Tribunal de Contas do Estado (TCE-MT) nos contratos relacionados à MT-170.

A discussão entre os dois líderes políticos amplia o clima de disputa política em Mato Grosso, principalmente diante das articulações visando as eleições de 2026.

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